| TAXAS DE JUROS REAIS NOS PRINCIPAIS PAÍSES DO MUNDO | |||||
| Taxas de juros dos últimos 12 meses descontada a inflação dos últimos 12 meses (out/07-set/08) | Taxas de juros atuais descontadas a inflação projetada para os próximos 12 meses | ||||
| Ranking | País | Taxa ano | Ranking | País | Taxa ano |
| 1 | Austrália | 5,60% | 1 | Brasil | 7,90% |
| 2 | Brasil | 5,30% | 2 | Hungria | 5,50% |
| 3 | Turquia | 4,60% | 3 | Turquia | 5,10% |
| 4 | China | 2,80% | 4 | Austrália | 4,70% |
| 5 | Hungria | 2,60% | 5 | México | 2,70% |
| 6 | México | 2,40% | 6 | China | 2,20% |
| 7 | Colômbia | 1,90% | 7 | Colômbia | 2,00% |
| 8 | Alemanha | 1,20% | 8 | Polônia | 1,40% |
| 9 | Polônia | 1,10% | 9 | Alemanha | 0,80% |
| 10 | França | 1,10% | 10 | França | 0,70% |
| 11 | Hong Kong | 1,10% | 11 | Holanda | 0,60% |
| 12 | Holanda | 1,00% | 12 | Portugal | 0,60% |
| 13 | Portugal | 1,00% | 13 | Dinamarca | 0,30% |
| 14 | Taiwan | 0,40% | 14 | Argentina | 0,30% |
| 15 | Áustria | 0,40% | 15 | Taiwan | 0,10% |
| 16 | Itália | 0,30% | 16 | Áustria | 0,00% |
| 17 | Canadá | 0,30% | 17 | Itália | 0,00% |
| 18 | Argentina | 0,10% | 18 | Hong Kong | -0,50% |
| 19 | Inglaterra | 0,00% | 19 | Suécia | -0,60% |
| 20 | Dinamarca | 0,00% | 20 | Inglaterra | -0,70% |
| 21 | Coréia do Sul | -0,10% | 21 | Espanha | -0,70% |
| 22 | Suécia | -0,10% | 22 | Coréia do Sul | -0,80% |
| 23 | Suíça | -0,10% | 23 | Grécia | -0,80% |
| 24 | Espanha | -0,40% | 24 | Chile | -0,90% |
| 25 | Grécia | -0,50% | 25 | Canadá | -0,90% |
| 26 | Venezuela | -1,10% | 26 | Suíça | -0,90% |
| 27 | Bélgica | -1,30% | 27 | Israel | -1,20% |
| 28 | Israel | -1,50% | 28 | África do Sul | -1,50% |
| 29 | Japão | -1,60% | 29 | Japão | -1,60% |
| 30 | África do Sul | -1,80% | 30 | Bélgica | -1,60% |
| 31 | EUA | -2,10% | 31 | Venezuela | -2,10% |
| 32 | Chile | -2,10% | 32 | Tailândia | -2,70% |
| 33 | Índia | -2,50% | 33 | Índia | -2,80% |
| 34 | República Tcheca | -2,80% | 34 | República Tcheca | -2,90% |
| 35 | Tailândia | -2,80% | 35 | Rússia | -3,50% |
| 36 | Rússia | -3,80% | 36 | Indonésia | -3,50% |
| 37 | Malásia | -4,30% | 37 | EUA | -4,00% |
| 38 | Indonésia | -4,30% | 38 | Malásia | -4,30% |
| 39 | Cingapura | -5,00% | 39 | Filipinas | -4,60% |
| 40 | Filipinas | -5,30% | 40 | Cingapura | -5,50% |
| Média geral | -0,30% | Média geral | -0,30% | ||
| Fonte: http://www.uptrend.com.br/uptb.htm | |||||
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Referência: 28/outubro/2008 – INFORMAÇÕES DO PORTAL TERRA.
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COMENTÁRIOS : O nosso país continua tendo uma liderança que nenhum país quer : ser o maior pagador de juros reais do planeta, sendo 350% superiores aos juros da China; 500% superior aos juros da Rússia e 400% superior aos juros reais da Índia. E, em função disso, o Tesouro Nacional paga mais de R$ 60 bilhões anuais para a especulação financeira internacional e faltam recursos para beneficiar alunos com a bolsa universitária; para a construção de ferrovias, hidrovias, eclusas, portos e aeroportos; habitações populares; água e esgoto e transporte urbano de qualidade.
Um levantamento feito pela LCA Consultores, com base em 22 países, mostra que 13 deles cortaram a taxa de juros desde a quebra do Lehman Brothers, em meados de setembro.
Nesta semana, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reúne-se para decidir se altera ou não a taxa básica brasileira, que hoje está em 13,75%. O Brasil tem hoje a maior taxa real do mundo, com 7,85%. O número é resultado da taxa básica, descontada a inflação.
Algumas das economias mais desenvolvidas, como Grã-Bretanha e Suíça, já estão no terceiro corte desde o agravamento da crise, com juros de 2% e 1%, respectivamente. A União Européia reduziu os juros pela quarta vez desde então e está em 2,5%.
O economista-chefe da LCA, Bráulio Borges, diz que a queda dos juros tem sido a regra entre os países ricos por eles estarem sofrendo mais rápida e diretamente o impacto da crise. Muitos já estão oficialmente em recessão, e outros a consideram inevitável.
Juros mais baixos ajudam a impulsionar o crédito e o consumo. Por isso são utilizados como um dos principais instrumentos na recuperação econômica.
“Já o caso brasileiro é diferente”, diz Borges. Segundo ele, o consumo no Brasil ainda está aquecido, o que pressiona os preços para cima.
Apesar de alguns sinais de desaquecimento econômico, sobretudo na produção industrial, o país ainda apresenta um desequilíbrio entre oferta e demanda, de acordo com o economista. Por esse motivo, ele acredita que o BC brasileiro não deve acompanhar a tendência internacional.
“No Brasil, o que dita o comportamento dos juros é a inflação, tanto a atual, como a expectativa. O BC não vai reduzir os juros porque outros países o fizeram”, diz o economista.
Redução
A taxa básica de juros tem sido tema de grandes embates entre especialistas do país. Aqueles que defendem a sua manutenção nos atuais níveis argumentam que a recente valorização do dólar tem forte impacto inflacionário.
Aqueles do outro lado do debate apontam para recentes quedas na demanda interna em alguns setores da economia, como o automobilístico, e na queda do preço das commodities, para mostrar que juros altos podem prejudicar o crescimento brasileiro em tempos de recessão global.
O professor de economia internacional da FGV-Rio, André Nassif, é um dos que apostam na manutenção dos juros, “mas a contragosto”, segundo ele.
“Os preços das commodities estão caindo, o petróleo principalmente. Isso diminuiu a pressão sobre a inflação”, diz. Segundo ele, essa queda de preços no mercado internacional compensaria a recente valorização do dólar, que tem poder inflacionário.
“O Banco Central brasileiro deveria ser mais atrevido e reduzir os juros”, defende o professor.
O economista João Brogger, da Leme Investimentos, também aposta na manutenção da Selic na próxima reunião. Mas, para ele, o BC “já não está apenas olhando para a inflação”.
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Quem aumentou e quem reduziu juros
Quem reduziu os juros: Estados Unidos, União Européia, Japão, Grã-Bretanha, Suíça, Nova Zelândia, Austrália, China, Índia, República Tcheca, Suécia, Turquia e Tailândia.
Quem manteve os juros: Brasil, México, Ucrânia, África do Sul e Chile.
Quem subiu: Rússia, Islândia, Bulgária e Hungria*
*A Hungria subiu e reduziu os juros no período.
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“Os dados negativos estão vindo mais cedo que se imaginava”, diz Brogger. Segundo ele, o próprio governo, que chegou a minimizar o impacto da crise, está mais consciente do problema.
Diferença
Enquanto a redução dos juros tem sido a regra entre os países ricos, no grupo dos emergentes a tendência já não é tão clara.
O levantamento da LCA mostra que, dos 22 países pesquisados, cinco mantiveram a taxa inalterada desde setembro, e dois deles tiveram de aumentar a dose. Isso sem citar o caso da Hungria, que já aumentou e reduziu os juros desde então.
Enquanto Brasil, Chile, México e África do Sul não mexeram nos juros, China e Índia já estão no quarto e segundo cortes, respectivamente.
O Chile é um dos que sofre com a pressão inflacionária, com índice anual em 8,9%, número muito acima da meta estabelecida pelo governo, de 3%. Na última reunião, o banco central chileno manteve a taxa de juros em 8,25%.
Na China, a inflação deixou de ser um problema para o governo. Em função da crise, os preços caíram drasticamente em outubro, abrindo espaço para a redução dos juros.
Em geral, países com taxas de juros muito acima do praticado em outras economias tendem a atrair capitais. Países como Islândia e Rússia, que dependem fortemente do capital estrangeiro, aumentaram os juros na tentativa de atrair esse investidor.
Na opinião de Nassif, entretanto, essa é uma regra que não funciona em situações de turbulência. “Existe uma crise de confiança no mundo. Por mais que se ofereçam juros altos, o investidor estrangeiro pensará duas vezes.”
