27/01/2009 - 17:52

Maria de Fatima Dannemann
Ano Novo, lista de indicados ao Oscar e novidades na telinha. Ou coisas nem tão novas como as tradições de cinco mil anos mostrada como historinha para boi dormir na novela Caminho das Indias. Tudo carnavalizado em ritmo de superprodução numa trama cheia de sub-tramas e personagens secundários. Se Glória Perez não se perder, vem outro sucesso a vista, apesar da dúvida: depois da trama enxuta e do minimalismo de A Favorita os espectadores da Globo se reacostumam com o kitsch de peruas e/ou suburbanas que Madame Perez costuma explorar em suas histórias?
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Melhor ficar com a reprise de Mulheres Apaixonadas, no Vale a Pena ver de novo e ver Suzana Vieira vivendo na fantasia o mesmo que ela viveu na vida real. Na trama, levada ao ar a primeira vez no inicio desta década, Lorena dispensa Expedito (Rafael Calomeni) depois de tomar um corno do rapaz com sua ex-nora Marina (Paloma Duarte, aliás sumida das novelas). A realidade foi mais cruel com Suzana, uma das melhores atrizes brasileiras. Mas, ao que tudo indica, ela tirou de letra e se recupera dos revezes do ano passado.
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Falando em trapalhadas, o Big Brother Brasil começou bizarro com dois grupos na mesma casa, um casa de vidro de onde saiu mais uma loira a pulso de chapinha no cabelo, Josiane, embora todo mundo garanta ter votado em Mayra (baixinha, morena e de cabelo curto). Saiu Michele detonada pela panelinha do lado B que agora negocia com a Playboy e mostra o quanto ela era “santinha”. Priscila, a vencedora entre as mulheres do primeiro paredão do BBB, ao contrário, vai mostrando tudo e aprontando todas sem medo de ser feliz. No que vai dar o BBB, aguardemos…
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Enquanto isso, quem chega tarde em casa, esnoba as Indias, esnoba o BBB, esnoba até a violenta novela Chamas da Vida, da Rede Record e sintoniza no SBT para assistir Revelação, escrita pela primeira-dama da rede, Iris Abravanel. Impressões de quem viu: a novela é agua com açucar mas é boazinha.
Autor: Fada Básica - Categoria(s): Notícias, cultura, opinião, televisão
Tags: BBB, Caminho das Indias, Novelas, opinião
13/01/2009 - 10:24

por Fatima Dannemann
Uma coisa me impediu de ir mais ao cinema em 2008: o preço elevado do ingresso do cinema. Somem-se ai pipoca, refrigerante, lanchinho básico depois do cinema para discutir o filme e… Pois é… O resultado é que precisei escolher mais os filmes e acredito ter feito boas escolhas. A primeira e principal delas atende pelo nome de Batman, o Cavaleiro das Trevas, sem dúvuda o melhor do ano passado.
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Este é um filme que faz fãs de quadrinhos ou não, “batmaníacos” ou não passarem tres horas hipnotizados pelas imagens. É o que melhor captou a essência amarga, depressiva e violenta do (anti)heroi, além de toda a insanidade do Coringa. Aliás, Heath Ledger, que morreu logo após as filmagens, ganhou um Golden Globe póstumo como melhor ator coadjuvante justamente por este papel.
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Um outro Film of note do ano é A Outra que conta o affair de Henrique VIII não só com Ana Boleyn como com a irmã desta Mary, que é justamente a “outra” do filme. The Other Boleyn Girl é o título original. O filme engloba desde o fim do casamento do rei da Inglaterra com Catarina de Aragão até a execução de Ana e a entrada em cena de Jane Seymour, a terceira esposa do monarca.
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Fui ver Crepúsculo agora já no finalzinho do ano meio cética. Filme de vampiro? Pois sai surpresa do cinema. O filme é legal. Na verdade é a clássica história de amor adolescente com atmosfera dark, algum terror e cenas de sangue. Em compensação, move o filme uma belíssima paisagem tanto do sudoeste como do norte dos Estados Unidos. A música é linda e ver que mesmo vampiros têm algum código de ética foi surpreendente.
trailer
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Agora, uma comédia. Claro que só podia ser romântica: O melhor amigo da noiva, leve, despretensioso, de morrer de rir. Um remake que surpreendeu foi Agente 86. O chato foi ter que aturar Anne Hathway com aquele ar de Diário da Princesa que gostaria de vestir Prada… Muda o filme e ela é a mesma. Finalmente, Mama Mia. O filme que eu mais cantei nos ultimos tempos. legal, divertido e – porque não – para matar as saudades dos tempos da discoteca.
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Na TV, aproveitei para ver O pai Ó, versão filme na sexta-feira. Claro que eu me diverti horrores. O filme não é lá grandes coisas. Mas é made in Bahia, com elenco baiano, história divertida… Ah, e foi gratis mesmo… John e June também foi uma surpresa de fim de ano na telinha não tinha visto no cinema e aproveitei para conferir. Gostei muito, especialmente da performance de Reese Whiterspoon que ganhou o Oscar de melhor atriz por sua interpretação de June Carter. Mereceu.
Autor: Fada Básica - Categoria(s): Cinema, opinião
Tags: a outra, batman, Cinema, coringa, john e june, opinião, retrospectiva