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	<title>EDUARDO REBOUÇAS</title>
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	<description>Um apaixonado pelas coisas do mundo do cavalo Lusitano...</description>
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		<title>ARTIGOS PUBLICADOS: Puxão de Orelha</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 23:19:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ecreboucas@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[PUXÃO DE ORELHA
 
Dia 29 de março de 2003, estivemos no Haras Mineral para assistirmos a palestra/curso de dois juizes internacionais.
 Isso mesmo! Gente, um deles, montador consagrado, esteve em Beja – Portugal – na qualidade de membro do júri do campeonato mundial de equitação de trabalho. 
O outro palestrante, veterinário reconhecido, ativo julgador em nossas exposições, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: large;font-family: Times New Roman">PUXÃO DE ORELHA</span></h1>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Dia 29 de março de 2003, estivemos no Haras Mineral para assistirmos a palestra/curso de dois juizes internacionais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span> </span>Isso mesmo! Gente, um deles, montador consagrado, esteve em Beja – Portugal – na qualidade de membro do júri do campeonato mundial de equitação de trabalho. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">O outro palestrante, veterinário reconhecido, ativo julgador em nossas exposições, nas aprovações de garanhões e, juiz convidado da última exposição internacional de Lisboa.<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Dito isto, que por si só, enaltece nossas cores, preciso contar que lá estiveram poucos criadores, “um punhadinho só”. Aliás, havia mais curiosos -<span>  </span>no bom sentido -<span>   </span>que criador. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Confesso, fiquei perplexo. Não era possível acreditar naquilo que meus olhos viam. Palestrantes desse jaez e, onde estavam os que se intitulam criadores e críticos veementes no mundo do nosso cavalo? Ora, não é crível que quase a totalidade dos criadores esteja senhor do rumo da criação de cavalos Lusitanos. E, em especial “este” cavalo, que vem passando por uma reavaliação inconteste. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Veja-se que há um letra “S” bi-campeão em Portugal e uma letra “T” campeã no Brasil, acompanhada de seu reservado,<span>  </span>também da letra “T”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Diga-se que a meses passados, outro palestrante nos brindou com uma bela orientação.<span>  </span>Teria este esgotado o assunto? Não! O assunto não se esgotou. Sempre se aprende mais uma coisinha. Por exemplo: alguém sabe a finalidade da atribuição de nota para o conjunto formal? Eu sei, estive lá e não connnnnto!!! Pronto!!!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Perderam os ausentes, pois nessa fase de implantação de um biótipo mais adaptado ao padrão da raça, penso, não se pode perder nenhuma oportunidade de ampliar conhecimentos. Tivessem os criadores Alemães, Italianos, Espanhóis, Mexicanos,<span>  </span>Americanos, e outros, a oportunidade que foi dada aos criadores Brasileiros, por certo eles não deixariam ela passar ao derredor. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span> </span><span>        </span>E&nbsp;<a href="http://depois...Com" title="http://depois... " target="_blank">depois&#8230;Com</a>o é fácil reclamar de decisões, de posições, de julgamentos e outros quitais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Todos pedimos para que nos proporcionassem esses cursos, como fomento e orientação, até porque é letra imperativa de nossos estatutos. Mas,<span>  </span>deu no que deu. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Ah! Não foi só isso que perderam. Perderam também um belo churrasco, saboroso e fraterno, com a inenarrável simpatia do casal Lolinha e Wilson Ricciluca.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Entretanto, peço que insistam na realização desses cursos, pois temos outros “experts” do mundo do cavalo Lusitano para enriquecerem nossos conhecimentos sobre esse que é indubitavelmente “O SENHOR DOS CAVALOS”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Quem sabe um dia&#8230;<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Eduardo Caldas Rebouças</span></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;font-family:"><span> </span>Março/2003<span>  </span></span></p>
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		<title>ARTIGOS PUBLICADOS: Paixões de Um Homem Altamente Volúvel.</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 23:18:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ecreboucas@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[                                               PAIXÕES DE UM HOMEM ALTAMENTE VOLÚVEL
         
E tudo começou com o Felis que me pôs na cabeça que eu deveria ter cavalos Lusitanos. Ora, fui ver uma apresentação da Escola Paulista de Arte Eqüestre, capitaneada pelo Viviani. Meu, o que era aquilo? Onde encontrar aqueles cavalos? Como entendê-los? Suas crinas, suas caudas, sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman"><span><span style="font-size: x-small"><span>                               </span><span>                </span></span></span><span style="font-size: 14pt">PAIXÕES DE UM HOMEM ALTAMENTE VOLÚVEL</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman"><span style="font-size: 14pt">E tudo começou com o Felis que me pôs na cabeça que eu deveria ter cavalos Lusitanos. Ora, fui ver uma apresentação da Escola Paulista de Arte Eqüestre, capitaneada pelo Viviani. Meu, o que era aquilo? Onde encontrar aqueles cavalos? </span><span style="font-size: 14pt">Como entendê-los? </span><span style="font-size: 14pt">Suas crinas, suas caudas, sua arrogância&#8230; Que personalidade. Nunca havia visto nada igual. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Pronto! Apaixonei-me! O Marino, o Forex, o Belice (que raridade, como foi possível ter uma crina daquelas?). Como explicar aquilo que eu estava vendo? Putz&#8230; </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Fui assistir um leilão. Na Hípica de Sto. Amaro, penso eu. Vigê Santa, como era possível reunir tanta beleza numa raça só&#8230; Estou falando de 1993. Sai babando&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Bem, ganhei um Garanhão: Cisne 3A. Lindo, crinudo, uma cauda como jamais vi. Uma pintura!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Interessei-me pela raça. Comecei a freqüentar as exposições e os leilões dos Andaluzes. Sim, naquele tempo era em conjunto (Lusitanos e Espanhóis). Nova paixão: Presidente do Top. Aliás, paixão acrescentada, visto que não havia perdido a chama da paixão pelos demais. Foi no leilão que<span>  </span>referi acima. Que belezura. Classe, finesse, passos compassados, caráter ímpar! Fiquei impressionado. Não parou aí, logo, em outro leilão, foi feita a apresentação de outro virtual arrebatador de paixões: Distinto. Que garbo, o que era aquilo, onde Portugal escondia essas coisas? Como é que eu, um cara que sempre gostou de cavalos não sabia disso? Bem, mais uma paixão acrescentada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>E a coisa pegou. Comecei a me familiar com frases do tipo &#8220;cavalo de Rei em dia de festa&#8221;, &#8220;o cavalo&#8221;, &#8220;Sua Excelência&#8221;, etc&#8230; </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Nasceu uma nova paixão: Almansor! Que que é iiiiiiisso minha gente! (como diria Geraldo José de Almeida). Ou melhor, que era aquilo? Que espécie animal privilegiada era aquela? Onde foi buscar tanta empáfia? Tanta formosura? Como entender aquilo? Puxa&#8230; </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Comecei a inflar de tanto acrescentar paixão neste emotivo coração.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Minha lista, aumentando. Agora, de cara, dois irmãos próprios: Palpite e Ocioso do Top. Não acreditava no que estava vendo. Diferentes e belos! Um acinte. E eu&#8230;Babando!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Meu Cisnezinho que já era pequeno estava ficando menor ainda. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Pronto! Mais uma paixão e mais uma infladinha para carregar: Tuim. Coisa linda! Putz grila,<span>     </span>inexplicável. Detentor de uma beleza pouco comum. Fiz que fiz e consegui comprar uma barriga dele. Deu-me uma bela fêmea: Quelé da Arrulha.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span><span> </span>Mais paixão: Espírito 3A. Cara&#8230; Haja adjetivo&#8230; Como descrevê-lo se já disse tudo lá pra cima? Não sei ao certo, mas sei que também me deixou boquiaberto. Êta exagero de beleza.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Pô! Vou verificar isso &#8220;in loco&#8221;. Fui a Portugal. Uma enxurrada de beleza. Cada espécime de dar “água na boca&#8221;. O Conhaque (nova paixão). O Jardim, idem. Os pretos do Ortigão. Ah! Que profusão de jóias vivas, como diria o Jaime Monjardim. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Fui até a Golegã. Desbundei!!! Coisa de louco. Não era possível aquilo. Como descrever. Não dá. Só vendo. Aqueles cavalos a passo, trotando, galopando, fazendo firulas ou<span>  </span>sérios, a passar pela &#8220;manga&#8221; afora. Muitos, mas muitos mesmo. Um carrossel. Lendas vivas, cavalos de toureio, os famosos e os que vieram a adquirir fama. O Túlio Portugal montando o Conhaque. Outros Toureiros. Os grandes criadores. Manoel Veiga montando. Guilherme Borba, Marquez de Graciosa, João Barata Freixo, Manoel Pompilio, Coimbra, Paulo Caetano, Arsênio,<span>  </span>enfim, toda a plêiade de grandes criadores e montadores. E que simplicidade&#8230; Que camaradagem&#8230; Uma gentileza só.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Acrescente-se aqui nosso embaixador, o querido José Adão CARVALHO NUNES.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span> </span>Penso que essa personalidade foi passada para os cavalos. Quem não conhece a Golegã, precisa conhecer, pois quem cria cavalos Lusitanos jamais verá o espetáculo eqüestre/rural que lá se desenvolve. Sem falar na Quinta da Broa, da Lambruja e outras mais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Voltei caído de paixão. Meu coração já se fazia pequeno, mas a raça continuava a me pregar peças. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Ah!<span>  </span>Que maravilha.</span></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: large"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>O Othelo, o Poderoso, a Dandapuê e seu Querosene (filho do Cisne). Coisinha rica do pai. Meu dodói. Lindo como ele só. O Fliper, o Netuno, o Ouro, o Campino, o Hippus, o Igor do Mirante&#8230;Por fastidioso e por ser eu um cego de paixão por este cavalo, deixo de citar outros “monumentos”, de maneira a poupar a tinta e o papel. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>E o Malmequer? Uma paixão gratuita. Não tive o prazer de conhecê-lo jovem. Já o conheci em idade provecta. Mas, que personalidade, que presença, que atitudes marcantes. Um dançarino das arenas de Portugal, como me informou o Lopes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Gente, não parou aí. Veio o Mikonos. Que vivacidade, que presença, que doçura e que pujança. Anda na ponta do pé, quero dizer, do casco. Trota como poucos. Galopa com uma peculiaridade só sua.<span>  </span>De onde vinha aquilo? Estou tentando fazer com ele uma base de fêmeas para o meu plantel. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span><span> </span>Entretanto, para minha surpresa a coisa começou a mudar. Quanto mais eu conhecia mais mudava a direção do meu gosto. Aquelas cabecinhas esquisitas, abaloadas, passaram a ser por mim admiradas. Já não me impressionava tanto pelas crinas e caudas. O passo, o trote, o galope de serviço, a linha de dorso, a garupa, o aprumo, a cabeça,<span>  </span>começaram a adquirir maior importância e desbancar a beleza, ou melhor, ver outro lado da beleza, qual seja, com funcionalidade. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Acho que não vou parar, pois a cada momento me apaixono por um novo animal. Entretanto, carrego uma certa tristeza, pois nem sempre o belo é o bom. Que pena! Aí reside uma injustiça irreparável.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Sempre me pergunto: onde achar um conjunto estético com esse misto de orgulho e simplicidade? Há outro animal assim? Hoje, penso que não, pois os cavalos Lusitanos são diferentes e diferentemente belos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">De uma coisa tenho certeza: são a prova viva da existência de Deus, no seu esplendor de criação. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">EDUARDO CALDAS REBOUÇAS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><a href="mailto:cabanhaarrulha@tera.com.br"><span style="font-family: Times New Roman">cabanhaarrulha@tera.com.br</span></a><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;font-family:">Artigo publicado na Revista EQUEST </span></p>
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		<title>A Cezar o que é de Cezar.</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 20:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ecreboucas@ig.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho notado que criadores, quando mencionam o nome de algum animal que não tenha o seu sufixo e sim de terceiros, omitem o mesmo, numa atitude desnecessária, antiética, posto que, com o site em aberto da nossa associação, basta verificar e constatar, para comprovar a indelicadeza. Mas, o zum&#8230;zum&#8230;zum&#8230; contra essa prática vem aumentando, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho notado que criadores, quando mencionam o nome de algum animal que não tenha o seu sufixo e sim de terceiros, omitem o mesmo, numa atitude desnecessária, antiética, posto que, com o site em aberto da nossa associação, basta verificar e constatar, para comprovar a indelicadeza. Mas, o zum&#8230;zum&#8230;zum&#8230; contra essa prática vem aumentando, com a insatisfação de quem criou o animal.<br />
Ora, qual o demérito que pode haver em mencionar o sufixo verdadeiro, a marca do criador? Em meu parco entendimento, nenhum prejuízo pode haver, posto que é salutar o cultivo da ética. Entendo que a ética frutifica melhor que o marketing no mundo dos cavalos. Penso até que, deveria existir uma proibição de divulgação do animal sem o seu real sufixo, assim como é feito com os direitos autorais. É bom que se saiba, que no Puro Sangue Inglês, o criador continua vinculado ao animal, inclusive recebendo um percentual sobre as vitórias das quais o cavalo venha a obter no decorrer de sua vida esportiva. De minha parte e, acredito, da maioria dos criadores, nos ufanamos de possuirmos um animal com o ferro deste ou daquele criador. Ora, se o animal é bom, o fato de mencionarmos o sufixo, só pode valorizar o animal, pois, se você o comprou, é porque reconheceu méritos e qualidades no mesmo. Então, vamos valorizar o que compramos, citando o sufixo do criador, colocando a ética acima de veleidades pessoais.</p>
<p>Outra coisa, ouvi dizer que andam comprando não só o animal, mas também o sufixo, sem que se tenha obtido ou arrendado a reprodutora. A esse respeito, vejam o que diz o regulamento:<br />
Artigo 13 &#8211; Para os efeitos do presente Regulamento, entende-se:<br />
a) como criador, a pessoa física ou jurídica que seja proprietária ou arrendatária da reprodutora no momento do nascimento do produto; <br />
Mais:<br />
Artigo 3º &#8211; São objetivos primordiais do Serviço de Registro Genealógico:<br />
I &#8211; Executar os Serviços de Registro Genealógico, de conformidade com o Regulamento da Entidade, aprovado pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento.<br />
II &#8211; &#8230;<br />
III &#8211; Proceder com eficiência, regularidade e veracidade o Registro Genealógico dos animais Puros de Origem e Cruzados. </p>
<p>Será que não seria o caso de obstar tal procedimento?</p>
<p>Eduardo Caldas Rebouças<br />
&nbsp;<a href="mailto:cabanhaarrulha@terra.com.br" title="mailto:cabanhaarrulha@terra.com.br">cabanhaarrulha at terra.com.br</a><br />
Maio de 2009.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>ARTIGO PUBLICADO: Uma idéia&#8230;Uma ousadia&#8230;Uma constatação&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 16:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ecreboucas@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[UMA IDÉIA&#8230;UMA OUSADIA&#8230;UMA CONSTATAÇÃO&#8230;
                   Pô&#8230;Engasguei no título. Acho que vou deixá-lo pro final, pois tentei várias soluções e nenhuma me pareceu viável. Não consegui aliar o que vi ao que iria escrever. As palavras falsearam o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>UMA IDÉIA&#8230;UMA OUSADIA&#8230;UMA CONSTATAÇÃO&#8230;<br />
                   Pô&#8230;Engasguei no título. Acho que vou deixá-lo pro final, pois tentei várias soluções e nenhuma me pareceu viável. Não consegui aliar o que vi ao que iria escrever. As palavras falsearam o que minha pupila reteve. Sabe, comecei pensando em Mito Lusitano, mas achei que era parte do que eu iria escrever e não emborcava tudo.<br />
                   Pensei naquela história dos 4 Manoéis, mas achei infantil e bonachão. Pensei em aliar o passo, o trote, o galope e o conjunto de formas, coisas essenciais para um bom cavalo, qualidades essas ligadas aos membros da coudelaria. Mas,  os leitores entenderiam o que eu estaria querendo dizer? Fariam a ligação de um bom passo, necessário para que o animal possa caminhar? Um bom trote para  adiantar-se? Um bom galope para chegar na frente? E, um bom conjunto de formas para dar a consistência necessária ao empreendimento que vi estabelecer-se no dia 26 de abril p.p.? Não sei, pois quem viu a apresentação da Coudelaria “Mito Lusitano” ficou em êxtase. Posto que esteve tudo  muito bem elaborado e planejado. Achávamos que a coisa havia sido improvisada. Ledo engano! Tudo foi pensado e bem pensado.<br />
         Antes de qualquer coisa, quero falar do social, pois fomos, em todos os momentos, muito bem assistidos. Tivemos o prazer de estarmos próximos de uma família maravilhosa. Que encanto ver aquelas crianças montando (E bem!). A dedicação e a seriedade delas. Magnífico. Coreografias muito bem feitas e cumpridas com muito garbo. A mãe, perfeita, fazendo às vezes de anfitriã e gineta com muita propriedade. O Pai, num melado só&#8230;Babando muito e curtindo sua prole como ninguém. Era a personificação da alegria. O Avô, envaidecido, apresentando seus netos para os convivas, esbanjando felicidade.<br />
         Presentes ao evento, um número considerável de pessoas, gente chic, gente importante, gente simples, enfim, gente. E lá estavam, junto ao Manoel Tavares os seus pares na coudelaria. Manuel Veiga com toda sua imponência e importância tácita e inconteste. Nos brindou com uma montada no Oceano (Danúbio na Redonda II por Lidador II), de sua criação. A caráter, como se estivesse lá na Quinta da Broa. Manoel Coimbra, com sua risada característica, abusando de sua simpatia. Manoel Braga, com seu jeito sisudo, porém afável.<br />
         Então, Manoel Tavares importou com essa associação, bons anos de experiência na criação de cavalos Lusitanos. Lá vamos por uns 500 anos. É mole? Por certo essa coudelaria nos trará bons frutos e seus reflexos serão benéficos a todos os criadores Brasileiros. Quiçá do mundo, pois as condições brasileiras são propícias para tanto. Haja vista o volume de exportações já feitas, que andam lá pelos 300 e poucos animais. Não bastasse isso, o mercado interno esta continuamente consumindo, em especial cavalos de boa qualidade. Veja-se o volume de vendas que atingiu o VI Leilão Internacional Luso-Brasileiro.<br />
          Então, resta-nos parabenizar o Manoel Tavares pela ousadia do empreendimento. E, a coragem dos três criadores Portugueses que começam uma nova etapa de suas criações e, pra nosso gáudio, aqui na nossa terra. Bem dizia o Eng. Calheiros Ferreira que “quem sabe um dia estaremos criando no Brasil”.<br />
          Mas, e o plantel da Coudelaria? Chic. Muito chic. De dar água na boca. Éguas maravilhosas, objeto de desejo de qualquer garanhão, putz,  quero dizer, de qualquer criador, é claro.<br />
          Vimos e ouvimos um Cido (José Aparecido Pinto) abusando na locução, colocando em risco o emprego do Galvão Bueno na Globo, tudo coadjuvado pelo Davi Carrano.<br />
          Pois bem, afora isso não há muito que falar, pois os nomes falam por si. Também, não há o que desejar, posto que os componentes da coudelaria não precisam de conselhos  e orientações. São todos craques. Resta-nos assim, desejar a plena transferência do sucesso individual para o coletivo e saúde para os  animais. O resto, certamente virá com o tempo, engrandecendo o cavalo Lusitano, que é indubitavelmente,  “O SENHOR DOS CAVALOS”.<br />
         Bem, bolei um título. Tá  lá em cima!</p>
<p>Eduardo Caldas Rebouças &#8211; Abril de 2003<br />
&nbsp;<a href="mailto:cabanhaarrulha@terra.com.br" title="mailto:cabanhaarrulha@terra.com.br">cabanhaarrulha at terra.com.br</a> </p>
<p>Publicado na Revista EQUEST</p>
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		<title>ARTIGO PUBLICADO: Um Certo Garanhão Chamado Tarado.</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 15:58:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ecreboucas@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[UM CERTO GARANHÃO CHAMADO TARADO
Isso mesmo! O nome dele é muito conveniente, pois fez por merecer o nome
de batismo. Uma prole grande, não só na quantidade, mas também na qualidade.
Quando penso em funcionalidade na raça Lusitana, o primeiro nome que me vem
à cabeça é o dele. Muito se fala, mas os números comprovam sua qualidade.
Vindo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>UM CERTO GARANHÃO CHAMADO TARADO</p>
<p>Isso mesmo! O nome dele é muito conveniente, pois fez por merecer o nome<br />
de batismo. Uma prole grande, não só na quantidade, mas também na qualidade.<br />
Quando penso em funcionalidade na raça Lusitana, o primeiro nome que me vem<br />
à cabeça é o dele. Muito se fala, mas os números comprovam sua qualidade.<br />
Vindo para o Brasil pelas mãos do Dr. Enio Monte (Haras Itapuã), Tarado<br />
(Nihuco x na Imperadora) começou a trilhar uma carreira maravilhosa. Foi um<br />
dos introdutores da raça no circuito de adestramento, do salto, da alta<br />
escola e da doma de campo. Temperamento magnífico, sem máculas, nada que<br />
possa desaboná-lo. Um &#8220;gentleman&#8221; eqüino que se posiciona como quem conhece<br />
suas próprias virtudes. Um forte por se saber forte! Passou seus andamentos<br />
aos descendentes, colocando aos Lusitanos o que os Lusitanos gostariam de<br />
ter.<br />
Cavalo impar, que aos dezoito anos de idade, ainda belo, foi objeto de um<br />
fato muito curioso. Carolina Viviani, ao atingir a maioridade, teve ofertado<br />
por seu Pai, José Roberto, como presente de aniversário, um automóvel Audi,<br />
parte integrante dos sonhos de qualquer jovem. Entretanto, pediu ao Pai o<br />
Tarado, ao invés do carro. Troca pura e simples. Assim, o cavalo mudou de<br />
mãos, foi para o Haras Purificacion. E, já coroa, fez um triunvirato com seu<br />
filho e seu neto na Escola Paulista de Arte Eqüestre Espanhola. É ainda é<br />
montaria da Carolina. Belo gesto, belo gosto, bela troca!<br />
Falei em funcionalidade e não conclui o pensamento. Ora, ele gerou o Nobre<br />
(campeão de salto, cce, enduro, adestramento), o Olimpo (salto), o Marino<br />
(adestramento/alta escola), o Pagé (salto/adestramento), o Negrusko<br />
(adestramento/alta escola/, o Navegante -o mais lindo &#8220;caprioli&#8221; deste<br />
país &#8211; o Ouro (adestramento/alta escola). Por fastidioso, deixo de mencionar<br />
outros inúmeros cavalos funcionais de sua prole. Não fica por aí. Suas<br />
filhas, de porte quase sempre avantajado, trazem do Pai o garbo, o<br />
andamento, um pescoço limpo, bem lançado, com uma espádua muito equilibrada.<br />
Seus netos, já despontam no cenário esportivo com muita personalidade, com<br />
sua marca de vencedor.<br />
Criadores experientes apostam no sucesso destes, embora haja por parte de<br />
alguns criadores, um certo desprezo por seus descendentes, sob a alegação de<br />
que o Tarado é um &#8220;espanhol&#8221;. Porém, tanto quanto outros &#8220;espanhóis&#8221;, foi<br />
aceito na raça como reprodutor e, como tal, deu conta do recado.<br />
Seria ele o Príncipe VIII Brasileiro? Para quem não acompanha a raça, o<br />
&#8220;espanhol&#8221; Príncipe VIII foi o ponto de partida dos cruzamentos que deram<br />
origem à facção denominada &#8220;Andrade&#8221;. Facção com muita estrutura e<br />
funcionalidade, tal e qual a gerada pelo &#8220;espanhol&#8221; Tarado.<br />
Portanto, fica difícil falar em funcionalidade na raça de Puro Sangue<br />
Lusitano sem que se fale dele, quer queiram ou não!<br />
E, ainda se ouve falar que tem dorso longo&#8230;Opa!!! Viiiiiiige!!! To fora!!!<br />
O que você acha de um animal com esses predicados?</p>
<p>Eduardo Rebouças<br />
 27/07/2001<br />
&nbsp;<a href="mailto:cabanhaarrulha@terra.com.br" title="mailto:cabanhaarrulha@terra.com.br">cabanhaarrulha at terra.com.br</a><br />
Publicado na Revista EQUEST </p>
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		<title>ARTIGO PUBLICADO: Rapióca.</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 15:51:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ecreboucas@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[ RAPIÓCA
Em meados de setembro de 1997, eu e meu amigo Felismino, fomos ao parque da Água Branca assistir ao leilão de Lusitanos que ali seria realizado. Dentre os animais que seriam leiloados, gostei muito de uma potra, de nome Platina HM, filha do Parágrafo do TOP e de uma égua de nome Rapióca (Que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blig.ig.com.br/cabanhaarrulha/files/2009/05/_rapioca_venturosa.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-184" src="http://blig.ig.com.br/cabanhaarrulha/files/2009/05/_rapioca_venturosa.jpg" alt="" width="200" height="154" /></a> RAPIÓCA</p>
<p>Em meados de setembro de 1997, eu e meu amigo Felismino, fomos ao parque da Água Branca assistir ao leilão de Lusitanos que ali seria realizado. Dentre os animais que seriam leiloados, gostei muito de uma potra, de nome Platina HM, filha do Parágrafo do TOP e de uma égua de nome Rapióca (Que nome simpático!). Uma boa potra, em idade de ser desmamada. Interessava-me. Entretanto a idade avançada de sua mãe me fez titubear quanto a compra-la ou não, uma vez que a mãe acompanharia a filha. Ou seja, havia uma inversão do que acontece normalmente: um lote dois em um, em que a potra acompanha a mãe. Aqui era ao contrário: a mãe é que acompanharia a filha. Bem, iniciado o leilão, tomamos conhecimento que o montante que fosse arrecadado com aquele lote, seria destinado a uma instituição de caridade. Pensei com meus botões: pago até tanto. Mais que isso redundaria em evidente prejuízo, tendo em vista a avançada idade da Mãe. Quando o lote foi apregoado, dei meus lances, até que o último foi superado. Meu amigo, levando em conta que o lote era uma doação, no intuito de encorajar-me, ofereceu-se para ficar com a metade. Enfim arrematamos o lote, metade meu, metade dele. Lá foram para meu criatório. Filha e Mãe. Como disse, idade de desmama. E assim foi feito, desmamamos a potra. Mudança de alimentação, vida pasto, costumes, enfim tudo mudando para a já combalida Rapióca. Pronto! O que eu temia aconteceu, perdeu uns 100 quilos num mês. Chamamos veterinários, conhecedores, zootecnistas, etc&#8230; Usamos de todos os expedientes possíveis para tentar recupera-la. E, nada. Cio, nem pensar! Um belo dia, numa festa, conheci uma senhora Portuguesa que tinha sua origem numa região de cavalos da Santa Terrinha. Recomendou-me uma &#8220;sopa de cavalo cansado&#8221;. Assustei-me, não conhecia. Ela então me explicou que era vinho tinto com pão ou com algum cereal. Dado o valor energético dessa alimentação, acreditei e providenciei um bom vinho cabernet para fazer a experiência. Usei o milho ao invés do pão, como última tentativa para reergue-la. Após 40 dias, a danada renovou-se. Mostrou até um cio, o que não acontecia desde sua chegada. Aproveitamos e a cruzamos com nosso garanhão, Cisne 3A (Forex na Guanabara). Ela recuperou-se, teve uma bela gestação e produziu a Sapeca da Arrulha, sem maiores problemas. Leite em profusão. Mãezona! De todas as éguas paridas, foi a que mais tempo levou para secar, após o desmame, afora o fato de ter adotado outro potro para amamentar. Belo exemplar de rusticidade, com natural aptidão para a procriação. Pensei, já que ela ia pelos seus 24 anos, que deveria dar-lhe o merecido descanso. Esqueci-me de dizer que perdi a potra que veio ao pé. Caiu de mau jeito e tivemos que sacrifica-la, pois fraturou a base da espinha, não mais se mantendo em pé. Entretanto, para nossa surpresa, aos 25 anos e meio, a danada da Rapióca apresentou-se num cio bravo. Para dar a ela o que ela queria, montamo-la com nosso garanhão de então, Portenho da Arrulha (Núncio Itapuã x Dandapuê do Xapuri). Uma só bimbada. Por cautela, comunicamos a cobertura. Esquecemo-nos do fato e qual no foi nossa surpresa, quando, ao faltar um mês para o parto, apresentou-se com a barriga de gravídica, evidenciando que ali havia um produto a ser parido. Apertamos no trato, melhoramos seu “couvert”, acrescentamos, ainda que tardiamente, energia em profusão. Bem, ela pariu no dia 08.10.2001. Uma bela potra.Tudo OK! Parecia brincadeira. Um produto assim, só poderia chamar-se Venturosa e, assim a designamos. Veja, no dia 05.01.2002, ela fará 27 anos! Cabe lembrar, que na foto que ilustra matéria recentemente publicada pelo Dr. Enio Monte, ela é a pequenina que se encontra à direita do grupo, ao pé de sua mãe, em 1975. Uma Duarte de Oliveira legítima. Seu número de inscrição é 15 FI. A mim me Parece NÃO HAVER NADA MAIS VELHO E, MUITO MENOS PRODUZINDO. Sabemos que nos machos, ainda encontramos alguns em atividade, como, por exemplo, o Herói e o Malmequer, que são até mais velhos que ela. Entretanto, nas fêmeas, desconhecemos a existência de qualquer outra com essa idade produzindo e, muito bem, diga-se de passagem, (vejam o produto na foto). Fica lançado um repto: quem terá uma égua nessa idade e nessas condições produzindo? Essa, a rusticidade e produtividade que se quer em qualquer raça.</p>
<p>EDUARDO CALDAS REBOUÇAS<br />
&nbsp;<a href="mailto:cabanhaarrulha@terra.com.br" title="mailto:cabanhaarrulha@terra.com.br">cabanhaarrulha at terra.com.br</a></p>
<p>Publicado na Revista EQUEST</p>
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		<title>ARTIGO PUBLICADO: Mudou? O Que Mudou?</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 15:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ecreboucas@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[MUDOU? O QUE MUDOU?
Ah&#8230; Cavalo Lusitano! Já não te entendo direito. Você mudou ou mudamos nós? Sabe, você era assim-assado e, repentinamente, você já não mais é aquele. Suas crinas estão rareando, suas caudas também, seu andamento agora é mais objetivo, não perdes mais tempo em levantar as patas em fartas e belas braçalhadas, sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>MUDOU? O QUE MUDOU?</p>
<p>Ah&#8230; Cavalo Lusitano! Já não te entendo direito. Você mudou ou mudamos nós? Sabe, você era assim-assado e, repentinamente, você já não mais é aquele. Suas crinas estão rareando, suas caudas também, seu andamento agora é mais objetivo, não perdes mais tempo em levantar as patas em fartas e belas braçalhadas, sua fuça esta abaloada. Mas, estou aprendendo a lhe reconhecer. Só precisamos nos entender melhor. Aliás, todos nós precisamos entender esse novo cavalo que aí está.<br />
Vejam vocês, estamos sem parâmetro. As exposições aqui e em Portugal vêm sendo vencidas por potros, o que denota a ausência de animal adulto que se possa tomar como exemplo. O que é um risco por si só.<br />
Nossa safra de potros vindoura é simplesmente sensacional. Vimos o Tamboré HM ser campeão dos machos e a Turquia do Top, ser a campeã das fêmeas, tendo esta,  levado o campeonato. Vejam, dois letras “T” (2 anos hípicos). Mas, não foi fácil a vitória deles em suas categorias. O páreo foi difícil, pois a qualidade em pista era das melhores. O que era privilégio da Purpurina do Retiro (andamentos), já é de domínio de vários animais. Nossa letra “U”, aí está com toda a força e no mesmo diapasão. Aliás, a conformação esta sendo muito bem fixada na raça. E, cavalo morfologicamente bem feito é sinal de sucesso e de funcionalidade.<br />
O figurino não esta formado, é bem verdade, mas já esta delineado. Animais de boa cabeça, bom dorso, garupa com a inclinação correta, aprumos perfeitos e bons andamentos. Hoje, mais do que nunca, nosso cavalo tem que mostrar qualidades concretas. E, parece-nos que caminhamos bem. Afinal, fomos campeões do mundo em equitação de trabalho individual e vice em equipes. Fabinho “abrilhantou-nos” com o Brilho do Rimo. E, no dizer do Ito Ricciluca, emérito juiz nas provas internacionais de equitação: “fomos campeões porque nosso cavalo anda pra frente”.<br />
Por exemplo: comparar os andamentos de hoje com os de oito/dez anos atrás é quase como avaliar animais de raças diversas. Atingimos um andamento invejável, implantado já,  na maioria dos animais. Estamos exportando para a matriz. Criadores de lá já estão cá. Então, o mundo não perde por esperar. Contamos ainda com o ecletismo de nossos cavaleiros. Isso mesmo: “o jeitinho brasileiro”, o que, na visão dos patrícios Portugueses foi o fator determinante da conquista do campeonato do mundo. Seja como for&#8230; Estamos transpistando!<br />
Com despeito ou sem despeito, estamos na trilha certa e, se aliarmos o trabalho, a disciplina e a qualidade que avança a olhos vistos, certamente, em breve espaço de tempo estaremos no topo da criação mundial deste que é, indubitavelmente:<br />
“O SENHOR DOS CAVALOS”. </p>
<p>EDUARDO CALDAS REBOUÇAS<br />
&nbsp;<a href="mailto:cabanhaarrulha@terra.com.br" title="mailto:cabanhaarrulha@terra.com.br">cabanhaarrulha at terra.com.br</a><br />
Publicado na Revista EQUEST &#8211; 2003</p>
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		<title>ARTIGO PUBLICADO: Paixões de Um Homem Altamente Volúvel.</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 15:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ecreboucas@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[PAIXÕES DE UM HOMEM ALTAMENTE VOLÚVEL
E tudo começou com o Felis que me pôs na cabeça que eu deveria ter cavalos Lusitanos. Ora, fui ver uma apresentação da Escola Paulista de Arte Eqüestre, capitaneada pelo Viviani. Meu, o que era aquilo? Onde encontrar aqueles cavalos? Como entendê-los? Suas crinas, suas caudas, sua arrogância&#8230; Que personalidade. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PAIXÕES DE UM HOMEM ALTAMENTE VOLÚVEL</p>
<p>E tudo começou com o Felis que me pôs na cabeça que eu deveria ter cavalos Lusitanos. Ora, fui ver uma apresentação da Escola Paulista de Arte Eqüestre, capitaneada pelo Viviani. Meu, o que era aquilo? Onde encontrar aqueles cavalos? Como entendê-los? Suas crinas, suas caudas, sua arrogância&#8230; Que personalidade. Nunca havia visto nada igual.<br />
Pronto! Apaixonei-me! O Marino, o Forex, o Belice (que raridade, como foi possível ter uma crina daquelas?). Como explicar aquilo que eu estava vendo? Putz&#8230;<br />
Fui assistir um leilão. Na Hípica de Sto. Amaro, penso eu. Vigê Santa, como era possível reunir tanta beleza numa raça só&#8230; Estou falando de 1993. Sai babando&#8230;<br />
Bem, ganhei um Garanhão: Cisne 3A. Lindo, crinudo, uma cauda como jamais vi. Uma pintura!<br />
	Interessei-me pela raça. Comecei a freqüentar as exposições e os leilões dos Andaluzes. Sim, naquele tempo era em conjunto (Lusitanos e Espanhóis). Nova paixão: Presidente do Top. Aliás, paixão acrescentada, visto que não havia perdido a chama da paixão pelos demais. Foi no leilão que  referi acima. Que belezura. Classe, finesse, passos compassados, caráter ímpar! Fiquei impressionado. Não parou aí, logo, em outro leilão, foi feita a apresentação de outro virtual arrebatador de paixões: Distinto. Que garbo, o que era aquilo, onde Portugal escondia essas coisas? Como é que eu, um cara que sempre gostou de cavalos não sabia disso? Bem, mais uma paixão acrescentada.<br />
	E a coisa pegou. Comecei a me familiar com frases do tipo &#8220;cavalo de Rei em dia de festa&#8221;, &#8220;o cavalo&#8221;, &#8220;Sua Excelência&#8221;, etc&#8230;<br />
	Nasceu uma nova paixão: Almansor! Que que é iiiiiiisso minha gente! (como diria Geraldo José de Almeida). Ou melhor, que era aquilo? Que espécie animal privilegiada era aquela? Onde foi buscar tanta empáfia? Tanta formosura? Como entender aquilo? Puxa&#8230;<br />
Comecei a inflar de tanto acrescentar paixão neste emotivo coração.<br />
	Minha lista, aumentando. Agora, de cara, dois irmãos próprios: Palpite e Ocioso do Top. Não acreditava no que estava vendo. Diferentes e belos! Um acinte. E eu&#8230;Babando!<br />
	Meu Cisnezinho que já era pequeno estava ficando menor ainda.<br />
	Pronto! Mais uma paixão e mais uma infladinha para carregar: Tuim. Coisa linda! Putz grila,     inexplicável. Detentor de uma beleza pouco comum. Fiz que fiz e consegui comprar uma barriga dele. Deu-me uma bela fêmea: Quelé da Arrulha.<br />
	 Mais paixão: Espírito 3A. Cara&#8230; Haja adjetivo&#8230; Como descrevê-lo se já disse tudo lá pra cima? Não sei ao certo, mas sei que também me deixou boquiaberto. Êta exagero de beleza.<br />
	Pô! Vou verificar isso &#8220;in loco&#8221;. Fui a Portugal. Uma enxurrada de beleza. Cada espécime de dar “água na boca&#8221;. O Conhaque (nova paixão). O Jardim, idem. Os pretos do Ortigão. Ah! Que profusão de jóias vivas, como diria o Jaime Monjardim.<br />
	Fui até a Golegã. Desbundei!!! Coisa de louco. Não era possível aquilo. Como descrever. Não dá. Só vendo. Aqueles cavalos a passo, trotando, galopando, fazendo firulas ou  sérios, a passar pela &#8220;manga&#8221; afora. Muitos, mas muitos mesmo. Um carrossel. Lendas vivas, cavalos de toureio, os famosos e os que vieram a adquirir fama. O Túlio Portugal montando o Conhaque. Outros Toureiros. Os grandes criadores. Manoel Veiga montando. Guilherme Borba, Marquez de Graciosa, João Barata Freixo, Manoel Pompilio, Coimbra, Paulo Caetano, Arsênio,  enfim, toda a plêiade de grandes criadores e montadores. E que simplicidade&#8230; Que camaradagem&#8230; Uma gentileza só.<br />
Acrescente-se aqui nosso embaixador, o querido José Adão CARVALHO NUNES.<br />
 Penso que essa personalidade foi passada para os cavalos. Quem não conhece a Golegã, precisa conhecer, pois quem cria cavalos Lusitanos jamais verá o espetáculo eqüestre/rural que lá se desenvolve. Sem falar na Quinta da Broa, da Lambruja e outras mais.<br />
	Voltei caído de paixão. Meu coração já se fazia pequeno, mas a raça continuava a me pregar peças.<br />
	Ah!  Que maravilha.<br />
	O Othelo, o Poderoso, a Dandapuê e seu Querosene (filho do Cisne). Coisinha rica do pai. Meu dodói. Lindo como ele só. O Fliper, o Netuno, o Ouro, o Campino, o Hippus, o Igor do Mirante&#8230;Por fastidioso e por ser eu um cego de paixão por este cavalo, deixo de citar outros “monumentos”, de maneira a poupar a tinta e o papel.<br />
	E o Malmequer? Uma paixão gratuita. Não tive o prazer de conhecê-lo jovem. Já o conheci em idade provecta. Mas, que personalidade, que presença, que atitudes marcantes. Um dançarino das arenas de Portugal, como me informou o Lopes.<br />
	Gente, não parou aí. Veio o Mikonos. Que vivacidade, que presença, que doçura e que pujança. Anda na ponta do pé, quero dizer, do casco. Trota como poucos. Galopa com uma peculiaridade só sua.  De onde vinha aquilo? Estou tentando fazer com ele uma base de fêmeas para o meu plantel.<br />
	 Entretanto, para minha surpresa a coisa começou a mudar. Quanto mais eu conhecia mais mudava a direção do meu gosto. Aquelas cabecinhas esquisitas, abaloadas, passaram a ser por mim admiradas. Já não me impressionava tanto pelas crinas e caudas. O passo, o trote, o galope de serviço, a linha de dorso, a garupa, o aprumo, a cabeça,  começaram a adquirir maior importância e desbancar a beleza, ou melhor, ver outro lado da beleza, qual seja, com funcionalidade.<br />
	Acho que não vou parar, pois a cada momento me apaixono por um novo animal. Entretanto, carrego uma certa tristeza, pois nem sempre o belo é o bom. Que pena! Aí reside uma injustiça irreparável.<br />
	Sempre me pergunto: onde achar um conjunto estético com esse misto de orgulho e simplicidade? Há outro animal assim? Hoje, penso que não, pois os cavalos Lusitanos são diferentes e diferentemente belos.<br />
De uma coisa tenho certeza: são a prova viva da existência de Deus, no seu esplendor de criação. </p>
<p>EDUARDO CALDAS REBOUÇAS<br />
&nbsp;<a href="mailto:cabanhaarrulha@tera.com.br" title="mailto:cabanhaarrulha@tera.com.br">cabanhaarrulha at tera.com.br</a> </p>
<p>Artigo publicado na Revista EQUEST </p>
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		<title>ARTIGO PUBLICADO: Puxão de Orelhas.</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 15:36:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ecreboucas@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[PUXÃO DE ORELHAS
Dia 29 de março de 2003, estivemos no Haras Mineral para assistirmos a palestra/curso de dois juizes internacionais.
 Isso mesmo! Gente, um deles, montador consagrado, esteve em Beja – Portugal – na qualidade de membro do júri do campeonato mundial de equitação de trabalho.
O outro palestrante, veterinário reconhecido, ativo julgador em nossas exposições, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PUXÃO DE ORELHAS</p>
<p>Dia 29 de março de 2003, estivemos no Haras Mineral para assistirmos a palestra/curso de dois juizes internacionais.<br />
 Isso mesmo! Gente, um deles, montador consagrado, esteve em Beja – Portugal – na qualidade de membro do júri do campeonato mundial de equitação de trabalho.<br />
O outro palestrante, veterinário reconhecido, ativo julgador em nossas exposições, nas aprovações de garanhões e, juiz convidado da última exposição internacional de Lisboa.<br />
Dito isto, que por si só, enaltece nossas cores, preciso contar que lá estiveram poucos criadores, “um punhadinho só”. Aliás, havia mais curiosos &#8211;  no bom sentido &#8211;   que criador.<br />
Confesso, fiquei perplexo. Não era possível acreditar naquilo que meus olhos viam. Palestrantes desse jaez e, onde estavam os que se intitulam criadores e críticos veementes no mundo do nosso cavalo? Ora, não é crível que quase a totalidade dos criadores esteja senhor do rumo da criação de cavalos Lusitanos. E, em especial “este” cavalo, que vem passando por uma reavaliação inconteste.<br />
Veja-se que há um letra “S” bi-campeão em Portugal e uma letra “T” campeã no Brasil, acompanhada de seu reservado,  também da letra “T”.<br />
Diga-se que a meses passados, outro palestrante nos brindou com uma bela orientação.  Teria este esgotado o assunto? Não! O assunto não se esgotou. Sempre se aprende mais uma coisinha. Por exemplo: alguém sabe a finalidade da atribuição de nota para o conjunto formal? Eu sei, estive lá e não connnnnto!!! Pronto!!!<br />
Perderam os ausentes, pois nessa fase de implantação de um biótipo mais adaptado ao padrão da raça, penso, não se pode perder nenhuma oportunidade de ampliar conhecimentos. Tivessem os criadores Alemães, Italianos, Espanhóis, Mexicanos,  Americanos, e outros, a oportunidade que foi dada aos criadores Brasileiros, por certo eles não deixariam ela passar ao derredor.<br />
 	E&nbsp;<a href="http://depois...Com" title="http://depois... " target="_blank">depois&#8230;Com</a>o é fácil reclamar de decisões, de posições, de julgamentos e outros quitais.<br />
Todos pedimos para que nos proporcionassem esses cursos, como fomento e orientação, até porque é letra imperativa de nossos estatutos. Mas,  deu no que deu.<br />
Ah! Não foi só isso que perderam. Perderam também um belo churrasco, saboroso e fraterno, com a inenarrável simpatia do casal Lolinha e Wilson Ricciluca.<br />
Entretanto, peço que insistam na realização desses cursos, pois temos outros “experts” do mundo do cavalo Lusitano para enriquecerem nossos conhecimentos sobre esse que é indubitavelmente “O SENHOR DOS CAVALOS”.<br />
Quem sabe um dia&#8230;  </p>
<p>Eduardo Caldas Rebouças<br />
 Março/2003<br />
Publicado na Revista EQUEST</p>
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		<title>ARTIGO PUBLICADO: Qué&#8230;Qué&#8230;Qué&#8230;Qué&#8230;Qué&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 15:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ecreboucas@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Qué&#8230;Qué&#8230;Qué&#8230;Qué&#8230;Qué&#8230;
Preliminarmente, esclareço que este artigo não pretende se meter nas decisões, coletivas ou individuais, dos Srs. Juízes e ou de seus colegiados. Trata simplesmente da constatação de fatos relacionados com a interpretação morfológica e funcional do cavalo lusitano.
Assim é que, quem teve a oportunidade de ver os resultados oficiais do Festival de Lisboa do Cavalo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qué&#8230;Qué&#8230;Qué&#8230;Qué&#8230;Qué&#8230;</p>
<p>Preliminarmente, esclareço que este artigo não pretende se meter nas decisões, coletivas ou individuais, dos Srs. Juízes e ou de seus colegiados. Trata simplesmente da constatação de fatos relacionados com a interpretação morfológica e funcional do cavalo lusitano.<br />
Assim é que, quem teve a oportunidade de ver os resultados oficiais do Festival de Lisboa do Cavalo Lusitano, que se encontra publicado no “site” da Associação Portuguesa, viu os disparates de notas atribuídas pelos Srs. Juízes aos animais concorrentes.<br />
É claro que alguns são mais rigorosos e outros magnânimos. É claro que alguns têm certos preconceitos em relação a algumas particularidades passíveis de existirem nos animais. É possível  que outros vejam o cavalo mais pelo lado funcional e outros pelo lado de conformação.  Mas, o descompasso das notas é patente e revelador. Trata-se de um disparate que nos leva a pensar seriamente na letra do “samba do crioulo doido”.<br />
Senão, vejamos:<br />
-     na classe II – POLDRAS DE DOIS ANOS, entre os pontos do 3º colocado, há uma diferença de 29 pontos entre o que foi atribuído pelo 1º Juiz (168) e o que foi atribuído pelo 2º Juiz (139). O 3º Juiz atribuiu 153 pontos. Ou seja, o animal classificado na 3ª posição, obteria o 1º lugar para o 1º Juiz, enquanto obteria o 4º lugar para o 2º Juiz.<br />
-     na classe V – GARANHÕES,   entre os pontos do  1º colocado há uma diferença         de 22 pontos  entre o que foi atribuído pelo 1º Juiz (160 pontos) e o que foi atribuído pelo 2º Juiz (138 pontos). O 3º Juiz atribuiu 143 pontos. Ou seja, o animal classificado na 1ª posição, obteria o 4º lugar para o 2º Juiz.</p>
<p>Há outros exemplos, menos gritantes, com diferenças de 10, 14, 15, 16 pontos, que por fastidioso deixo de relatar.<br />
Cabe salientar ainda, que na classe VII – ÉGUAS MONTADAS, não há uma única coincidência na classificação. Três Juizes e três posições absolutamente diferentes em cada avaliação.<br />
A título de ilustração, transcrevo o resultado da classe I – POLDRAS DE UM ANO, conforme as atribuições de cada Juiz, levando-se em conta a análise individual de cada julgador e não a média. Assim, teríamos que:</p>
<p>Colocação                   PARA 0          PARA O        PARA O<br />
oficial                         1º JUIZ            2º JUIZ           3º JUIZ<br />
1ª			    1ª	                4ª		     1ª<br />
2ª			    3ª	                1ª	                 4ª<br />
3ª		                2ª		     3ª     	     5ª<br />
4ª			    4ª		     1ª     	     6ª<br />
5ª			    5ª		     6ª     	     2ª<br />
6ª			    6ª		     5ª    	     3ª</p>
<p>Verificando o quadro acima, constatamos que houve uma única coincidência, ocorrida no 1º lugar. No mais, nenhuma coincidência.<br />
E, essa foi a tônica dos julgamentos, num disparate que nos causa espanto. Será que isso é comum em julgamentos? Ou este que vos escreve é que carece de vivência em julgamentos? Gente, 29 ou 22 pontos de diferença para um mesmo cavalo, certamente é um caso de paixão. De ódio ou  amor.<br />
Considere-se que os Srs. Juizes não foram os mesmos sempre. Para cada classe houve um trio diferente. Deu nó!<br />
Então, o que inferir? Que há um ligeiro descompasso entre os julgadores? Ou que há divergência de interpretação? Ou o que?<br />
Bem, dito isto, coloco-me agora na posição de qualquer criador. Como ficamos? O que criar? O que é que efetivamente vale? Que definição de tipo morfológico devemos seguir? Bem, são tantas as indagações que me vêm à cabeça que deixo de relata-las. Mas, se os resultados das exposições são assim, teriam elas validade como parâmetro de uma raça? Será que não temos que pensar numa avaliação menos subjetiva? Ou o erro é dos julgadores?<br />
Entretanto, louvo o fato da Associação Portuguesa ter publicado os resultados e seus julgadores. Diga-se de passagem, que na última exposição,  nossa Associação teve tal procedimento, afixando os resultados no salão da exposição. Tal procedimento, propicia não só a análise dos julgamentos, mas também e, principalmente, o aprendizado. Você conhecerá a nota de seu animal por regiões pontuáveis, como a da garupa, dos andamentos, do dorso, da cabeça, dando chance, se possível, para reparar o animal.<br />
Então, qué&#8230;qué&#8230;qué&#8230;qué&#8230;qué&#8230;(imitando o cronista do cotidiano, que nas pegadinhas da televisão usa tal expressão para mostrar valentia, quando na verdade está cheio de medo).<br />
Tudo pelo Cavalo Lusitano, que é o “SENHOR DOS CAVALOS”.</p>
<p>São Paulo, 20 de julho de 2003.</p>
<p>EDUARDO CALDAS REBOUÇAS<br />
&nbsp;<a href="mailto:cabanhaarrulha@terra.com.br" title="mailto:cabanhaarrulha@terra.com.br">cabanhaarrulha at terra.com.br</a></p>
<p>Artigo publicado na Revista EQUEST</p>
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