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17/10/2008 - 11:50

Cartões de Crédito, a questão!

Foi aprovado na terça-feira passada, no Senado, por iniciativa de um Senador dos Democratas, um Projeto de Lei – PL que autoriza a diferenciação de preços quando a forma de pagamento for a “moeda de plástico”, ou seja, cartões de débito e crédito. Hoje, esta prática é vedada pelas leis de defesa do consumidor.

Ontem, em um debate na rádio CBN entre o Senador autor do PL e uma diretora de um órgão de defesa do consumidor, escutei os segintes argumentos:

Senador: O objetivo é INFORMAR o consumidor do custo dessas operações para os comerciantes.

Diretora: A reivindicação é justa, mas deve ser resolvido entre as Administradoras e os comerciantes.

Pronto, resumiu-se a isso…

Nenhum deles, e nenhum veículo de comunicação, entrou no cerne do assunto. Qual é? É a origem de tudo.

Os comerciantes adotam o credenciamento junto as Administradoras de Cartões para obter ganho de escala junto aos consumidores e suas formas de pagamento. Um consumidor que só anda com cartão, não irá consumir em um estabelecimento que não seja credenciado. Ponto.

Os consumidores pagam suas anuidades e obtem um cartão de débito e crédito pela praticidade, segurança e abrangência (até no exterior) de uso. Ponto.

Todos ganham, de alguma forma.

Permanece a dúvida (talvez não?) sobre os interesses atendidos pelo nobre Senador da República, pois ele está contrariando poderosos. E não estou falando dos consumidores, é claro! Falo das Administradoras, que perderá número de clientes, em virtude destes optarem por pagar menos com dinheiro ou cheque. Falo dos Bancos, acionistas das Administradoras e que terão um aumento de custo com o aumento de demanda junto ao sistema de compensação (Cheques, Docs, etc.).

Imaginem o quanto o nobre Senador está ganhando dos comerciantes e afins.

Autor: Rocco - Categoria(s): Notícias, Política Tags:


5 comentários para “Cartões de Crédito, a questão!”

  1. Boko Moko disse:

    Porra! Senador filho da puta! Quando devia incentivar o uso do dinheiro de plástico até entre os pobres, o péla saco cria uma lei que faz justamente o contrário.

    Tudo que ele vai conseguir com essa merda e fazer com que a galera fique andando com dinheiro vivo no bolso, e aumentar a quantidade de cheques voadores.

    Puro retrocesso.

  2. Capitao Fabio disse:

    Concordo que seja um retrocesso.Mas o nobre Senador da República deveria cair de pau nas operadoras que cobram taxas de até 10% em cada compra . Para os grandes comerciantes tudo bem pq as taxas cobradas a esses é a menor praticada – A operadora ganha na quantidade – e os pequenos lojistas tem que inflacionar suas mercadorias para conseguir compensar o repasse para as operadoras.Se isso passar os pequenos estabelecimentos vão acabar se fudendo pq o consumidor vai preferir comprar no Extra do que na Padaria do “seu” Manoel já que a taxa pra uso do cartão é X no supermercado e na Padaria é 10X.

  3. Sifreddi disse:

    Concordo parcialmente, caro Capitão Fábio.
    Há a possibilidade dos grandes estabelecimentos cobrarem, a mais, a taxa aplicada aos pequenos, pois o Projeto de Lei apenas libera a cobrança diferenciada, não impõe limite (4,5% ou 6,0% ou mais…) para as mesmas.
    O Senador também alega que a medida faria o comércio reduzir os preços (rsrsrsrsr…), pois deixará de nivelá-los “por cima”.
    O cara acredita em Papai Noel, ou está recebendo muito para falar estes disparates.

  4. Sifreddi disse:

    Outra coisa: Se a taxa cobrada é alta, deixe de operar com cartões! Simples. Ninguém é obrigado a usá-los.
    Se há comprovação de que a taxa cobrada pelas Administradoras inviabilizam (ou não compensam) as vendas, trabalhe com dinheiro ou cheque. Vários estabelecimentos fizeram (Parmê) e fazem (Fiorino) e não reclamam. Aliás, a Parmê com essa resistência obteve uma excelente taxa!
    Se está compensando, calem-se!!!

  5. Boko Moko disse:

    Cheguemos a um denominador comum.

    O que as administradoras cobram dos comerciantes é abusivo e achacante. Essa é a raíz do problema. Pra resolver isso, temos duas opções:

    1. o comerciante abre mão da facilidade e pára de aceitar o dinheiro de plástico. Lembrando que isso pode ser um tiro no pé principalmente do pequeno comerciante.

    2. Já que o problema é a cobrança abusiva, chamemos o SR Senador para que a relação entre administradoras e comerciantes seja revista (sem o envolvimento do consumidor nessa porra), até que se encontre uma forma que não fique pesado ao comerciante nem prejudicial para as administradoras.

    Me parece que o senador arrumou um jeito de pressionar as administradoras a reduzir suas margens de lucro fazendo com que as compras com o dinheiro de plástico se tornem mais caras. Mas, dessa forma, prejudica o consumidor e retrocede o Brasil ao uso sistemático do dinheiro vivo e do checão, que, alias, muito comerciante quer distância.

    Quando for eleito deputado farei um a2m com esse senador!! :D

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