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16/06/2009 - 08:16

Notícias e humor …

17 de junho de 2009

A crise… vista por um americano bem humorado!!!

O sujeito é americano e se chama Marc Faber.
Ele é Analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia  americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico…

NOS STATES:
O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan….
E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana. O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
Estou fazendo a minha parte…
 
Comentário de um brasileiro igualmente bem humorado:

Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior. Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev…portanto, restaram apenas as prostitutas.
Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, a maior parte dessa grana irá para Brasília.

O Globo

Manchete: Crise derruba arrecadação federal pelo sétimo mês

Em maio, queda foi de 6%. No ano, pode haver 1º recuo desde 2003
A arrecadação de impostos e contribuições federais caiu em maio, ficando em R$ 49,8 bilhões. O recuo, pelo sétimo mês consecutivo, foi de 6,06% na comparação com maio do ano passado. Segundo a Receita Federal, no acumulado do ano, a queda já chega a 6,92%, descontada a inflação. Os efeitos da crise sobre a atividade econômica foram os grandes responsáveis pela queda na receita: caiu a produção na indústria, a lucratividade das empresas foi menor e o ritmo de importações diminuiu. O resultado é que, pela primeira vez desde 2003, a arrecadação aos cofres públicos pode ficar abaixo do ano anterior. Além disso, as desonerações de impostos – principalmente os cortes de IPI sobre carros, material de construção e eletrodomésticos – também provocaram queda na receita. De janeiro a maio, o custo do incentivo ao consumo chegou a R$ 10,8 bilhões. (págs. 1 e 15)-   BASTA CLICAR NAS LINHAS HORIZONTAIS PARA A LEITURA DAS INFORMAÇÕES RECENTES, ABAIXO:

 O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira (17) um plano para mudar as regras de supervisão do sistema financeiro do país, com o objetivo de evitar uma repetição da atual crise econômica no futuro. No texto de uma declaração publicada pela Casa Branca, as mudanças são classificadas como a mais ampla reforma da regulação financeira desde a Grande Depressão nos anos 1930. LEIA MATÉRIA COMPLETA NO SITE : http://blig.ig.com.br/joaodarocha/

 

 

Plano de regulação é maior reforma desde 1930, diz Obama

Fed terá superpoderes de regulação do sistema

EUA anunciam reforma para desencorajar abusos

 

 

Sarney diz que crise não é dele, nem anula atos. Mas promete mudanças
Acuado por denúncias que atingiram a imagem do Senado, o presidente da Casa, José Sarney, usou a tribuna para se defender, mas não anulou os atos secretos usados para nomear parentes e aumentar salários, nem afastou o atual diretor-geral, Alexandre Gazineo. “A crise não é minha, é do Senado”, “Eu não sei o que é ato secreto” e “Nós não temos nada a ver com isso” foram frases usadas por Sarney, que preside a Casa pela terceira vez, para negar responsabilidade e dizer que está empenhado em moralizá-la. Senadores fizeram sugestões, e ele prometeu estudá-las. (págs. 1, 3 a 5, Roberto DaMatta e editorial “Defesa do Senado”)
 

Irã ameaça imprensa, mas vai recontar votos

O Irã anunciou ontem que vai recontar os votos de áreas suspeitas de irregularidades, mas descartou anular o pleito que reelegeu o presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad. O governo proibiu jornalistas estrangeiros de cobrir as manifestações, que ontem levaram tanto partidários de Ahmadinejad quanto opositores às ruas de Teerã. Repórteres foram ameaçados de prisão e advertidos a deixar o país. (págs. 1 e 21)

‘Old kids on the block’


Relatório de Obama prevê NY inundada

Para pressionar o Congresso a aprovar metas de redução de gases-estufa, a Casa Branca divulgou ontem um relatório mais pessimista que o da ONU: nele, Nova York pode ser invadida pelas águas. (págs. 1 e 25)
 
 

 

Anvisa alerta: ovo cru faz mal à saúde

Por determinação da Vigilância Sanitária, os produtores terão de advertir em embalagens de ovos: “O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde.” (págs. 1 e 9)

 

 

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Folha de S. Paulo

Manchete: Depósitos na poupança triplicam

Captação nos 7 primeiros dias úteis de junho, de R$ 2 bi, já supera a de maio inteiro; fundos perdem quase R$ 4 bi
Menos de um mês após o governo propor novas regras na poupança para impedir a migração de recursos dos fundos, os depósitos triplicaram, relata Toni Sciarretta. Nos primeiros sete dias úteis de junho, foram R$ 2,018 bilhões, já descontados os saques.
A média diária registrada no início deste mês foi de R$ 288,4 milhões. O volume de junho supera toda a captação líquida em maio, que já havia sido o melhor mês do ano para a poupança. No mês passado, os depósitos somaram R$ 1,881 bilhão, ou R$ 94 milhões diários.
A alta das aplicações na poupança ocorre no momento em que a maioria dos fundos tem rendimento líquido inferior ao da caderneta. No início de junho, os fundos DI e os de renda fixa perderam R$ 3,98 bilhões, diz a Anbid (associação dos bancos de investimento).
Os fundos cobram taxa de administração, e seu rendimento acompanha os juros básicos, que vêm caindo.
Os bancos já reivindicam redução no direcionamento obrigatório de recursos da poupança para o financiamento habitacional, que atualmente é de 65%. (págs. 1 e B1). COMENTÁRIO: É UM ABSURDO, O DESVIO DE RECURSOS, PARA AUMENTAR LUCROS DO SISTEMA FINANCEIRO.

 

 

Brasil é o lugar onde professor mais perde tempo de aula

O professor brasileiro é o que mais perde tempo com tarefas administrativas ou tentando manter a ordem em sala de aula, diz estudo da OCDE sobre as condições de trabalho de professores de 5ª a 8ª série em 23 países.
Os brasileiros ainda lidam com turmas maiores e têm menos experiência do que a média de outros países, afirma o relatório. (págs. 1 e C1)
 

 

Desoneração e crise mantêm arrecadação em queda no país

A arrecadação federal de tributos caiu em maio para R$ 49,8 bilhões; foi o sétimo mês seguido de recuo. No ano, ela é de R$ 270 bilhões, R$ 20 bilhões a menos que de janeiro a maio de 2008.
Para a Receita, crise e desonerações tributárias explicam a queda. Apesar do cenário na economia, os gastos do governo crescem a taxas superiores a 10%. (págs. 1 e B3)

Ao menos sete pessoas morreram no maior protesto em 30 anos de regime islâmico, na segunda. Ante acusações de fraude eleitoral, a principal instância jurídica vai recontar votos em algumas áreas, mas rejeitou um novo pleito. (págs. 1, A9 e A10)
 

 

Procuradoria vai investigar atos secretos do Senado

O Ministério Público Federal vai investigar os atos secretos editados pelo Senado nos últimos 14 anos. Senadores governistas e da oposição cobram do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), a anulação dos atos. Ontem, Sarney afirmou que a crise não é dele: “A crise é do Senado. E é esta instituição que nós devemos preservar”. (págs. 1, A4 e A6)

Países do Bric decidem agir de maneira coordenada no G20

Líderes de Brasil, Rússia, Índia e China reúnem-se em cidade russa; texto final fala em “diversificar” o sistema monetário, mas não indica medidas. (págs. 1 e B7)
 

 

Conselho tenta fechar casas de parto sem médico

O Conselho Federal de Medicina tenta mudar a portaria que criou as casas de parto no Brasil, para impedir que elas funcionem sem a presença de médicos.
O CFM quer que as casas funcionem em hospitais. Os enfermeiros são contra: para o presidente do conselho nacional, é uma reação corporativa dos médicos. (págs. 1 e C9)
 
 

 

Prefeitura de SP divulga salários dos servidores

A Prefeitura de São Paulo colocou ontem na internet um portal que lista cargos e salários de todos os servidores municipais. Dois sindicatos de servidores decidiram entrar na Justiça contra a medida, alegando que ela viola a privacidade e põe em risco os funcionários. (págs. 1 e C4)
 

 

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O Estado de S. Paulo


Isenções fiscais tiram R$ 10,9 bi de receita

A arrecadação de impostos e contribuições federais registrou queda real de 14% em maio ante abril; e de 6% na comparação com maio de 2008, somando R$ 49,83 bilhões. Nos cinco primeiros meses, as receitas totalizaram R$ 267,34 bilhões, ou menos 6,9% ante igual período de 2008. Nesse resultado, acumulado de cinco meses, tiveram peso significativo as desonerações tributárias, no valor de R$ 10,9 bilhões.(págs. 1 e B3)

Funcionários da Prefeitura de SP recebem até R$ 143 mil

A Prefeitura de São Paulo divulgou a lista de todos os salários pagos aos servidores. Pela lei, o teto no funcionalismo municipal é o salário do prefeito, de R$ 12,3 mil. Mas há coordenadores pedagógicos que, com vitórias na Justiça, garantem vencimentos de até R$ 143 mil. (págs. 1 e C1)

 

 

Gripe suína: Adolfo Lutz faz sequenciamento

Similaridade dos vírus estudados no Brasil e nos EUA é de 99,6%. (págs. 1 e A18)

 Notas & Informações: Um defensor da teocracia iraniana
O presidente Lula comparou as manifestações contra o escandaloso desfecho das eleições no Irã a “uma coisa entre flamenguistas e vascaínos”. Antes tivesse calado. (págs. 1 e A3)
 

 

Roberto DaMatta: De quem é afinal a responsabilidade?

O caso de Agaciel Maia é a parábola de um poderoso situado na zona preferida do mundo público nacional: uma região sem definição precisa de responsabilidade. (págs. 1 e D14)
 
 

 

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Jornal do Brasil

Manchete: Começam a ser pagas as indenizações do voo 447

Segundo o ‘Le Monde’, gastos podem tornar o acidente na rota Rio-Paris o mais caro da história
A companhia francesa Axa, seguradora da Air France e da Airbus, começou a pagar às famílias de vítimas do voo 447 que caiu com 228 pessoas sobre o Atlântico – um adiantamento das indenizações a que terão direito, no valor de 17.600 euros (cerca de R$ 47 mil), com base em legislação internacional que determina auxílio nas primeiras despesas dos familiares das vítimas. O valor das indenizações ainda não foi calculado. Segundo o jornal Le Monde, o total ficará entre US$ 330 milhões e US$ 750 milhões, o que pode tornar o acidente do voo Rio-Paris o mais caro da história da aviação, à frente da queda de um avião da American Airlines, em 2001, que custou US$ 708 milhões. (págs. 1 e País A5)

 

 

Nova cepa do vírus da gripe suína

O Instituto Adolfo Lutz descobriu uma mutação no vírus da gripe suína em material colhido de um brasileiro que pegou a doença no México. A nova cepa não é mais infecciosa do que a original. (págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A24)


Mangabeira avisa a Lula que sairá

Mangabeira Unger foi á cúpula do PMDB pedir ajuda para a filiação e para se manter no cargo de ministro. O partido, ciente da conversa dele com Lula, disse não – mas deixou as portas abertas. Se oficializar a saída, Mangabeira não sabe se voltará aos EUA. (págs. 1 e Informe JB A4)

 

 

———————————————————Correio Braziliense

Manchete: Distritais aprovam gastança

De uma só vez, a Câmara Legislativa aumenta em 10% a verba de gabinete — cada deputado poderá gastar R$ 97.601 por mês com funcionários —, concede reajuste de até 15% a servidores e autoriza despesa de R$ 7 milhões ao ano com terceirizados (págs. 1 e 6)
 

 

Um ano de Lei Seca

Às vésperas de completar um ano de vigência, a chamada lei seca, que pune com rigor os motoristas que são flagrados dirigindo sob efeito do álcool, ainda necessita de mais fiscalização e campanhas de educação, mas é comprovadamente um instrumento para salvar vidas. Dados preliminares do Detran apontam para uma queda no número de mortos no trânsito após a lei. No DF, 81 vidas foram poupadas de junho do ano passado até maio. Os bafômetros flagraram 3.521 pessoas dirigindo embriagadas. (págs. 1 e Tema do Dia, 21 a 23)
 

 

Corrupção: PF desbarata esquema de frigoríficos

Operação levou para a cadeia 22 pessoas suspeitas de corrupção em vários órgãos do governo federal, entre eles o Ministério da Agricultura, o Banco da Amazônia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Empresários e servidores públicos estão entre os envolvidos. (págs. 1 e 4)

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Valor Econômico

Manchete: Plano de safra dá força à ‘classe média’ rural

Os planos do governo para estimular a nova safra da agricultura empresarial (2009/10) trazem mais crédito para a “classe média” rural e cooperativas agropecuárias. Além disso, o volume de crédito a juros subsidiados pelo Tesouro aumentará, os preços mínimos de garantia terão elevação pontual e a taxa do crédito rural poderá ser reduzida para 6% ao ano, medida que ainda gera divergências entre os ministérios da Agricultura e da Fazenda.
Ao menos R$ 50 bilhões serão emprestados a juros subsidiados. Algumas medidas foram aprovadas ontem em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional e devem ser anunciadas na segunda-feira. Para a agricultura familiar, sai amanhã o plano já anunciado de R$ 15 bilhões. (págs. 1 e B12)
 

 

Bancos vão assumir Brasil Ecodiesel

O longo processo de reestruturação da Brasil Ecodiesel deve terminar em julho com mudança no controle da empresa. Pela proposta dos credores, ainda sujeita à aprovação do conselho, os bancos passarão a ser os maiores acionistas, convertendo as dívidas em aumento de capital. Uma das condições para isso foi a saída do grupo de controle – o fundo de investimento Zartmann, Nelson José Côrtes da Silveira e empresas ligadas, que detinham 50,1%. A capitalização da empresa está sendo feita em duas fases. No primeiro aumento de capital, de R$ 102 milhões, Zartmann e Silveira já foram diluídos para uma participação de pouco mais de 20%. No segundo, de R$ 90 milhões, os maiores credores Bradesco, Fibra, BMG e Daycoval – deverão converter dívidas em uma participação acionária de até 30%. (págs. 1 e D1)

China freia ‘troca de moedas’

Ironicamente, o único país que se autodenomina comunista no grupo dos Bric – Brasil, Rússia, Índia e China – foi o que bloqueou as iniciativas de contestar a hegemonia da moeda americana durante o encontro de ontem em Ecaterimburgo, na Rússia. A China, com US$ 2 trilhões de reservas, boa parte investida no dólar, freou as discussões envolvendo “swap (troca) de moeda” ou outros mecanismos de financiamento entre os Bric.
Não houve consenso entre os quatro principais emergentes sobre o tema. A palavra “dólar” nem fez parte do documento final do encontro. No texto, a única referência ao assunto foi indireta e vaga: “Há uma forte necessidade por um sistema monetário internacional estável, previsível e mais diversificado”.
Num rápido relato da cúpula, que qualificou de “histórica”, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse que “mudanças bruscas” no sistema monetário provocariam outra crise. Pouco antes da reunião, Dmitry Medvedev, presidente da Rússia, havia afirmado que as atuais moedas de reserva, incluindo o dólar, fracassaram em seu papel. (págs. 1 e A14)
 

 

 

Pré-sal atrai empresas francesas de menor porte

As descobertas de petróleo no Brasil, principalmente no pré-sal da Bacia de Santos, começam a atrair pequenas e médias empresas estrangeiras para o país. É o caso da francesa Ixsea, que fabrica sistemas de giroscópio com sensores de movimento para ajudar a estabilizar embarcações, que vai se instalar em Santa Catarina. “A ideia é aumentar o faturamento em 40% em 2010″, diz o diretor no Brasil, Paulo Alcarpe. Hoje, a empresa fatura cerca de US$ 1 milhão por ano no país.
A Imeca, do grupo Perrotin, também francês, é outra companhia empolgada com as possibilidades de negócios no país. Segundo seu presidente, Thierry Renault, a empresa estuda fabricar aqui guindastes e outros equipamentos para instalação de tubos flexíveis em alto-mar. Renault calcula em € 2 milhões os investimentos que a Imeca fará, com possíveis parceiros, para se instalar no Brasil até 2011. (págs. 1 e B1)
 

 

Projeto sobre resíduos exclui eletrônicos

Sob forte pressão da indústria, o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) apresentou ontem uma nova versão do projeto de lei sobre o tratamento de lixo urbano no país excluindo do sistema de logística reversa – que responsabiliza os fabricantes pela destinação final, reutilização ou reciclagem dos produtos – os segmentos de eletroeletrônicos e lâmpadas fluorescentes. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), esse sistema elevaria demasiadamente o custo dos fabricantes.
Pilhas, baterias, agrotóxicos e pneus foram mantidos no relatório de Jardim, que também acrescentou óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens. O deputado espera aprovar o relatório dentro de duas semanas no grupo de trabalho que discute o assunto e encaminhá-lo em seguida ao plenário da Câmara. (págs. 1 e A5)

 

 

GM sofre um tropeço ambiental

Programado para julho como uma demonstração de saúde financeira da General Motors do Brasil, apesar da concordata da matriz americana, o anúncio do investimento de US$ 1 bilhão na segunda rodada de expansão da fábrica de Gravataí (RS) corre o risco de esbarrar em um passivo ambiental de pouco menos de R$ 8 milhões. O valor equivale ao custo para implantar uma unidade de conservação na fábrica, inaugurada em 2000. A unidade não foi criada no prazo previsto e levou a 3ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre a conceder liminar proibindo a Fundação Estadual de Proteção Ambiental de emitir a licença para o projeto.
A GM diz que os encargos para a implantação da área de conservação cabem ao Estado, como parte do pacote de incentivos para a construção da fábrica. Já o secretário de Desenvolvimento, Márcio Biolchi, não tem certeza se é o governo que deve bancá-los. (págs. 1 e B7)
 

 

Elevação do IPI derruba as vendas de destilados no primeiro trimestre (págs. 1 e B1)


Obama propõe uma nova regulação financeira e nega que irá intervir cada vez mais na economia (págs. 1 e C4)


Força nas vendas

As vendas do comércio ficaram praticamente estáveis em abril, com queda de 0,2% frente a março. Em relação a abril do ano passado, a alta foi de 6,9%. No quadrimestre, as vendas aumentaram 4,5% na comparação com o mesmo período de 2008. Em 12 meses, a alta é de 7,1%. (págs. 1 e A4)

Recessão nos EUA

A produção industrial dos Estados Unidos caiu 1,1% em maio e a utilização da capacidade instalada baixou ao nível recorde de 65%, segundo o Federal Reserve. Em um ano, a produção das fábricas, minas e unidades de serviços públicos dos EUA diminuiu 13,4%, maior contração desde 1946. (págs. 1 e A11)
 

 

Barreiras chinesas

O governo chinês determinou que as compras governamentais sejam feitas de fornecedores chineses, exceto se o produto não puder ser adquirido no país. A medida deve aumentar a tensão com os parceiros comerciais. (págs. 1 e A11)
 

 

Citi avalia investimentos

O Citigroup pretende investir US$ 500 milhões em compras de participação em empresas brasileiras, depois de vender as cotas que possuía em empreendimentos como a BrT. As áreas prioritárias são infraestrutura, agronegócio, serviços financeiros e entretenimento. (págs. 1 e C2)

Empresas mantêm aperto

Embora a sensação hoje seja de que o pior da crise já passou, pesquisa da Hewitt mostra que muitas companhias americanas de grande porte ainda pretendem demitir funcionários (63%), congelar vagas (75%) e salários (58%). (págs. 1 e D10)

Ideias

Martin Wolf: quem acredita que estamos no começo de uma recuperação robusta está certamente enganado. (págs. 1 e A11)

Ideias

Cristiano Romero: inércia do governo em relação ao rendimento da poupança terá consequências graves. (págs. 1 e A2)

A nudez dos sacerdotes

Antonio Delfim Netto
16/06/2009
ARTIGO PUBLICADO NO VALOR ECONOMICO, DE HOJE.
 
 
 

As manchetes de 11 de junho de todos os grandes jornais nacionais foram as mesmas e desapontadas: “O Comitê de Política Monetária do Banco Central surpreendeu o mercado com uma redução da taxa Selic de cem pontos”. Não é nenhum absurdo supor que, provavelmente, caberia uma redução de 150 pontos. Por que, então, a “surpresa e o desapontamento”? Apenas porque a “inteligência” numérica majoritária do famoso “mercado financeiro”, apurada em amostragens televisivas, havia precificado (do alto da sua “ciência” monetária), que ele deveria ser de 75 pontos!

Como nossa memória é curta, convém lembrar que, em setembro de 2008, quando a economia mundial estava se desintegrando e reduzindo sua taxa de juros, o hígido sistema bancário brasileiro, sem o conforto que poderia ter recebido do Banco Central, importou a crise: suspendeu o crédito interbancário, arrasou o setor real e teve de suportar o aumento da taxa de juros Selic recomendada pela mesma alta “ciência monetária” do Copom!

Este é o momento próprio para que as comissões de Economia do Congresso, o poder político a quem o Banco Central é subordinado, solicitem ao Copom as cópias dos votos individuais dos seus membros, para que a sociedade brasileira possa entender não apenas as divergências entre eles, que são naturais e até saudáveis, mas as razões pelas quais (ou seja, a informação factual, a justificativa teórica e as hipóteses sobre o desenvolvimento futuro da economia) votaram.

Isso não tem nada a ver com a autonomia operacional do Banco Central. Tem a ver com a justificativa do “déficit democrático” que ela implica, por se tratar de uma atividade que exige conhecimento técnico especializado e habilidade política para perseguir dois objetivos não inteiramente compatíveis: 1) o controle do nível e da volatilidade da taxa de inflação; e 2) o simultâneo maior ritmo possível de expansão do PIB e do emprego (com menor volatilidade) respeitando o equilíbrio interno e externo da economia.

Quando, por exemplo, o Estado vai construir uma hidrelétrica, ele faz uma concorrência que investiga a competência dos competidores, suas experiências passadas, quantas já construiu, como funcionam e como resistiram ao estresse das variações hidrológicas. Quando um cidadão precisa operar seu coração, tenta selecionar o melhor cirurgião, com a melhor equipe e o melhor hospital. Investiga quantas operações com sucesso já realizaram e o nível de complicações que enfrentaram no pós-operatório. Nos dois casos, o sucesso da tarefa depende de conhecimentos especializados que os usuários identificam nos sucessos anteriores. Isso não exclui, mas certamente reduz, a eventual possibilidade de desastres. O Estado e o cidadão “confiam” nos agentes e na sua competência e não interferem na execução da tarefa.

São argumentos dessa natureza que justificam a autonomia operacional dos bancos centrais, o que implica um óbvio e profundo “déficit” democrático. O poder incumbente eleito nas urnas transfere seu poder a um organismo técnico não-eleito, composto por membros escolhidos por ele e aprovados pelo Congresso, para realizar uma tarefa que determina, em larga medida, o bem-estar e o emprego dos cidadãos e, no final, o equilíbrio social. Não é de estranhar, portanto, que nos países de mais fina estrutura democrática, as pesquisas de opinião colocam os presidentes dos bancos centrais como a segunda figura mais importante da administração pública, paradoxalmente, não eleita!

É evidente que nem mesmo o democratismo mais delirante proporia escolher o projetista da hidrelétrica ou o cirurgião pelo voto da maioria. O mesmo acontece com os membros do Copom. Como naqueles casos, a transferência do poder para um grupo especializado (o banco central), exige uma prova razoável de que existem cidadãos com experiência prática e conhecimento teórico nos quais a sociedade pode depositar a sua confiança. É claro que não existe uma sociedade em que a política monetária não seja entregue a um grupo que se pretende portador de um conhecimento privilegiado. Mas é claro, também, que os eventos dos últimos 50 anos falam muito pouco a favor da “ciência monetária” e da experiência prática dos seus fautores para realizar a tarefa com relativa eficácia. A crise que estamos vivendo (a 11ª desde 1950) mostra essa cruel realidade.

Nos últimos 20 anos (até início de 2008), a economia dos EUA, por exemplo, só tinha registrado duas recessões com duração menor do que dez meses e perda de PIB inferior a 1,5%. A política monetária parecia, assim, um enorme sucesso: a taxa de inflação manteve-se em torno de 2%, com uma dramática redução de sua volatilidade, a ponto de o período ser caracterizado pelo que se chamou de a “grande moderação”. Hoje esta parece mais resultado de uma particular combinação de fatores favoráveis com uma política monetária oportunista dos bancos centrais, que ignorou objetivos fundamentais do bom funcionamento do sistema econômico: 1) garantia da estabilidade do sistema financeiro que, por definição, exige uma fiscalização permanente devido à sua tendência pró-cíclica; e 2) garantia de sua liquidez imediata nos momentos de estresse.

Em meados de 2009, o retrato positivo da política monetária realizada pelos bancos centrais de 1985 a 2007 perdeu sua cor e seu brilho. Os motivos que justificam o “déficit democrático” estão postos em dúvida. É por isso que nunca foi tão importante como agora dar transparência, pela publicação dos votos de seus membros, às ações do Copom. Não é aceitável que os “segredos do templo” se escondam no voto coletivo, porque agora sabemos que os sacerdotes estão nus…

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras . Artigo publicado hoje, no Valor Economico. COMENTÁRIOS: ESSE ARTIGO DE DELFIM NETO , RETRATA, COM FIDELIDADE , A REALIDADE DAS DECISÕES DO BANCO CENTRAL E, MUITAS DELES, PREJUDICANDO OS INTERESSES NACIONAIS. FALTA REALMENTE TRANSPARENCIA E MAIOR FISCALIZAÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL.

BRICs PEDEM NOVAS MOEDAS

Brics pedem maior diversificação do sistema de moedas mundial – Leia as matérias clicando nas linhas horizontais.

16/06/200912:22AFP

Logo AFP

Os líderes das quatro grandes economias emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China (BRICs), pediram nesta terça-feira uma maior diversificação do sistema de divisas mundial, em uma declaração final ao término de sua reunião de cúpula.

 

“Acreditamos que é muito necessário ter um sistema de divisas estável, previsível e mais diversificado”, afirma a declaração final do encontro, citada pelas agências de notícias russas.

A declaração parece fazer referência ao dólar americano, do qual autoridades russas afirmaram diversas vezes quqe não tem cumprido a função como principal divisa de reserva do mundo.

Leia mais sobre BRIC

 

 

 07/12/2007 14:08

Comentário do leitor João da Rocha: percalços da Selic


A SELIC CONTINUA A MESMA

Somos um país totalmente diferenciado de qualquer outra nação, no que diz respeito ao controle da economia, das finanças e na proteção do Consumidor. Cito alguns exemplos:

- Temos uma inflação de 4% a.a, igual a inflação de países de primeiro mundo, mas adotamos uma tx Selic que se iguala ao terceiro mundo e ainda com absoluta liderança.

- Para manter a Selic elevada, com ágio de 7,25% acima da inflação, o Tesouro Nacional ( o povo ) irá pagar ou rolar juros sobre a s/ dívida, de mais de R$ 110 bilhões “Reais”, sómente em 2007 e os juros nominais passarão de um montante de R$ 160 bilhões.

- O BC justifica e o governo concorda, não sei porque, q uma Selic elevada é a garantia de contenção do risco de inflação. E, coincidentemente, antes de cada reunião do COPOM, notícias são plantadas e pautadas na imprensa, com competencia e por um período razoável, para dar respaldo às decisões.

É uma engrenagem perfeita e que sempre deu certo, mas só que em favor do sistema financeiro . Houve mesmo um tempo, que não é tão distante, em que uma elite de formadores de opinião, remunerados ou não, influenciavam fortemente as decisões do BC.

- Nos USA e em outros países de primeiro mundo e mesmo do BRIC, as taxas oficiais de juros realmente são inibidoras de risco inflacionário, mas só que os ágios dos Bancos sobre elas e como verdadeiro referencial, não passam de de 1 a 4% .

-Aquí no Brasil , os Bancos cobram ágios entre 60 a 200% acima da inflação, para financiamento aos consumidores, na cesta de produtos ofertados.

O primeiro mundo está baixando as suas taxas de juros e o volumoso e irresponsável capital volátil, tem no Brasil um “porto seguro”, livre a qualquer hora e momento do dia e da noite para ” atracar” e “zarpar”, sem ser molestado nas suas operações mercantis especulativas.Tem-se a impressão até de que somos um “paraiso fiscal”.

As Contas do Tesouro, do exercicio que se encerra em poucos dias, nos vão dar uma visão bem ampla e real do comportamento da economia e das finanças do Governo, nas rubricas de Juros e Engargos Financeiros, inclusive sobre as reservas internacionais.

Quanto a manutenção da Selic, de acordo com dados do IBGE , os aumentos da Carne e do Feijão independeram dos 11,25% porque foram e continuam sendo sazonais.

O que se conclui , com a colocação das pedras no tabuleiro, é que a Selic está servindo mesmo é de um grande e confortável “colchão” para recepcionar os hospedes do capital especulativo, nos banquetes das rolagens da dívida do Tesouro Nacional, que infelizmente continua no Curto Prazo.

E os especuladores, sabendo perfeitamente disso, já estão sinalizando que querem mais além dos 11,25% ao ano.

E, finalizando, o governo sempre afirma que os efeitos da selic sobre a economia e sobre o sistema financeiro só começam a aparecer depois de uma longa maturação. Mas porque aparecem tão rápidos esses efeitos quando diz respeito à remuneração paga pelos bancos aos investidores em seus papéis e na prestação de seus serviços. Logo são dois pesos e duas medidas.

Nos USA e em todos os paises de primeiro mundo e em desenvolvimento, os efeitos de quaisquer medidas são imediatos em beneficio do cidadão.

As nossas taxas de serviços bancários, continuam as maiores do mundo e uma decisão na defesa dos brasileiros vem sendo protelada a cada dia e entrarão em vigor com uma carencia de 6 meses.

Quando a nossa população for mais alfabetizada e a internet assumir a dimensão do seu importante papel, tenho certeza de que alguma coisa irá melhorar e muito, muito, muito…

enviada por Maria Clara do Prado
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Artigo publicado em 2007, no site de Maria Claro Machado.

Eu?

Autor: João Rocha - Categoria(s): Governo, Notícias, Opiniao, Politica Tags:


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