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BRASIL VIVE “REVOLUÇÃO SILENCIOSA “, DIZ LULA
CHINA APROVA NOVA LEI ELEITORAL E OUTRAS NOTÍCIAS
| Reserva de minerais da China superará dezenas de bilhões de toneladas |
| 2009-10-21 19:37:31 cri |
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O vice-ministro da Terra e dos Recursos do Estado, Wang Ming, revelou ontem (20) em Tianjin que o investimento no setor de exploração de minerais da China chegou a US$ 440 bilhões, um aumento de 19% com relação ao mesmo período do ano passado. Prevê-se que a reserva dos recursos explorados recentemente superará dezenas de bilhões de toneladas.Segundo Wang, foi descoberto em junho uma amostra de hidrato de gás e água na província de Qinghai. Já na Mongólia Interior e em Xinjiang, foram encontrados recursos de carvão. Nas províncias de Liaoning e Hebei, foram extraídos minérios de ferros. Além disso, as prospecções de ouro, alumínio, chumbo, zinco e tungstênio estão em bom andamento.
“Desde o segundo semestre deste ano, o setor mineiro vem se revitalizando”, concluiu. COM A NOTÍCIA , IMPORTANTE PARA O BRASIL E PARA O RESTO DO MUNDO, OS CARTÉIS DEIXARÃO DE IMPÔR PRÊÇOS ABSURDOS PARA OS SEUS PRODUTOS E QUE CHEGARAM A AUMENTAR EM MAIS DE 80%. AO ANO. CHINA ENFRENTOU A CRISE MUNDIAL, VALORIZANDO O CAPITAL E O TRABALHO E DEVE CRESCER ACIMA DE 8% NA CRISE, CRIADA PELO SISTEMA FINANCEIRO E COM O INDULTO DE PENALIDADES PELOS GOVERNANTES E LIBERAÇÃO DE MAIS DE U$ 4 TRILHOES, COM TAXAS DE JUROS REAIS QUASE NEGATIVOS, A PREMIAÇÃO FOI EXTRAORDINÁRIA E EXCLUSIVA. E DESSES RECURSOS DO TESOURO ( DO POVO ), O SISTEMA FINANCEIRO AINDA PREMIOU OS SEUS INCOMPETENTES ( OU SABIDOS ) EXECUTIVOS OU CEOS, COM CENTENAS DE BILHÕES DE DÓLARES E CONTINUAM TENDO GRANDE RENTABILIDADE COM A MOVIMENTAÇÃO DOS QUATRO TRILHOES DE DÓLARES DO ESTADO. TALVEZ, A CHINA TENHA SIDO UM DOS POUCOS PAÍSES QUE NÃO COMETERAM O MESMO ERRO DE LIBERAR RECURSOS ILIMITADOS PARA O SISTEMA FINANCEIRO, SEM COBRANÇA DE CONTRA PARTIDA, A FAVOR DA PRODUÇÃO E DO EMPREGO. ENQUANTO PRIORIZAMOS O CAPITAL ESPECULATIVO, OS CHINESES SE DEDICARAM E PLANEJARAM GRANDES INVESTIMENTOS NA PRODUÇÃO E GARANTIRAM O EMPREGO, A RENDA E O CONSUMO. E A INTERAÇÃO DO CAPITAL COM O TRABALHO, PROPOCIONOU UM NÍVEL DE DESEMPREGO INFERIOR A 6% NOS CENTROS URBANOS. COM 20% DA POPULAÇÃO MUNDIAL, OS CHINESES TAMBEM CONTRIBUIRAM POSITIVAMENETE COM A CONTENÇÃO DA INFLAÇÃO MUNDIAL, COM ESTOQUE REGULADOR DE ALIMENTOS E DE OUTROS ÍTENS ESSENCIAIS E QUE EQUILIBRARAM A OFERTA E A PROCURA.
LAMENTAVELMENTE, AQUI EM NOSSO PAIS, RICO EM SOLO E SUB SOLO, EM CLIMA E SEM AS INTEMPÉRIES DA CHINA, ACHAMOS QUE INFLAÇÃO E CRESCIMENTO SO PODEM ACONTECER COM A APLICAÇÃO DE TAXAS DE JUROS REAIS ABSURDAS E AINDA UMA DAS MAIORES DO PLANETA TERRA. ENTÃO, O CRESCIMENTO DA ECONOMIA CHINESA E BEM ACIMA DA MÉDIA MUNDIAL, SE DEVE AO ENTRELAÇAMENTO E UNIAO DO CAPITAL COM O TRABALHO.
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FOME E MÁ DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS
Mundo | 15.10.2009
Fome é causada pela má distribuição e não pela falta de alimentos
Em 2050, a população da Terra deverá chegar a 9 bilhões de pessoas. Já hoje não se consegue alimentar os atuais 6 bilhões. Especialistas alertam que será preciso encontrar novas concepções para lidar com o problema.
Se em 2008 o número de vítimas da fome no mundo havia sido reduzido para menos de 1 bilhão, já em junho de 2009 essa marca foi ultrapassada. Neste ano, o número de famintos aumentou em 150 milhões. Muitas das soluções encontradas em certos países em desenvolvimento não dão mais conta do crescimento populacional.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) já tinha reconhecido há 20 anos que “o problema não é tanto a falta de alimentos, mas a falta de vontade política”. Como a pobreza é o principal causador da fome, esta diminui em países que empreendem políticas capazes de gerar empregos e renda. Em contrapartida, onde há ditaduras e despotismo, há fome e morte por inanição.
Além disso, nos últimos anos, houve logo três crises que fizeram aumentar o número de famintos no chamado Terceiro Mundo. De 2007 a 2008, os custos extremamente altos de alimentos provocaram um aumento da fome. Mal os preços haviam baixado novamente, tais países foram atingidos pela crise financeira e pela recessão global, que provocou um colapso das exportações. A isso, somam-se as secas e más colheitas causadas pela mudança climática.
Desenvolvimento era sinônimo de industrialização
No entanto, há suficiente alimento no mundo para o sustento diário de todos os habitantes do planeta, afirma Benedikt Haerlin, da fundação Zukunftsstiftung Landwirtschaft, que apoia projetos ecológicos e sociais no setor agrícola.
“Hoje produzimos alimentos demais. Muito mais do que seria necessário para alimentar a população atual, sendo que ainda nem estamos perto de esgotar o potencial da alimentação direta. E, para pequenos produtores rurais, dobrar a produção custa pouco”, argumenta Haerlin, que participou da elaboração do Relatório Internacional sobre Ciência e Tecnologia Agrícolas para o Desenvolvimento (IAASTD, na sigla em inglês) de 2008.
O desenvolvimento rural e agrário esteve por muito tempo fora de moda. Desenvolvimento era sinônimo principalmente de industrialização, exportação e urbanização. Hoje, mais da metade da população mundial vive em cidades – e, aos poucos, percebe-se que todos precisam comer e que nas cidades nada se planta.
Isso se reflete também na ajuda ao desenvolvimento. O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) passaram a conceder empréstimos para o desenvolvimento agrário.
Problema não é a quantidade
“Se temos 1 bilhão de pessoas que passam fome por não ter dinheiro para comprar comida e outro bilhão de clinicamente obesos, alguma coisa está obviamente errada”, alerta Janice Jiggings, do Instituto Internacional para Meio Ambiente e Desenvolvimento em Londres. “O sistema agrário saiu do controle e, no futuro, não estaremos mais em condições de nos alimentar de forma pacífica e civilizada. Precisamos mudar todo o sistema. O consumidor já nota isso e, aos poucos, os políticos também.”
Utilizar adubo artificial em solo ressecado a fim de duplicar a produção agrária não é a solução. Atualmente, a agricultura já é uma das atividades que mais prejudicam o meio ambiente, não apenas sob o aspecto do desmatamento em favor de plantações e monoculturas, mas também porque a agricultura industrial contribui consideravelmente para a emissão de gases-estufa na atmosfera.
“A ideia de que somos cada vez mais numerosos e por isso precisamos produzir mais é equivocada. Precisamos é produzir melhor. Menos da metade dos grãos hoje em dia é destinada à alimentação, enquanto a maior parte serve para fabricar rações animais, biocombustíveis e outros produtos industriais.”, explica Haerlin. “Aí fica claro que o problema não é se somos ou não materialmente capazes de produzir mais, e sim se há comida suficiente lá onde é necessária.”
Menos desperdício
Já hoje existe mais comida que o necessário, garante o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner. E sem cultivar um quilômetro quadrado que seja a mais, seria possível alimentar toda a população do planeta.
“Ao mesmo tempo em que temos uma crise de alimentos, jogamos fora 30% a 40% dos alimentos produzidos. Ao invés de nos perguntarmos onde podemos encontrar mais terra para cultivar ou se será preciso plantar na Lua, deveríamos olhar para o nosso quintal. Temos que encontrar estímulos financeiros para evitar que se jogue comida fora”, conclui. MATÉRIA PRODUZIDA PELO PORTAL DW-WORLD.DE
Autor: H. Jeppesen / K. Zawadzky / R Abdelmalack
Revisão: Augusto Valente
GOVERNOS AINDA TOLERANTES COM O SISTEMA FINANCEIRO
França e Alemanha irão limitar salários de executivos do setor bancário
Após encontro com banqueiros em Paris, o presidente francês Nicolas Sarkozy declarou nesta terça-feira (25/08) que, tanto na França quanto no resto do mundo, erros de executivos do setor bancário devem ser punidos com a redução dos bônus que recebem.
Segundo os planos de Sarkozy, será introduzido um sistema de bonus-malus (bom e mau, em latim), que vinculará não somente os lucros, mas também as perdas da companhia aos incentivos econômicos.
No encontro de cúpula do G20 (grupo dos países ricos e principais emergentes) a ser realizado no final de setembro próximo em Pittsburgh, nos Estados Unidos, Sarkozy pretende apresentar o modelo francês. “Vamos convencer a comunidade internacional de que podemos mudar as regras do capitalismo financeiro”, disse o presidente francês.
Bônus e “malus”
Em uma reunião de seu gabinete de governo, Sarkozy salientou que, em tempos de crescente desemprego devido à crise financeira, não deve ser possível que “os banqueiros encham seus bolsos”. O pagamento de bônus deve, futuramente, orientar-se pelos lucros a longo prazo dos bancos, contribuindo assim para evitar negócios arriscados.
Um assim chamado sistema de “malus” também deverá existir para operadores de mercados cujas transações provocam perdas a seus bancos. Os operadores terão de abdicar de até dois terços das bonificações por lucros alcançados, caso o banco apresente perdas em anos posteriores. Boa parte dos pagamentos de bônus deverá ser feita de forma defasada, para permitir a avaliação dos “malus” e reduzir o pagamento de bônus, se necessário.
Segundo Sarkozy, o governo francês não trabalhará mais com bancos que não respeitem essas regras. O presidente da Federação de Bancos da França, Baudouin Prot, afirmou que os bancos franceses se comprometeram a implantar o sistema proposto por Sarkozy.
Planos alemães
Em sua visita a Berlim, na próxima semana, Sarkozy pretende conseguir o apoio de Angela Merkel para seu modelo. O governo em Berlim e as autoridades de supervisão financeira do país também planejam regras mais duras para controlar os salários de executivos do setor bancário.
Juntamente com o Banco Central alemão, as autoridades de supervisão financeira elaboraram uma nova diretriz, segundo a qual os salários dos executivos não deverão se orientar mais pelos lucros a curto prazo, evitando assim negócios especulativos
A nova regulação de pagamentos faz parte das chamadas “Exigências Mínimas de Gerenciamento de Risco”, que as autoridades de supervisão financeira do país apresentaram em meados de agosto. As novas regras deverão ser introduzidas até 31 de dezembro próximo.
Resistência britânica
A discussão em torno da redução dos salários de executivos também chegou à União Europeia (UE). Segundo o site Spiegel Online, o comissário de Indústria da UE, Günter Verheugen, declarou que a UE pretende chegar a um rápido consenso quanto à limitação dos salários de executivos do setor bancário.
Segundo Verheugen, a Comissão Europeia defende que “não deveria haver nenhuma relação com lucros a curto prazo das companhias”. O comissário afirmou ainda estar seguro de que os Estados-membros e o Parlamento Europeu irão rapidamente entrar em acordo quanto ao tema.
Apesar de França, Alemanha e UE exigirem novas regras para o pagamento de executivos, o jornal britânico Financial Times afirmou neste mês que as autoridades de supervisão financeira do Reino Unido teriam recusado as planejadas recomendações para o pagamento de bônus a executivos do setor bancário. Segundo o jornal de economia, o motivo seria o medo de que tais planos ameacem a competitividade do sistema financeiro britânico. MATÉRIA PRODUZIDA PELO PORTAL DW WORLD.DE. – MEU COMENTÁRIO : COM AS MEDIDAS QUE PRETENDEM ADOTAR, OS GOVERNANTES DA UNIÃO EUROPÉIA E DO MUNDO, AINDA ESTÃO MUITO TOLERANTES E PATERNALISTAS COM O SISTEMA FINANCEIRO PRIVADO. DEVERIAM TER MAIOR RIGOR NA FISCALIZAÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DOS RECURSOS E NOS GANHOS DOS EXECUTIVOS E APLICANDO PENALIDADES MAIS SEVERAS, INCLUSIVE PENAIS E SUMÁRIAS. ENQUANTO NÃO SE ESTATIZAR MAIS DE 80% DO SISTEMA FINANCEIRO MUNDIAL, SERÁ MUITO DIFÍCEL ACABAR COM AS CRISES CRIADAS E ADMINISTRADAS PELO SISTEMA. MAS A ESTAT IZAÇÃO TAMBÉM EXIGE , ALÉM DA TRANSPARENCIA ABSOLUTA, RIGOROSA REGULAMENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO NAS CONTAS E PENALIDADES TAMBEM SUMÁRIAS. E O SISTEMA FINANCEIRO PRIVADO AINDA ESTÁ AUTO REGULAMENTADO E LIVRE PARA A CRIAÇÃO DE NOVAS BOLHAS, COM VALORIZAÇÕES ARTIFICIAS NOS PAPEIS MOVIMENTADOS.
CA/dw/dpa/ap/efe/rtr
Revisão: Roselaine Wandscheer
Os privilégios do sistema financeiro e Banco Mundial e FMI precisam mudar
Socorro a bancos em 1 ano supera ajuda a países pobres em 50, diz ONU
Segundo a organização, que promove o cumprimento das metas das Nações Unidas para o combate à pobreza no mundo, os países em desenvolvimento receberam em 49 anos o equivalente a US$ 2 bilhões em doações de países ricos. CLIQUE NAS LINHAS HORIZONTAIS E LEIA AS MATÉRIAS ABAIXO:
OCDE prevê retração no Brasil em 2009 e recuperação em 2010
China oferece US$ 400 mi por parte da MMX, de Eike
Mais notícias de hoje em UOL EconomiaApenas no último ano, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 bilhões em ajuda pública.
A divulgação do relatório coincide com o início de uma conferência entre países ricos e pobres na sede da ONU, em Nova York, para discutir o impacto da pior crise econômica mundial desde os anos 1930.
O encontro, que acontece até o dia 26, tem como principal objetivo “identificar as respostas de emergência para mitigar o impacto da crise em longo prazo”, segundo a convocação das Nações Unidas.
Um dos principais desafios da reunião será conseguir um compromisso que permita unir países industrializados e em desenvolvimento para definir uma nova estrutura financeira mundial, prestando atenção especial às populações mais vulneráveis.
Vontade política
O relatório da Campanha pelas Metas do Milênio argumenta que a destinação de dinheiro ao desenvolvimento dos países mais pobres não é uma questão de falta de recursos, mas sim de vontade política.
“Sempre digo que se você fizer uma promessa e não cumprir, é quase um pecado, mas se fizer uma promessa a pessoas pobres e não cumprir, então é praticamente um crime”, disse à BBC o diretor da Campanha pelas Metas do Milênio, Salil Shetty.
“O que é ainda mais paradoxal é que esses compromissos (firmados pelos países ricos para ajudar os pobres) são voluntários. Ninguém os obriga a firmá-los, mas logo eles são renegados”, lamentou.
“O que pedimos de verdade é que nas próximas reuniões, na ONU nesta semana, e na cúpula do G-8 (em julho), os países ricos apresentem uma agenda clara para cumprir com as promessas que fizeram”, disse Shetty.
O relatório da organização observa ainda que a crise mundial piorará a situação dos países mais pobres. Na última semana, a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação) afirmou que a crise deixará 1 bilhão de pessoas em todo o mundo passando fome.
Para Shetty, é importante que os países pobres também participem de qualquer discussão sobre a crise financeira global.
“Hoje eles não têm nenhuma voz nas principais instituições financeiras. Enquanto não participarem da tomada de decisões, as coisas nunca vão mudar”, afirmou. COMENTÁRIO : O RELATÓRIO DA ONU MOSTRA, COM CLARIVIDENCIA, QUE OS OS GOVERNANTES SE PREOCUPARAM MAIS EM AMPLIAR A CONCENTRAÇÃO DE RIQUESAS , BENEFICIANDO CARTÉIS, MONOPOLIOS E OLIGOPOLIOS E ESQUECENDO TOTALMENTE DE DEFENDER OS INTERESSES DA SOCIEDADE CIVIL. PROVA, TAMBÉM, QUE A MAIORIA DOS GOVERNANTES CHEGARAM AO PODER, ATRAVÉS DESSES LOBYS QUE ABUSAM DOS RECURSOS DO ERÁRIO.
Organismos financeiros como FMI e Bird precisam mudar, diz ONU
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) – Organismos financeiros internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial precisam de uma reforma urgente, mas o mundo permanece dividido sobre como aperfeiçoá-los, disse na quarta-feira o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.
“As instituições mundiais criadas gerações atrás precisam prestar mais contas, tornarem-se mais representativas e mais eficazes”, disse Ban na abertura de uma reunião de três dias na Assembléia Geral da ONU para discutir a crise financeira global e seu impacto sobre o mundo em desenvolvimento.
“Lamento que a reforma institucional financeira tenha dividido os Estados membros (da ONU)”, afirmou ele.
A questão sobre a reestruturação do FMI, do Banco Mundial e de outros organismos financeiros internacionais foi um dos itens sobre os quais os 126 países participantes tiveram dificuldades em chegar a um acordo durante os meses de negociação sobre uma série de propostas para reformar o sistema financeiro global.
Um projeto de 15 páginas delineando as propostas, que os delegados esperam aprovar na sexta-feira, pede pelo aperfeiçoamento do FMI.
O projeto, obtido pela Reuters, disse que os países “reconhecem que é imperativo fazer, como questão prioritária, uma ampla e rápida reforma no FMI… a fim de aumentar sua credibilidade e sua capacidade de prestar contas, sua legitimidade e eficácia”.
Mas a única reforma específica pedida pelo documento é a de que o poder de decisão dos mercados emergentes e dos países em desenvolvimento seja aumentado na próxima revisão de cota do FMI até o início de 2011.
O projeto, ainda em negociação, também pede para que os líderes das instituições financeiras globais sejam indicados de forma a levar em consideração a questão geográfica. Diplomatas afirmaram que isso significa que as diferentes regiões devem fazer rodízios nas presidências e que os monopólios regionais sobre certos cargos deverão ser abolidos.
Ban afirmou que o mundo está “lutando para superar a pior crise financeira e econômica global desde a criação das Nações Unidas há mais de 60 anos”.
Ele repreendeu os países mais ricos do mundo por quebrarem as promessas de aumentar a ajuda à África.
Embora a reunião esteja sendo chamada de conferência, nenhum líder do Ocidente se fez presente. Cerca de dez presidentes e premiês, em sua maioria da América Latina e do Caribe, apareceram. Outros países participantes enviaram delegações de escalões inferiores.
Diplomatas ocidentais afirmaram que a ausência refletia a insatisfação geral com a forma que o presidente da Assembléia Geral, o esquerdista Miguel Descoto (ex-chanceler da Nicarágua), organizou a reunião.
Os principais oradores serão o presidente boliviano, Evo Morales, e o presidente do Equador, Rafael Correa.
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