30 de junho de 2009
O Globo
Manchete: Revés histórico enfraquece os Kirchner para eleição de 2011
Lula pede ao PT mais empenho por Sarney
Megafraudador pega 150 anos de cadeia
A Justiça americana condenou ontem a 150 anos de prisão o gestor Bernard Madolf, de 71 anos, autor da maior fraude da história de Wall Street, estimada em US$ 65 bilhões. Ele, que já estava preso, confessou o crime. (págs. 1 e 21). COMENTÁRIO : UM BOM EXEMPLO PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA, CONSIDERANDO A RAPIDEZ DA DECISÃO.
Lula prorroga e amplia lista do IPI menor
O governo anunciou ontem a prorrogação do IPI reduzido para carros e eletrodomésticos. Além disso, foi ampliada a lista de materiais de construção e de bens de capital (máquinas e equipamentos) com imposto menor para estimular a economia. Banco do Brasil e Caixa Econômica vão oferecer mais crédito para micro e pequena empresa. (págs. 1, 17 e 18, Míriam Leitão e editorial “Teste fiscal”)
Mas as contas públicas…
Começa disputa por espólio do rei do pop
A principal medida não antecipada foi a queda na TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), usada nos empréstimos do BNDES ao setor produtivo. Fixada em 6,25% ao ano desde 2007, ela cairá para 6% amanhã.
O Estado de S. Paulo
Neto de Sarney também vendia seguro de vida no Senado
A empresa de José Adriano Sarney, neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), atuou também na venda de seguro de vida para os funcionários da Casa, além de oferecer empréstimos consignados. A informação foi confirmada por uma empresa que era parceira de José Adriano no negócio. O neto de Sarney, no entanto, negou – disse que não tinha autorização para isso. (págs. 1 e A4)
PSDB leva senador ao Conselho de Ética
Partido pede investigação sobre número de parentes e afilhados políticos nomeados funcionários do Senado. (págs. 1 e A4)
A morte de um gaúcho por gripe suína trouxe à tona uma questão crucial para que a doença não se torne letal: o diagnóstico precoce, que depende não só das autoridades sanitárias mas também de quem adoece. Os antivirais só tem eficácia se tomados até 48 horas após o aparecimento dos sintomas. Por isso é importante procurar o médico o quanto antes, mesmo que pareça, ser apenas uma gripe sazonal. Na Europa, uma pessoa desenvolveu resistência ao Tamiflu. (págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A24)
Confirmada a saída de Mangabeira
Conforme antecipou o Informe JB do dia 17, o ministro Mangabeira Ubger deixou a Secretaria de Assuntos Estratégicos, pois não conseguiu ampliar sua licença da Universidade de Harvard. (págs. 1, País A6 e Informe JB A4)
Cuidar da saúde custa muito, especialmente quando o dinheiro é do contribuinte. Nos últimos cinco anos, o Senado aumentou em 122% as despesas médico-odontológicas de parlamentares, funcionários, dependentes, ex-senadores e agregados. Os gastos saltaram de R$ 29,1 milhões em 2004 para R$ 64,8 milhões em 2008. No mesmo intervalo de tempo, a inflação acumulada foi de 26%. “Esse valores chamaram mesmo a atenção. Vamos ter que dar uma olhada, sim”, reconhece Heráclito Fortes (DEM-PI), senador que pretende auditar os planos de saúde da Casa. A Câmara dos Deputados também registra uma escalada de gastos com consultas. No ano passado, o parlamento consumiu R$ 41 milhões dos cofres públicos em tratamentos médicos. Nos seis primeiros meses de 2009, as despesas já chegaram a R$ 29,6 milhões, o equivalente a 72% do total de pagamentos em 2008. (págs. 1, 2 e 3)
Arrecadação: Planalto frita chefe da Receita
O Bradesco e a seguradora Porto Seguro negociam uma associação. As conversas ocorrem há meses, mas agora estão em estágio mais avançado, segundo apurou o Valor. Os dois lados já teriam trocado versões de contrato. Não está em discussão a transferência do controle da Porto Seguro. Jayme Garfinkel, controlador, já se manifestou contrário à venda da empresa. Se a negociação prosperar, o Bradesco passará a acionista minoritário, com posição relevante na Porto Seguro. Para um analista, o modelo de negócio que faria sentido seria fundir a Porto e a carteira de seguros de automóveis da Bradesco Segu0ros. (págs. 1 e C3)
Brasil volta a ser prioridade para a Bayer
A Bayer está vendo o Brasil como uma grande oportunidade para crescimento – de novo – depois de décadas em que o país ocupou posição secundária nos planos da empresa. “A América Latina é uma das regiões com grande futuro e o Brasil é um dos países-chave dessa estratégia”, disse Richard Pott, do conselho de administração do grupo alemão, que atua nas áreas agrícola, química e de saúde, e faturou 32 bilhões de euros no ano passado. Para ele, a diversificação dos negócios da Bayer revelou-se acertada na crise. (págs. 1 e B7)
BIS defende que produtos financeiros sejam regulados como remédios (págs. 1 e C2)
Preços em queda
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) encerrou o mês de junho com deflação de 0,1%, após uma queda de 0,07%, em maio. Foi o quarto mês consecutivo de deflação. No ano, o índice acumula queda de 1,24% e alta de 1,52% em 12 meses. (págs. 1 e A7)
Apelo às massas
Grandes redes de laboratórios de análises clínicas – como Dasa, Fleury e Biofast – criam bandeiras específicas, com preços mais baixos, para chegar aos clientes das classes C e D. (págs. 1 e B6)
Estrangeiros avançam na cana
A francesa Louis Dreyfus, primeira empresa estrangeira a entrar no ramo sucroalcooleiro no país, em 2000, pode tornar-se a segunda maior companhia nesta safra, se concluir a aquisição da Santelisa. Há dez anos, o setor era 100% nacional, com gestão predominantemente familiar. (págs. 1 e B12)
Brasilveículos terá corretores
A partir de julho, o Banco do Brasil passará a vender seguros de automóveis por meio de corretores independentes, estratégia inédita no banco até agora. A expectativa é que o novo canal responda por 10% dos negócios já no primeiro ano. A meta é ocupar a terceira colocação no segmento. (págs. 1 e C5)
Tijolos de papel
Os ativos financeiros com lastro imobiliário, que já atraíam pela isenção fiscal, tornaram-se ainda mais interessantes com a redução dos juros. O estoque de Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) cresceu mais de 80% em 12 meses, superando R$ 13 bilhões. (págs. 1 e D1)
Ideias
Delfim Netto: conservadorismo institucional do BC deve ser temperado com “ousadia cuidadosa e ceticismo esclarecido”. (págs. 1 e A2), PORTAL DA RADIOBRAS/EBC.
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