01/08/2011 - 23:58
“O contato com a mediocridade gera mais mediocridade. Os medíocres têm medo da literatura, dos clássicos e da leitura. Têm medo do esforço, do trabalho – e da história. Acham que a escola serve para paparicar a banalidade que os miúdos levam da rua e da televisão. Eles são um perigo que anda à solta, espalhando mais mediocridade, impunemente.” (Francisco Viegas, Jornal de Notícias.)
O mal do século, segundo Richard Foster, não é o câncer, não é a AIDS, nem a Gripe H1N1, nem ainda a violência ou a corrupção, mas é a superficialidade. Um produto natural de uma época como esta é a mediocridade. Tanto a superficialidade como a mediocridade (irmãs gêmeas), não existem no vácuo, mas se expressam em pessoas. Todos nós temos, em algum momento da nossa vida, oportunidade (vergonhosa!) de expressar um “pouquinho” de mediocridade, mas tem pessoas que são absolutamente viciadas!
Esse vício, como produto do meio (e também como fomentador do meio) é assustador porque, entre outras coisas, ele é causador de outros vícios. Além disso, ele também cresce e se espalha como uma grande epidemia! Não há esfera da sociedade que não sofra de algum modo com esse mal. Mas não há lugar pior para esse vício maldito mostrar as suas garras do que na Igreja!
Os viciados em mediocridade na Igreja são amantes de si mesmo, amantes da teologia da prosperidade, caçadores dos caminhos fáceis, dos atalhos; fascinados pelos milagres, vivem enfiados nas “milagrolandias” da vida. As “milagrolandias” são igrejas sem compromisso com a Verdade, espalhafatosamente dirigidas por verdadeiros traficantes de “promessinhas”, que misturam linguajar e versos bíblicos em seus discursos entorpecentes, causando dependência mortal, e tirando daí o seu sustento!
Quanto aos viciados, a pregação bíblica lhes causa crise de abstinência (do besteirol); a leitura, sobretudo da Bíblia, é para eles um martírio; a reflexão teológica, um pesadelo. Quando estão em suas “viagens” têm sensação de plenitude, e quando afinal espalmam as mãos para cima e dizem “amém”, voltam para casa com o ar de dever cumprido: “domingo tem mais!”-… Pobres viciados!
Os medíocres estão no poder
Nada mais natural para uma era de superficialidade intensa. Pois, se a mediocridade se espalha com essa velocidade alucinante é porque tem uma liderança medíocre por trás. Como disse A.W.Tozer, todo povo é, ou virá a ser, aquilo que seus líderes são.
Logo, os viciados têm uma boa fonte de abastecimento. Como esses líderes são megalomaníacos, e os viciados em geral são fascinados pela “grandeza e o poder”, temos um sistema desgraçadamente auto-sustentável. Os líderes fingem se importar com as mazelas dos pobres seguidores. Alimentam as ilusões com milagres forjados, com palestras motivacionais (eu não ousaria chamá-las de pregação), mega-construções, mega-eventos, entretenimento à vontade, repletos de celebridades “gospel”, que servem como exemplos de vitória. E as massas pensam que um dia também vão andar de helicóptero, viajar pelo mundo, alcançar status social… Pobres viciados iludidos!
Alegram-se em fazer parte, mas na realidade não fazem. As decisões dos líderes medíocres são sempre unilaterais, privilegiando a superficialidade e desprezando quem de fato pode contribuir. Assim, ao longo do caminho, vão perdendo pessoas valorosas. Mas, porque se importar? Nunca faltarão bajuladores!
A Bíblia é tediosa nesse esquema, existe uma imitação bisonha de ensino e uma pseudo-preocupação com o conhecimento. Porém, é só olhar mais de perto para se perceber que tudo não passa de encenação. Não se incentiva os jovens a crescer no conhecimento, até porque os jovens logo questionarão. Melhor mantê-los ocupados com a “arte”. As crianças são tratadas como parte do espetáculo, o que de certa forma já as deixa bem encaminhadas no esquema. São engraçadinhas e risonhas, e dar uma encenada atenção a elas aumentará a popularidade e solidificará a perpetuação no poder. Se você acha que esse “maquiavelismo” é exagero, dê uma boa olhada à sua volta!
“Ainda há esperança”
Estes são alguns aspectos de uma realidade deprimente e desanimadora na Igreja Brasileira, mas continuamos crendo no poder transformador e restaurador do Evangelho. E é isso que nos dá esperança. Esperança não de que esse cenário vai mudar como um todo, mas de que a Igreja de Cristo é viva, e que o Senhor da Igreja dando a ela disposição para ser “coluna e esteio da verdade”, trará libertação a muitos!
Que o Senhor tenha misericórdia de nós!
Autor: franko - Categoria(s): IGREJA, PREGAÇÃO, TEOLOGIA, Vida Crista
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04/07/2011 - 21:59
Mensagem impactante do Pastor David Wilkerson, que partiu em abril último deixando um ministério abençoado de evangelização e exortação à Igreja…
Autor: franko - Categoria(s): IGREJA, PREGAÇÃO, Vida Crista
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06/02/2011 - 22:29
Já ouvi muitas vezes, em círculos cristãos, alguém insinuar ou dizer mesmo com todas as letras que “teologia faz mal ou a teologia me fez mal…” Mas, de qual teologia estamos falando? Se for da teologia que declara a inerrância e suficiência da Bíblia e o amor por sua verdade; enfatiza a realidade da queda humana e a soberania de Deus na Salvação; a importância da obra da Cruz de Cristo, e é rinitariana e teocêntrica, então não é apenas de um compêndio na prateleira de uma biblioteca, ou de um curso de faculdade, que estamos falando, mas da teologia que “refere-se ao estudo, ao conhecimento, à comunicação e ao ensino de Deus, e à aprendizagem sobre Deus.” (John Frame) E se “fazer mal” é derrotar o antropocentrismo, então graças a Deus, a teologia faz mal mesmo. Fez mal a mim, e por esse parâmetro faz e fará mal a muita gente.
Não somos o centro do universo e por isso a teologia nos causa dor e desconforto. A teologia, entre outras coisas, trata da questão da nos
sa relação com o Criador, e não há substitutos para ela (Tozer). Nosso menosprezo pela teologia, só reforça a idéia de que continuamos nos escondendo de Deus, constrangidos por nossa condição pós-queda (Gn. 3.8). E, nos escondemos muitas vezes, em nome de uma suposta espiritualidade (sem conhecimento); na presunção de uma eleição (sem frutos); escondemo-nos numa adoração (sem devoção), e ainda, numa floresta de pecados tentando fingir que Deus não está presente.
Na verdade, a idéia de que teologia faz mal, está fortemente enraizada, no mesmo conceito distorcido de que “a letra mata”. É o mesmo antiintelectualismo de sempre, que ganhou força, segundo Nancy Pearcey (Verdade Absoluta, CPAD, Rio de Janeiro, 2006), na origem do evangelicalismo do século XIX. O pragmatismo que estava no nascedouro do movimento evangelical levou a uma abordagem hostil em relação à teologia que persiste em nossos dias, como descreve Mcgrath:
A natureza fortemente pragmática do movimento (evangelical), levou a uma ênfase no crescimento da igreja, pregação de sentir-se bem e estilos de ministério informados em grande parte pela psicologia secular. O papel da teologia clássica sofreu erosão séria, com seminários evangélicos deixando de dar-lhe o lugar de honra que antes lhe fora universalmente atribuído. A teologia não é mais vista como integral para manter e nutrir a identidade cristã no munddo, nem como recurso seminal em forjar novas abordagens para o ministério. (McGRATH, Alister. Paixão Pela Verdade. Shedd Publicações, São Paulo, 2007)
É importante salientar que a teologia nutre a genuína identidade cristã em nós. Portanto, se faz mal, o faz às práticas que distorcem o ensino cristão, como podemos ver nos exemplos que seguem:
Faz mal ao homem caído, que recusa aceitar a triste realidade do seu estado. Prefere pensar que tem algo de bom, ou que tem capacidade de escolher o bem por conta própria. A este com certeza a teologia fará mal, pois vai lhe dizer, sem clichê ou brandura, és “um desgraçado, pobre cego e nu” (Ap.3.17); vai mostrar a profundidade da queda em todas as áreas do seu miserável ser, e deixar-lhe ciente da sua total incapacidade de se reerguer.
Faz mal ao orgulhoso, que tem fortes dores de cabeça ao pensar que a salvação não depende dele, afinal, em seu conceito a graça de Deus “precisa” da sua boa vontade e do seu esforço também. A este a teologia vai dizer que “tudo provem de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” (2Co.5.18), não deixando qualquer espaço para vangloriar-se na presença de Deus.
Faz mal ao soberbo o suficiente para imaginar que escolheu a Deus, e foi soberano nesta escolha, satisfazendo um deus que busca desesperadamente a aceitação dos homens. A este a teologia vai dizer sem rodeios que foi o Senhor que “nos escolheu antes da fundação do mundo” (Ef.1.4; Jo.15.16)
Faz mal ao arrogante. Há uma tendência atual, de colocar o homem como centro e medida de todas as coisas. Há um culto à auto-estima sendo prestado em lugar de culto ao Deus verdadeiro. Temos líderes enaltecendo a arrogância e difamando a humildade. Já presenciei reuniões em que o culto é interrompido e todos ficam de pé para a entrada triunfal do líder e sua comitiva, até mesmo no momento em que a Palavra esta sendo pregada. E ninguém questiona essa aberração! Não tem como a boa e salutar teologia não fazer mal num ambiente como esse. A glória que só pertence a Deus está sendo usurpada!
Ninguém pode estudar a Bíblia sem dizer que está estudando teologia, ninguém pode estudar teologia sem estudar a Bíblia. Claro que más atitudes podem persistir – e persistem – na vida de qualquer estudante de teologia, tenha ele motivos nobres ou não. Mas isso acontece por causa da queda e não da teologia. Parafraseando Michael Horton (Creio, Cultura Cristã, São Paulo, 2005), dizer que teologia faz mal é o mesmo que dizer que estudar a Biblia faz mal, ou conhecer a Deus é ruim.
O segredo da vida é teológico e a chave para o céu também. Aprendemos com dificuldade, esquecemos facilmente e sofremos muitas distrações. Devemos, portanto, decidir com firmeza estudar teologia. Devemos pregá-la do púlpito, cantá-la em nossos hinos, ensiná-la aos filhos e fazer dela tema de conversa quando nos reunimos com os amigos cristãos (TOZER, A.W., O melhor de A.W.Tozer, Ed Mundo Cristão, São Paulo, 1994)
Àquele que nos escolheu antes da fundação do mundo e nos guia pelo caminho da verdade, em quem está toda sabedoria e todo conhecimento, seja a glória pelo século dos séculos.
Autor: franko - Categoria(s): TEOLOGIA
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07/01/2011 - 14:34

Em 04 de Janeiro de 2011, o Senhor achou por bem recolher meu pai…
Deixou a mim, minha mãe Ivanilda, e mais três filhos, Isalete, Ismael e Rose…
Além de genros, noras, netos e netas, e uma grande quantidade de familiares e amigos…
Pessoa admirável sob muitos aspectos…por sua fibra, pela vontade de viver, pela capacidade de atravessar dificuldades sem perder o bom humor. Pela mente privilegiada, compôs hinos e musicas em geral…
Eloqüente pregador do Evangelho e professor…
ensinou-nos acima de tudo a ter esperança, como dizia a letra de uma de sua composições:
“Senhor estou no mar enfurecido, o mar que me mandaste atravessar. Os ventos são contrários, o mar bravio é, Senhor acrescenta-me a Fé! [...]Os fortes ventos perturbam minha nau, mas bem sei que por ti fui enviado e chegarei ao Porto Ideal”
Sim, cremos que o velho José Francisco chegou ao Porto Ideal! E seguindo sua lição de vida, somos consolados em meio à dor da separação, pelas Escrituras Sagradas, que nos enche de uma viva esperança, pela qual nos prostramos e adoramos ao Senhor, mesmo com lágrimas nos olhos:
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, 1Pe.1.3-6
Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.” 2Co.5.1
Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.
Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.
E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.
E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida.
O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho. Ap.21.1-7
À Memória do vencedor JOSÉ FRANCISCO ALVES – 14/04/1929 – 04/01/2011
Autor: franko - Categoria(s): Sem categoria
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26/10/2010 - 21:00
“Pulpito não é palanque, pastorado não é trampolim eleitoral e dízimo não é financiamento de campanha”
Autor: franko - Categoria(s): Nota de Indignacao
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23/10/2010 - 19:59
Autor: franko - Categoria(s): Adoraçao, Palestra
Tags: Adoraçao, Palestra
21/10/2010 - 21:01
“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” 2Tm.4.7
Ao dizer esta frase Paulo não apenas está descrevendo sua condição no momento, mas está deixando um lema cristão para a posteridade. Esse é sem dúvida o grande ideal cristão, ou seja, que os discipulos de Cristo tenham forte consciencia do chamado que receberam e vivam uma vida de verdadeiro combate por preservar consigo aquilo em que crêem e por proclamar essa fé.
O que significa “combater o bom combate” ?
Na verdade essa não foi a primeira vez que Paulo usou a metáfora da luta, do combate para expressar o que é viver a vida cristã. Em sua primeira carta à Timóteo (1Tm.6.11,12), Paulo diz algo muito parecido - “Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas.” – Os mesmos termos são usados para enfatizar a idéia de luta, de embate árduo mesmo, chegando as raias da agonia. Nesse primeiro texto (1Tm.6.12), o Apóstolo Paulo convoca Timóteo a combater o bom combate da fé, o que significa nesse contexto específico, resistir ao materialismo, à avareza e as deturpações que levam a conclusão erronea de que “piedade é fonte de lucro”. Combater o bom combate, significa também, seguir com firmeza as virtudes distintamente cristãs – Justiça, piedade, fé, amor, constancia e mansidão (v.11). É ainda, viver intensamente o ministério recebido do Senhor.
Na segunda carta (2Tm.4.7), Paulo já antevendo o fim de sua jornada, diz que ele mesmo combateu o bom combate, o que nesse contexto se traduz no compromisso de pregar o Evangelho mesmo que custe a própria vida (conf.Atos 20.24), o que certamente pode ser verificado em todo curso da vida do Apostolo.
Em sintese, O combate cristão tem um aspecto negativo: deixar de fazer, resistir, fugir da cobiça, da avareza, do mundanismo; E um aspecto positivo: seguir e praticar as virtudes cristãs e proclamar o Evangelho. A vida cristã se caracteriza pelo que deixamos de fazer (pecado), adicionado pelo que fazemos em contrapartida (boas obras).
O que estamos combatendo?
E nós, na qualidade de líderes ou mesmo de simples discípulos de Cristo, o que estamos combatendo?
Devemos sempre lembrar que o combate a que Paulo se refere é de Cristo. Se o combate em que estamos envolvidos for por nossas buscas e caprichos pessoais, visando o lucro e a fama ou mesmo estabelecendo nossas instituições como verdadeiros impérios, não estamos combatendo “o bom combate”. Nesse sentido, é triste constatar que boa parte da liderança evangélica brasileira, especialmente a que está na mídia, não esta combatendo nada! Muitos estão marcando passo, e gastando a suas vidas em combates inóquos pelos motivos mais fúteis. Como questionava A.W.Tozer: O que esse mundo representa para nós? é parque de diversões ou é campo de batalha ?
Combatendo pela verdade
O combate cristão implica em compromisso com a verdade da Palavra de Deus. Por isso não lançamos mão de qualquer artifício. Paulo diz que as armas do nosso combate não são as meramente humanas, mas são “poderosas em Deus” para destruição das fortalezas e anulação do engano (2Co.10.4). Não somos abastecidos pela malandragem, nem pelos conchavos políticos, a verdade nos é suficiente. Colocar um representante no senado ou na câmara não é um trunfo no combate cristão. Causa espanto tanto empenho em eleger representantes, ou fazer acordos ocultos no melhor estilo “toma lá dá cá”, porque isso mostra onde está a confiança dessa liderança. Tanto esforço em declarar voto e conduzir a massa na mesma direção não tem necessariamente razões éticas e de princípios morais ou busca pela verdade. Mas mostra uma face horrivelmente secularizada, que perdeu o referencial de combate cristão, e está lutando em frentes ilegítimas, e pior, com as armas disponíveis no mercado.
combatendo pelas armas da justiça
Combater pelas armas da justiça é declarar oposição à impiedade a qualquer custo, sejas nos combates interiores, em que lutamos com nossa própria natureza, seja na proclamação ao mundo de que somos de Cristo. Assim, não fomos, em hipótese alguma chamados à neutralidade.
Combater pelas armas da justiça é estar disposto até mesmo a sofrer “como bom soldado de Cristo Jesus”, é ter como objetivo “satisfazer àquele que nos arregimentou.” (2Tm.2.3,4)
Combater pelas armas da justiça é colocar-se numa relação de completa dependência de Deus e entregar-se intensamente ao paradoxo da vida cristã:
Na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros;como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos;entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo. 2Co.6.7-10
Àquele que é o nosso General e que nos chamou para suas santas fileiras, seja a Glória hoje e sempre!
Francisco Jr
Autor: franko - Categoria(s): IGREJA, PREGAÇÃO
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28/08/2010 - 00:01
“Fé para hoje” é o nome de uma revista cristã…gosto desse nome, é muito sugestivo e dá a idéia de uma Fé imprescindível como o “pão nosso”, sempre necessário…Essa frase (FÉ PARA HOJE) nos faz pensar que a fé lida com as coisas do presente…Nos faz pensar o quanto precisamos de fé, sobretudo num tempo em que muitas igrejas falam de uma fé estranha…que começa como uma moeda celestial que compra tudo o que queremos, para ir crescendo até se tranformar num ídolo da religião evangélica…um deus que tenta transformar o Deus verdadeiro em servo dos homens!
I – Precisamos de fé para lidar com as coisas temporais
Tem muita gente se atrapalhando com as coisas temporais (emprego, finanças, bens materiais), e é nesse contexto que precisamos da ” Fé que vence o mundo”; Fé para subjugar as coisas temporais. Vivemos hoje o desafio da CONTEXTUALIZAÇÃO: Estar no mundo, mas não ser subjugado pelo mundo (Jo. 17). A Bíblia diz que o mundo precisa ser vencido… “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.” (I Jo.2.15-17). Portanto o mundanismo precisa ser vencido. Uma das caraterísticas fortes do mundanismo hoje é o INDIVIDUALISMO (leia II Tm.3.1-10). Outra face terrivel do mundanismo é o MATERIALISMO, a respeito do qual C.S.Lewis escreveu: “deviamos amar as pessoas e usar as coisas, mas em vez disso amamos as coisas e usamos as pessoas.” Só a fé gerada pela palavra de Deus tem poder para nos libertar disso. (Jo.8.32)
II – Precisamos de fé para não perder Deus de vista
Vivemos em uma geração incapaz de ver Deus nas ações e situações corriqueiras da vida…Parece que precisamos sempre de um milagre!! E quando ele não vem, nos vemos forçados a forjá-lo para continuar caminhando…Se não houver milagre aquilo que nós chamamos “FÉ”, se esvai !!! Enquanto isso, deixamos de perceber o “Deus que conhece o meu sentar e o meu levantar; de longe entende o meu pensamento.Esquadrinha o meu andar, e o meu deitar, e conhece todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces. Tu me cercaste em volta, e puseste sobre mim a tua mão.Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim; elevado é, não o posso atingir.” (Sl. 139.1-6)
III – Precisamos fé para ser igreja e estar na igreja
Quando olhamos todas as situações de decomposição da igreja institucional… igrejas imiscuídas na atmosfera do “show busines”…igrejas que não cumprem seu papel…Quando olhamos e vemos pessoas perdidas, sem saber o que é igreja, e pior sem referenciais…pessoas acentuadamente desinteressadas…Igrejas dos extremos: de um lado alienada, isolada, em nome da “santidade”, não se inteirando de nada que acontece a sua volta, e aí perdendo a capacidade de ser relevante; de outro lado abraçando tudo sem nenhum critério, em nome da “liberdade”, assimilando a superficialidade, se embriagando com a sensualidade, não conseguindo ver limites éticos e morais…então precisamos muito de FÉ !!!Fé para hoje, para ser igreja de uma forma equilibrada, para não perder a esperança de que a igreja de Cristo não morre, nem é derrotada, porque Cristo a sustém !!!
IV – Precisamos de fé para confessar a Jesus como Senhor
A Fé cristã vive de um contínuo encontro com Cristo, não é apenas um assentimento intelectual. É estar em Cristo (”Fé é Crer dentro”, Dic Bíblico Vida Nova), é um apegar-se ao Salvador de todo o coração, “permanecer em Cristo, e Cristo nele” (Jo15.4). Baseado nisso Spurgeon escreveu : “não faça da sua fé um Cristo”. Não há um poder inerente à própria fé. Esse conceito de fé distorcido nasceu com a onda positivista dos anos 80. Aquelas frases excêntricas do tipo: “há poder em suas palavras”, ou precisamos ter “fé na fé”, ou ainda “Deus teve fé”, daí decorre também o pragmatismo: “eu creio porque funciona”. Somos instados constantemente a obedecer um doutrina ou fazer algo, não porque é verdade, mas porque funciona. Isso na verdade é a negação da fé genuína !!!A fé que vence o mundo não tem essa característica. Ela nasce em nós por um ação efetiva do Deus Todo-Poderoso. Ela é gerada pela exposição da Palavra (Rm 10.17)Creio por que é verdade. Creio por que é a Palavra de Deus. Creio por que Deus decretou. “essa é a vitória que vence o mundo” I Jo.5.4,5
AMÉM
Autor: franko - Categoria(s): PREGAÇÃO
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10/04/2010 - 18:02
Salmo 119.96 – “toda perfeição tem o seu limite; mas o mandamento do Senhor é ilimitado.”
Salmo 19.7 – “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”
Dizer que algo é suficiente é dizer que não precisa de substitutos, nem complementos. De fato a Bíblia não necessita de substitutos nem de complementos. Tudo o que precisamos saber sobre Deus está na Bíblia. Os textos bíblicos acima declaram esta suficiência usando o adjetivo perfeição. Assim, a Bíblia é suficiente em si mesma, ou seja, por sua própria definição.
Mas a Bíblia é suficiente para você?
Uma boa forma de aferirmos essa suficiência em nossa experiência é refletir sobre como podemos nos aproximar do Livro Sagrado. Citaremos brevemente, a seguir, algumas formas negativas de aproximação e concluiremos com o testemunho da própria Bíblia de sua suficiência, com o intuito de incitar-nos a uma aproximação saudável:
(os títulos que utilizaremos nas descrições são meramente ilustrativos, ou seja, não os usamos aqui em seu sentido etimológico mais profundo)
Intelectuais–são aqueles que lêem de uma forma seca e técnica. Utilizam-se de uma mente arguta e altamente curiosa para “dissecar” o livro, pela sua riqueza histórica e literária. A seguir escrevem livros e mais livros apontando a complexidade das descobertas, e de fato, são importantes em alguma medida. Mas, para estes a Bíblia não é suficiente, pois tanto faz ser a Bíblia ou outra obra literária histórica qualquer. Para estes logicamente a Bíblia não passa de um mero objeto de pesquisa.
Pragmáticos–são aqueles que querem lições para viver bem, ajudar os filhos, vizinhos e colegas. São caçadores da funcionalidade do texto na solução de suas dificuldades diárias. Para estes, a Bíblia também não se mostrará suficiente, pois logo ganhará a preferência o que responder de forma mais prática e imediata às questões inquietantes do dia a dia. Não importa princípios, ética ou verdade, mas se funciona. Aí, tanto faz o Apóstolo Paulo, Içami Tiba, Augusto Cury ou qualquer outro autor. O que “funcionar” primeiro ganha.
Sentimentais–são os que buscam histórias emocionantes e inspiradoras. Poesia, parábolas e provérbios são apreciados. Logo desenvolvem uma teologia marcada pelo humanismo, pelas frases de efeito, pela filosofia barata e pela exaltação da auto-estima. Para estes, os gurus da auto-ajuda convivem no mesmo plano dos autores bíblicos. Para estes também, aqueles que buscam conhecimento de toda verdade de Deus revelada nas Escrituras são chamados de “teólogos, ortodoxos e fundamentalistas” da forma mais pejorativa possível.
Pregadores–procuram na Bíblia apenas mais um sermão, somente uma mensagem, ou um pretexto. Se não acharem… Pregam assim mesmo! Outro dia ouvi falar de um pregador que fez a seguinte confissão na maior cara-de-pau: “preparei uma mensagem tremenda, só me falta achar o texto bíblico que servirá de base”. E outro que introduziu seu sermão com esta pérola: “irmãos folheei a Bíblia pra lá e pra cá e não achei um texto em que pregar, então…” Durma-se com um barulho desses! A Bíblia para estes é mero detalhe.
Os “sem Bíblia”-são os que não lêem de forma alguma. Seguem a falsa premissa de que ler, estudar e meditar é função de pastor e pregador. Há dois tipos desses infelizes auto-enganados, os “sem Bíblia” que têm uma para carregar e fazer tipo, e os “ortodoxos”, aqueles que nem sequer têm uma, ou pelo menos não querem que alguém saiba que têm. Vão aos cultos de “mãos abanando” e mente vazia.
Todos os tipos descritos acima são crentes obviamente, pelo menos é o que dizem. Ou, como dizia certa música vivem da “arte de viver da fé, só não se sabe fé em que”.
A aproximação que faz da Bíblia suficiente é aquela que busca, sobretudo, aproximar-se de Deus, que procura trazer Deus para a realidade da vida, colocando-se sob sua autoridade. O trecho do Salmo 19 (7-10) mostra a suficiência da Bíblia sob muitos aspectos, e o que ela promove aos que a lêem de forma adequada. Segundo este salmo a Bíblia é: Perfeita – completa, única, sem necessidade de remendos; Fiel – digna de confiança; Reta – sempre precisa em seus ensinos; Pura – sem misturas; Limpa – não contamina, nem envenena; Verdadeira – capaz de clarear a visão. Escrevendo a Timóteo, Paulo nos fala da maior qualidade das Escrituras, dando-nos o tom da sua suficiência. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos dê corações sedentos e famintos das Sagradas Letras, transformando-nos a cada dia em homens e mulheres de Deus que glorificam o Altíssimo em toda maneira de viver.
Autor: franko - Categoria(s): PREGAÇÃO, TEOLOGIA
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10/04/2010 - 17:14

E segue o enterro da pregação, sem pompa nem circunstancia, mas já acharam substitutos: as palestras motivacionais, que infestam os pulpitos com promessas vazias de vitórias e conquistas, feito tirinhas de horóscopo nos jornais….papagaios de realejo de terno e gravata, toalhinha, voz esganiçada e cara-de-pau…banquinha de cd e apostila na porta, conta gorda e anel de doutor…”livrin chupinhado”, frases “de(e)feito”, mulher que canta e ar de intelectual…multidões fascinadas, encantadas e enganadas…bíblias customizadas, agendas cheias e festividade todo fim de semana…rajadas, barulho, e efeito de voz…Martinho Lutero, Spurgeon e cia., são chamados para dar aval e como não podem dizer “não” são trazidos à força…a Bíblia é citada ou lida por pretexto…no final de tudo uma chamada, um apêlo e uma oração e podem descer o caixão…
Autor: franko - Categoria(s): IGREJA, PREGAÇÃO, TEOLOGIA
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