Uma singela homenagem…
Ele poderia ser um broken. Também é provável que, se ele fosse um, teríamos que matá-lo.
Ele é G.G. Allin.
Imaginem um cantor que perambulava pelas cidades dos Estados Unidos feito um mendigo, maltrapilho e drogado. Seus shows, realizados da forma mais precária possível, com propaganda boca a boca e acabavam em menos de dez minutos. A razão? Num mundo onde G.G. Allin vivia, Marilyn Manson ou mesmo o velho Ozzy, seriam apresentadores de programa infantil na TV Globo.
No final de sua carreira, Allin era o completo porralouca. Adentrava o palco nu, completamente drogado e/ou alcoolizado. Como de costume, defecava no palco, ingeria parte das fezes e arremessava o restante contra a platéia. Não satisfeito, se arrebentava todo durante a apresentação. Automutilação era algo corriqueiro. Pedaços de madeira, instrumentos e até o próprio microfone, que não raro era introduzido no ânus do cantor, eram utilizados numa pancadaria fenomenal. A polícia era chamada para acalmar os ânimos e levava Allin pro xadrez. Festinha divertida essa, não?
Outro aspecto interessante das lendárias apresentações era a relação do músico com a platéia. O público também participava e geralmente saia no braço com ele. Em outros momentos, costumava apontar aleatoriamente um indivíduo e incitava uma agressão generalizada contra o infeliz. Pois é, tinha gente pagando para ser espancado por uma multidão enfurecida.
A jornada apocalíptica de Allin terminou no dia 28 de junho de 1993, quando após um show, saiu correndo pelado pelas ruas de Nova York. Chegando na casa de um amigo, deu continuidade ao que mais tarde seria diagnosticado como uma overdose de heroína. Durante seu enterro, G.G. Allin que trajava uma jaqueta com a expressão “Fuck Me” gravada, teve seu caixão usado como cinzeiro pelos amigos e fãs. Isso é o que se pode chamar de final punk. Onde quer que esteja, Allin deve estar orgulhoso.
O texto acima é de Bruno Cahu, do site Whiplash.net. E reproduz com perfeição a matéria antológica da Revista BIZZ que li por ocasião da morte deste cantor. Com uma diferênça, a revista dizia: “GG Allin morreu. Graças a Deus…”
Merece ou não merece uma homenagem?!
P.S.: Para os corajosos interessados: www.ggallin.com.
Autor: Rocco - Categoria(s): Cultura, Música Tags: ânus, G.G. Allin, Rock
