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Arquivo da Categoria Cinema

12/09/2009 - 22:25

DVD: Uma cronica de amor a vida

Fatima Dannemann

Três pessoas, três destinos, três histórias que se cruzam no corredor de um hospital na véspera de natal tendo em comum apenas um anjo de vidro, um desses enfeites natalinos. Rose, quarentona, separada, cuidando da mãe com Mal de Alzheimer. Mike, um policial que as vésperas do casamento entra em crise com a noiva Nina por conta de um ciúme doentio. Um outro rapaz que procura um valentão para que lhe quebre a mão e assim poder passar o natal num pronto socorro. Assim é Anjo de Vidro (Noel), filme dirigido pelo ator Chazz Palminteri, com Susan Sarandon, Penélope Cruz, Alan Arkin e Robin Williams fazendo uma participação especial, em cartaz nos cinemas esta semana.
O filme, a principio, desconserta… Ter problemas e sentir-se infeliz justo na época em que tudo é lindo e maravilhoso? Ganhar um prêmio num estranho concurso “porque odeio o natal”? Ficar a beira de um rio congelado e só não se matar porque um estranho misterioso lhe diz que é possível sobreviver àquela noite? Pois é. Um filme que trata de problemas e ao mesmo tempo é um hino a vida. Sem dramalhões, sem descambar para aquela coisa piegas dos filmes ditos dramáticos. Melhor: com um elenco de primeira, diálogos bem escritos e uma trilha sonora linda nos poupando de ouvir aquelas musiquinhas natalinas de outros filmes de fim de ano.
Um personagem misterioso une os três personagens de alguma forma. Um anjo de natal. O anjo que Rose presenteia o vizinho de quarto de sua mãe que nunca recebe visitas mas nesse dia… Pasme!… Tem mais alguém ali. Alguém que ela nunca viu antes e com quem troca umas poucas palavras. Um anjo de vidro que Artie leva para Mike com quem tem uma briga feia, passa mal e ai… Tudo leva ao pronto socorro e o rapaz que quer repetir o melhor natal de sua vida, pergunta a enfermeira: “não vai haver festa aqui essa noite?” E ouve ela dizer:”pode apostar que não. Isso aqui é uma emergência”.
Dramas humanos. Coisas da vida absolutamente comuns. Nem é preciso ir ao cinema, na verdade, para ver que alguém não terá festa de natal por estar sozinho, por não ter onde morar, nem para onde ir, por viver nas ruas, por ter que esquecer-se de si mesmo e cuidar de outra pessoa quando – pasme de novo – tudo o que esta pessoa queria é não dar trabalho. Dramas humanos, coisas da vida, passado em Nova York, claro, pois numa grande cidade a vida se reflete de todas as formas e o diretor do filme foi feliz em mostrar isso. A perua que encontra a ex-colega de escola e faz questão de dizer que está casada com o bonitão da escola e tem dois filhos lindos (talvez por este bonitão justamente o ex-marido da amiga).
Não, nada de lojas apinhadas de gente comprando brinquedos, nem mulheres impecavelmente vestidas recebendo os convidados para a ceia natalina. Nada de cerimônias religiosas, menininhos que aprontam horrores ao serem esquecidos pela família durante os feriados do natal. Mas, há um personagem misterioso, sim. Nenhum quebra-nozes convidando menininhas para uma viagem de sonho, mas uma voz que fala mais alto e toca a alma dos três protagonistas das três histórias do filme. Um anjo? Para Rose e sua mãe doente, é Charles Boyd, um ex-padre que lhe fala sobre ser felicidade, a visita misteriosa que o vizinho do apartamento de sua mãe recebe. Para Mike e Nina, é Artie, um velho garçon que se diz apaixonado pelo policial e que este seria a reencarnação de sua esposa falecida. Para o rapaz, pobre e desesperado que tenta ter um natal feliz na emergência do hospital, uma médica psiquiatra que lhe aconselha a dar um telefonema para a mãe. E no fim, tudo acaba bem. Sem melodramas ou pirotecnias. Simples, porque simples é a vida. Pode ser que Susan Sarandon até seja indicada ao Oscar de melhor atriz. Pode ser que a bela musica do final do filme (como sempre os exibidores acendem a luz e expulsam todos do cinema. Um horror) seja até indicada a algum premio. Pode ser que não. É apenas um filme humano onde o mais importante são os diálogos e as entrelinhas. O mais importante não são os prêmios ou requisitos técnicos. O que fica é o toque na alma. Lembrando valores que vão alem do consumismo e da alegria falsificada das festas de fim de ano. Lembrando que o importante é estar bem de alguma forma. Convivendo com os problemas, até, mas dando a volta por cima e não deixando que os defeitos e exageros tomem conta do que poderia ser mais simples e muito mais bonito. Vale a pena ver.

Autor: Fada Básica - Categoria(s): Cinema Tags: , ,
24/05/2009 - 20:55

a volta do No Limite

Telas e Palcos

Guerra de realities: nem acabou Aprendiz 6, e a Record anuncia A Fazenda. Na Globo comenta-se a volta do radical e polêmico No Limite. Zeca Camargo já estaria treinando para comandar o programa.

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Sessão da tarde: nunca se viu tanta reprise e tanta violência num mesmo horário. Será que a Globo não sabe que existe algo mais do que ação e filmes da Barbie em Hollywood?

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Ridícula. Assim podemos resumir a participação da “papagaia” Maria Loura no programa Mais Você. Colocar um ator fazendo transformou a ave numa drag queen. Lamentável.

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Violência nas novelas da Record está excedendo todos os limites. Poder Paralelo, Caminho do Coração parte 3, só falta escorrer sangue na sala dos espectadores.

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Se for igual ao livro “Anjos e Demônios”, com Tom Hanks que estreou sexta passada, vai ser muito chato. Dan Brown força a barra mesmo. E não convence.

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As emissoras de televisão resolveram fazer verdadeira apologia da cirurgia bariátrica como “única forma de emagrecer”. Resultado: os médicos agora atendem de 10 em 10.

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Débora Secco vai se casar. Isso é quase fato consumado. A questão é se ela vai morar no Qatar. Para quem gosta de aparecer como ela, há quem ache uma tarefa impossível.

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E Raj, heim? Ganhou a preferência da mulherada do Brasil inteiro, mesmo que ele não tenha sido exatamente correto com Duda. É só conferir Caminho das Índias e ver.

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Escalado para ser o galã da vez, o Bahuam de Marcio Garcia acabou meio apagado e sem muita função na história. Parece que agora vai virar bandido. Será?

Autor: Fada Básica - Categoria(s): Cinema, televisão Tags:
13/01/2009 - 10:24

sobre os filmes que fizeram 2008 no cinema e alguma coisa da TV

por Fatima Dannemann

Uma coisa me impediu de ir mais ao cinema em 2008: o preço elevado do ingresso do cinema. Somem-se ai pipoca, refrigerante, lanchinho básico depois do cinema para discutir o filme e… Pois é… O resultado é que precisei escolher mais os filmes e acredito ter feito boas escolhas. A primeira e principal delas atende pelo nome de Batman, o Cavaleiro das Trevas, sem dúvuda o melhor do ano passado.

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Este é um filme que faz fãs de quadrinhos ou não, “batmaníacos” ou não passarem tres horas hipnotizados pelas imagens. É o que melhor captou a essência amarga, depressiva e violenta do (anti)heroi, além de toda a insanidade do Coringa. Aliás, Heath Ledger, que morreu logo após as filmagens, ganhou um Golden Globe póstumo como melhor ator coadjuvante justamente por este papel.

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Um outro Film of note do ano é A Outra que conta o affair de Henrique VIII não só com Ana Boleyn como com a irmã desta Mary, que é justamente a “outra” do filme. The Other Boleyn Girl é o título original. O filme engloba desde o fim do casamento do rei da Inglaterra com Catarina de Aragão até a execução de Ana e a entrada em cena de Jane Seymour, a terceira esposa do monarca.

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Fui ver Crepúsculo agora já no finalzinho do ano meio cética. Filme de vampiro? Pois sai surpresa do cinema. O filme é legal. Na verdade é a clássica história de amor adolescente com atmosfera dark, algum terror e cenas de sangue. Em compensação, move o filme uma belíssima paisagem tanto do sudoeste como do norte dos Estados Unidos. A música é linda e ver que mesmo vampiros têm algum código de ética foi surpreendente.

trailer 

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Agora, uma comédia. Claro que só podia ser romântica: O melhor amigo da noiva, leve, despretensioso, de morrer de rir. Um remake que surpreendeu foi Agente 86. O chato foi ter que aturar Anne Hathway com aquele ar de Diário da Princesa que gostaria de vestir Prada… Muda o filme e ela é a mesma. Finalmente, Mama Mia. O filme que eu mais cantei nos ultimos tempos. legal, divertido e – porque não – para matar as saudades dos tempos da discoteca.

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Na TV, aproveitei para ver O pai Ó, versão filme na sexta-feira. Claro que eu me diverti horrores. O filme não é lá grandes coisas. Mas é made in Bahia, com elenco baiano, história divertida… Ah, e foi gratis mesmo… John e June também foi uma surpresa de fim de ano na telinha não tinha visto no cinema e aproveitei para conferir. Gostei muito, especialmente da performance de Reese Whiterspoon que ganhou o Oscar de melhor atriz por sua interpretação de June Carter. Mereceu.

Autor: Fada Básica - Categoria(s): Cinema, opinião Tags: , , , , , ,
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