Arquivo de novembro 12th, 2008
12/11/2008 - 21:35
Publiquei este Post inspirado na discussão do post do Tigre e do Leão. Já li muito sobre a 2 guerra e é um assunto fascinante e longo. Esse conflito que redesenhou o mapa do mundo – literalmente – e formou os dois blocos da guerra fria, EUA de um lado e URSS do outro.
No meio desse conflito surgiram algumas das maiores invenções tecnológicas do Homem, e um episódio, mais do que qualquer outro precipitou o fim dela. A Bomba atômica.
A bomba atômica somente não foi usada na Alemanha por que seus testes não haviam sido totalmente concluídos e as forças soviéticas impunham o cerco a Berlim, tornando sua queda iminente. Paralelamente, na frente oriental as coisas estavam progredindo, mas muito lentamente… Embora a industria japonesa de matéria-prima esteja em declínio, com problemas de abastecimento (faltava aço de qualidade para fabricação de motores para aviação, por exemplo). Existia ainda uma grande resistência interna, da opinião pública em aceitar a verdade, e o Japão ainda possuia cerca de 3 milhões de soldados espalhados pelas diversas frentes de combate.
A decisão de lançar a bomba em Iroshima também tinha um outro significado, dizer aos soviéticos quem tinha o poder na verdade. Os soviéticos tinha invadido não somente a europa oriental, escurraçando os alemães e seus aliados, mas também haviam cercado as tropas japonesas na Manchúria e invadido as ilhas kurilas ao norte do Japão. Uma reação americana se fazia urgente e o futuro do Japão era ser uma ponta de lança nos interesses americanos na Ásia, para contrabalançar o crescente poder de Stalin. Os americanos não podiam contar com a China pois sabiam que o poder central chinês era fraco e que com o fim da guerra Mao Tsé Tung retomaria a guerrilha contra o governo. A colocação do Japão dentro da nova política mundial era preemente, mesmo que com o sacrifício de inúmeras vidas.
A Alemanha realmente tinha planos para a fabricação de uma bomba atômica, mas seus progressos eram ínfimos já que a base da teoria foi desenvolvida por Einstein que como o Zão lembrou bem, era judeu. O Japão ao que parece estudou o conceito da bomba atômica em uma base na Coréia, sendo que um de seus submarinos foi capturado com cerca de 560 Kg de óxido de urânio, mas os oficiais que podiam dar explicações se suicidaram.
A ocorrência da bomba freou o ímpeto de Stalin na Europa e Ásia, caso contrário e se houvesse vontade, as tropas soviéticas poderiam ter chegado sem muita dificuldade até a França.
Autor: De adamich - Categoria(s): Sem categoria
Tags: guerra mundial, invasão ao japão, URSS
12/11/2008 - 21:00
A gente não ganha um puto pelo merchan maneiro que a gente faz aqui. Mas isto não é uma reclamação, é só pra mostrar que se a gente fala que é bom o lugar, pode ir tranqüilo, cumpadi.
Neste domingo último fui neste restaurante Toca da Traíra, apesar de não ser muito fã de peixe… Mas como o sogrão “tava pagaaaaano”…
Muito bom o lugar!!! Fui bem atendido pacas, ambientes refrigerados, visual bem cuidado e o principal, a comida, estava excelente! Pedimos um pintado na brasa, que é a especialidade da casa e o mais pedido por não ter espinhas, muito bom!
Certamente que, pela qualidade de tudo, eles não precisam de uma força do Broken, afinal não por acaso eles já tem 4 restaurantes (eu fui no de Jacarepaguá).
Bom pra levar a família, péssimo pra reunião do Broken Arrow…
O link: http://www.tocadatraira.com.br/
Autor: Darth Pinto - Categoria(s): Gastronomia
Tags: comida, Frutos do mar, peixe, restaurante, toca da traira
12/11/2008 - 18:25
Dando continuidade a “outras versões”, é interessante como algumas são glorificadas e outras esquecidas. Mas não por obra do acaso. É premeditado sim.
O relato abaixo, oriundo do ex-blog do César Mais, é um caso típico.
Consagrado em livros de escola, Luís Carlos Prestes é, na verdade, o protagonista da história abaixo. E não errei o nome, é Elza mesmo, e não Olga, a famosa pobrezinha…
ELZA, A GAROTA! A OUTRA TRAGÉDIA POLÍTICA!
A Editora Nova Fronteira, em edição especial, lança o livro de Sérgio Rodrigues “Elza, a Garota”.
Essa é uma história sempre bem escondida e nada divulgada do assassinato da jovem companheira de Miranda, secretário geral do PCB em 1936. Presos entre outros dirigentes do PCB, após a intentona comunista, Elvira Cupelo, de codinome Elza Fernandes (16 anos), foi libertada, ficando presos seu companheiro Miranda e seu irmão Cupelo entre outros.
Antes da prisão de Prestes, dirigentes do PCB foram sendo presos e a suspeita recaiu sobre Elza. Ela ficou em “prisão domiciliar” decidida pelo PCB em Guaratiba e depois transferida a uma casa em Guadalupe, após o tribunal constituído pelo PCB decidir sobre sua morte, mesmo sem nenhuma comprovação de que pudesse ter denunciado ou soubesse dos locais onde outros dirigentes estavam escondidos.
Como o assassinato -justiciamento- não era executado, Prestes em um bilhete de próprio punho exigiu o cumprimento da “pena”, em seguida executada de forma bárbara, por estrangulamento com fio, tendo seu corpo sido partido e enterrado no quintal da casa onde estava.
Em 1940, dois dos que participaram do assassinato -justiciamento- e que ainda estavam presos, resolveram contar a história. Para o ato da abertura do local, foram levados seu companheiro-marido e seu irmão, que viram escandalizados a brutalidade dos fatos, reagindo duramente e desligando-se do partido a partir dali.
Toda a documentação, as fotos do instituto médico legal, o bilhete de Luiz Carlos Prestes e os depoimentos estão disponíveis para consultas, num processo de quase 2 mil páginas do tribunal de segurança da época. Mesmo anos e anos mais tarde, Prestes nunca quis comentar este fato e quando perguntado pedia para não falar, pois se tratava de algo que nunca queria se lembrar.
A imprensa deu ampla cobertura aos fatos na época. O “esquecimento” posterior dificultou e até impossibilitou o contato com conhecidos e familiares. Por isso, Sergio Rodrigues tem que inserir juntos aos fatos documentados e a cobertura dos jornais, elementos prováveis em alguma medida romanceados.
A publicação de “Elza, a Garota” (como era conhecida) constrói um diagrama que estava incompleto com a publicação de “Olga”. Poder-se-ia desenhar dois pontos superiores separados, significando dois regimes para os quais as pessoas humanas específicas não tinham qualquer valor, ou pelo menos suas vidas não podiam atrapalhar as “causas”. Duas linhas retas destes pontos encontrariam num nó abaixo, Luiz Carlos Prestes e deste sairiam outras duas retas para mais abaixo encontrar dois pontos: Elza e Olga.
Olga, deportada para a Alemanha ainda numa época de apogeu do regime hitlerista, termina anos depois morrendo num campo de concentração na condição de judia e comunista, em nome da ideologia nazista. Elza é morta como desdobramento das práticas stalinistas, na simples suposição que havia traído o partido comunista.
Ao publicar “Elza, a Garota” numa edição especial da Nova Fronteira, descobre-se a história oculta por décadas e fecha-se o duplo triângulo linkado em Prestes, com dois regimes totalitários nos vértices de cima e duas mulheres, chacinadas em nome da defesa desses regimes, nos vértices de baixo. A publicação de “Olga” deixou a história pela metade, que agora se completa, numa memória trágica, condenado assim ambos os regimes.
Autor: Rocco - Categoria(s): Cultura, História, Opinião
Tags: Elza, Olga, Prestes
12/11/2008 - 17:38
Há muita pressão sobre o Governo Americano para libertar os prisioneiros de Guantânamo, mas há – e sempre há - outras opiniões.
E vale à pena conhecê-las, para emitir juízo sobre o assunto, principalmente agora que os assessores de Obama afirmaram que pretendem “resolver” o assunto logo no início do mandato.
Reproduzo uma carta do jornalista Nelson Ascher, enviada para o também jornalista Reinaldo Azevedo.
Agora, quanto às convenções de Genebra, elas, que eu saiba, têm um caráter contratual. Para serem respeitadas, é preciso, em primeiro lugar, que ambos os lados do conflito sejam signatários e, em segundo, que ambos respeitem suas cláusulas. Se a Al Qaeda não é nem signatária da Convenção de Genebra nem trata seus prisioneiros de acordo com o que ela estipula, não há razão para que aqueles que se envolvem num conflito com a organização tratem diferentemente seus membros. A idéia de um contrato assim é, aliás, exatamente esta: os prisioneiros de guerra são reféns de cada lado de um conflito, e, portanto, para que os prisioneiros de um dos partidos sejam bem-tratados, é necessário que este trate bem os do adversário.
A questão é: como a Al Qaeda (ou, o que dá na mesma, a tal da pseudo-resistência iraquiana) trata os prisioneiros que faz? Ela os tortura e decapita diante das câmaras e, depois, põe o vídeo para circular, como propaganda de recrutamento, na Internet.
O fato é que não há nenhuma lei que obrigue os americanos a tratar terroristas internacionais como prisioneiros normais de guerra ou como criminosos norte-americanos comuns. E, como não existe uma jurisdição universal aceita por todos os países e por todos os grupos irregulares do mundo, a coisa se torna, no mínimo, complexa. Mas, mesmo que os americanos tratassem os membros da Al Qaeda como prisioneiros de guerra, os EUA teriam o direito a mantê-los em cativeiro, para que não voltem ao campo de batalha, até o fim oficial do conflito — quer dizer, até a Al Qaeda ou os EUA se renderem.
Por outro lado, os membros de grupos assim podem ser tratados como criminosos de guerra. Se um soldado alemão se infiltrava disfarçado com um uniforme inglês, digamos, ou trajes civis atrás das linhas inimigas, os britânicos tinham o direito de fuzilá-lo como espião ou sabotador. Parece que muita gente ignora o fato de que existem leis e costumes de guerra cuja função, em última instância, é sublinhar claramente a distinção entre combatentes e civis, de modo a proteger, na medida do possível, estes últimos.
Terroristas são combatentes que se fazem passar por civis e, para todos os efeitos, escondem-se atrás ou entre estes, levando o conflito para o meio deles. Quando o Hamas dispara mísseis de bairros residenciais, ou o Hizbollah faz o mesmo, são eles que, em condições de normalidade e raciocínio humanista, deveriam ser considerados os responsáveis pelos danos causados aos civis palestinos ou libaneses. Se uma igreja ou mesquita ou hospital é usado por franco-atiradores, esses locais se despem de seus direitos à neutralidade, e o mesmo ocorre com uma ambulância usada para transportar munição.
Abs
Autor: Rocco - Categoria(s): História, Notícias, Opinião
Tags: Genebra, Guantânamo, Obama
12/11/2008 - 10:13
Uns dois meses atrás nosso querido presidente fez o que mais gosta: subiu num palanque e começou a falar como o bom lider sindical que é até hoje. Na ocasião, esculhambou a Aracruz e a Sadia por estas terem anunciado um tremendo preju oriundo da crise econômica mundial. Segundo o molusco, tais empresas estariam “especulando contra o real”. Nada mais longe da realidade. Maior kaô.
Pois bem. Hoje saiu na grande imprensa o lucro espetacular da Petrossauro Petrobras. De acordo com
seu diretor financeiro, o lucro só foi tão grande porque… o real se desvalorizou. Parece que apostar contra o real, agora de verdade, dá frutos.
Agora esperemos a hora em que Lula Molusco vai subir num palanque para esculhambar sua querida estatal, lotada até os fios de cabelos de petistas mamando nas tetas.
Autor: Boko Moko - Categoria(s): Notícias, Opinião, Política
Tags: crise, lucro, Petrobras, real
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