Ascensão e queda dos EUA – Reflexão
Caros amigos, isto aqui é uma coletânea de pensamentos e trechos de livros, vale a pena ler sobre o papel atual dos EUA, ou Império Universal como diz o nosso caro Sifredi.
“Os Estados Unidos da América já não são um império há muito tempo e ainda não se deram conta disso. Foram derrotados, sem a necessidade de um tiro, pelo Império da Mídia. E, o que é pior, da sua própria mídia.
Ora, um império que não pode perder três mil soldados numa guerra não é um império. Restam as pompas, os rituais, o nome, uma ou outra instituição, a pose, o gesto, mas não há como voltar atrás.
Os Estados Unidos nasceram como nação quando perderam 50 mil soldados na Guerra da Independência. Tornaram-se uma nação de facto quando perderam 620 mil pessoas na Guerra da Secessão. Como disse Nelson Rodrigues, “Na Guerra Civil americana, até os que sobreviveram estavam mortos.” Perderam 117 mil soldados na Primeira Guerra mundial. Para consolidar-se como Império, perderam 420 mil pessoas na Segunda Guerra. Mas perder três mil no Iraque é demais para os nervos de Susan Sarandon. E há um agravante: desde o final da Guerra Vietnã, o serviço militar não é obrigatório nos Estados Unidos. Portanto, ninguém está obrigando ninguém a morrer. A lição do Vietnã não serviu para nada. “Não aprenderam nada, não esqueceram nada.” Que importam aos atores, cantores e ociosos de passeata nos três milhões de mortos do Camboja, a ditadura sanguinária, os campos de concentração piores que os nazistas? O que importa, no momento, é aparecer na CNN e na BBC fazendo a pose, o gesto, a ênfase, a inflexão do pacifismo. Depois vão todos para casa e as conseqüências que se danem, não são problema deles.
Um País que foi providencialmente fundado para que tudo desse certo, e ajudasse as demais Nações em suas dificuldades corriqueiras, isto o Americano fez por algum tempo, mas a ganancia tomou o lugar do altruismo e então o “tio Sam” passou a explorar as Nações mais pobres. Falo tambem sobre o passivo espitirual com o qual o Americano esta começando a conviver, o Ppassivo espiritual foi adquirido ao mutilar milhares de crianças ao testarem drogas das mais variadas aplicações, em paises de terceiro mundo. Cito tambem sobre as guerras inventadas pelo Americano só para auferir lucros.
Sim o Imperio Americano começou a fazer agua, e até 2012 veremos aquele povo de nariz tão empinado, pedir ajuda aos Paises que tanto eles pisaram. “
compilado de: Eduardo Levy e Edson Paes – jornal de debates
Autor: De adamich - Categoria(s): Política Tags: Ascensão e queda dos EUA - Reflexão
Blá blá blá, whiskas sache!
Blá blá blá blá, whiskas sache!
Fera, poderias nos dar mais referências sobre os autores dos “pensamentos e trechos de livros” acima?
Ué, só vai entender o escrito se tiver referência dos autores???
O problema não é entendimento, e sim credibilidade. Eu mesmo poderia publicar que o mundo vai acabar ano que vem, mas só um mané vai levar a sério.
Qq picareta pode escrever sobre qq coisa. É um direito que deve ser respeitado. Mas eu prefiro saber quem estou lendo. Não sou um dos manés que acreditam em histórias sobre o fim do mundo.
Mendigão, quem escreveu pouco interessa neste caso… poderia ser até mesmo o Adamich. A questão é que se trata de uma opinião, com a qual você pode concordar ou não. Não precisa saber a fonte, pois não há dados estatísticos que influenciem a idéia central do texto. Ele poderia até mesmo exagerar: “Perderam 1 bilhão de pessoas em todas as outras guerras, mas perder três mil no Iraque é demais para os nervos de Susan Sarandon”.
É uma opinião, e como tal requer concordância ou não, e não credibilidade.
Muito bom saber que você não acredita em qualquer coisa que lê. Até porque esta não é uma estória sobre o fim do mundo, mas sobre o possível fim de um império como tantos outros que se mostraram efêmeros frente à História das Civilizações.
Got it?
Tivesse sido este texto escrito por algum membro deste blog, não duvidaria da credibilidade.
Como se trata de uma compilação, gostaria de saber sobre os autores para não perder meu tempo com eventuais picaretas e/ou hipócritas.
Entendi o sua explicação. Concordo contigo. É que já li muitos textos com “opiniões” de sujeitos cubertos de puro rancor e com o rabo preso. Então, na dúvida, sempre dou uma olhada no autor.
Abs
Agora durmam com esse barulho:
Por que insistem em chamar de império um país que acabou de eleger um novo presidente?
Obrigado, Obrigado, esta discussão ajudou a manter o número de visitas ao nosso blog, tendo aparecido em 4º lugar ao digitar ascenção e queda no google.
Para quem interessar possa, um dos autores, o Eduardo Levy é economista e ex-professor da FGV e mantém um blog muito interessante (http://edulevy.blogspot.com/) o outro Edson Paes é escritor e tem uma participação nesse blog jornal de debates.
Segundo ponto, normalmente os americanos tem atitudes expansionistas ou… imperialistas (é a política de expansão e domínio territorial, cultural e econômico de uma nação sobre outras, ou sobre uma ou várias regiões geográficas.), por isso a alcunha. Para exemplificar, durante o século passado a indochina e alguns países da África, como o Chad pertenciam ao Império colonial francês e a França não era um império desde 1870 e sim uma república, o mesmo se aplicava a Portugal até recentemente(década de 70).
Valeu gente !
Lixo.
Quem acredita numa compilação de idiotices como a escrita no texto acima é tão estúpido quanto quem o escreveu.
Sem paixões. Procurem ler mais sobre o tema, não somente o que lhes agrada. Purguem os ensinamentos de professores e parentes ignorantes e recalcados. Não se esqueçam que na época de nossos professores e pais havia uma batalha ideológica rolando.
Todas as grandes nações provocaram polêmica.
A minha: Os EUA não procuraram ser uma potência. Tornaram-se uma, com muito trabalho e sacrifício.
Quando se tornaram importantes no cenário mundial, outras já haviam feito TUDO o que os EUA fariam depois, como se impor comercialmente (Inglaterra), escravizar (Europa em geral), guerrar (todo o mundo), etc.
Agora, campo de concentração PIOR que os nazistas é uma afronta a minha inteligência (e decepção com a de vocês) e um escárnio com os judeus, ciganos e homossexuais da Alemanha nazista.
E o lado bom? Maiores inventores! Inclusive de remédios! De conforto. De tecnologia.
Direitos. Mulheres. Negros. Muçulmanos. Minorias em geral podem morar lá. Na China é o mesmo? No Sudão? Na Rússia? Prefeririam algum outro país como dominante (porque SEMPRE haverá um)? Vamos discutir.
Vamos ler mais, não só em quantidade, mas em variedade.
À propósito, o texto é tão ruim que até a lógica é torta.
Qual a relação entre o números de mortes em uma guerra com potência econômica, militar, intelectual?
O ideal para uma potencia era morrer quantos?
Lixo.
Ah! Cara Darth, saber quem escreve é FUNDAMENTAL para avaliar uma opinião. Achar que todos escrevem com o mesmo espírito puro e despretenciosamente é ingenuidade demais, não acha?
Exemplo? Quem possui mais credibilidade em suas opiniões sobre o governo, a revista VEJA ou a Carta Capital?
A primeira, apesar de tender para o PSDB, sobrevive sem depender de financiamento público/estatal, a Carta não. Para quem anuncia 75% de seu espaço publicitário à estatais pode falar mal do Governo?
Credibilidade e fonte estão ligados.
Legal… Mas só pra constar, é exatamente o que se está fazendo: lendo mais, e não só o que nos agrada (que no seu caso Rocco, parece ser literatura somente favorável aos EUA).
Exatamente como você sugere, acho legal a busca pela variedade de fonte de informações, de opiniões, justamente para confrontá-las. O problema é que, ao meu ver, você sim, defende apaixonadamente até demais os EUA, como se fosse nascido lá (e acho que se esquece que talvez nem possa por os pés naquele solo), usando uma retórica autoritária para tentar calar as outras idéias antes mesmo que sejam formuladas. Me parece típico de ditaduras latino-americanas, o que aliás, me lembra que você mesmo é um latino-americano.
Eu já disse que não sou anti-EUA, e não tenho raiva de ser brasileiro. Torço igual um babaca pela seleção, mas assim como torço pelo Vasco ( tem horas que se eu pudesse trocar…)
Sem paixões, pode chamar isso aqui do que quiser: Amérdica Latrina, povinho de merda, sub-raça, o caralho a quatro… Mas antes explique: É mesmo só admiração pelos americanos do norte ( cara, tenha certeza, também os admiro e os tenho como exemplo, assim como aos japoneses, alemães, franceses, etc. – acredito que por estes povos terem passado por grandes comoções internas tornaram-se mais fortes e hoje são nações poderosas ) ou tem um outro motivo para estas defesas tão ásperas?
(Atenção – está correndo na surdina uma aposta pra ver de quem será o próximo comentário)
E quem acha aqui que todos escrevem com o espírito puro e despretencioso?
Você não é capaz de avaliar uma opinião sem saber o autor??? O raciocínio não pode ter lógica se a pessoa tiver comprometimento? Então, o que podemos dizer das suas opiniões??? Eu mesmo a esta altura já não sei se você tem comprometimento…
QUEQUEISSSSSSSSSOOOOOOOOO…
Uh, perdi! O próximo comentário foi meu mesmo…
Mas não vale, hehehehe
Sempre achei que nosso amigo Rocco defendia demais os EUA e não concordava com boa parte das suas idéias até que no começo desse ano consegui juntar todos os meus caraminguás e conhecer a terra do Tio SAM me aproveitando de um dólar barato e de uma conjunção de fatores que só acontecem de séculos em séculos.Conheci três estados em um mês de viagem e fiquei impressionado.Aquele país é do caralho , acolhe gente de todos os lugares.Vi um muçulmano rezando virado para Meca em uma das várias praças arborizadas de NY e ninguém o ridicularizou ou quis jogá-lo em uma prisão por isso.Não fui destratado ou sacaneado por ninguém que não tenha gostado ou entendido meu “ingrês” porque eles sabem que eu estava ali para gastar $$.Existem pobres , claro , e um cara me pediu 1 dólar dentro do Mc Donald`s em plena Times Square e neguei , um pouco constrangido , pq não esperava aquilo e também pq sou radicalmente contra dar esmolas .Todo império tem seus opositores já que a própria denominação de império é afrontosa aos subjugados.Se na história da nossa civilização sempre houve ao menos uma nação dominante me sinto então aliviado de na minha vez os EUA serem os dominantes.Claro que queria que o Brasil fosse o maioral , mas infelizmente não é.Gosto do meu país e do seu povo mas a nossa cada vez maior falta de educação está idiotizando nossa sociedade.Se bem que isso é um fenômeno mundial e inclusive há um filme meio tosco que passa de vez em quando na NET , o “Idiocracy” que exemplifica bem esse processo de esculhambação social. Bom , fica aqui minha contribuição aos amigos do Broken.
POOOOOOOTAQUEOPARIU!!!
Cap. Fabio, gostei pra burro do seu comentário! Inteligente, embasado, elegante, amistoso e lúcido. Cabra bom da porra! Não é preciso mostrar que uns são uns merdas pra mostrar que outros são foda.
Valeu!
Sim, concordamos que os EUA são foda! Começaram do nada como o nosso país e chegaram aonde estão com esperteza e perseverança. Mas o que mais nos incomoda são os antagonismos deles, dos ditos valores americanos. Como podemos conceber uma imagem tão elevada de um país cuja constituição não reconhece o poder do voto como no episódio da 1ª eleição do Sr. Bush; onde a corrupção entre parlamentares não é proibida mas sim regulada; cujo presidente não foi eleito mas sim designado (eleição indireta); onde prisioneiros são mantidos em prisões com regime de solitária sem acusação formal e em um campo de concentração mantido na base de Guantanamo!; onde donos de jornais importantes recebem ordens semanais da Casa Branca e ai deles se fizerem críticas ao próprio governo, isso não os torna um exemplo de democracia não é verdade?; impõe penas de morte ou até tortura em julgamentos de caráter duvidoso o que não é raro; que bombardeira a população civil no Afeganistão e no Iraque injustamente invadido; que sequestra um presidente eleito democraticamente no Haiti ou que financia mercenários para derrotar os governos democráticos, pois bem ou mal foram eleitos, na Venezuela e Bolívia ?
Acho que chegamos longe nessa discussão.
Coisas que todos os impérios fazem , fizeram ou farão na história de nosso planeta. Isso ninguém mudará até porque se os EUA abandonarem sua retórica sempre existiram Putins e Aiatolás à espreita para a tomada da hegemonia mundial.Infelizmente sempre teremos uma nação dominante onde ela “poderá” mais que os outros.E o que defendi é que os EUA são o mal menor , imaginem se a potência mundial fosse o Afeganistão dos talibãs , a Rússia mafiosa de Putin ou a Sérvia de Milosevic????
Além disso lembremos um pouco que se não fossem os EUA os aliados não teriam recursos para parar Hitler e seus planos de limpeza étnica. Muitos de nós não existiriam e os poucos que teriam nascido falariam alemão hoje.
A discussão está boa , vamos que vamos confrades!!!
Caros amigos, acabei de ler parte do que esta escrito, tem um trecho que é de minha autoria e faz parte de um livro que ainda não saiu, mas que postei parte dele em algum site e o Sr Eduardo Levy incluiu em seu raciocinio, de minha parte não há o que reclamar, o livro que escrevi se chama “DESCOBERTA ASCENSSÃO E QUEDA DO IMPERIO AMERICANO”, é um livro de ficção, mas que tem em seu bojo muitas verdades absolutas que estão sendo deflagradas, e não para por ai, muita agua vai rolar ainda por baixo da ponte. Abaixo esta a parte que o Sr Levy usou:
Um País que foi providencialmente fundado para que tudo desse certo, e ajudasse as demais Nações em suas dificuldades corriqueiras, isto o Americano fez por algum tempo, mas a ganancia tomou o lugar do altruismo e então o “tio Sam” passou a explorar as Nações mais pobres. Falo tambem sobre o passivo espitirual com o qual o Americano esta começando a conviver, o Ppassivo espiritual foi adquirido ao mutilar milhares de crianças ao testarem drogas das mais variadas aplicações, em paises de terceiro mundo. Cito tambem sobre as guerras inventadas pelo Americano só para auferir lucros.
Sim o Imperio Americano começou a fazer agua, e até 2012 veremos aquele povo de nariz tão empinado, pedir ajuda aos Paises que tanto eles pisaram. “
A minha intenção é apenas publicar uma historia que escrevi que na data oportuna informarei a maneira que ela nasceu, ao Sr Eduardo Levy um grande abraço e obrigado por não alterar o conteudo do que escrevi e colocar os creditos.Um grande abraço a todos.
EDSON MILTON RIBEIRO PAES.
Demais, e obrigado pela sua contribuição ao nosso blog.
Queridos amigos me permitam colocar alguns pingos nos is e nos jotas.
1. Comentários e opiniões sem seus devidos autores não merecem sequer um comentariozinho. Por isso defequei violentamente sobre o texto principal deste post;
2. De todas as nações, impérios, monarquias, etc. que exerceram superioridade entre os demais povos do mundo na história, os EUA são, de longe, o que há de mais tolerante e humano. Imaginem a Bolivia, a Venezuela ou o Haiti nessa posição;
3. Chamar os EUA de império é desconhecer que a democracia americana inspirou outras democracias (incluindo a do Brasil), ou desconhecer o significado da palavra “império”, que tem sido muito mal empregada por um certo candidato a ditador sulamericano;
4. O tal “jornal de debates” tem uma resenha afirmando que Karl Marx evitaria a atual crise econômica; e outra afirmando que um juiz está errado quando faz valer o que está na lei. Muito delírio num único site.
5. “governos democráticos, pois bem ou mal foram eleitos, na Venezuela e Bolívia”. Nunca vi um “bem ou mal” tão bem colocado. Agora que estão lá, quero ver se os dois fanfarrões vão largar o osso;
6. Apostar quem vai colocar o próximo comentário e colocar o próximo comentário é truque sujo;
7. O mundo vai acabar ano que vem!
3. Chamar os EUA de império é desconhecer que a democracia americana inspirou outras democracias (incluindo a do Brasil), ou desconhecer o significado da palavra “império”, que tem sido muito mal empregada por um certo candidato a ditador sulamericano;
Mendigão, saca só:
“Historicamente, chamaram-se impérios a grupos de estados ou reinos subordinados a um chefe ou governo que se formaram, quer pela sua livre associação, geralmente com objectivo de defesa mútua, quer pela dominação de vários estados por um estado dominante. Foi desta forma que se formaram os grandes impérios coloniais. O império TAMBÉM é uma forma de governo monárquico, cujo chefe é um imperador. Em sentido restrito, designa a própria autoridade ou poder de um soberano, imperador ou imperatriz.” Wikipédia
Outra:
“Folha – Sua resposta aos que o criticam pela maneira com que mistura ficção e realidade sobre temas históricos é que a história não diz a verdade sobre o passado. Acha que a literatura pode ajudar os historiadores a ver parte do passado que não conseguem visualizar?
Gore Vidal – Quando falamos da história dos EUA, eu costumo ser mais verdadeiro do que certos historiadores acadêmicos que escrevem verdadeiras hagiografias de heróis mortos e versões distorcidas de nossa história. Acho que eles desejam limpar da história os nossos crimes. No que diz respeito ao estilo da escrita, acho a história acadêmica chata e pouco atraente. O resultado é que os jovens acabam não sabendo que somos o resultado do que fizemos, pois não se sentem atraídos a conhecer esse passado. Ou seja, não entendem quem nós somos.
Folha – O sr. não acredita que seria prejudicial à história e à literatura se a ficção passasse a ser apenas um dos instrumentos usados pelo conhecimento histórico?
Vidal – Mas o que são Homero, Shakespeare ou, em sua gloriosa e louca maneira, Cervantes? A história é um departamento da literatura. O fato de nossos historiadores não escreverem muito bem e estarem mais interessados em agradar àqueles que financiam suas universidades do que em dizer a verdade -ou em tentar dizer a verdade- faz com que a literatura seja ainda mais valiosa.
Sou historiador quando narro uma tomada de decisão de Roosevelt em relação à Segunda Guerra e sou um romancista quando introduzo personagens inventados cuja tarefa é iluminar, por meio da opinião ou da conjectura, as figuras históricas.
Folha – Em “A Era Dourada”, vemos como a imprensa e o cinema americanos agiram na política da época. O sr. crê que a influência que tiveram é diferente da que têm hoje?
Vidal – O cinema, a princípio, tem sido manipulado por nossos governantes. Woodrow Wilson ordenou que se fizessem filmes que demonizassem os alemães para que nossos soldados hesitantes pudessem querer lutar na Primeira Guerra. Ainda hoje fazemos filmes que glorificam os EUA na Segunda Guerra. Agora teremos a extravagância “Pearl Harbor” (com estréia prevista no Brasil em junho), que é escandalosamente falsa, mas certamente deverá ir muito bem nas bilheterias.
Folha – O sr. era a favor da participação dos EUA na Segunda Guerra?
Vidal – Eu era um isolacionista nos meus dias de escola. Mas depois que os japoneses atacaram Pearl Harbor (e ninguém ainda nos explicou direito esse episódio), eu me alistei no Exército e servi por três anos no Pacífico.
Não sou a favor de uma intervenção norte-americana em nenhum lugar, a não ser naqueles em que, de alguma maneira, estejamos seriamente ameaçados. Desde 1950, entramos em várias guerras, frias, quentes, tépidas -e todas ilegais, não declaradas pelo Congresso, como manda a Constituição. Somos hoje o Estado mentiroso contra o qual alertamos os outros no passado.
Folha – No final do seu livro, o sr. fala da imensa quantia gasta a cada ano nos EUA em pesquisa sem resultado satisfatório. O que acha que deveria ser feito?
Vidal – Acho que há muito desperdício com a ciência em geral, principalmente em pesquisas nucleares e de armas. Grande parte do orçamento federal vai para a guerra, e não há inimigo. Eu reitero o alerta feito por Eisenhower contra uma economia militarizada. Com muito dinheiro indo para a universidade da guerra, as humanidades (particularmente os departamentos de história e de literatura) não ousam criticar a direção das corporações que podem tirar seus subsídios.
Folha – No livro, vemos políticos, jornalistas, artistas e outras pessoas influentes discutindo a aproximação da guerra. O que pensava e temia a população em geral?
Vidal – Desde que passei a conviver com a classe política -vivi com meu avô, que era senador-, acho que é mais interessante falar a partir de um ponto de vista a que nenhum romancista teve acesso. Pude mostrar o que disseram e fizeram nossos governantes da época enquanto manobravam o país em direção à guerra.
A população nunca se importou muito com a oligarquia que controla a opinião. Na época, cerca de 80% das pessoas não queriam que os EUA entrassem na guerra. Por essa razão, Pearl Harbor foi necessário, até para meu alistamento no Exército!” Gore Vidal à Folha de S. Paulo
Cara, é mais fácil você e o Rocco dizerem: “Amamos os EUA irracionalmente, fomos currados por americanos quando crianças e jamais esquecemos isto”. (atenção neuróticos: isto foi uma brincadeira!!!). Agora falando sério, esta é uma discussão que não vai acabar, porque vocês defendem seus pontos de vista e acham que qualquer coisa diferente é inverdade, e o resto do mundo ataca os americanos também (natural, líderes são visados) com suas razões, justificadas ou não.
Eu penso que talvez seja realmente bom que, se temos que nos submeter a um Império (que não precisa ter necessariamente um regime monárquico, viu mendigão?) que sejam os americanos – não sei se porque não tenho experiência com outros impérios ou porque eles realmente me parecem mais humanos frente a outros na História – mas que eles não são santos, certamente que não.
Adamich, na próxima vez em que pensar em empurrar uma inofensiva bolinha de neve morro abaixo, olhe bem e veja onde vai acertar, hehehehe (Ih caralho! Falei neve! Neve lembra Natal – somos dominados culturalmente – Natal lembra o Papai Noel Santa Claus vestido de vermelho e branco da Coca-Cola, ou Coke, que é uma empresa de Atlanta, Geórgia… Estados Unidos da América!!! – agora vem os dois e dizem: “AHÁ!!! Tá vendo? Precisam dos americanos até pra metaforizar!!!” – e saem babando verde, usando apenas cuecas cavadas com a bandeira dos EUA…)
Caraca mané !!!! Esse troço vai ficar rolando direto !! Uma boa discussão (no fundo não leva a nada !), mas serve para elucidar certos pontos. Quem acessar este Post que faça seu julgamento.
Aproveitando o último comentário do sr. Adamich, comunico que não comentarei este assunto/post.
Razões: O assunto foi mal colocado desde o início, com um texto inverossímel e que falta com a verdade em vários, senão todos, trechos (crianças usadas como cobaias?, mercenários a soldo dos EUA?, sequestra presidente foi ótima, etc…). A continuar assim vamos perder credibilidade…
A participação de um dos autores só me entristeceu, pois um pesquisador de alto nível jamais entraria neste Blog.
De uma maneira mais ou menos cortês, há um consenso, consolidado pelo Capitão Fábio. O resto é disputa ideológica.
Causou-me decepção ler o comentário do sr. Adamich, pois fui informado que este post era mais um provocação que uma discussão séria. Li que não era verdade.
Sr. Adamich, quando o sr. atribuiu valores democráticos à Chaves e/ou Morales, a discussão acabou.
Ah! Sr, Adamich, a Suprema Corte Americana já decretou que a custódia em Guantanamo é ilegal. A Suprema Corte Cubana, Venezuelana, Boliviana já fizeram algo parecido? Ah! Me esqueci, eles nem tem Côrte, muito menos Suprema…
Jornais comprados? Não precisam, eles lá podem emitir qualquer opinião. E procure ler na internet os principais jornais americanos, todos CONTRA o governo.
E Darth Pinto, a entrevista com Gore Vidal – que se acha “mais verdaderio” que outros historiadores acadêmicos, traz muitas dicas, tais como investir MENOS em ciência… Excelente recomendação. E não preciso comentar a crítica deste autor sobre a propaganda no cinema americano. Basta lembra Getúlio, Nazistas, Stalin, Chaves, etc… Brincadeira! Não preciso lembrar que Michael Moore e Oliver Stone são cineastas norte Americanos.
E confirmando que a fonte é imprescindível, procurem saber sobre este, Gore Vidal. E procurem uma fonte mais confiável que a Wikipedia, por favor…
Abraços.
Iaaaaaaaaaaaaaaaá!!! Ficou putinho, hehehehehe