17/04/2009 - 17:27

É fácil concordar que o banheiro é um lugar de intimidade e, de certa forma, de desabafo…
Algumas pessoas gostam de escrever nas portas dos banheiros. Algumas gostam de ler essas mesmas portas despreocupadamente, enquanto fazem o n° 1 ou o n° 2…
Mas outras pessoas estão levando esses escritos de banheiro a sério e fazendo deles livros, blog, pesquisas, teses e até dissertações. Uma doutoranda andou por 212 banheiros no Brasil, Itália, Espanha , EUA e Alemanha, pesquisando as diferenças sexuais e interculturais dos textos de banheiros universitários. As frases foram classificadas em 24 categorias como relacionamento, desabafo, preconceito, sexo, religião ou humor. Algumas observações desta pesquisa:
- Homens espanhóis e italianos escreviam mais sobre política.
- Mulheres de outros paises ( exceto Alemanha ), escreviam mais coisas românticas.
- O Brasil foi o país com maior múmero de inscrições por banheiro
- No Brasil o sexo foi o tema predominante em banheiros femininos e masculinos
A autora ressalta que os escritos de banheiro são expressões de uma cultura marginal, espaços para pessoas que não tem outras formas de divulgar seus ideais.
Devo concluir que o Broken já salvou muita porta de banheiro…
Pesquisa na íntegra http://cienciahoje.uol.com.br/3692
Autor: Ananke - Categoria(s): Arte, Cultura, Sexo, ciência
Tags: banheiro, Broken, Cultura, esculhambação
03/12/2008 - 08:14
Quedos felas me permitam reproduzir um trecho de um post do blog político número 1 do país, o do Reinaldo Azevedo. É um breve comentário sobre a contradição que assola a Petrossauro Petrobras, que anunciou um lucro espetacular nos primeiros 9 meses do ano, mas precisou de um empréstimo parrudo da CEF sabe-se lá por que. O post completo vocês podem ler aqui.
(…) a empresa que Roberto Campos chamava “Petrossauro” cortou cafezinho, celular, brindes e, atenção!, sua sempre cobiçada verba para a produção cultural.
Deve haver algum provérbio chinês — há provérbio chinês para qualquer coisa — que diz assim: “Nada é inteiramente ruim, gafanhoto!”. Pensem bem: sem verba para a cultura, haverá uma expressiva diminuição de filmes ruins, de danças folclóricas picaretas para turistas e de outras manifestações populares em que o povo finge ser o povo. É ou não é uma maravilha?
Sabem aquele cineasta genial, mas que ninguém vê — a não ser a graninha da Petrossauro? Pois é. Ele continuará genial, seu filme continuará a não ser visto, mas também não será rodado. As macumbas pra turistas, afetando a nossa manemolência sestrosa, também serão suspensas por um tempo. Que bom! Nunca é tarde para se ganhar a vida honestamente. Sou do tipo que acha que empresa de petróleo deve extrair petróleo, não mistificações — sobre o solo ou sete quilômetros abaixo dele.
A Petrobras está com problema de caixa. Um ganho formidável para a cultura nacional.
Faço minhas suas palavras.
Autor: Boko Moko - Categoria(s): Notícias, Opinião
Tags: Cultura, Filme ruim, Petrobras, Reinaldo Azevedo