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iBest BrTurbo
28/05/2009 - 18:07

A Cezar o que é de Cezar.

Tenho notado que criadores, quando mencionam o nome de algum animal que não tenha o seu sufixo e sim de terceiros, omitem o mesmo, numa atitude desnecessária, antiética, posto que, com o site em aberto da nossa associação, basta verificar e constatar, para comprovar a indelicadeza. Mas, o zum…zum…zum… contra essa prática vem aumentando, com a insatisfação de quem criou o animal.
Ora, qual o demérito que pode haver em mencionar o sufixo verdadeiro, a marca do criador? Em meu parco entendimento, nenhum prejuízo pode haver, posto que é salutar o cultivo da ética. Entendo que a ética frutifica melhor que o marketing no mundo dos cavalos. Penso até que, deveria existir uma proibição de divulgação do animal sem o seu real sufixo, assim como é feito com os direitos autorais. É bom que se saiba, que no Puro Sangue Inglês, o criador continua vinculado ao animal, inclusive recebendo um percentual sobre as vitórias das quais o cavalo venha a obter no decorrer de sua vida esportiva. De minha parte e, acredito, da maioria dos criadores, nos ufanamos de possuirmos um animal com o ferro deste ou daquele criador. Ora, se o animal é bom, o fato de mencionarmos o sufixo, só pode valorizar o animal, pois, se você o comprou, é porque reconheceu méritos e qualidades no mesmo. Então, vamos valorizar o que compramos, citando o sufixo do criador, colocando a ética acima de veleidades pessoais.

Outra coisa, ouvi dizer que andam comprando não só o animal, mas também o sufixo, sem que se tenha obtido ou arrendado a reprodutora. A esse respeito, vejam o que diz o regulamento:
Artigo 13 – Para os efeitos do presente Regulamento, entende-se:
a) como criador, a pessoa física ou jurídica que seja proprietária ou arrendatária da reprodutora no momento do nascimento do produto; 
Mais:
Artigo 3º – São objetivos primordiais do Serviço de Registro Genealógico:
I – Executar os Serviços de Registro Genealógico, de conformidade com o Regulamento da Entidade, aprovado pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento.
II – …
III – Proceder com eficiência, regularidade e veracidade o Registro Genealógico dos animais Puros de Origem e Cruzados. 

Será que não seria o caso de obstar tal procedimento?

Eduardo Caldas Rebouças
 cabanhaarrulha at terra.com.br
Maio de 2009.

Autor: ecreboucas@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal Tags:


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