
Capoeira não é esporte, mas também recebeu uma medalha e, agora, é reconhecida como patrimônio cultural brasileiro. A decisão foi tomada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e ArtÃstico Nacional (Iphan).
Foram 15 rodas de capoeira, com música, dança, luta e muita ginga. A festa foi em frente ao Palácio Rio Branco, na Praça Muncipal de Salvador. Nos jogos, estavam capoeiristas de todas as idades, desde os mais experientes até os bem novinhos, como Matheus, que desde os dois anos entra na roda.
A capoeira foi trazida para o Brasil pelos escravos africanos no século 18. A manifestação foi, por muitos anos, proibida, porque os escravos costumavam jogar capoeira como forma de resistência.
As mulheres dão graça e leveza na hora da luta. Sexo frágil? Que nada. “As mulheres participam da capoeira tocando, jogando e dando rasteira em homem”, conta a capoeirista Renata Souza.
Os grupos da Bahia, de Pernambuco e do Rio de Janeiro participaram do encontro. Agora que a capoeira foi reconhecida como patrimônio cultural, o ofÃcio de mestre de capoeira entra para o livro dos saberes e a roda, espaço da ginga, da dança e da luta, passa a fazer parte do livro das formas de expressão.
“Todos nós, mestres, estamos felicitados por esse momento tão Ãmpar e tão glorioso que é o tombamento da capoeira”, diz o mestre Mácimo.
A primeira escola do paÃs foi fundada na década de 30, em Salvador, por mestre Bimba que conseguiu autorização do presidente Getúlio Vargas para ensinar a arte.



