Depois de muita reflexão sobre a franquia de “O Exterminador do Futuro”, finalmente descobri porque as máquinas sempre se fodem e nunca conseguem atingir seus objetivos, que é exterminar algum mocinho.
De acordo com as teorias do Sr H. G. Wells, ninguém pode modificar um evento que motivara o salto temporal, pois, caso obtenha êxito, a linha do tempo vai se modificar e a necessidade de usar uma máquina do tempo desaparece, gerando um baita paradoxo.
Por exemplo, se eu voltar no tempo para acertar os números da mega-sena, algo vai dar errado (a CEF pode entrar em greve, sei lá) e vou continuar pedindo esmolas da mesma maneira.
Então não tem jeito. John e Sarah Connor podem ficar tranqüilos! Nem seu porque a resistência ainda envia guarda-costas. Por mais que tentem, as máquinas só vão tomar na cabeça.

Bem, como estamos falando de viagens no tempo ficamos no campo teórico e sendo assim temos outra vertente mas antes uma pequena correção:
A idéia do paradoxo causado pela causa e efeito da viagem no tempo na verdade é do sr. “John Logan”, roteirista do filme “A máquina do tempo”, roteiro este baseado na obra de H.G. Wells, já que em momento algum do livro este paradoxo é mencionado.
Nele, o cientista simplesmente inventa a máquina do tempo e “vai” !!! Não há namorada, não ocorre a morte e logicamente o motivo da viagem não é a fatalidade e obviamente tal paradoxo não ocorre.
Mas voltando ao assunto principal, existe outra teoria.
Nela, caso voltássemos no tempo pelo mesmo motivo do filme, a linha do tempo original não seria mudada e sim originar-se-ia uma nova linha temporal e nesta sim, os fatos conseqüentes da mudança seriam outros.
Tomemos por exemplo outro clássico do cinema: “De volta para o futuro”.
Nele, nosso “herói” Martin McFly volta no tempo e inadvertidamente faz com que sua mãe Lorraine apaixone-se por ele, quando deveria apaixonar-se pelo panaca do seu pai, George.
Com isso, seu irmão acaba desaparecendo da foto e, nas palavras do doutor Brown, é varrido da existência.
Na teoria de realidades paralelas, o irmão de Martin no nosso presente continuaria a existir mas na realidade paralela criada pela mudança ele nunca existiria.
Detalhe: Martin voltaria para a nossa realidade e o nosso presente, já que na realidade paralela ele também não existiria.
Mas, como eu disse anteriormente, tudo não passa de teoria.
Aguardo então a invenção da máquina do tempo real para colocarmos tudo isso em prática e ver quem tem razão.