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22/03/2009 - 06:23

Brasileiros tomaram conta da Nova Zelândia e mais notícias ….

Nota de Real

Medidas anunciadas pelo governo correspondem a 17% do PIB

Desde setembro do ano passado, o governo brasileiro já anunciou medidas de combate à crise econômica que somam R$ 475 bilhões. O valor inclui todas as ações, inclusive as que não têm impacto no caixa do governo, como a liberação do compulsório bancário.

Somente as medidas do Banco Central, entre elas mudanças na regra do compulsório (dinheiro dos bancos retidos pelo BC), leilões com dólar e linha de troca de moeda com o Federal Reserve (FED), somaram R$ 284 bilhões.

As decisões começaram a ser tomadas há seis meses, com a quebra do banco Merrill Lynch, nos Estados Unidos. Na primeira fase, o governo brasileiro deu prioridade a medidas que facilitariam o acesso ao crédito.

Já as medidas de impacto fiscal, como isenção de impostos e aumento dos gastos, foram adotadas depois. A maior delas foi anunciada em dezembro, com a redução do Imposto de Renda e do IPI sobre carros, que resultou em um impacto de R$ 9 bilhões.

Mais recentemente, o governo anunciou medidas de estímulo na área de infraestrutura, com o pacote habitacional, que deverá movimentar R$ 34 bilhões.

No total, as medidas anunciadas pelo governo correspondem a 17% do PIB. Mas os especialistas afirmam que essa conta seria “muito generosa”.

“O dinheiro do compulsório não é dinheiro do governo, mas sim dos bancos”, diz o economista Márcio Garcia, da PUC-Rio.

Algumas instituições internacionais, como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Brookings Institution, de Washington, preferem calcular apenas aquilo que afeta diretamente o caixa dos governos, como isenções fiscais e gastos diretos.

Por esse critério, as medidas anunciadas pelo Brasil correspondem a 0,5% do PIB. É menos do que o recomendado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que sugere gastos de 2% do PIB.

Em seu relatório, divulgado em março, a Organização Internacional do Trabalho apontou o Brasil como o país que menos gastou no combate à crise, de uma lista de 30 economias.

Entre os que mais efetivamente colocaram a mão no bolso, segundo a OIT, estão a China e a Arábia Saudita. No pé da lista aparecem Brasil, Itália e Índia.

Ação coordenada

Uma das recomendações da declaração de Londres, endossada pelos membros do G20, é de que os países devem gastar ainda mais para reativar a economia mundial.

O desafio é fazer com que as medidas sejam adotadas de forma coordenada. Ou seja, todos devem gastar mais e de acordo com o peso de suas economias.

O economista Kevin Gallagher, da Universidade de Boston, diz que a ação coordenada é condição “essencial” para a retomada do crescimento.

“As economias de cada país estão ligadas. Por isso, não adianta um país estimular sua economia se o outro não está fazendo nada”, diz. No entanto, diz o economista, é difícil mensurar até que ponto cada um pode esticar o déficit fiscal.

“Os Estados Unidos podem ter um déficit público alto, mas o Brasil, não. Os investidores adotam o critério de dois pesos e duas medidas quando comparam países ricos e em desenvolvimento”, diz.

PRINCIPAIS MEDIDAS

Na esfera do Banco Central (compulsório, leilões de câmbio, etc.): R$ 284,15 bilhões

Crédito para exportadores via BNDES: R$ 5 bilhões

Crédito para setor agrícola via Banco do Brasil: R$ 6 bilhões

Crédito para empresas (BNDES e Banco do Brasil): R$ 19 bilhões

Crédito para aquisição de bens de consumo (Caixa Econômia Federal): R$ 2 bilhões

Medidas de isenção fiscal: R$ 12,3 bilhões

Liberação de FGTS: R$ 10 bilhões

Adicional para o BNDES: R$ 100 bilhões

Captação do Tesouro no exterior: R$ 1 bilhão

Aumento do seguro-desemprego: R$ 2,2 bilhões

Pacote habitacional: R$ 34 bilhões

Total: R$ 475,65 bilhões

 

‘Pouco e errado’

O Brasil já vê os efeitos da crise nas contas públicas. O superávit primário do governo (receita menos despesas, exceto juros) deverá cair 1,3 ponto percentual este ano, para 3,3% do PIB.

A diferença, porém, tem pouco a ver com a crise. O aumento dos gastos é verificado, principalmente, em despesas de custeio, como por exemplo o aumento de salário de servidores.

“Tivemos uma deterioração nas contas que não têm nada de medida anticíclica”, diz o professor Márcio Garcia, da PUC-Rio. “O Brasil fez pouco e fez muito do que não devia”.

O economista Felipe Salto, da Tendências, diz que o governo brasileiro corre o risco de colocar um “peso excessivo” na política monetária. Segundo ele, a redução dos juros é “válida e bem-vinda”, mas é uma medida de médio prazo.

“Não adianta apenas reduzir os juros. O governo terá de refazer as contas para investir mais. Tem que gastar, mas para isso terá de encontrar algum lugar para cortar”, diz.

PACOTE DO GOVERNO NÃO ATENDE TODOS OS MUNICIPIOS CARENTES DE HABITAÇÃO POPULAR. LEIA AS MATÉRIAS CLICANDO EM CIMA DAS LINHAS HORIZONTAIS.

  • 17:57  
  • CNM: pacote habitacional deixará de fora 85% dos municípios
  • 17:05
  • G-20 trouxe confiança, diz economista
  • Rio Amazonas é o mais extenso do mundo, comprova pesquisa

    O Rio Nilo já foi considerado o mais extenso do mundo, mas uma expedição comprovou que rio brasileiro tem 140 km a mais que o egípcio
    Divulgação
    Com a descoberta de novas nascentes no Peru, a extensão do Rio Amazonas foi corrigida para 6.992 quilômetros, 2% maior que o Rio Nilo
    Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Paulo Roberto Martini e Oton Barros fizeram na quarta-feira (1) um relato sobre a primeira expedição científica à nascente do Rio Amazonas, da qual participaram em junho de 2007.

    Com a descoberta das novas nascentes na região do Alto Ucayalli, no Peru, o Rio Amazonas passa a ter 6.992 quilômetros de extensão. O Rio Nilo, na África, que já foi considerado o mais extenso do planeta, tem 140 quilômetros a menos, ou seja, é 2% menor que o Amazonas.

    O engenheiro Paulo Roberto Martini explicou que há uma nova metodologia utilizada para redefinir o comprimento de rios, que foi aplicada nesta expedição. “Combinamos imagens de satélites mais precisas com sistemas de informações geográficas por computador. Esse é um método novo cujo mérito principal é que ele pode ser utilizado para medir qualquer rio do planeta. O que pretendemos agora é divulgar isso para estudantes e para o público em geral”.

    Ele explicou que no caso do Rio Amazonas é praticamente impossível fazer medidas corretas, nas regiões das montanhas, com métodos cartográficos mais convencionais, que dependem muito da situação de navegabilidade do rio. “Por isso, as imagens de satélite fazem toda a diferença”.

    A expedição contou também com pesquisadores do Instituto Geográfico Militar do Peru, da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O POVO ESTÁ COBRANDO DO G-20 DECISÕES A FAVOR DA HUMANIDADE
    O POVO ESTÁ COBRANDO PRIORIDADES PARA O SER HUMANO E DETERMINANDO UM BASTA NA PASSIVIDADE E CONIVENCIA DE GOVERNANTES COM OS CARTEIS DA ECONOMIA E DAS FINANÇAS. Se os membros do G=20 quizerem simplesmente ‘embromar’, não assumindo as rédeas da ECONOMIA E DAS FINANÇAS,os problemas mundiais realmente serão ampliados, porque passamos a viver a Era dos Internautas, até ontem totalmenete omissos, porque não se preocupavam para onde estava indo os seus recursos e as prioridades de aplicações. E pesquisa recente mostrou que apenas 10% da população controla mais de 85% de todas as riquezas mundiais. E desses 10% mais ricos, os EUA com apenas 4,5% da população mundial controla mais de 26% das riquezas. Logo, esse capital de ‘motel’ e ‘perverso e selvagem’ que está circulando no planeta, está Concentrando Riquezas e ampliando a Miséria e a Pobreza. Se os Paises do G-20 assumirem as rédeas das Nações, Estatizando Bancos; acabando com os PARAÍSOS FISCAIS; ACABANDO COM ATAQUES A MOEDAS; acabando com os abusos com Derivativos , Comodities e Mercado de Ações Artifialmente Valorizadas, a CRISE CHEGARÁ RAPIDAMENTE AO FIM. VEJAM QUE NOS ULTIMOS SEIS MESES OS GOVERNANTES COLOCARAM MAIS DE 2 TRILHOES DE DOLARES NAS MÃOS DE BANQUEIROS E SOMENTE ELES ESTÃO SE BENEFICIANDO, LONGANDO A CRISE E O POVO PAGANDO O PATO E A CONTA. AVANTE INTERNAUTAS E DEFENDAM OS DIREITOS E AS PRESTAÇÕES DE CONTAS DOS GOVERNANTES PARA A SOCIEIDADE CIVIL, FORÇANDO O DIRECIONANDO DO CAPITAL PARA AS ATIVIDADES PRODUTIVAS QUE GERAM EMPREGOS, RENDA E CONSUMO. BASTA DE ALIMENTAR OS CASSINOS FINANCEIROS INTERNACIONAIS E DESNUTIR MAIS DE 12% DA POPULAÇÃO DO PLANETA TERRA.
    Dependência psicológica
    Levantamento do Hospital A. C. Camargo aponta que mulheres têm efeitos psicológicos mais intensos causados pela nicotina, gerando dificuldades adicionais para que abandonem o hábito.

    Dependência psicológica

    25/3/2009

    Agência FAPESP – Um estudo realizado pelo Grupo de Apoio ao Tabagista (GAT) do Hospital do Câncer A. C. Camargo, em São Paulo, destaca que, psicologicamente, o tabaco gera nas mulheres efeitos mais intensos quando comparado aos homens, causando dificuldades adicionais para o abandono do vício.

    Uma das hipóteses é que isso ocorra porque as mulheres são mais sujeitas aos sintomas de depressão e ansiedade. Segundo os pesquisadores, cerca de 90% das fumantes iniciam seu hábito na adolescência, a partir dos 13 anos de idade, devido a fatores como pressão social e imitação do grupo.

    O levantamento feito com 6 mil pacientes em tratamento concluiu ainda que, em cerca de 50% dos casos, entre homens e mulheres, a dependência do cigarro é exclusivamente psicológica. Apenas 20% dos pacientes apresentaram dependência grave de nicotina e 30% são dependentes leves ou moderados da substância.

    Entre os males causados pelo cigarro à saúde da mulher está o aumento dos riscos de câncer de pulmão, uma vez que o tabaco é responsável por 98% dos casos, de acordo com o trabalho, além do aumento de outros tipos de cânceres como o de boca, esôfago, laringe, faringe e garganta.

    Os autores da pesquisa destacam que muitas mulheres associam parar de fumar com ganho de peso. “O ganho é relativamente pequeno (cerca de 4 quilos), sendo evitável em caso de tratamento com auxílio de especialista. O maior problema é que elas não apenas temem engordar ao cessarem o vício, como também a maioria começa a fumar por ouvir dizer que esse hábito emagrece”, destaca a psiquiatra e coordenadora do GAT, Célia Lídia da Costa.

    Além de sinais estéticos e sociais como o envelhecimento precoce por alterações microvasculares da pele, outras consequências são o aumento da taxa de infertilidade, alterações menstruais e doenças cardiovasculares.

    Os riscos são ampliados quando o tabaco está associado ao uso de métodos anticoncepcionais, podendo causar problemas na gravidez e interferir diretamente na saúde e no peso do bebê, pois o tabaco diminui a chegada de nutrientes pela placenta.

    Mantido pela Fundação Antônio Prudente, o Hospital do Câncer A. C. Camargo realiza de forma integrada a prevenção, o diagnóstico e o tratamento ambulatorial e cirúrgico dos mais de 800 tipos de câncer conhecidos.

    Mais informações: http://www.hcanc.org.br

     
    PARA A LEITURA DAS MATÉRIAS, BASTA CLICAR EM CIMA DAS LINHAS HORIZONTAIS

    A novela dos diplomas cubanos

    Pressionado pelo PT, pelo PC do B e pelo Movimento dos Sem-Terra (MST), o governo continua tentando encontrar uma forma de facilitar o reconhecimento de diplomas expedidos por faculdades cubanas e regularizar a situação dos brasileiros que se formaram .AGENCIA ESTADO.

    A dívida dos Estados

    Pelo menos 13 das 27 unidades da Federação já procuram formas de revisão das condições de pagamento da dívida renegociada com o governo federal em 1997. Trata-se de uma situação diferente daquela que forçou o governo federal aassumir a dívida de Estados AGENCIA ESTADO.

     A CRISE E OS FUNDOS DE PENSÕES
    O patrimônio dos fundos de pensão caiu de R$ 436 bilhões, em 2007, para R$ 416 bilhões, em 2008. O resultado atuarial foi ainda pior: 14,29% abaixo da rentabilidade mínima necessária para atender às metas. O superávit histórico dos fundos, que era de R$ 76 bilhões, caiu para R$ 39 bilhões. As obrigações com os participantes ainda estão cobertas, mas a gestão das carteiras, em 2009, terá de ser muito mais cuidadosa. O desempenho negativo de 2008 se deveu à queda das cotações das ações, que impôs perda de R$ 31 bilhões ao conjunto dos fundos. AGENCIA ESTADO.

    Banco do Brasil é instituição mais rentável das Américas

    O Bradesco, segundo maior banco privado do País, é o vice-líder ao registrar retorno de 23,6%

    Banco brasileiro é exceção, diz ”Economist”

    BNDES financiará compra de jatos pela Argentina

    Presidente do BNDES disse que financiamento será de US$ 600 milhões

    Governo pode adiar prazo para 1 milhão de casas

    Dilma diz que meta será atingida em 2011; menor prestação será de R$ 50

    DIA MUNDIAL DA ÁGUA. O investimento em ciências pode desenvolver tecnologias para substituir recursos naturais como o petróleo, a madeira e o ferro. Mas, por mais criativo que seja, o ser humano jamais encontrará um produto para
    substituir a água. As tecnologias e políticas públicas desenvolvidas neste sentido são para proteger os mananciais, os rios e os mares da poluição, do despejo de esgotos e dos mais diversos resíduos químicos que
    provocam a escassez, a contaminação e a morte. No mês da água, vale uma reflexão sobre o recurso natural mais abundante, mais vital e,
    também, o mais ameaçado pelas atividades humanas.

    Veja o peixe-robô antipoluição e outras imagens da semana

    O PROBLEMA DA TUBERCULOSE 

    Número de infectados pelo HIV que morre de tuberculose é maior do que se estimava, revela relatório global da OMS. Brasil passou de 16º para 18º no ranking da doença (foto: divulgação)

    Especiais

    Efeito da coinfecção

    25/3/2009

    Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro

    Agência FAPESP – A 13ª edição do relatório global do controle de tuberculose, feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS), traz uma boa e quatro más notícias, segundo Mario Raviglione, diretor da Stop TB Partnership, iniciativa conduzida pela OMS e por instituições de dezenas de países responsável por colocar a doença na agenda política mundial.

    A boa notícia, disse Raviglione nesta terça-feira (24/3), no 3º Fórum Mundial de Parceiros Stop TB, realizado no Rio de Janeiro, é que o número de casos de tuberculose tem declinado desde 2004.

    A primeira má notícia é que a queda na taxa de incidência é lenta – menos de 1% ao ano. As outras três são: a proporção de novos casos detectados tem se mantida no patamar de 63%; 10% dos infectados são resistentes a quase todos os remédios existentes; e o número de pessoas que morrem de tuberculose, mesmo infectadas pelo vírus HIV, é maior do que se estimava.

    O relatório revela que uma em cada quatro mortes por tuberculose está relacionada com o vírus da Aids, o dobro do que se pensava. “Usando dados da África, percebemos que 1,4 milhão de casos são decorrentes do HIV. Até um ano atrás, estimávamos que havia 700 mil”, contou Raviglione.

    “Nossas ações a partir de agora têm que estar vinculadas a esta abordagem. Deve haver uma integração no tratamento do HIV e da tuberculose”, disse o pesquisador italiano.

    O novo relatório também revela que 9,3 milhões de pessoas estariam infectadas hoje em dia no mundo, mas apenas 5,4 milhões desses casos estão registrados oficialmente.

    “Na África, como essas pessoas são detectadas como HIV positivos, a Aids aparece como a causa da morte, mas, na realidade, elas morrem por conta da tuberculose. Descobrimos que um terço dos casos estimados no mundo nunca foi detectado”, salientou.

    A multirresistência às drogas é outra questão apontada pelo relatório. Houve um aumento de 500 mil casos de resistência aos medicamentos hoje existentes em relação ao registrado no último informe da OMS. “Como são os mais difíceis de serem tratados, esses são os casos mais fatais. O problema é que 10% dos novos casos detectados são resistentes a quase todos os remédios”, disse.

    Foram registrados casos de multirresistência às terapias em 55 países. No Brasil, a taxa é de 1,4%, baixa em relação aos demais. Entretanto, o país continua na lista dos 22 países com o maior número de casos, ao lado da Índia, China, Afeganistão, Quênia, Nigéria, Zimbábue, África do Sul e Paquistão, entre outros. Outros países sul-americanos também figuram nessa relação: Argentina, Colômbia, Peru, Equador e Chile.

    Mesmo assim, segundo Raviglione, a situação do Brasil melhorou muito em relação aos anos anteriores. “As notificações estão caindo e o país está seguindo os parâmetros recomendados pela OMS, enquanto outros países não estão realizando tais estratégias”, afirmou.

    Na opinião de Raviglione, embora o declínio observado no número de novos casos da doença seja lento – menos de 1% ao ano – também não deixa de ser importante. “É um efeito dos esforços que têm sido feitos e das políticas públicas que os governos têm adotado em função das recomendações da OMS”, disse o diretor da Stop TB Partnership.

    Para ele, no entanto, é como se o mundo estivesse em uma nova guerra, lutando com armas do século passado. “Precisamos de novas drogas. A vacina BCG, direcionada somente para crianças, foi lançada em 1922, e não é eficaz em adultos. A pesquisa para a tuberculose também não tem sido priorizada, foi abandonada há 30 anos. Ainda estamos usando medicamentos da década de 1950”, destacou.

    Cenário brasileiro

    O Brasil vem caindo no ranking dos países de maior incidência da doença – da 14ª posição passou para a 16ª em 2007 e, agora, segundo o novo relatório da OMS, ocupa a 18ª.

    Para Dráurio Pereira, do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, a avaliação é positiva, embora discorde dos valores apresentados pelo relatório, segundo o qual o Brasil teria 92 mil casos da doença, quando,de acordo com o Ministério da Saúde, o total seria 72 mil. “Mas eles trabalham com estimativas para todos os países”, disse à Agência FAPESP.

    Sobre a nova posição do país no ranking da incidência da doença, Pereira afirma que era esperado. “Já estávamos diminuindo de posição. Talvez em cinco anos, sairemos da lista dos 22. Mas se eles levassem em conta o indicador de numero de casos dividido pela população, cairíamos para a 108ª. Como eles são guiados pelo numero de casos, países superpopulosos como China e Índia sempre ocupam as primeiras posições”, questionou.

    Sobre os efeitos da coinfecção TB/HIV, Dráurio também afirmou não ser novidade para o Brasil. “Não fomos surpreendidos, uma vez que já estamos atentos a isso há algum tempo: 70% dos pacientes com tuberculose em nosso país fazem teste de HIV”, afirmou.

    Autor: João Rocha - Categoria(s): Familia, Notícias, Saude Tags:
    

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