O Globo
Manchete: Crack supera cocaína entre usuários em tratamento
Pesquisa da Uerj revela mudança do perfil dos dependentes no Rio
Um levantamento feito pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad), da Uerj, revela que, entre 200 dependentes atendidos na unidade, 57% são usuários de crack e o restante, de cocaína. Em 2005, pesquisa com o mesmo número de pacientes mostrava que apenas um deles era viciado em crack. O psicólogo Bernardo da Gama Cruz, um dos coordenadores da pesquisa, disse que o crack é hoje a droga mais usada pelos jovens até 21 anos em tratamento no núcleo, o mais importante centro de referência para a cura de dependentes químicos do Rio. Especialistas alertam ainda para o uso indiscriminado do álcool por pessoas cada vez mais novas. Chamado de “lixo da cocaína”, o crack e outras drogas são o tema do terceiro dia da série “Jovens em risco”. (págs. 1 e 10)
Ainda 1,7 milhão no trabalho infantil
Ipea mostra que Brasil é mais rápido e tirou 3 milhões de crianças do mercado em 16 anos
Estudo inédito do economista Ricardo Paes de Barros, do Ipea, mostra que o Brasil vem reduzindo o trabalho infantil num ritmo duas vezes maior que a média mundial. Em 1992, 13% das crianças de 5 a 14 anos trabalhavam e a parcela caiu para 5% em 2008, uma queda de três milhões. Mesmo assim, hoje ainda há 1,7 milhão de crianças e adolescentes ocupados. A OIT estima que o país elimine o trabalho de 5 a 9 anos em até dois anos. (págs. 1 e 19)
Folha de S. Paulo
Manchete: Após queda, passagem de avião vai aumentar
Recuperação do mercado provoca reajuste nas tarifas domésticas
O preço das passagens aéreas no mercado doméstico vai subir. Segundo levantamento da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as tarifas atingiram em setembro o menor nível do ano.
A competição entre TAM e Gol, e entre as duas líderes e as pequenas Azul, Oceanair e Webjet, foi a maior responsável pela guerra tarifária, segundo analistas. A crise econômica também contribuiu para a queda.
Mas, com a recuperação da demanda nos últimos três meses, as empresas começaram a fazer reajustes. (págs. 1 e B1)
Fernando de Barros e Silva: Marcha parece seguir ritmo da política
O senador Marcelo Crivella disse que a Marcha para Jesus era um “ato de revogação das injúrias e difamações” contra os Hernandes. Estevam e Sonia Hernandes foram condenados e cumpriram pena nos EUA por contrabando de dinheiro. Aonde chegamos? (págs. 1 e A2)
Planalto avalia redução de 35% em gases-estufa
Estudo preliminar que será levado hoje ao presidente Lula indica que o país pode reduzir o ritmo de emissão de gases-estufa para que, em 2020, ela seja 35% menor do que seria se nada fosse feito.
O Planalto deve definir hoje a meta que apresentará na conferência de Copenhague, em dezembro. (págs. 1 e A20)
O Estado de S. Paulo
Manchete: Após mais de uma década, BC tem saída para bancos falidos
Proposta para Bamerindus abre caminho para solucionar outros cinco casos
O Banco Central (BC) está perto de se livrar da massa falida de seis bancos liquidados extrajudicialmente há mais de uma década. São falências históricas, ocorridas nos anos 90, que resultaram em quase R$ 60 bilhões de dívidas só com o BC. A saída está em um projeto-piloto apresentado ao BC para solucionar o caso Bamerindus. Pela proposta, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), principal credor do Bamerindus, aceitou receber por último sua dívida, que chega a R$ 4,6 bilhões. O FGC é formado com recursos das instituições financeiras, para garantir a correntistas e investidores a recuperação de seu dinheiro, em caso de quebra. O acordo abre caminho para que o BC, os acionistas minoritários e os ex-empregados recebam o que o Bamerindus lhes deve. Na fila estão também Nacional, Econômico, Banorte, Mercantil de Pernambuco e BMD. (págs. 1 e B1)
Espírito Santo: Chuva deixa até 10 mil desabrigados
Segundo a Defesa Civil, 112.150 edificações já foram danificadas. (págs. 1 e C6)
Educação: Curso a distância é alvo de preconceito
Alunos são discriminados no mercado de trabalho, diz associação. (págs. 1 e A18)
No Rio, 40 mil pessoas ganham a vida com lixo
Um ano após o lançamento de campanha de estímulo à reciclagem no Rio, 40 mil pessoas sobrevivem do lixo no estado, tirando seu sustento de ruas e lixões. Na capital, apenas 42 dos 160 bairros têm o serviço de coleta seletiva. ONGs alertam para a importância de projetos educativos. (pág. 1 e Tema do dia, págs. A2 e A3)
A história contada 20 anos depois
Ato simbólico que mudou a história mundial, a Queda do Muro de Berlim é tema de uma série de artigos e reportagens que o Jornal do Brasil publica de hoje a domingo. (pág. 1 e Internacional, pág. A21)
Menos imposto, mais compras
O primeiro fim de semana após a prorrogação pelo governo da redução do IPI sobre produtos como geladeiras, fogões e máquinas de lavar foi considerado positivo pelo comércio, que prevê aumento nas vendas de até 20% em comparação a 2008. (pág. 1 e Economia, pág. A18)
Valor Econômico
Manchete: Chineses ganham mercado com preço cada vez menor
A crise provocou uma verdadeira liquidação de produtos chineses vendidos no Brasil. Diferentes mercadorias “made in China” estão mais baratas não apenas porque incorporaram a valorização do câmbio, mas porque os preços caíram também em dólar. Entre janeiro e setembro, a moeda americana passou de R$ 2,31 para R$ 1,82, uma queda de 21%. No mesmo período, o preço de muitos produtos convertidos em reais recuou muito mais, segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) feito a pedido do Valor. Há casos em que, desde o começo do ano, os preços dos produtos caíram mais de 50%, como alguns tipos de bolsas de matérias têxteis (-63,3%), de calçados com sola de borracha (-51,7%) e certos brinquedos (-54,7%).
“Numa feira em Xangai na semana passada, um metro de tecido denim era negociado a US$ 1,60. Aqui, de jeito nenhum podemos vender o metro por menos de US$ 2”, diz Domingos Mosca, coordenador da área internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). A situação é mais dramática na comercialização de vestuário. A fabricação nacional custa US$ 34,70 por quilo. As importações chinesas chegam ao Brasil com preços 60,3% mais baratos. (págs. 1 e A3)
Para atrair argentinos, câmbio velho
Um dos principais redutos dos turistas argentinos no Brasil, o Balneário Camboriú (SC) tenta não pender os visitantes do país vizinho no próximo verão por causa do câmbio valorizado. A maior parte dos hotéis decidiu manter as tarifas em dólar iguais às praticadas na última temporada, mesmo perdendo rentabilidade. Naquela época, o dólar estava em R$ 2,20; e agora, em R$ 1,70. Para a Associação Argentina das Agências de Viagens, o número de turistas para o Brasil pode cair de 15% a 20%, especialmente para Santa Catarina, que recebe mais famílias argentinas da classe C e grupos de jovens com orçamento apertado. (págs. 1 e B4)
Greve expõe negócios da Vale no Canadá
A greve de mais de três semanas dos trabalhadores da Vale Inco, subsidiária da Vale na província de Ontário, no Canadá, já custou à mineradora brasileira US$ 209 milhões em despesas de manutenção. A paralisação também afetou a produção canadense de níquel, que caiu para um quarto do patamar alcançado em igual período de 2008.
Nos últimos dias, as animosidades cresceram e há pressões para que o governo canadense interceda na disputa. O presidente da sede do sindicato dos metalúrgicos na cidade de Sudbury, John Ferra, fez ataques diretos ao presidente da Vale. “Até o presidente do Brasil pediu a demissão de Roger Agnelli. Aguentem firmes”, disse Ferra, há duas semanas. (págs. 1 e B9)
McDonald’s ancora expansão em sanduíches para a classe C
Maior rede de lanchonetes do mundo, o McDonald’s cresce mais de 5% neste ano no Brasil, ancorado na plataforma batizada com o sugestivo nome de Grandes Prazeres, Pequenos Preços. Nesse programa, a rede tenta atrair consumidores da classe C vendendo sanduíches e sobremesas a R$ 6. A classe média, que representa apenas 20% da vendas no Brasil, norteia a expansão da rede, diz Marcelo Rabach, que começou a carreira no McDonald’s fritando hambúrgueres em Buenos Aires e hoje comanda os negócios da multinacional, representados pela Arcos Dorados no Brasil. (págs. 1 e B1).MATERIAL PRODUZIDO PELO PORTAL RADIOBRAS/EBC.

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