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30/04/2009 - 23:20

Alienígenas … aqui, na Terra !??

                   Isso já foi debatido em um outro post (formas de vida baseadas em … silício), o qual foi exposta uma visão da ciência a respeito de formas de vida em outros planetas baseados em algum elemento que não o carbono. Mas e se houvessem outras formas de vida, alienígenas, aqui na Terra? Se desenvolvendo longe de nossos olhos??

                  Entenda-se como alienígena nesse caso, uma forma de vida completamente diferente do que seria possível para nós dentro do nosso conhecimento e não necessariamente fora do nosso mundo.

                  Com base nessa teoria, o professor em física Paul Davies da Universidade do Arizona sustenta que há vida em locais completamente inóspitos, desde o deserto do Atacama até nas profundezas de lagos congelados da Antártida. O professor Paul conclamou cientistas a uma busca, aqui mesmo na Terra, por formas de vida desconhecidas, e que, por razões de custo, seriam bem menos onerosas do que tentar buscar vida em Marte. O físico se sustenta na teoria de que a evolução da vida na Terra pode ter acontecido mais de uma vez, a chamada “Segunda Gênese”.

                   E parece que alguns resultados já apareceram. Em uma das expedições, o professor Paul encontrou no lago Mono na Califórnia microorganismos que conseguem sobreviver ao alto índice de Arsênio existente nele. Para quem não sabe o Arsênio é um material extremamente venenoso sendo usado pela indústria de pesticidas.

                    Recentemente foram realizados estudos em um fato curioso que ocorre na Antártida, o fenômeno chamado de Cachoeiras de Sangue ou Blood Falls, que ocorre há séculos e era conhecido dos primeiros exploradores da Antártida.

                   O troço é o seguinte: Água supersalgada escorre de dentro da geleira Taylor, proveniente na verdade de um antigo lago que está a uns 400 metros de profundidade, a água desse antigo lago salgado tem aproximadamente 2.5 milhões de anos e é rica em óxido de ferro que, em contato com o ar, enferruja imediatamente, manchando o gelo. Nesse ambiente foi encontrada uma bactéria autotrófica que metaboliza ferro com ajuda de compostos de enxofre presentes na água salobra e para surpresa do cientista Jill Mikucki a água que escorria da geleira não possuía oxigênio. Os pesquisadores acreditam que essa peculiaridade evolutiva seja conseqüência de centenas de milhares de anos de isolamento. Os ancestrais dessas bactérias provavelmente viviam no mar há milhões de anos, antes de os Vales Secos se erguerem, aprisionando uma porção de mar na forma de uma laguna. Há cerca de 1,5 milhões de anos, a geleira Taylor avançou, cobrindo essa laguna, que não congela por ser quatro vezes mais salgada que o oceano.

 Fontes: Folha de São Paulo – artigo publicado na revista Science e Wikipedia, categoria Antártida, Glaciares

Autor: De adamich - Categoria(s): ciência Tags: , , ,
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