26/01/2005 - 00:11
Outro dia topei com uma criatura com um ano na cidade que não sabia onde era a Liberdade, nunca tinha ido à Av. Paulista e acho que até aquele dia, sequer tinha andado de metrô.
Não, o ser de outro mundo não tem carro. Fica ilhado no bairro onde mora e trabalha (na mesma rua, para ser exata), não por medo de assalto, não por falta de dinheiro.
Tem gente que acha São Paulo sem graça. Para mim, o melhor daqui é descobrir novas formas de chegar a velhas conhecidas como a 25, ou conhecer através da manjada linha Leste-Oeste novos recantos.
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14/01/2005 - 19:29
Quero os dois AGORA!!!!
Do Jornal do Brasil
“Ainda em fevereiro, a também inglesa Fourth Estate publica um romance sobre Sherlock Holmes, The final solution, de Michael Chabon. Em março, o japonês Kazuo Ishiguro lança a ficção regada de mistério Never let me go.”
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10/01/2005 - 18:29

Um peixe fora dӇgua de 4 toneladas sozinho no Alasca
The New York Times
Sarah Kershaw
ANCHORAGE, Alasca – Ela brincava na neve. Ela brincava em harmonia. Ela beliscava pães e feno e roncava. Mesmo assim, é impossível responder a pergunta que causa tanta consternação: o único elefante do Alasca é feliz?
Maggie, a elefanta africana que mora no Zoológico do Alasca desde 1983 – uma criatura dos trópicos em meio a leopardos da neve e ursos polares – estaria deprimida e irritadiça. Mas se Maggie, nativa do Zimbábue, está deprimida porque está passando outro inverno congelador e escuro no Alasca tem sido questão de um longo e carregado debate em Anchorage e no resto do país.
Enfrentando crescentes demandas para que seja transferida para um clima mais quente, onde ela poderia se socializar com outros elefantes e fazer mais exercícios, autoridades do Zoológico do Alasca decidiram mantê-la em Anchorage por enquanto, mas apresentaram uma estranha proposta para melhorar sua saúde física: eles pretendem construir uma esteira para a elefanta.
“Eu não sei onde colocá-la para ser mais feliz do que aqui”, disse Rob Smith, o treinador de Maggie e gerente do zoológico há sete anos, em uma recente tarde gelada, enquanto a elefanta caminhava por seu cercado.
O zoológico tem sido criticado por grupos de direitos animais e alguns moradores do Alasca, que, em uma aceitação atípica da interferência externa, pediram o boicote do zoológico até que Maggie seja transferida.
Outros zoológicos do país, incluindo os de São Francisco e Detroit, enfrentando críticas similares e debates internos sobre o tratamento dos elefantes em cativeiro, fecharam suas exposições com os animais nos últimos meses, dizendo que vão mudar os animais para climas mais quentes e santuários onde elas poderão percorrer quilômetros, como fazem na selva.
Se a esteira mantiver Maggie em forma, evitando a artrite e as infecções que afetam outros elefantes em cativeiro, então mantê-la em Anchorage é melhor para ela, dizem funcionários. Maggie tem um histórico por não se dar bem com outros elefantes e fica ansiosa com mudanças, por isso os riscos de mudá-la do “único lugar que ela conhece como casa” superam os benefícios.
Grupos de direitos dos animais e especialistas em elefantes dizem que é cruel manter um elefante sozinho, particularmente uma fêmea que precisa se socializar com outros animais. Pior do que as temperaturas de Anchorage, que podem chegar a 20 graus abaixo de zero no inverno e forçar Maggie a passar grande parte do tempo em um ambiente fechado, é a falta de companhia.
“Um elefante sozinho não é uma coisa boa”, disse Ron L. Kagan, diretor do Zoológico de Detroit. “Eu diria que este é um animal muito desafiado”.
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