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Arquivo da Categoria Cultura/Lazer

04/12/2008 - 06:30

1924 – Primeira feira de Radiodifusão

1924: Feira de Radiodifusão em Berlim

 

A 4 de dezembro de 1924, foi aberta a primeira Feira de Radiodifusão de Berlim, com a apresentação dos modelos mais recentes do novo veículo de comunicação.

 

Os programas de rádio na Alemanha começaram a ser transmitidos regularmente em outubro de 1923. O conteúdo se assemelhava ao dos cinemas: informação e entretenimento.

Nos Estados Unidos, os fortes conglomerados eletroeletrônicos haviam assumido o meio de comunicação rádio já em 1919. Sete anos mais tarde, tinham acesso a cinco milhões de lares e, em 1927, introduziram os anúncios comerciais para financiar a programação.

Na Alemanha, decidiu-se que os ouvintes pagariam pelo serviço prestado pelas emissoras. Em 1924, foi instituída a taxa mensal de dois Reichsmark (a moeda alemã na época) para quem ouvia os programas. O grande problema de quem pretendia acompanhar o novo veículo de comunicação era o alto preço do aparelho. Era comum que eles fossem construídos em casa.

Poder do rádio

A fim de regulamentar esta situação e unificar os interesses de empresários e radialistas, foi criada em 15 de maio de 1925 a Reichs-Rundfunkgesellschaft (Sociedade de Radiodifusão do Reich), sediada em Berlim.

Em 1930, o rádio já era um poderoso meio de comunicação social na Alemanha, com cerca de 30 mil funcionários e colaboradores em 28 emissoras, operando em dez cidades alemãs para produzir programas diários para nove milhões de ouvintes.

Herbert Antoine foi um dos organizadores da primeira Feira de Radiodifusão de Berlim, aberta a 4 de dezembro de 1924. Como a cidade só dispusesse de dois galpões onde aconteciam exposições de automóveis, foi construída especialmente a Casa da Indústria Radiofônica, com uma área de sete mil metros quadrados.

O começo

Para garantir o entretenimento dos 114 mil visitantes da 1ª Feira de Radiodifusão, os pioneiros alemães do rádio improvisaram um estúdio rudimentar, para que o público tivesse uma idéia de como funcionava o rádio. A primeira edição da feira teve a participação de 404 expositores.

Devido ao grande êxito desta primeira mostra de radiodifusão, seguiram-se várias outras, iniciando uma tradição que prossegue ainda hoje, depois de uma interrupção devido à Segunda Guerra Mundial.

Em 1926, foi inaugurada a famosa torre de telecomunicações na capital alemã e, em 1928, já se faziam experiências com a transmissão de imagens. Um ano mais tarde, foram apresentadas na exposição as primeiras imagens mudas num aparelho que representava os primórdios da televisão.

Instrumento de propaganda

Em 1932, o rádio alemão perdeu a independência, sendo estatizado. Um ano mais tarde, os nazistas assumiram o poder e passaram a usar a radiodifusão como instrumento de propaganda, produzindo e distribuindo milhões de aparelhos de rádio baratos entre a população.

A sensação da última Feira de Radiodifusão antes da Segunda Guerra, em 1937, foram as primeiras experiências com a televisão colorida.

Em 1950, aconteceu a primeira feira depois do pós-guerra, na cidade de Düsseldorf. Para Berlim, a exposição retornou em 1971, assumindo seu caráter internacional.

Autor: João Rocha - Categoria(s): Cultura/Lazer, Curiosidade Tags:
03/12/2008 - 22:19

Ingressos para Elton John esgotam na Rússia, a R$ 1,7 mil

Apesar de caros, esgotam-se ingressos para Elton John na Rússia

Entrada mais barata custou R$ 1,7 mil; ainda há ingressos disponíveis para shows do cantor no Brasil em janeiro

Ef 

Reuters

Elton John se apresenta em janeiro no Brasil

MOSCOU - O cantor britânico Elton John vendeu todos os ingressos – o mais barato custando US$ 710 (cerca de R$ 1,7 mil) – para o show que fará no dia 7 em Moscou, informaram nesta quarta-feira, 3, os organizadores da turnê do artista. O cantor irá apresentar show de  Rocket Man – The Definitive Hits em janeiro no Brasil. As entradas mais caras, vendidas a 1,3 milhão de rublos (US$ 46.400) e que dão direito ao uso de um guarda-roupa exclusivo e acesso ao bar, já estão esgotadas há tempos, afirmou um porta-voz da organização.

Além disso, “também não há as entradas mais baratas, vendidas a 20 mil rublos (US$ 710)”, para a apresentação que será realizada no complexo Luxury Village, em Barvija, cerca de 30 quilômetros da capital russa.

“Está previsto que Elton John chegue à Rússia em 7 de dezembro pela manhã a bordo de um avião particular e deixe o país imediatamente após o show, já que o artista não gosta de passar a noite em outras cidades”, segundo as mesmas fontes, citadas pela agência oficial “Itar-Tass”.

O cantor “oferecerá ao público moscovita um programa especial de fim de ano e todo o dinheiro arrecadado será destinado ao fundo do cantor para a luta contra a aids”.

Brasil

Elton John fará um show em São Paulo no dia 17 de janeiro, no Anhembi, e dia 19, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. Os shows fazem parte da turnê Rocket Man – The Definitive Hits, e James Blunt fará a abertura.

Os 5 mil ingressos disponíveis para o setor pista premium em São Paulo já estão esgotados, segundo site da organização. Ainda há ingressos à venda para pista, com preços a R$ 250 e R$ 125 (meia). No Rio, ainda há entradas para os setores pista premium (R$ 550 e R$ 275 – meia) e pista/arquibancada (R$ 250 e R$ 125 – meia). Confira abaixo o serviço de vendas.

Para as apresentações, os fãs de Sir Elton podem esperar todos os clássicos de seus 40 anos de carreira. O provável repertório do show, de duas horas de duração, será Bennie and the Jets, Crocodile Rock, Your Song, Sorry Seems to Be the Hardest Word, Goodbye Yellow Brick Road, Sacrifice, Tinderbox, Skyline Pigeon, Don”t Go Breaking My Heart, Sad Songs, Philadelphia Freedom, Daniel, I Guess That’’s Why They Call It the Blues, Tiny Dancer, Don”t Let the Sun Go Down on Me, I”m still Standing

Venda de ingressos para Elton John em SP.

Pontos de venda credenciados - Bilheteria dos Estádio do Pacaembu. Rua Professor Passalaqua, S/n◦

Pela internet – pelo site www.ingresso.com

Pelo telefone – 4007-1007 (ligação local de qualquer parte do Brasil)

Venda de ingressos para Elton John no Rio.

Pontos de venda credenciados – Bilheterias da Gávea (Flamengo). Pça N. Sra. Auxiliadora, s/nº. O horário das bilheterias do Flamengo é de 10hs as 19hs diariamente.

Pela internet – pelo site http://www.ingresso.com/

Pelo telefone – 4007-1007 (ligação local de qualquer parte do Brasil)

Autor: João Rocha - Categoria(s): Cultura/Lazer, Música, Sem categoria Tags:
03/12/2008 - 21:57

CONHEÇA OUTRAS FACES DE VINICIUS DE MORAES

‘Poemas Esparsos’ revela outras faces de Vinicius de Moraes

Livro, que vai dos anos 30 aos 70, apresenta lados menos óbvios do poeta, como o surrealista e o experimental

Francisco Quinteiro Pires, de O Estado de S. Paulo

Poetinha Vinicius de Moraes

Divulgação

Poetinha Vinicius de Moraes

SÃO PAULO - Em Poemas Esparsos, um poeta estende a mão ao leitor, apresentando-se assim: “Muito prazer, eu sou o Vinicius de Moraes.” Mas Vinicius de Moraes não é o poetinha, o letrista revolucionário da bossa nova, o responsável pela renovação do soneto, ao ensinar uma gramática sentimental aos brasileiros, em que a complexidade dos afetos se tornava clara e simples? Ele é isso, mas isso não é tudo. “Vinicius é um caso curioso, é o único poeta brasileiro que trata do grotesco no século 20, tema pouco explorado na nossa poesia”, diz Eucanaã de Ferraz, organizador de Poemas Esparsos (Companhia da Letras, 242 págs., R$ 42). 

Veja também:

linkConfira trechos de poemas de Vinicius de Moraes lista

 

Com lançamento no Rio (na quinta-feira, 4, às 19h30, no Instituto Moreira Sales, tel. 21-3284-7400) e em São Paulo (na sexta, às 19h30, no Sesc Paulista, tel. 3179-3700), Poemas Esparsos reúne trabalhos inéditos em livro (19), recolhidos em edições póstumas (36) e restritos ao Antologia Poética (14), livro de 1954. Entre os inéditos estão Sob o Trópico do Câncer, Dobrado de Mestres-Cucas e Ode ao Octontenário de Manuel Bandeira - mais uma vez fica clara a influência bandeiriana.

 

A seleção, que vai dos anos 30 aos 70, apresenta faces menos óbvias do poeta, como a surrealista e a experimental. E apresenta um caderno de imagens pouco conhecidas de Vinicius, com reprodução de poemas – manuscritos e datilografados -, como O Haver, A Ponte de Van Gogh e Retrato de Carlos Drummond de Andrade. Eucanaã incluiu, na seção Arquivos, textos de Fernando Sabino, Drummond, Ferreira Gullar e Caetano Veloso sobre o poeta.

 

“O Vinicius é mesmo um romântico, mas o senso comum o associa somente ao amor, a um lirismo confortável e doce, para tirar essa noção do coitado vai ser mesmo uma trabalheira”, diz Eucanaã, que assina o posfácio – Simples, Invulgar -, no qual detalha os critérios e dificuldades da organização. O acervo do poeta na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio, foi precioso para Eucanaã cotejar manuscritos com as edições das obras, que reproduzem erros aqui e ali. O organizador acredita que, ao se explorarem esses elementos menos visíveis, Vinicius se torna um dos autores que mais têm a oferecer à poesia contemporânea. “Talvez só Carlos Drummond de Andrade rivalize com ele”, diz.

 

Outra ênfase é dada aos poemas de circunstância, como Alexandra, A Caçadora, pouco valorizados pela crença de que a poesia deve tratar de temas elevados e atemporais. O que é escrito como brincadeira pode ser, na verdade, uma oficina experimental do poeta, que se revela um homem simples. “Acima de tudo, Vinicius era um criador, ele queimava experiências.” Segundo Eucanaã, Vinicius conciliou formas tradicionais e renovadas sem torná-las antagônicas. As escolhas estéticas eram algo menor diante da expressão dos dramas do poeta e do seu tempo – a vida se dava por meio da poesia, um exercício que significa libertação, o contrário da quietude e da imobilidade.

 

Autor: João Rocha - Categoria(s): Cultura/Lazer, Música Tags:
02/12/2008 - 23:01

PERDEMOS SESSENTA SEGUNDOS DE LUZ


GABRIEL GARCIA MARQUEZ

“Se por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso mas pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.

Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam e como desfrutaria um bom gelado de chocolate !

Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.

Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que eu ofereceria à Lua!

Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas…

Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida… não deixaria passar um só instante sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas. Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor..

Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar!

A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria de aprender a voar sozinha. Aos velhos ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.

Tantas foram as coisas que aprendi com vocês, os homens ! Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está em subir a encosta…

Aprendi que, quando um recém-nascido aperta, com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo de seu pai, o tem agarrado para sempre.

Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se…

São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me irão servir realmente de muito, porque, quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer…”

Autor: João Rocha - Categoria(s): Cultura/Lazer, Poesia Tags:
02/12/2008 - 22:11

ALBERT EINSTEIN ATACAVA DEUS

da Associated Press

Uma carta inédita de Albert Einstein datada de 1954, ano anterior ao de sua morte, traz pela primeira vez críticas contundentes do físico à religião. No manuscrito dirigido a seu amigo filósofo Eric Gutkind, que será leiloada hoje em Londres, o autor das teorias da relatividade retrata as práticas religiosas como “infantis”.

“A palavra Deus é para mim nada mais do que expressão e produto da fraqueza humana”, escreveu Einstein, para quem a Bíblia seria “uma coleção de lendas honoráveis, ainda que primitivas”.

O conteúdo da carta difere de declarações anteriores de Einstein, que, segundo historiadores, nunca havia deixado muito clara a sua visão sobre a religião. Nessa seara, o físico era mais lembrado pela frase “A ciência sem religião é manca, a religião sem a ciência é cega”.

Na carta a Gutkind, porém, Einstein classifica a crença em Deus como “produto da fraqueza humana”, e não poupa nem a religião do povo ao qual pertencia. “A religião judaica, como todas as outras religiões, é uma encarnação das superstições mais infantis.” Einstein, um sionista que teve papel importante na criação do Estado de Israel, diz a Gutkind que não acredita que os judeus sejam um povo “escolhido”.

A carta traz um certo tom de descrença na humanidade e a noção de que o poder corrompe as pessoas. Os judeus, diz, só estariam “protegidos dos piores cânceres por lhes faltar poder”.

A casa de leilões Bloomsbury, onde o manuscrito original será vendido, diz estar “100% certa” da autenticidade do documento e que espera conseguir por ele um preço entre US$ 12 mil e US$ 16 mil. O vendedor é um colecionador particular.

Historiadores não costumam retratar Einstein como ateu, mas a imagem pode mudar com a publicação da carta. Sua visão sobre Deus era tida apenas como não-clerical (”Não creio no Deus da teologia que recompensa o bem e pune o mal”).

Autor: João Rocha - Categoria(s): Cultura/Lazer, Curiosidade Tags:
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