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Arquivo da Categoria cidades

01/10/2009 - 19:42

E ainda por cima, chovia

Fatima Dannemann

Manhã estranha. Seria uma sexta-feira qualquer se fosse outro mês. Se fosse outro ano. Não havia aviões desgovernados no céu. Mas havia sinais de guerra na terra. Não havia Osama, mas ladrões pé de chinelo. O dia era o mesmo, o décimo primeiro de um setembro e de ano impar, que somado dava 11. Coincidências que os cabalistas, fatalistas, mágicos adoram. Lá em Nova York, nos antigos escombros transformados em monumento, sobreviventes choravam a memória dos mortos no atentado as Torres Gêmeas. Aqui, junto às cinzas de ônibus queimados e postos de polícia metralhados, sobreviventes davam entrevista a televisão disfarçados e trêmulos de medo.

- A situação está sob controle, disse o governador da Bahia na televisão. Será que há controle numa sociedade onde a violência desgovernada corre solta banalizada pelas novelas e filmes? Bandidos sendo transferidos e um jornal estampando a manchete: já vai tarde. Mas a violência continua, disseminada entre os bairros da periferia, escondida nos lares e entre famílias onde pais espancam filhos, irmãos esmurram irmãs que acabam por se refugiar nos braços de meninas. O clima de terror pode até ter amainado. Mas a violência paira como uma sombra negra nos corações trazendo medo, fazendo senhoras idosas e pacatas vibrarem ao ver personagens (“bons”) de novelas espancando os vilões. Dá no mesmo, só que ninguém nota. “Bater em malvado, pode”, como diria aquela outra personagem.

Uma sexta-feira em que vestir branco passou em branco em alguns corações apavorados. Como se a sombra de Osama Bin Laden pairasse sobre a Bahia e ofuscasse o céu azul e o mar convidativo onde gregos e baianos fazem festa todos os verões. No supermercado, escuro, medo. “Calma, foi apenas a luz”, diz um funcionário meio sem graça. Perecíveis tirados as pressas. Calor. Reclamações, chão molhado. “Coincidência dar problema na energia justamente hoje. Será que foram os terroristas ou os bandidos?” Alguém ri achando improvável. Mas os telefones também dão pane. “Foi apenas a energia”, a caixa diz achando divertido.

A energia. Os esotéricos acendem velas e rezam. O karma está pesado. Hare baba! Preparativos para de noite assistir o final da novela. Sim, precisamos da fantasia, do colorido de uma Índia de mentirinha onde todos podem ser felizes para sempre. Quem dera. E surgem os palpites. Destinos de Surya, Yvone, Norminha, as “najas” da novela ganham mais destaque do que os ataques aos ônibus e postos de polícia em bairros distantes que ninguém visita. “Pobre vota. Nego esquece que pobre vota. E como vota”, reclama alguém no ponto de ônibus lotado. E ainda é apenas de manhã.
Chove. Sim, ainda por cima chove nesta manhã de sexta-feira de um mesmo dia quando a turma de Osama resolveu abalar o império Americano. A águia tremeu ao ver as torres caírem. Aqui, o terror durou mais tempo. E como os aliens do filme, começaram os ataques no Dia da Independência. Um sete de setembro vermelho, não como a bandeira de um certo partido, mas como um sinal de alerta. Um sete de setembro negro de fuligem e com cheiro de bala. Um clima de terror que se prolongou por vários dias e afetou a cidade inteira.

Violência. Banalizaram a violência assim como banalizaram o sexo e criaram-se comportamentos bizarros que nem Freud, nem Jung explicam. Violência em escola, nas famílias, nas ruas, entre vizinhos, na fila do banco, em porradas e em farpas destiladas em e-mails. Comportamos que desunem. Tribos estranhas que se multiplicam e criam guerrilhas particulares até em shoppings. “Estamos numa época de desamor”, alguém disse na noite dessa sexta-feira negra. Um dia triste. Sem luz no mercado. Com telefones mudos. E ainda por cima, chovia.

Salvador – 13 de setembro de 2009

Autor: Fada Básica - Categoria(s): cronica Tags:
12/07/2009 - 21:51

Os perigos da net – a que foi sem nunca ter sido

Fatima Dannemann

 

            Lembro do dia em que Carol morreu. Nunca vi tantas moções de pesar na net. Quando descobriu-se que a defunta não se chamava Carol nem era uma adolescente estudante de direito com a perna (eternamente, aliás) quebrada e engessada, mas Aline, uma “coroa” de mais de 40 anos, tão obesa e doente que não saia de casa, ninguém retirou as condolências e a chamou de falsária. Pelo contrário, em um site de altar virtual as chamas das velas animadas ardeu mais do que nunca. Todo mundo perdoou a pobre coitada que inventou toda essa mentira apenas porque “era doente, sem esperança na vida”. E a pior doença de Carol era a mentira e a maldade, a prepotência com que tratava pessoas que não formatam mensagens “me recuso a ler mensagem sem figura ou música”. Mas foi um tal de perdoar Carol… E vi perdoando a defunta gente que meses antes me condenou a fogueira quando denunciei o roubo do meu poema Bolero. Eu, mesmo coberta de razão, era a “má, demonia, desgraçada que estava reclamando só porque um coitadinho que não sabia escrever tirou meu nome do poema e colocou o de Drummond”. Pois é. E além de condenada eu ainda ouvi de amigos do ladrão “poxa, você é egoísta, tem mais de mil poemas e reclama de unzinho”.

        Mas corta… Falar da net é fácil pois na rede acontece de tudo: suicidas voltam do mundo dos mortos, bruxas posam de médicas e tratam das tias de amigas virtuais, beldades namoram o bebum ancorado na praia mais próxima. Tudo acaba sendo mais ou menos permitido só porque o público aproveita para soltar seus diabos na rede. Não só imitam a vida como vão muito mais além de todos os limites. A falta de vergonha chegou a tal ponto que foi preciso criar delegacias na rede. Conselhos de ética não bastam até porque tem gente que nem sabe o que é isso. E eu até penso em deixar o jornalismo, pedir matricula especial pra direito e virar advogada especializada em internet (mas agindo aqui fora, claro, porque não acredito em cadeia virtual).

       Prefiro falar do mundo real. Como a figura do mal acaba sendo confundida com sofrimento. Vai ver que é porque é sofrimento que as pessoas más atraem não só para suas vítimas, mas para si próprias. Uma vez, quebrei o maior pau no jornal: mataram um bandido perigoso, o Toinho. Pois colocaram o cara como se fosse vítima da sociedade mesmo ele tendo invadido uma casa, estuprado e matado três adolescentes, matado o pai delas e feito a mãe e avó se suicidarem, para roubar uma merreca (era casa de veraneio, sem nada de maior valor dentro dela). Eu me zanguei. Outra vez, só faltaram me bater quando eu falei que tanto faz roubar um banco como um cotonet, o delito é o mesmo, e quando falei que mentiras não me interessam simplesmente porque não podem ser sinceras. É bem assim. Bastou merendar fora do recreio e vira herói. Osama Bin Laden ganhou fãs em todo o mundo (eu assumo que sou uma delas), Leonardo Pareja, um criminoso, seqüestrador e assaltante, que tripudiou e fez gato e sapato da policia de quatro ou cinco estados, foi enterrado com honras de herói.

       E a velha mania de achar que a bota pode roer o rato e quem anda na contra-mão é que está com a razão. Não é bem assim. Maldade é maldade e em minha cabeça tomar partido dela só faz a pessoa ser tão ruim quanto o outro. Mesmo que seja a titulo de “dar o troco” como tem acontecido nas novelas.

            Os valores podem estar temporariamente trocados. Os maus podem fazer seu teatro, posar de vitima, inventar internamentos hospitalares o saude frágil. Desculpas que não convencem os mais espertos que já começam a dar o troco. Ah, não troco em forma de surras violentas como a que Suzana Vieira deu em Renata Sorrah numa novela. Pagar o mal com o mal é tão ruim quanto apenas ser vítima desse mal. Mas troco em atitudes. Deixando de votar em políticos que não agem de forma limpa, que não são nenhuma flor de pureza. E deixando de dar Ibope as falsas boas da net. Pois é, por mais que haja quem ainda aplauda o lado ruim da vida, a idéia de que só o bem é seguro vai começando a gerar suas primeiras sementes. Quem sabe um dia e…

Autor: Fada Básica - Categoria(s): cronica Tags:
08/07/2009 - 21:43

Um ponto no mapa: Solvang, um pedaço da Escandinávia na California

Imagine um lugar com moinhos de vento, chalés, pitorescas lojinhas com imãs de geladeira, restaurantes com saladas e sanduiches transadinhos e um monte de gente bem alta, loira e de olho azul falando num idioma que muita gente não entende. Ah, e este lugar parece, mas não fica na Escandinávia e sim em meio a um estado do Oeste Americano de influência espanhola e católica. Sim, esta cidade é Solvang, na California, um pedaço com influência dinamarquesa, sueca, uma cidadezinha pitoresca mas não muito conhecida dos turistas brasileiros embora lá se encontrem atrativos ótimos como bordados, roupas de lã baratinhas, monte de souvenires para casa como imãs de geladeira, pequenos moinhos. Para comer, basta escolher um dos muitos restaurantes que funcionam em típicos chalés de madeira e servem comida gostosa, muitas vezes em bufê. Simpáticos descendentes de dinamarqueses, suecos e noruegueses servem as mesas onde não pode faltar as cervejas feitas lá mesmo, além de sobremesas nórdicas absolutamente fantásticas.
Fonte e foto: arquivo pessoal da autora do texto, jornalista Fatima Dannemann
Autor: Fada Básica - Categoria(s): cidades, turismo, um lugar no mundo Tags:
12/06/2009 - 10:56

Abaixo a pesca com bomba

Na maior “cara dura” um consumidor distribuía folhetos do Extra em pleno Bom Preço. Até que um fiscal resolveu confiscar todas as peças promocionais.

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O consumidor explicou que é por causa da publicidade: as lojas ficam anunciando que cobrem o preço dos concorrentes. Pelo visto, desde que não levem o folheto.

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Novidade nas lojas de disco: finalmente foi lançado o CD Pode Entrar de Ivete Sangalo com “Dalila”, participações especiais e uma capa até interessante.

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Modelitos do Show “Elas cantam Roberto”: Sandy estava cafona e completamente over. Wanderleia e Daniela Mercury estavam bizarras de minissaia. Alcione também estava cafona.

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Tititi no casamento de Deborah Secco num castelo em Itaipava: a imprensa ficou de fora. Um jornalista tentou pular o muro, foi preso.

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É incrível que Deborah Secco, que nem é tão boa atriz como dizem, faça tudo para aparecer, inclusive casar “as escondidas”.

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Mal inaugurou, e o Shopping Paralela ensaia virar “point”. Mesmo com muitas lojas por inaugurar, tem sido uma boa opção nesses dias de chuva.

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Novidades a vista: calça de cintura baixa e escova progressiva estão se tornando peças de mau-gosto e caíram de moda mesmo.

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Em pleno século XXI, com várias campanhas ecológicas em andamento, e tem gente que ainda pesca com bomba nas águas da Baía de Todos os Santos.

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Os pescadores, inclusive, desafiam as autoridades pois ali mesmo nas margens da baía, estão a Capitania dos Portos e o CRA.

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Nessa atividade ilegal, são utilizados explosivos pesados inclusive dinamite e alem de matar os peixes, todo ecossistema da baía fica comprometido.

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Além disso, as explosões afetam residências e prédios ao longo da costa da baia. Até o Abrigo Dom Pedro II, na Cidade Baixa, já sofreu danos por conta das bombas de pesca.

Autor: Fada Básica - Categoria(s): cidades, tutti frutti Tags:
21/03/2009 - 13:51

Cesta Básica – Produtos de Informática e Digitais

Mochila para notebook – cerca de R$70,00

Impressora Multi-funcional – a partir de R$349,00

Mouse – a partir de R$15,00

Máquina fotográfica digital simples – R$220,00 (a partir de)

(preços coletados em lojas do ramo nos bairros da Pituba e Itaigara)

Autor: Fada Básica - Categoria(s): cesta basica, cidades, dia a dia Tags: , , ,
11/03/2009 - 15:53

Caos no supermercado, deusa que não existe e pirataria na porta do banco

Lula dizia que a crise economica mundial não iria atingir o Brasil. O que se vê agora é justamente o contrário. Até quem está empregado e ganhando bem sofre para pagar as contas do mês. Com a palavra, o presidente…

Supermercado caótico, lotado de gente, filas enormes e uma madame resolve fazer malandragem: coloca a cesta vazia na fila, vai buscando as compras aos poucos enquanto o povo pena com carrinhos lotados. Não colou e ainda tomou vaia.

E Dalila, heim? Nunca foi deusa, mas por causa de uma asneira dita por Ivete Sangalo até a versão da Bíblia anda sendo contestada por adolescentes e jovens desinformados e dizendo amém a tudo o que vem da mídia. Lamentável.

Carlinhos Brown deu uma entrevista a TV e confessou que o nome da música seria outro. Ai, de ultima hora, resolveu mudar para Dalila e pegou. A deusa ou alguém que faça a cabeça ficou por conta da imaginação de Ivete Sangalo.

A moda Índia já começa a pegar no rastro da novela de Glória Peres. O que tem de gente dizendo “hare baba” e “tcha tcha tcha tcha” por ai não está no gibi. Só falta agora abrir escola para ensinar a dançar a bangra.

Mudando de assunto totalmente, a Set andou fiscalizando estacionamentos proibidos nas imediações da FIB, no Stiep. Rebocou diversos carros sem avisar aos donos. Resultado: quando saíram das aulas, os estudantes pensaram que tinham roubado seus carros.

Enquanto isso, a SET continua desrespeitando totalmente a vida dos pedestres da cidade. Empregadas domésticas, serventes, vendedores de loja e outros trabalhadores todos os dias arriscam suas vidas ao atravessar ruas como a Avenida Paulo VI, na Pituba.

O papo sobre o padrão de medidas para roupas michou e as confecções voltaram a fazer apenas roupas P e M. Enquanto isso, peruas e patricinhas se recusam a comprar nas poucas lojas que olham para os seres humanos e investem na auto-estima de quem nunca fez plástica mesmo já passando dos 25.

E o paredão do BBB9 desta semana? A Globo se enrolou, Pedro Bial se contradisse, as pesquisas dos sites erraram, mas uma coisa está clara: alguém anda protegendo Ana Carolina e Naiá e não é nenhum anjo de asinha e auréola.

Max, líder pela segunda vez, já sacou o lance da relação vovó e netinha que vem sendo explorada pela Globo nessa edição do BBB. Mas, se houver lisura, quem leva essa edição do programa é a morena Priscila. Pelo menos, é a que mais merece.

Liquida Salvador fraquinha esse ano. Muitas lojas ficaram de fora. Quem queria concorrer ao carro ou assistir ao show de Fabio Junior de graça perde as esperanças. Até porque há lojas que não estão dando os cupons aos consumidores mesmo participando da promoção.

“Quem quer ser um milionário” venceu o Oscar e deixou alguns baianos, que não sabem direito como se dá a escolha do melhor filme do ano pela Academia Americana de Cinema, ficaram indignados. Mas, quem viu, garante que o filme é ótimo e mereceu ganhar.

Enquanto isso, no camelódromo mais próximo, todos os hits da temporada: O Leitor, A Troca, Noivas em Guerra, e vários outros filmes, estão sendo vendidos em cópia pirata por apenas R$5,00. Isso acontece até na porta de algumas agencias bancarias. Pirataria é crime, mas ninguém diz nada.

Autor: Fada Básica - Categoria(s): cidades, cronica, dia a dia Tags:
09/03/2009 - 15:47

Flashes do dia da Mulher

Paquistão, Brasil, Estados Unidos, seja lá em que pais for as mulheres resolveram aproveitar o dia para pedir a Deus para dar um basta na violência. Principalmente a violência doméstica e aos crimes contra a mulher.

Mesmo no Nepal, um pequeno pais encravado no Himalaia, as mulheres sairam as ruas no seu dia para clamar por seus direitos. É que as diferenças entre homens e mulheres continuam extrapolando aos limites do físico e nas esferas de direitos, liberdades, etc, chegam ao ponto máximo.

Enquanto no Brasil, a incidência de raios solares e o calor levaram as mulheres à praia ou a piscina, em outros paises elas cobriram todo o corpo deixando de fora apenas misteriosos olhares. Pleno século XXI e ainda tem mulheres que se escondem…
Não somenta atrás dos véus, por motivos religiosos como no Islamismo,
mas escondem por outras razões:
- para escapar a violência doméstica, por exemplo

No Afeganistão, a repressão chega a um dos seus pontos mais extremos. Chega de tanta injustiça contra as mulheres. Principalmente em países onde elas são obrigadas a cobrir todo o rosto em máscaras chamadas burkas, e ficar em casa sem ter direito a trabalhar, a se arrumar, enfim ficam relegadas a viver não em segundo, mas no ultimo dos planos.
No Afeganistão, elas cobriram a cabeça e a burka com lenços azuis clamando liberdade.

Houve protestos na Europa, em vários países como a Polonia, na Turquia e no Paquistão (foto) onde foi dia de sair as ruas e reclamar os direitos iguais e a liberdade
para as mulheres paquistanesas

(situação não muito diferente da de outros paises, mulçumanos ou não)

No Brasil, as TV passaram toda a semana fazendo matérias de denúncia contra a violência doméstica e outros problemas. Mas, 8 de março, também é dia de festa. Além de doces e pro secco nas lojas, flores nos clubes, e outros mimos, foi também dia dos 80 anos de Hebe Camargo, aniversário de Neusa Borges, Cid Chariss e Leticia Sabatella. Mas, foi também dia do aniversário de Maria Bonita (foto).
Maria Gomes de Oliveira é uma das mulheres brasileiras mais conhecidas. Nascida na Bahia, em 8 de março de 1911, se tornou Maria Bonita após casar com Lampião, o Rei do Cangaço. Lampião, ou Virgulino Ferreira da Silva, foi seu segundo marido, com quem viveu por oito anos. Sua história com os cangaceiros acabou em 28 de julho de 1938, quando Lampião, Maria Bonita e todo o bando foram mortos pela polícia.

Autor: Fada Básica - Categoria(s): cidades, dia a dia, direitos humanos, mulheres Tags: , ,
05/03/2009 - 10:25

Agenda Zen – edição 3

Curso de Massagens Indianas – Tem inicio no final do mês de março o curso de Massagens Indianas promovidos pelo Ashram Prana Dhama. O curso será dividido em 12 módulos, cada um deles em um fim de semana por mês abordando todas as modalidades e tendências das massagens praticadas na India. Informações: Ashram Prana Dhama Ayurveda, Yoga e Cultura -
Al. Praia de Icaraí, 78- Stella Maris. Tel.: (71) 3374 1459 / 9145 0394 e-mail:  contato at pranadhama.org – Salvador

Aula Aberta de Dança da Alma - a professora Kristel ministrará no Parque da Cidade, Pituba, Salvador, Bahia, aula aberta de dança da alma, celebrando a chegada da primavera no hemisfério norte. Informações pelo e-mail  transformavida at hotmail.com

Cursos livres de dança - Street dance, jazz, alongamento, ballet classico, dança moderna, além de pilates são alguns dos cursos para iniciantes, intermediários, avançados, adultos e crianças oferecidos pela Escola Contemporânea de Ballet. Dirigida por Fatima Suarez, a escola funciona na Graça. Informações sobre horários, professores e outros detalhes pelo telefone 3235-9650

Projeto Social em Biossintese – O Centro de Biossíntese da Bahia está desenvolvendo projeto social que visa aplicação dos conhecimentos da Biossintese na área de Educação em escolas comunitárias. O programa é desenvolvido por alunos do curso de formação. Informações pelo telefone 3367-2776.

Workshop de Iyengar Yoga - O Espaço Mahatma Gandhi, Salvador, promove workshop desta modalidade de yoga com o professor frances Laurent Dauzou. Pela primeira vez na Bahia, ele oferecerá um mergulho profundo nesta prática, desenvolvida pelo indiano Iyengar, no sul da India. Dauzou conduzirá alunos iniciantes, intermediários e avançados numa investigação detalhada de cada ásana, através de demonstrações, práticas, teoria, perguntas e respostas. Abordaremos, entre outras, posturas em pé, torções, retroflexões, inversões e posições de equilíbrio sobre os braços. Haverá também práticas de Pranayama e relaxamento. O ensino será progressivo, assim construindo uma extensa base de técnica e conhecimento deste poderoso método. Informações pelo telefone 3248-7533

Autor: Fada Básica - Categoria(s): Notícias, cidades, cultura Tags: , , , , , ,
24/02/2009 - 14:39

Agenda Zen

By Fatima Dannemann

Aulão de Ioga Pós-Carnaval - A professora Ludmila Rohr ministra o aulão “Sentindo o prazer de morar nesse corpo sagrado” nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, das 19h as 20h30 com prática corporal (hatha-yoga), respiração e meditação. A aula é aberta a todos os interessados. Onde: Espaço Mahatma Gandhi, Rua rio de Janeiro, 694, Pituba, Sálvador-BA. Informações: 3248-7533

Dança da Alma - curso que visa dança e auto-conhecimento voltado para iniciantes. Ministrado pela professora australiana Kristel, um dos objetivos é fazer as pessoas se integraem aos ritmos do coração. Aulas as terças e quintas pela manhã ou a noite até esta semana. Informações 3495-3793

Formação em Biossintese – Começa em Março o cursode formação em Biossintese, uma técnica de psicoterapia criada há 30 anos pelo terapeuta ingles David Boadela. O curso tem duração de um ano e meio e aborda temas como raizes no corpo, centramento e respiração, linguagem, etc. A coordenação é da psicóloga Eunice Rodrigues. Informações no Centro de Biossintese da Bahia, rua Apoema, 144, Jaguaribe, telefone 3367-2776

Autor: Fada Básica - Categoria(s): cidades Tags: , , , ,
18/02/2009 - 15:17

Tela em Branco

Fatima Dannemann©

Aonde mora a inspiração? Tem gente que diz que basta ver alguma coisa interessante e produz um desenho, uma música ou um texto. Não é bem assim. Sentar-se em frente a uma tela vazia de computador e encher de letras como se fosse uma linha de montagem dessas que trabalha no piloto automático? Não é bem assim. Onde mora o assunto? Cadê o tema?

Alguém me diz para lembrar dos amores… ou das dores. Em poesia, até vá lá. Amor rima com dor. Mas, em prosa a coisa muda de figura. E o computador é implacável. Está ali com sua tela aberta, pronto para mostrar as letras trocadas as frases começadas por minúsculas, acentos que faltam, os fatais erros de concordância, as vírgulas que faltam e as que estão sobrando.

Vírgulas, tremas, til, acento agudo. Pequenos detalhes que fazem os perfeccionistas mandarem a inspiração para as cucuias. O negócio é seguir os padrões, usar as palavras corretas. Dar um molho aqui, outro acolá e mostrar que em matéria de vocabulário a pessoa é fera, se bem que muita gente nem desconfiam o significado das palavras que dizem. Inove e verá: vai ter um bocado de gente lhe chamando de doido apenas porque você inventou uma coisa diferente. Excentricidades humanas.

E os parágrafos? Onde começar? Onde acabar? Quantas linhas? Pequeno demais, coisa de criança. Grande demais, coisa de gente prolixa que não sabe mudar de assunto. O médio, que seria o correto para muitos, é tão difícil de alcançar. Mesmo que seja um médio mais flexível, daqueles que aceitam variação ou margem de erros e acertos, para mais ou para menos, um pouco maior.

Diálogos? Comece com travessão e alguem lhe pergunta: porque não botou aspas? Bote aspas e lhe perguntam pelo travessão. Use o discurso indireto e nego diz que está monótono. Coloque um itálico, ao invés de aspas ou travessão e ninguém vai entender o que está passando por sua cabeça. Essa falta de consenso acaba com qualquer inspiração e pode matar um bom diálogo entre seus personagens.

Descrever, narrar, contar histórias, tudo isto acaba sendo bem mais difícil do que sonham muitas pessoas. Culpa dos detalhes. Detalhe demais, fica monótono, detalhe de menos, incompleto. Até mesmo quando o assunto é uma simples reportagem. Tem dez fontes, ouviu nove, tem gente de menos. Se ouvir onze, não precisava tanto. Mas reportagem é outra coisa. Não precisa inspiração, bastam os subsídios.

Se o texto é encomendado, entretanto, menos mal. Pior quando não é. Pode ser uma história, um romance, uma poesia, ou mesmo um e-mail a um amigo. Se a inspiração não bate, o resultado não sai. E vai se protelando tudo até cair no esquecimento. E morre o texto… A tela do computador continuará vazia. Implacavelmente em branco a espera das palavras.

Autor: Fada Básica - Categoria(s): cronica Tags: ,
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