Pra que existe?
Brasil da de 10 x 1 no Uruguai e encerra campanha perfeita.
Você pode até não considerar o Brasil o “país do futebol”, mas tem a obrigação de considera-lo o “país dos peladeiros”. Qualquer par de chinelos é o suficiente pra formar uma pelada. Assim nasceu o futebol de areia. Um monte de peladeiros resolveu disputar suas pelejas de frente pro mar. Boa ideia!
Só que volta e meia as coisas tomam proporções maiores que o planejado. O que era um brincadeira formou times de bairros. Mas tarde, campeonatos entre seleções estaduais e nacionais. Hoje já tem até munial organizado pela FIFA.
O problema é o seguinte: só o Brasil tem peladeiros profissionais. Os demais países, já que são obrigados a participar, enviam suas seleções formados por peladeiros locais e ex-jogadores. Nenhuma chance contra nós.
Então a gente deita e rola. É sempre de goleada. Zero de emoção. A seleção de volei do Bernardinho é pinto perto da nossa seleção de areia. Dificil imaginar algo mais sem graça.
Isso sem falar no esporte em si. A areia nem de longe é o piso ideal para o jogo de futebol. Uma boa partida flui com a bola rolando, coisa impossível de acontecer nas praias. Além disso o quique da redonda fica completamente irregular, fazendo do campo um complexo de montinhos artilheiros.
Ou seja, o tal futebol de areia é um chute no saco pelo tédio (o Brasil vence todas de goleada) e pelo péssimo andamento das partidas devido ao solo inadequado ao esporte.
Divertido mesmo, só pros peladeiros.
Autor: Boko Moko - Categoria(s): Esportes, Opinião Tags: Futebol de Areia, pelada, saco, Tédio