Após vencer eleição, Ana Paula Minerato se torna a musa do Corinthians e aguarda pela chegada do Fenômeno
A ESPERANÇA DA UTOPIA
O direito à prática desportiva se encontra expressamente contemplado na norma constitucional . E como exige o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao implementar esse ordenamento, para fomentá-la, a União, os estados e municípios, deverão se apoiar, mutuamente, com a reserva e provisão de recursos e espaços vitais e necessários para programações culturais, esportivas e de lazer. Tais atividades, pois, foram elevadas à categoria de direito fundamental da cidadania.
Contudo, o desenvolvimento esportivo no Brasil, com a dita chancela oficial, e apesar dos modestos patrocínios privados, não tem correspondido à vontade do legislador, nem às esperanças dos nossos atletas. Nos Jogos de Pequim, medido pelo número de medalhas, nosso desempenho foi mediocremente pífio. Muitos já esqueceram, provavelmente, daquelas madrugadas insones de poucas alegrias e de muitas angústias.
Mas nem por isso deixa de ser doloroso invocar que lá marcamos presença atrás da modesta Jamaica e até do surpreendente Quênia. A China, moderna e progressista, não surpreendeu o mundo apenas por ser detentora de uma economia sólida e crescente –apesar do arcaico e contraditório sistema político vigente-, mas porque se tornou uma respeitável potência esportiva, superando até a poderosa nação americana.
Desde Atenas, em 1896, e recentemente, em Pequim, os Jogos Olímpicos da Era Moderna constituem o maior evento esportivo da planeta. Algo que, convertido em potencial econômico, de marketing e turístico, hoje faz parecer romântico aquele velho e singelo conceito de que o importante é competir.
À margem do evento, da exibição de técnicas, de talentos e de recordes que desafiam os limites do homem, além de competir, agora –parafraseando o poeta luso- também proclama-se: vender é preciso.
Por isso a escolha de Pequim para sede da 29ª edição dos Jogos não foi por acaso. Merecidamente, sagrando-se como grande vitoriosa na organização do magnífico evento e campeã insuperável nas competições, com quase 1,5 bilhão de habitantes, a China será doravante respeitada também como atraente mercado oriental aos poderosos patrocinadores do Comitê Internacional, ávidos pela conquista do mais gigantesco contingente potencial de consumidores.
. Cá no ocidente, volvamos os olhos embaciados de lágrimas e os ânimos cabisbaixos ao destino sombrio do esporte nestes rincões tropicais. Desde já, são recorrentes as especulações mediáticas de que o Brasil acalenta o desejo de ser o anfitrião das Olimpíadas de 2016. Entre o sonho e a realidade, contudo, existe literalmente uma montanha de barreiras e obstáculos a ser superada para que possamos preparar, quem sabe, uma nova delegação de futuros campeões e concretizar a esperança da utopia.
Pois bem. Á guisa de sustentar programas ditos sociais, como é óbvio, de cunho notoriamente político, o presidente Lula, inspirado no seu proverbial casuísmo pragmático, acaba de antecipar a sanção à lei orçamentária de 2009. Antes disso, no entanto, ao ser revisada a proposta elaborada pelo órgão competente, sabe-se que o poder executivo determinou severos cortes em projetos de baixos dividendos políticos. Não será surpresa , pois, que os minguados recursos destinados aos esportes amadores tenham sido mais uma vez guilhotinados.
Agora, pelo menos, saber-se-á de antemão que, nos próximos Jogos de Londres, haverá uma desculpa, desta vez verdadeira, para justificar o estigma perseguidor dos nossos atletas e equipes que costumam empacar nos lances decisivos e finais das competições. Talvez já apagada da memória de muitos, invoque-se aquela derrota amarga e indesculpável que desmistificou o favoritismo do futebol verde-amarelo ao ser arrebatado o ouro pelo então simplório Camarões. Depois dessa afrontosa goleada africana, desafortunadamente, outros fracassos ocorreram e outros estão por vir.
Entrementes, parece que os resultados malogrados não serviram ainda para refrear um certo ufanismo xenófobo enraizado no coração da torcida brasileira. Tudo indica que estaremos condenados a outras madrugadas fatídicas , à espera de medalhas (perdidas), se não houver a superação da causa maior de todas as nossas derrotas: a omissão histórica do Estado e da sociedade na preparação paciente, consciente e obstinada, de nossos jovens talentos , como sabiam fazer os gregos, há mais de dois mil anos, venerando e concedendo a seus heróis e atletas campeões as regalias e glórias que imortalizaram os jogos de Olímpia.
Sem dúvida, é desolador reconhecer que os nossos fiascos olímpicos comprovam aquilo que, dentro ou fora das estádios e das quadras, todo mundo sabe: nossos esportes amadores são relegados, ou, pior, estranhamente sofrem da síndrome do medo de vencer.
De fato, reconheça-se, há como que um refugo coletivo diante das dificuldades e desafios das provas finais que entrava o ímpeto dos nossos competidores no momento de ousar o esforço supremo, de quebrar a marca, de ser o primeiro, enfim, de conquistar o pódio, símbolo da excelência, do melhor entre os melhores.
De certa forma, as derrotas inesperadas das nossas equipes refletem, sim, uma sombria quadra vivenciada pelo desporto nacional que jaz na orfandade estatal e entorpecido pelo marasmo das entidades que primam pela desorganização, imprevidência e corrupção, pragas que desperdiçam as energias e apequenam as esperanças deste país de forjar uma geração de campeões invictos, sem apelar para o apadrinhamento dos sempiternos dirigentes encastelados nas federações e entidades que nunca dão satisfação dos maus resultados e não prestam contas a ninguém.
Notoriamente, os esportes amadores no Brasil só sobrevivem à mercê de migalhas oficiais ou de escassos apoios da iniciativa privada. Urge, portanto, promover uma radical mudança de mentalidade, de ações e diretrizes educacionais, se queremos despertar novos valores e vocações destinados à conquista dos primeiros lugares. Sabidamente, é imperioso que se promovam desde a escola básica as práticas esportivas como disciplinas obrigatórias. Ademais, impeça-se, o quanto antes, que o mercantilizado e decadente futebol brasileiro e seus ídolos de barro permaneçam como monopolizadores das atenções e das fartas verbas oficiais malbaratadas, para que sejam abertos espaços ao incremento e incentivo a todas as modalidades olímpicas e a seus praticantes. Só então poderemos substituir o choro pungente dos derrotados pelo grito estrepitoso dos campeões.
Como quer que seja, para surgimento de um celeiro de superdotados vencedores olímpicos, é preciso expurgar, antes de mais nada, os empedernidos cartolas, e promover, concomitantemente, reformulações comportamentais e conceituais, visando a adoção de novas políticas que contemplem um estatuto do esporte, moderno e realista.
Numa área vital para o plasmamento da juventude, pouco se fará sem planejamento e investimentos substanciais direcionados à criação de centros de formação de atletas e à massificação de todas as modalidades esportivas.
Sejamos sensatamente realistas para reconhecer e proclamar: campeões não se improvisam !
OAB/GO 2781
011933337/68
(FONES: 3259-3504/8134-6633)
AGENCIAESTADO.
Veja também:
Ronaldo deve estrear em amistoso no dia 17 de janeiro
TV Estadão: Vinda de Ronaldo é um acerto
Vote: o Corinthians acertou em contratá-lo?
Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão
Ana Paula venceu um concurso promovido pelo Corinthians com 33% dos votos, ao superar Gil Jung na decisão. A modelo, além de participar de eventos e promoções do alvinegro, ainda ganhou um prêmio de R$ 30 mil.
E com a aprovação de Ana Paula, Ronaldo desembarcará nesta sexta-feira no Parque São Jorge num grande clima de festa. A apresentação do Fenômeno acontecerá às 11 horas – confira todos os detalhes no stadao.com.br. Cerca de seis mil torcedores devem acompanhar a chegada do atacante – eles garantiram
ingresso ao entregar um quilo de alimento nas bilheterias do clube nesta quinta-feira.


