10/11/2009 - 06:35

As lamurias são a parte chata do meu trabalho. Há os que se lamentam por não terem um emprego, e há os que se lamentam justamente por terem um.
Os primeiros, carpideiras desocupadas, lamentam por não terem rendimento ou atividade profissional (vale a ressalva para a diferença entre emprego e trabalho) e, como num movimento tradicional, são os mesmos que se lamentam ao trabalhar. Continuam em sua função primária na terra, falar mal de alguma coisa, qualquer coisa.
São os mesmos moribundos que reclamam que a empresa fica longe, que o chefe é repressor, que o restaurante é ruim, ou ainda que a empresa não o valoriza (…??…).
Ora, dureza e dificuldade são as molas do desenvolvimento e da criação. É a partir de um problema que se pensa na solução. Não está satisfeito com seu trabalho, vá procurar outro! Vá fazer outra coisa, mude de vida.
A carpideira profissional, ao ler isso, deve ter pensado, “-Falar é fácil!!!”.
Pois é, são previsíveis. Outra característica comum aos lamentadores anônimos.
Há quem passe 10 anos da vida reclamando do emprego e nunca se preocupou em fazer um currículo para, quem sabe, mandar para alguém.
Sinceramente, se não agüenta, bebe leite!
Um abraço e bons ventos na carreira.
**Ilustra o post, mais uma tirinha desconcertante do André Dahmer dos Malvados (www.malvados.com.br). Vale o click!
Ricardo Casaca – headhunter
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03/11/2009 - 07:05
Ouvi nesse final de semana uma expressão curiosa. Conversando sobre a loucura de tanta gente tentar acertar uma seqüência de 6 números para tornar-se milionário. Um amigo soltou, – Ricardo, esse é o imposto do pobre!
Tem lógica. Já ouvi gente falando que não paga imposto de renda e só faz a declaração de isento na lotérica… NA LOTÉRICA!!!!???? Pois é, se você não sabe, as pessoas que ganham menos do que um piso estipulado pelo governo, têm que se auto declarar isentas. E isso se dá num procedimento simples, dentro das casas lotéricas.
É a galinha fazendo a declaração dos ovos, na toca do lobo.
Ora, estando ali, nossos amigos isentos já aproveitam para fazer uma “fézinha” e renovar seu sonho semanal de ter uma casinha na praia.
De grão em grão, lá se vai o imposto do pobre.
Dentro das organizações, há muitos impostos camuflados. É aquela reunião que só serviu para marcar a próxima. É o tempo dedicado ao e-mail pessoal que refletirá negativamente no desenvolvimento do trabalho. É a desculpa esfarrapada para justificar a procrastinação (detesto essa palavra), ou ainda a rapinagem de orientar o colaborador a fazer hora extra, sem o devido pagamento. Enfim, de forma ilusória, alguns desses impostos corporativos trazem vantagem para a organização, outros para os empregados. Mas a verdade é que não faz bem à ninguém. Sei de pouca coisa nessa vida, mas já aprendi que quando a palavra “vantagem” está envolvida, não pode ser bom pra ninguém.
Um abraço e bons ventos na carreira.
Ricardo Casaca – headhunter
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Tags: grão, imposto de renda, imposto do pobre, vantagem
28/10/2009 - 17:39
Por vezes, penso que só em minha profissão algumas coisas acontecem.
Hoje pela manhã, tive a certeza.
Havia algumas entrevistas agendadas, mas a penúltima da manhã falhou. O cidadão não apareceu e nem foi localizado pelo celular. Passei para a próxima, não sem antes defenestrar o “furão”.
Perto do final da entrevista, que seria a última da manhã, chegou ao escritório o candidato que até aquele momento havia me feito esperar. Assim que acabei a entrevista, fui até a sala de espera onde ele pacientemente me aguardou. Num tom solene, o candidato disse:
-Ricardo, me desculpe pelo atraso. É que passei a noite num puteiro em Guararema e acabei perdendo a hora.
Não dá pra fazer pouco caso de uma declaração como essa, o rapaz tinha coragem. Chegou com 45 minutos de atraso, com o cabelo meio bagunçado e uma cara de quem não havia durmido muito.
Quantas pessoas você conhece que justificariam o atraso para uma entrevista de emprego com uma noitada num lupanar, ainda mais em Guararema?!
De minha parte, relevei o descuido com a hora e permitirei que ele siga no processo.
Ali, ainda na sala de espera, peguntei se ele já havia tomado café da manhã (com cara de fome ele estava). Novamente fui surpreendido com uma resposta inusitada:
- Ricardo, café da manhã eu tomo na casa da minha mãe. Tomar café em puteiro é muito deprimente.
Sem dúvida, hoje conheci o verdadeiro Joselito.
Como não podia deixar essa peteca cair, nem pestanejei, o convidei para ir comigo à uma padaria próxima ao escritório, onde patrocinei uma média e um pingado ao pretenso Supervisor de TI.
Uma coisa é certa, o rapaz deu a melhor desculpa que eu já ouvi (e rendeu uma boa história).
Um abraço e bons ventos na carreira.
Ricardo Casaca – headhunter
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Tags: atraso, entrevista, Guararema., lupanar, Supervisor de TI
23/10/2009 - 14:58
Recentemente , em um dos processos seletivos que desenvolvo em meu escritório, a ansiedade colocou areia no projeto. Tudo estava certo, todas as etapas já tinham sido vencidas pelo candidato, mas na entrevista final, o profissional “espanou”. Não segurou a pressão de uma entrevista com um executivo sênior e colocou o carro na frente dos bois.
É bonito ver gente que não conhece do ambiente corporativo falar de tolerância, mas na linha de frente das organizações não há espaço para deslizes. Creia, não tem “gente boa” nesse jogo. Em processos de seleção para posições executivas, não há segunda chance. Há uma bala na agulha, não dá pra perder o tiro.
Uma dica grátis para os leitores desse compêndio eletrônico é a de não considerar que haverá alguém tolerante e flexível do outro lado da mesa. Tenha a certeza que haverá pancadaria em suas entrevistas de emprego. Se a pancadaria não vier nas primeiras fases, creia, ela está a caminho.
Particularmente, não creio em super homens ou super mulheres, mas fragilidade e “mãos suadas” não devem entrar numa sala de reunião. Nunca.
Se apegue a sua religião, seita, ou sei lá o quê, para manter a cabeça no lugar.
Lembre-se do ditado chinês que ensina que temos duas orelhas e uma boca, justamente para ouvir em dobro e falar pela metade.
Um forte abraço e bons ventos na carreira.
Ricardo Casaca – headhunter
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Tags: ansiedade, carreira, conselho, dica, nervosismo
16/10/2009 - 19:27
Nessa Quinta-Feira, cumpri uma obrigação terrível. Enterrei uma querida amiga.
8 meses entre a descoberta de um câncer de pele na pontinha do dedo e a sua morte. Tempo curto demais para se despedir de alguém tão querido. Mesmo por que, você não se despede, você fica ali, junto da pessoa na batalha pela vida. Químio e radioterapia, estratégias para vencer a doença que acabam por castigar o doente, física e psicologicamente. Ir até as sessões de radioterapia e encontrar crianças pequeninas em tratamento, mexe com qualquer um. É impossível não se colocar na situação dos pais e mães acompanhando sua cria… vixe… Que o meu Deus os abençoe!
Conheci a Noêmia quando ela veio cuidar do meu menino mais velho. De cara percebi que não tinha apenas contratado uma babá, tinha encontrado uma amiga. 6 anos se passaram e ela se aposentou e foi descansar. Tinha todo o direito… cuidar do Vinícius não foi mole. Certa feita cheguei em casa bem mais cedo do que de costume, e encontrei meu moleque nas costas daquela senhora de mais de 60 anos, brincando de cavalinho. Os dois riam como um neto e uma avó devem rir. Para ele, ela era uma avó. De fato era.
A morte me levou mais uma pessoa amada. Minha fé me conforta, mas as saudades doem.
O cancêr levou meu pai, então com 58 anos e toda a vitalidade do mundo. Agora levou a “Ni”. Mas o que nem o câncer, nem doença alguma pode levar, são as lembranças e o amor da gente.
Rogo à Deus, meu Senhor Jesus Cristo, que os tenha Consigo. Que dê à eles o descanso e a vida eterna.
Um abraço e tenha um bom final de semana.
Ricardo Casaca
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13/10/2009 - 15:25

É de matar, mas ainda há gente que encara o estagiário (apenas!) como mão de obra barata.
Não desenvolvo processos seletivos para profissionais nessa fase de carreira, mas respeito esses meninos e meninas que além de estudar, partem para o mercado para aprender na prática e por vezes, também para pagar a mensalidade da faculdade com suas bolsas-auxílio.
Há quem os destrate e não leve a sério o fato daquele estudante estar ali para aprender.
Se você é estudante e se identificou com essa situação, ligue não. O mundo é pequeno e pra piorar, ele gira. Lá na frente você encontrará o seu algoz… Rogo para que você seja melhor do que esse tipinho e não pense em vingança. Creia-me, mostrar ao capataz que você já o ultrapassou na cadeia alimentar corporativa, já basta.
Já presenciei, mais de uma vez, estagiários brilhantes serem dispensados por que seu curso chegou ao fim. É uma lógica abilolada! A companhia contrata o estagiário, dá treinamento, prepara o jovem profissional e quando ele se forma, o dispensa. É o presente de formatura que muitas empresas dão à seus jovens talentos. A demissão. Via de regra isso ocorre por causa de uma palavrinha, headcount (mais ou menos algo como contagem de cabeças).
Mais uma bizarrice do mundo S/A.
Quando contratar o próximo estagiário, pense nele como um trainee. Na verdade é a mesma coisa, mas sabe-se lá por que cargas d’água, dão ao primeiro menos importância que ao segundo.
Ilustra o post, uma tirinha “soconoestomago” dos malvados (www.malvados.com.br)
Um abraço e bons ventos na carreira
Ricardo Casaca – headhunter
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Tags: estagiário, trainee
08/10/2009 - 07:42

Todos conhecemos algum sujeito arrogante. Gente que dá azia até em sal de fruta ENO…
Pois é. No ambiente corporativo sempre nos encontramos com alguém assim. Seja por ter vindo de excelentes escolas e se achar superior, seja por ter origem humilde e tentar esconder isso por trás de uma imagem onipotente. Em ambos os casos, há um ponto em comum. São tolos.
A vida é simples. Hakuna Matata, como já diziam Timão & Pumba (desculpe a citação, mas tenho dois filhos pequenos em casa. Disney Channel na veia!).
Em meu trabalho, conheço gente de todas as origens. Gente que foi criada com leite em pó de vacas holandesas e gente que batalhou muito para conseguir estudar e ascender social e profissionalmente. Para minha sorte, conheço muito mais pessoas interessantes e agradáveis do que os parentes do felino que ilustra o post.
Para a manutenção da tranqüilidade da minha consciência, trato de fazer minha parte na seleção natural (agora sim, citando uma fonte nobre, Charles Darwin), defenestro os currículos de gente arrogante, pedante e de seus congéneres.
Um forte abraço e bons ventos na carreira.
Ricardo Casaca – headhunter.
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Tags: arrogante, Darwin, TIMÃO & PUMBA
05/10/2009 - 11:30
Toda empresa promove suas ações para o benefício ambiental e social. É o marketing ecológico/ social. Acho bacana. Humaniza a imagem da companhia e, por vezes, pode gerar com o consumidor uma relação de confiança.
Mas para que serve a promoção de eventos benemerentes, quando a mesma empresa que organiza os eventos, sonega impostos? Foi o caso da Ortopé no Rio Grande do Sul – ortopé, ortopé… tão bonitinho! - Lembra do jingle? Pois é, o dono da empresa fugiu depois de passar 100 dias no xilindró.
Para que serve uma ação de reciclagem, quando a mesma empresa que promove a ação, apóia e estimula a exploração sexual de meninos e meninas? Esse exemplo te lembra alguém?… O nosso companheiro das segundas feiras. O mais importante veículo de comunicação impresso do Cone Leste Paulista. O jornal Vale Paraibano.
Pois é, o jornal tem na home do seu site uma campanha para a reciclagem do jornal usado. Nobilíssima ação, infelizmente anulada pela publicação do anúncio de emprego que oferece R$7.500,00 para alguma menina que se disponha a vender a alma.
Não é crível que ninguém tenha se dado conta da incoerência que isso representa.
Fica aqui o protesto contra a associação do jornal Vale Paraibano com um dos crimes mais nefastos que a humanidade teve a capacidade de criar, a exploração sexual de meninos e meninas.
Um abraço e tenha uma boa semana.
Ricardo Casaca – ex-conselheiro do jornal Vale Paraibano.
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Tags: abuso, crime, JORNAL, nesfastos
02/10/2009 - 08:12
Francamente, os prazos estão estourados, os dias cada vez mais curtos, mas hoje é Sexta-Feira – e faz sol. TGIF!
Com todo o respeito ao valoroso povo cearense, recebi essa piada e resolvi compartilhar no blog.
TERREMOTO NO CEARÁ
Depois dos terremotos ocorridos na Ásia, o Governo Brasileiro resolveu instalar um sistema de medição e controle de abalos sísmicos, que cobre todo o país.
O então recém-criado Centro Sísmico Nacional, poucos dias após entrar em funcionamento, já detectou que haveria um grande terremoto no Nordeste do país.
Assim, enviou um telegrama à Delegacia de Polícia de Icó, uma cidadezinha no interior do Estado do Ceará.
Dizia a mensagem:
Urgente.
Possível movimento sísmico na zona.
Muito perigoso.
Richter 7.
Epicentro a 3 km da cidade.
Tomem medidas e informem resultados com urgência.
Somente uma semana depois, o Centro Sísmico recebeu um telegrama que dizia:
Aqui é da Polícia de Icó.
Movimento sísmico totalmente desarticulado.
Richter tentou se evadir, mas foi abatido a tiros.
Desativamos as zonas e todas as putas estão presas.
Epicentro, Epifânio, Epicleison e os outros cinco irmãos estão detidos.
Não respondemos antes porque houve um terremoto da porra aqui’…..
É isso. Tenha um excelente final de semana e bons ventos na carreira.
Ricardo Casaca – headhunter
Autor: fcrh@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Ceará, PIADA, terremoto
29/09/2009 - 15:48
Sabe aquela história de valorizar o passe. Fazer charme… Esse não é um bom caminho.
Quando um consultor telefona para um candidato (que lhe enviou o currículo anteriormente) e oferece uma oportunidade de trabalho, o mínimo que se pretende ouvir é, TENHO INTERESSE, ou NÃO TENHO INTERESSE. Qualquer variação disso é enchimento de lingüiça. Pedir um tempo para pensar então, é a certeza de não receber mais ligações no futuro.
É certo que não será numa ligação telefônica que o profissional deverá decidir seu futuro profissional, mas o que se espera nessas situações é que o pretenso candidato saiba se quer ou não participar de um processo de seleção naquele momento da carreira.
Uma resposta negativa não fecha porta nenhuma, muito pelo contrário. Para o consultor que abordou o candidato, é a certeza de que este, ao menos, sabe o que não quer.
Um abraço e bons ventos na carreira.
Ricardo Casaca – headhunter.
Autor: fcrh@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
Tags: decisão, Em cima do muro, processo seletivo
28/09/2009 - 07:54

Já vi essa situação diversas vezes. Uma mega requisição para uma vaga… que não é mega.
Ao descrever as atividades do próximo funcionário, o futuro chefe carraga a mão e vira um gênio criativo. Por vezes, precisa de um bom analista fiscal, mas pede experiência em neuro-cirurgia e holandês fluente. Exageros a parte, há requisitantes que realmente extrapolam nas exigências. Não raro, contratam o super homem, mas não tarda e o funcionário dos sonhos se frustra. Pois ao sentar na cadeira e iniciar suas atividades, descobre que não salvará mocinhas de edifícios em chamas, ou segurará locomotivas no peito. Terá, sim, que realizar atividades pertinentes ao cargo para o qual foi contratado, e ponto.
Contratar bem, não é contratar o melhor do mercado pelo menor salário possível (acredite, há quem ainda pense assim). Contratar bem, é colocar na equipe alguém que some aos resultados, ajude a conquistar os objetivos e que esteja em sintonia com a realidade da organização.
Creia-me, contratar o Zico para o XV de Piracicaba pode parecer um mega negócio, mas a possibilidade de ele ter sucesso é bem próxima do “0″.
Ilustra o post uma foto do megalomaníaco Cérebro e seu tolo ajudante, Pink. Um exemplo perfeito de equipe que não “decola”.
Um abraço e bons ventos na carreira.
Ricardo Casaca – headhunter
Autor: fcrh@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
Tags: carreira, expectativa, requisição
27/09/2009 - 16:51

O art. 229 do Código Penal prevê como crime, com penas que variam de 02 a 05 anos de reclusão e multa, manter, por conta própria ou de terceiro, casa de prostituição ou lugar destinado a encontros para fim libidinoso, haja ou não intuito de lucro. (fonte: Google)
A prostituta não é criminosa, mas quem explora a sua atividade o é.
Grana, grana, grana… Por conta de um anúncio de R$15,90 (fonte: www.valeparaibano.com.br), o mais importante veículo de comunicação impresso do Cone Leste Paulista se associa, interage e apóia contraventores, segundo o artigo 229 do Código Penal.
Para quem sente falta – e cobra -, está aí a minha crítica aberta ao jornal Vale Paraibano.
Não me dei ao trabalho de comprar o jornal de hoje, apenas visitei o site do periódico. Numa passada rápida de olho, identifiquei mais vagas pra puta, do que para qualquer outra profissão. Dói de ler que alguns anúncios buscam moças inexperientes e sem vícios. Talvez alguma menina bem nascida, filha de algum jornalista, se interesse pelas vagas.
Caros dirigentes do jornal, é mais do que óbvio que vocês acompanham as críticas que partem desse singelo blog. O silêncio que berra da opulenta sede do jornal se deve muito mais à vaidade, do que à ignorância.
Pensem que se apenas uma menina, ou menino, tiver se perdido nessa vida de ilusões por conta dos anúncios publicados no jornal, o peso dessa culpa os acompanhará em suas noites de insônia.
O jornal é maior do que isso.
Um abraço e bons ventos na carreira.
Ricardo Casaca – ex-conselheiro do jornal Vale Paraibano.
Autor: fcrh@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
Tags: exploração sexual, JORNAL, vale paraibano
22/09/2009 - 09:12

Talvez você conheça alguém assim. Que se faz de morto, para convidar o coveiro para um jantarzinho.
O abiente corporativo está cheio de exemplares desse bicho sem sal.
Ninguém desgosta do infeliz, é um ser tolerável, mas pára por aí.
É o tipo de gente do qual não se pode descuidar. Se não tiver um e-mail comprovando compromissos, datas e lugares, esses seres te deixaram na mão na primeira reunião. Dá até para ouvir o verme: “- Hã, não, eu não fui envolvido no projeto. Não estou sabendo de nada.”
Você pode até pensar que uma arma cairia bem nesses momentos, mas sugiro à você que refreie sua veia “beira-mar“.
Com esse tipo de gente, todo cuidado é pouco. Documente até convite para o cafezinho. Marque posição e não dê espaço para a víbora-sonsa dar o bote.
E, claro, torça para que o e-mail da charge acima chegue logo na caixa de mensagem do coleguinha.
Um abraço e bons ventos na carreira.
Ricardo Casaca – headhunter
Autor: fcrh@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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21/09/2009 - 08:46
Recebi um e-mail cobrando meus comentários semanais sobre o jornal Vale Paraibano. Confesso que descuidei disso nas últimas semanas, mas ao que parece, o jornal não mudou muito desde o meu último comentário a respeito dele.
Bacana saber que alguém, além de mim, se interessa por isso.
Já disse e repito, o jornal Vale Paraibano é o mais importante veículo de comunicação impresso do Cone Leste Paulista. Acho que se desviou do seu caminho quando comprou pacotes – fast food – de comentaristas “nacionais” (Nassif, Jabor, FHC, etc), em detrimento de comentaristas “regionais”. Não se engane com essa distinção, quando falo de comentaristas nacionais, não os coloco em patamar superior ao regionais, muito pelo contrário. São nacionais por escreverem a mesma coluna para jornais que circulam de Ponta Grossa – PR a Curralinho – PA, sem qualquer regionalização. É o Big Mac do Jornalismo.
Mas isso não cabe a mim discutir. É uma decisão do board do jornal e eles devem saber o que fazem.
Ao ler o jornal desse domingo, na matéria falando da última reunião do conselho, vi uma foto da sala de reunião do jornal. Muita coisa mudou. Reformaram a sala, os computadores da redação foram substituídos (já não era sem tempo!) e a decoração ficou mais moderna. Porém, algumas coisas não mudaram, o lanchinho das reuniões continua farto, o editor chefe continua monopolizando o controle do ar condicionado e o jornal ainda insiste em apoiar a exploração sexual. Ai, ai…
Em um dos comentários, a conselheira Cristina Souto Rigotti sugeriu reportagens sobre a sexualidade na adolescência. Cara Cristina, o jornal já fala sobre a sexualidade nas diversas faixas etárias. Analisando o caderno de empregos do mais importante veículo de comunicação impresso do Cone Leste Paulista, você verá que essa história de sexo é muito lucrativa. Por lá, você encontrará anúncios de emprego que podem resolver qualquer problema. Uma solução Tabajara. Dois – há mais do que isso – me chamaram atenção, um deles estava em negrito. O primeiro chama Moças para casa de massagem masculina em São José dos Campos e promete ganhos de R$ 7.500,00 por mês (Ulalá!). Outro, inovando, convoca Rapazes, mas oferece remuneração menor. Apenas R$4.000,00.
É a vitória do feminismo. Em atividade idêntica, massagem, mulheres ganham quase o dobro que os homens. Isso podia virar matéria no jornal…
Publicar anúncios para cooptação de meninos e meninas para explorá-los sexualmente, coloca o jornal, que tem história memorável e enorme potencial, na mesma vala que cafetões e cafetinas. O jornal não merece isso. A atual administração deve à história do periódico uma postura firme contra esse absurdo.
Anúncios de recrutamento para prostíbulos e anúncios dos serviços de casas de tolerância, expondo mulheres em poses ginecológicas, não deveriam, jamais, manchar as páginas deste, que é o mais importante veículo de comunicação impresso do Cone Leste Paulista.
Um abraço.
Ricardo Casaca – ex-conselheiro do jornal Vale Paraibano.
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Tags: emprego, JORNAL, prostituição, vale paraibano
18/09/2009 - 11:09
É Sexta-Feira e já trabalhamos demais.
Vi esse vídeo no You Tube e resolvi fechar a semana com ele. Lembra do Biafra? Isso é só para que passou (bastante) dos 30… É da mesma trupe do Léo Jaime, João Penca e seus Miquinhos Amestrados, Ultraje A Rigor e por quê não, Roberto Leal. Além de outros tantos que sacudiram os anos 80.
Essa turma está de volta, em festas temáticas para os saudosistas.
Numa aparição, cantando a música com a estrofe “Voa, voar. Subir, subir…” Lembra? Um parapente caiu em cima do cantor. Parece golpe de mídia. Já tem gente dizendo que pelo jeito que o paraquedista bateu contra o muro, pode ser coisa do Nelsinho Piquet.
Com vocês, Biafra.
Biafra
Um abraço, bom final de semana e bons ventos na carreira.
Ricardo Casaca – headhunter
Autor: fcrh@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Biafra, CASUAL DAY, Piquet
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