Notícias e humor …
17 de junho de 2009
A crise… vista por um americano bem humorado!!!
O sujeito é americano e se chama Marc Faber.
Ele é Analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico…
NOS STATES:
O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan….
E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana. O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
Estou fazendo a minha parte…
Comentário de um brasileiro igualmente bem humorado:
Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior. Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev…portanto, restaram apenas as prostitutas.
Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, a maior parte dessa grana irá para Brasília.
O Globo
Manchete: Crise derruba arrecadação federal pelo sétimo mês
Em maio, queda foi de 6%. No ano, pode haver 1º recuo desde 2003
A arrecadação de impostos e contribuições federais caiu em maio, ficando em R$ 49,8 bilhões. O recuo, pelo sétimo mês consecutivo, foi de 6,06% na comparação com maio do ano passado. Segundo a Receita Federal, no acumulado do ano, a queda já chega a 6,92%, descontada a inflação. Os efeitos da crise sobre a atividade econômica foram os grandes responsáveis pela queda na receita: caiu a produção na indústria, a lucratividade das empresas foi menor e o ritmo de importações diminuiu. O resultado é que, pela primeira vez desde 2003, a arrecadação aos cofres públicos pode ficar abaixo do ano anterior. Além disso, as desonerações de impostos – principalmente os cortes de IPI sobre carros, material de construção e eletrodomésticos – também provocaram queda na receita. De janeiro a maio, o custo do incentivo ao consumo chegou a R$ 10,8 bilhões. (págs. 1 e 15)- BASTA CLICAR NAS LINHAS HORIZONTAIS PARA A LEITURA DAS INFORMAÇÕES RECENTES, ABAIXO:
O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira (17) um plano para mudar as regras de supervisão do sistema financeiro do país, com o objetivo de evitar uma repetição da atual crise econômica no futuro. No texto de uma declaração publicada pela Casa Branca, as mudanças são classificadas como a mais ampla reforma da regulação financeira desde a Grande Depressão nos anos 1930. LEIA MATÉRIA COMPLETA NO SITE : http://blig.ig.com.br/joaodarocha/
Plano de regulação é maior reforma desde 1930, diz Obama
Fed terá superpoderes de regulação do sistema
EUA anunciam reforma para desencorajar abusos
Sarney diz que crise não é dele, nem anula atos. Mas promete mudanças
Acuado por denúncias que atingiram a imagem do Senado, o presidente da Casa, José Sarney, usou a tribuna para se defender, mas não anulou os atos secretos usados para nomear parentes e aumentar salários, nem afastou o atual diretor-geral, Alexandre Gazineo. “A crise não é minha, é do Senado”, “Eu não sei o que é ato secreto” e “Nós não temos nada a ver com isso” foram frases usadas por Sarney, que preside a Casa pela terceira vez, para negar responsabilidade e dizer que está empenhado em moralizá-la. Senadores fizeram sugestões, e ele prometeu estudá-las. (págs. 1, 3 a 5, Roberto DaMatta e editorial “Defesa do Senado”)
Ele é Analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico…
O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan….
E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana. O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
Estou fazendo a minha parte…
Comentário de um brasileiro igualmente bem humorado:
Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, a maior parte dessa grana irá para Brasília.
Irã ameaça imprensa, mas vai recontar votos
O Irã anunciou ontem que vai recontar os votos de áreas suspeitas de irregularidades, mas descartou anular o pleito que reelegeu o presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad. O governo proibiu jornalistas estrangeiros de cobrir as manifestações, que ontem levaram tanto partidários de Ahmadinejad quanto opositores às ruas de Teerã. Repórteres foram ameaçados de prisão e advertidos a deixar o país. (págs. 1 e 21)
‘Old kids on the block’
Relatório de Obama prevê NY inundada
Anvisa alerta: ovo cru faz mal à saúde
Por determinação da Vigilância Sanitária, os produtores terão de advertir em embalagens de ovos: “O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde.” (págs. 1 e 9)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Depósitos na poupança triplicam
Brasil é o lugar onde professor mais perde tempo de aula
Desoneração e crise mantêm arrecadação em queda no país
Ao menos sete pessoas morreram no maior protesto em 30 anos de regime islâmico, na segunda. Ante acusações de fraude eleitoral, a principal instância jurídica vai recontar votos em algumas áreas, mas rejeitou um novo pleito. (págs. 1, A9 e A10)
Procuradoria vai investigar atos secretos do Senado
O Ministério Público Federal vai investigar os atos secretos editados pelo Senado nos últimos 14 anos. Senadores governistas e da oposição cobram do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), a anulação dos atos. Ontem, Sarney afirmou que a crise não é dele: “A crise é do Senado. E é esta instituição que nós devemos preservar”. (págs. 1, A4 e A6)
Países do Bric decidem agir de maneira coordenada no G20
Conselho tenta fechar casas de parto sem médico
Prefeitura de SP divulga salários dos servidores
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O Estado de S. Paulo
Isenções fiscais tiram R$ 10,9 bi de receita
A arrecadação de impostos e contribuições federais registrou queda real de 14% em maio ante abril; e de 6% na comparação com maio de 2008, somando R$ 49,83 bilhões. Nos cinco primeiros meses, as receitas totalizaram R$ 267,34 bilhões, ou menos 6,9% ante igual período de 2008. Nesse resultado, acumulado de cinco meses, tiveram peso significativo as desonerações tributárias, no valor de R$ 10,9 bilhões.(págs. 1 e B3)
Funcionários da Prefeitura de SP recebem até R$ 143 mil
Gripe suína: Adolfo Lutz faz sequenciamento
Roberto DaMatta: De quem é afinal a responsabilidade?
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Jornal do Brasil
Manchete: Começam a ser pagas as indenizações do voo 447
Nova cepa do vírus da gripe suína
O Instituto Adolfo Lutz descobriu uma mutação no vírus da gripe suína em material colhido de um brasileiro que pegou a doença no México. A nova cepa não é mais infecciosa do que a original. (págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A24)
Mangabeira avisa a Lula que sairá
———————————————————Correio Braziliense
Manchete: Distritais aprovam gastança
Um ano de Lei Seca
Corrupção: PF desbarata esquema de frigoríficos
Operação levou para a cadeia 22 pessoas suspeitas de corrupção em vários órgãos do governo federal, entre eles o Ministério da Agricultura, o Banco da Amazônia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Empresários e servidores públicos estão entre os envolvidos. (págs. 1 e 4)
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Valor Econômico
Manchete: Plano de safra dá força à ‘classe média’ rural
Bancos vão assumir Brasil Ecodiesel
O longo processo de reestruturação da Brasil Ecodiesel deve terminar em julho com mudança no controle da empresa. Pela proposta dos credores, ainda sujeita à aprovação do conselho, os bancos passarão a ser os maiores acionistas, convertendo as dívidas em aumento de capital. Uma das condições para isso foi a saída do grupo de controle – o fundo de investimento Zartmann, Nelson José Côrtes da Silveira e empresas ligadas, que detinham 50,1%. A capitalização da empresa está sendo feita em duas fases. No primeiro aumento de capital, de R$ 102 milhões, Zartmann e Silveira já foram diluídos para uma participação de pouco mais de 20%. No segundo, de R$ 90 milhões, os maiores credores Bradesco, Fibra, BMG e Daycoval – deverão converter dívidas em uma participação acionária de até 30%. (págs. 1 e D1)
China freia ‘troca de moedas’
Num rápido relato da cúpula, que qualificou de “histórica”, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse que “mudanças bruscas” no sistema monetário provocariam outra crise. Pouco antes da reunião, Dmitry Medvedev, presidente da Rússia, havia afirmado que as atuais moedas de reserva, incluindo o dólar, fracassaram em seu papel. (págs. 1 e A14)
Pré-sal atrai empresas francesas de menor porte
Projeto sobre resíduos exclui eletrônicos
GM sofre um tropeço ambiental
Elevação do IPI derruba as vendas de destilados no primeiro trimestre (págs. 1 e B1)
Obama propõe uma nova regulação financeira e nega que irá intervir cada vez mais na economia (págs. 1 e C4)
Força nas vendas
As vendas do comércio ficaram praticamente estáveis em abril, com queda de 0,2% frente a março. Em relação a abril do ano passado, a alta foi de 6,9%. No quadrimestre, as vendas aumentaram 4,5% na comparação com o mesmo período de 2008. Em 12 meses, a alta é de 7,1%. (págs. 1 e A4)
Recessão nos EUA
Barreiras chinesas
Citi avalia investimentos
O Citigroup pretende investir US$ 500 milhões em compras de participação em empresas brasileiras, depois de vender as cotas que possuía em empreendimentos como a BrT. As áreas prioritárias são infraestrutura, agronegócio, serviços financeiros e entretenimento. (págs. 1 e C2)
Empresas mantêm aperto
Embora a sensação hoje seja de que o pior da crise já passou, pesquisa da Hewitt mostra que muitas companhias americanas de grande porte ainda pretendem demitir funcionários (63%), congelar vagas (75%) e salários (58%). (págs. 1 e D10)
Ideias
Martin Wolf: quem acredita que estamos no começo de uma recuperação robusta está certamente enganado. (págs. 1 e A11)
Ideias
Cristiano Romero: inércia do governo em relação ao rendimento da poupança terá consequências graves. (págs. 1 e A2)
A nudez dos sacerdotes
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Antonio Delfim Netto
16/06/2009 |
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| ARTIGO PUBLICADO NO VALOR ECONOMICO, DE HOJE. | |||
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As manchetes de 11 de junho de todos os grandes jornais nacionais foram as mesmas e desapontadas: “O Comitê de Política Monetária do Banco Central surpreendeu o mercado com uma redução da taxa Selic de cem pontos”. Não é nenhum absurdo supor que, provavelmente, caberia uma redução de 150 pontos. Por que, então, a “surpresa e o desapontamento”? Apenas porque a “inteligência” numérica majoritária do famoso “mercado financeiro”, apurada em amostragens televisivas, havia precificado (do alto da sua “ciência” monetária), que ele deveria ser de 75 pontos! Como nossa memória é curta, convém lembrar que, em setembro de 2008, quando a economia mundial estava se desintegrando e reduzindo sua taxa de juros, o hígido sistema bancário brasileiro, sem o conforto que poderia ter recebido do Banco Central, importou a crise: suspendeu o crédito interbancário, arrasou o setor real e teve de suportar o aumento da taxa de juros Selic recomendada pela mesma alta “ciência monetária” do Copom! Este é o momento próprio para que as comissões de Economia do Congresso, o poder político a quem o Banco Central é subordinado, solicitem ao Copom as cópias dos votos individuais dos seus membros, para que a sociedade brasileira possa entender não apenas as divergências entre eles, que são naturais e até saudáveis, mas as razões pelas quais (ou seja, a informação factual, a justificativa teórica e as hipóteses sobre o desenvolvimento futuro da economia) votaram. Isso não tem nada a ver com a autonomia operacional do Banco Central. Tem a ver com a justificativa do “déficit democrático” que ela implica, por se tratar de uma atividade que exige conhecimento técnico especializado e habilidade política para perseguir dois objetivos não inteiramente compatíveis: 1) o controle do nível e da volatilidade da taxa de inflação; e 2) o simultâneo maior ritmo possível de expansão do PIB e do emprego (com menor volatilidade) respeitando o equilíbrio interno e externo da economia. Quando, por exemplo, o Estado vai construir uma hidrelétrica, ele faz uma concorrência que investiga a competência dos competidores, suas experiências passadas, quantas já construiu, como funcionam e como resistiram ao estresse das variações hidrológicas. Quando um cidadão precisa operar seu coração, tenta selecionar o melhor cirurgião, com a melhor equipe e o melhor hospital. Investiga quantas operações com sucesso já realizaram e o nível de complicações que enfrentaram no pós-operatório. Nos dois casos, o sucesso da tarefa depende de conhecimentos especializados que os usuários identificam nos sucessos anteriores. Isso não exclui, mas certamente reduz, a eventual possibilidade de desastres. O Estado e o cidadão “confiam” nos agentes e na sua competência e não interferem na execução da tarefa. São argumentos dessa natureza que justificam a autonomia operacional dos bancos centrais, o que implica um óbvio e profundo “déficit” democrático. O poder incumbente eleito nas urnas transfere seu poder a um organismo técnico não-eleito, composto por membros escolhidos por ele e aprovados pelo Congresso, para realizar uma tarefa que determina, em larga medida, o bem-estar e o emprego dos cidadãos e, no final, o equilíbrio social. Não é de estranhar, portanto, que nos países de mais fina estrutura democrática, as pesquisas de opinião colocam os presidentes dos bancos centrais como a segunda figura mais importante da administração pública, paradoxalmente, não eleita! É evidente que nem mesmo o democratismo mais delirante proporia escolher o projetista da hidrelétrica ou o cirurgião pelo voto da maioria. O mesmo acontece com os membros do Copom. Como naqueles casos, a transferência do poder para um grupo especializado (o banco central), exige uma prova razoável de que existem cidadãos com experiência prática e conhecimento teórico nos quais a sociedade pode depositar a sua confiança. É claro que não existe uma sociedade em que a política monetária não seja entregue a um grupo que se pretende portador de um conhecimento privilegiado. Mas é claro, também, que os eventos dos últimos 50 anos falam muito pouco a favor da “ciência monetária” e da experiência prática dos seus fautores para realizar a tarefa com relativa eficácia. A crise que estamos vivendo (a 11ª desde 1950) mostra essa cruel realidade. Nos últimos 20 anos (até início de 2008), a economia dos EUA, por exemplo, só tinha registrado duas recessões com duração menor do que dez meses e perda de PIB inferior a 1,5%. A política monetária parecia, assim, um enorme sucesso: a taxa de inflação manteve-se em torno de 2%, com uma dramática redução de sua volatilidade, a ponto de o período ser caracterizado pelo que se chamou de a “grande moderação”. Hoje esta parece mais resultado de uma particular combinação de fatores favoráveis com uma política monetária oportunista dos bancos centrais, que ignorou objetivos fundamentais do bom funcionamento do sistema econômico: 1) garantia da estabilidade do sistema financeiro que, por definição, exige uma fiscalização permanente devido à sua tendência pró-cíclica; e 2) garantia de sua liquidez imediata nos momentos de estresse. Em meados de 2009, o retrato positivo da política monetária realizada pelos bancos centrais de 1985 a 2007 perdeu sua cor e seu brilho. Os motivos que justificam o “déficit democrático” estão postos em dúvida. É por isso que nunca foi tão importante como agora dar transparência, pela publicação dos votos de seus membros, às ações do Copom. Não é aceitável que os “segredos do templo” se escondam no voto coletivo, porque agora sabemos que os sacerdotes estão nus… Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras . Artigo publicado hoje, no Valor Economico. COMENTÁRIOS: ESSE ARTIGO DE DELFIM NETO , RETRATA, COM FIDELIDADE , A REALIDADE DAS DECISÕES DO BANCO CENTRAL E, MUITAS DELES, PREJUDICANDO OS INTERESSES NACIONAIS. FALTA REALMENTE TRANSPARENCIA E MAIOR FISCALIZAÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL. BRICs PEDEM NOVAS MOEDAS Brics pedem maior diversificação do sistema de moedas mundial – Leia as matérias clicando nas linhas horizontais.16/06/2009 – 12:22 – AFP ![]() Os líderes das quatro grandes economias emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China (BRICs), pediram nesta terça-feira uma maior diversificação do sistema de divisas mundial, em uma declaração final ao término de sua reunião de cúpula.
“Acreditamos que é muito necessário ter um sistema de divisas estável, previsível e mais diversificado”, afirma a declaração final do encontro, citada pelas agências de notícias russas. A declaração parece fazer referência ao dólar americano, do qual autoridades russas afirmaram diversas vezes quqe não tem cumprido a função como principal divisa de reserva do mundo. Leia mais sobre BRIC
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A SELIC CONTINUA A MESMA
Somos um país totalmente diferenciado de qualquer outra nação, no que diz respeito ao controle da economia, das finanças e na proteção do Consumidor. Cito alguns exemplos:
- Temos uma inflação de 4% a.a, igual a inflação de países de primeiro mundo, mas adotamos uma tx Selic que se iguala ao terceiro mundo e ainda com absoluta liderança.
- Para manter a Selic elevada, com ágio de 7,25% acima da inflação, o Tesouro Nacional ( o povo ) irá pagar ou rolar juros sobre a s/ dívida, de mais de R$ 110 bilhões “Reais”, sómente em 2007 e os juros nominais passarão de um montante de R$ 160 bilhões.
- O BC justifica e o governo concorda, não sei porque, q uma Selic elevada é a garantia de contenção do risco de inflação. E, coincidentemente, antes de cada reunião do COPOM, notícias são plantadas e pautadas na imprensa, com competencia e por um período razoável, para dar respaldo às decisões.
É uma engrenagem perfeita e que sempre deu certo, mas só que em favor do sistema financeiro . Houve mesmo um tempo, que não é tão distante, em que uma elite de formadores de opinião, remunerados ou não, influenciavam fortemente as decisões do BC.
- Nos USA e em outros países de primeiro mundo e mesmo do BRIC, as taxas oficiais de juros realmente são inibidoras de risco inflacionário, mas só que os ágios dos Bancos sobre elas e como verdadeiro referencial, não passam de de 1 a 4% .
-Aquí no Brasil , os Bancos cobram ágios entre 60 a 200% acima da inflação, para financiamento aos consumidores, na cesta de produtos ofertados.
O primeiro mundo está baixando as suas taxas de juros e o volumoso e irresponsável capital volátil, tem no Brasil um “porto seguro”, livre a qualquer hora e momento do dia e da noite para ” atracar” e “zarpar”, sem ser molestado nas suas operações mercantis especulativas.Tem-se a impressão até de que somos um “paraiso fiscal”.
As Contas do Tesouro, do exercicio que se encerra em poucos dias, nos vão dar uma visão bem ampla e real do comportamento da economia e das finanças do Governo, nas rubricas de Juros e Engargos Financeiros, inclusive sobre as reservas internacionais.
Quanto a manutenção da Selic, de acordo com dados do IBGE , os aumentos da Carne e do Feijão independeram dos 11,25% porque foram e continuam sendo sazonais.
O que se conclui , com a colocação das pedras no tabuleiro, é que a Selic está servindo mesmo é de um grande e confortável “colchão” para recepcionar os hospedes do capital especulativo, nos banquetes das rolagens da dívida do Tesouro Nacional, que infelizmente continua no Curto Prazo.
E os especuladores, sabendo perfeitamente disso, já estão sinalizando que querem mais além dos 11,25% ao ano.
E, finalizando, o governo sempre afirma que os efeitos da selic sobre a economia e sobre o sistema financeiro só começam a aparecer depois de uma longa maturação. Mas porque aparecem tão rápidos esses efeitos quando diz respeito à remuneração paga pelos bancos aos investidores em seus papéis e na prestação de seus serviços. Logo são dois pesos e duas medidas.
Nos USA e em todos os paises de primeiro mundo e em desenvolvimento, os efeitos de quaisquer medidas são imediatos em beneficio do cidadão.
As nossas taxas de serviços bancários, continuam as maiores do mundo e uma decisão na defesa dos brasileiros vem sendo protelada a cada dia e entrarão em vigor com uma carencia de 6 meses.
Quando a nossa população for mais alfabetizada e a internet assumir a dimensão do seu importante papel, tenho certeza de que alguma coisa irá melhorar e muito, muito, muito…
enviada por Maria Clara do Prado
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Artigo publicado em 2007, no site de Maria Claro Machado.
Eu?
Autor: João Rocha - Categoria(s): Governo, Notícias, Opiniao, Politica Tags:
