Brasileiros tomaram conta da Nova Zelândia e mais notícias ….

Medidas anunciadas pelo governo correspondem a 17% do PIB
Desde setembro do ano passado, o governo brasileiro já anunciou medidas de combate à crise econômica que somam R$ 475 bilhões. O valor inclui todas as ações, inclusive as que não têm impacto no caixa do governo, como a liberação do compulsório bancário.
Somente as medidas do Banco Central, entre elas mudanças na regra do compulsório (dinheiro dos bancos retidos pelo BC), leilões com dólar e linha de troca de moeda com o Federal Reserve (FED), somaram R$ 284 bilhões.
As decisões começaram a ser tomadas há seis meses, com a quebra do banco Merrill Lynch, nos Estados Unidos. Na primeira fase, o governo brasileiro deu prioridade a medidas que facilitariam o acesso ao crédito.
Já as medidas de impacto fiscal, como isenção de impostos e aumento dos gastos, foram adotadas depois. A maior delas foi anunciada em dezembro, com a redução do Imposto de Renda e do IPI sobre carros, que resultou em um impacto de R$ 9 bilhões.
Mais recentemente, o governo anunciou medidas de estímulo na área de infraestrutura, com o pacote habitacional, que deverá movimentar R$ 34 bilhões.
No total, as medidas anunciadas pelo governo correspondem a 17% do PIB. Mas os especialistas afirmam que essa conta seria “muito generosa”.
“O dinheiro do compulsório não é dinheiro do governo, mas sim dos bancos”, diz o economista Márcio Garcia, da PUC-Rio.
Algumas instituições internacionais, como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Brookings Institution, de Washington, preferem calcular apenas aquilo que afeta diretamente o caixa dos governos, como isenções fiscais e gastos diretos.
Por esse critério, as medidas anunciadas pelo Brasil correspondem a 0,5% do PIB. É menos do que o recomendado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que sugere gastos de 2% do PIB.
Em seu relatório, divulgado em março, a Organização Internacional do Trabalho apontou o Brasil como o país que menos gastou no combate à crise, de uma lista de 30 economias.
Entre os que mais efetivamente colocaram a mão no bolso, segundo a OIT, estão a China e a Arábia Saudita. No pé da lista aparecem Brasil, Itália e Índia.
Ação coordenada
Uma das recomendações da declaração de Londres, endossada pelos membros do G20, é de que os países devem gastar ainda mais para reativar a economia mundial.
O desafio é fazer com que as medidas sejam adotadas de forma coordenada. Ou seja, todos devem gastar mais e de acordo com o peso de suas economias.
O economista Kevin Gallagher, da Universidade de Boston, diz que a ação coordenada é condição “essencial” para a retomada do crescimento.
“As economias de cada país estão ligadas. Por isso, não adianta um país estimular sua economia se o outro não está fazendo nada”, diz. No entanto, diz o economista, é difícil mensurar até que ponto cada um pode esticar o déficit fiscal.
“Os Estados Unidos podem ter um déficit público alto, mas o Brasil, não. Os investidores adotam o critério de dois pesos e duas medidas quando comparam países ricos e em desenvolvimento”, diz.
PRINCIPAIS MEDIDAS
Na esfera do Banco Central (compulsório, leilões de câmbio, etc.): R$ 284,15 bilhões
Crédito para exportadores via BNDES: R$ 5 bilhões
Crédito para setor agrícola via Banco do Brasil: R$ 6 bilhões
Crédito para empresas (BNDES e Banco do Brasil): R$ 19 bilhões
Crédito para aquisição de bens de consumo (Caixa Econômia Federal): R$ 2 bilhões
Medidas de isenção fiscal: R$ 12,3 bilhões
Liberação de FGTS: R$ 10 bilhões
Adicional para o BNDES: R$ 100 bilhões
Captação do Tesouro no exterior: R$ 1 bilhão
Aumento do seguro-desemprego: R$ 2,2 bilhões
Pacote habitacional: R$ 34 bilhões
Total: R$ 475,65 bilhões
‘Pouco e errado’
O Brasil já vê os efeitos da crise nas contas públicas. O superávit primário do governo (receita menos despesas, exceto juros) deverá cair 1,3 ponto percentual este ano, para 3,3% do PIB.
A diferença, porém, tem pouco a ver com a crise. O aumento dos gastos é verificado, principalmente, em despesas de custeio, como por exemplo o aumento de salário de servidores.
“Tivemos uma deterioração nas contas que não têm nada de medida anticíclica”, diz o professor Márcio Garcia, da PUC-Rio. “O Brasil fez pouco e fez muito do que não devia”.
O economista Felipe Salto, da Tendências, diz que o governo brasileiro corre o risco de colocar um “peso excessivo” na política monetária. Segundo ele, a redução dos juros é “válida e bem-vinda”, mas é uma medida de médio prazo.
“Não adianta apenas reduzir os juros. O governo terá de refazer as contas para investir mais. Tem que gastar, mas para isso terá de encontrar algum lugar para cortar”, diz.
PACOTE DO GOVERNO NÃO ATENDE TODOS OS MUNICIPIOS CARENTES DE HABITAÇÃO POPULAR. LEIA AS MATÉRIAS CLICANDO EM CIMA DAS LINHAS HORIZONTAIS.
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Patologista apresenta graves denúncias em artigo no The New York Review of Books
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Dependência psicológica
25/3/2009
Uma das hipóteses é que isso ocorra porque as mulheres são mais sujeitas aos sintomas de depressão e ansiedade. Segundo os pesquisadores, cerca de 90% das fumantes iniciam seu hábito na adolescência, a partir dos 13 anos de idade, devido a fatores como pressão social e imitação do grupo.
O levantamento feito com 6 mil pacientes em tratamento concluiu ainda que, em cerca de 50% dos casos, entre homens e mulheres, a dependência do cigarro é exclusivamente psicológica. Apenas 20% dos pacientes apresentaram dependência grave de nicotina e 30% são dependentes leves ou moderados da substância.
Entre os males causados pelo cigarro à saúde da mulher está o aumento dos riscos de câncer de pulmão, uma vez que o tabaco é responsável por 98% dos casos, de acordo com o trabalho, além do aumento de outros tipos de cânceres como o de boca, esôfago, laringe, faringe e garganta.
Os autores da pesquisa destacam que muitas mulheres associam parar de fumar com ganho de peso. “O ganho é relativamente pequeno (cerca de 4 quilos), sendo evitável em caso de tratamento com auxílio de especialista. O maior problema é que elas não apenas temem engordar ao cessarem o vício, como também a maioria começa a fumar por ouvir dizer que esse hábito emagrece”, destaca a psiquiatra e coordenadora do GAT, Célia Lídia da Costa.
Além de sinais estéticos e sociais como o envelhecimento precoce por alterações microvasculares da pele, outras consequências são o aumento da taxa de infertilidade, alterações menstruais e doenças cardiovasculares.
Os riscos são ampliados quando o tabaco está associado ao uso de métodos anticoncepcionais, podendo causar problemas na gravidez e interferir diretamente na saúde e no peso do bebê, pois o tabaco diminui a chegada de nutrientes pela placenta.
Mantido pela Fundação Antônio Prudente, o Hospital do Câncer A. C. Camargo realiza de forma integrada a prevenção, o diagnóstico e o tratamento ambulatorial e cirúrgico dos mais de 800 tipos de câncer conhecidos.
Mais informações: http://www.hcanc.org.br
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substituir a água. As tecnologias e políticas públicas desenvolvidas neste sentido são para proteger os mananciais, os rios e os mares da poluição, do despejo de esgotos e dos mais diversos resíduos químicos que
provocam a escassez, a contaminação e a morte. No mês da água, vale uma reflexão sobre o recurso natural mais abundante, mais vital e,
também, o mais ameaçado pelas atividades humanas.
Veja o peixe-robô antipoluição e outras imagens da semana
Número de infectados pelo HIV que morre de tuberculose é maior do que se estimava, revela relatório global da OMS. Brasil passou de 16º para 18º no ranking da doença (foto: divulgação)
Especiais
Efeito da coinfecção
25/3/2009
Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro
Agência FAPESP – A 13ª edição do relatório global do controle de tuberculose, feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS), traz uma boa e quatro más notícias, segundo Mario Raviglione, diretor da Stop TB Partnership, iniciativa conduzida pela OMS e por instituições de dezenas de países responsável por colocar a doença na agenda política mundial.
A boa notícia, disse Raviglione nesta terça-feira (24/3), no 3º Fórum Mundial de Parceiros Stop TB, realizado no Rio de Janeiro, é que o número de casos de tuberculose tem declinado desde 2004.
A primeira má notícia é que a queda na taxa de incidência é lenta – menos de 1% ao ano. As outras três são: a proporção de novos casos detectados tem se mantida no patamar de 63%; 10% dos infectados são resistentes a quase todos os remédios existentes; e o número de pessoas que morrem de tuberculose, mesmo infectadas pelo vírus HIV, é maior do que se estimava.
O relatório revela que uma em cada quatro mortes por tuberculose está relacionada com o vírus da Aids, o dobro do que se pensava. “Usando dados da África, percebemos que 1,4 milhão de casos são decorrentes do HIV. Até um ano atrás, estimávamos que havia 700 mil”, contou Raviglione.
“Nossas ações a partir de agora têm que estar vinculadas a esta abordagem. Deve haver uma integração no tratamento do HIV e da tuberculose”, disse o pesquisador italiano.
O novo relatório também revela que 9,3 milhões de pessoas estariam infectadas hoje em dia no mundo, mas apenas 5,4 milhões desses casos estão registrados oficialmente.
“Na África, como essas pessoas são detectadas como HIV positivos, a Aids aparece como a causa da morte, mas, na realidade, elas morrem por conta da tuberculose. Descobrimos que um terço dos casos estimados no mundo nunca foi detectado”, salientou.
A multirresistência às drogas é outra questão apontada pelo relatório. Houve um aumento de 500 mil casos de resistência aos medicamentos hoje existentes em relação ao registrado no último informe da OMS. “Como são os mais difíceis de serem tratados, esses são os casos mais fatais. O problema é que 10% dos novos casos detectados são resistentes a quase todos os remédios”, disse.
Foram registrados casos de multirresistência às terapias em 55 países. No Brasil, a taxa é de 1,4%, baixa em relação aos demais. Entretanto, o país continua na lista dos 22 países com o maior número de casos, ao lado da Índia, China, Afeganistão, Quênia, Nigéria, Zimbábue, África do Sul e Paquistão, entre outros. Outros países sul-americanos também figuram nessa relação: Argentina, Colômbia, Peru, Equador e Chile.
Mesmo assim, segundo Raviglione, a situação do Brasil melhorou muito em relação aos anos anteriores. “As notificações estão caindo e o país está seguindo os parâmetros recomendados pela OMS, enquanto outros países não estão realizando tais estratégias”, afirmou.
Na opinião de Raviglione, embora o declínio observado no número de novos casos da doença seja lento – menos de 1% ao ano – também não deixa de ser importante. “É um efeito dos esforços que têm sido feitos e das políticas públicas que os governos têm adotado em função das recomendações da OMS”, disse o diretor da Stop TB Partnership.
Para ele, no entanto, é como se o mundo estivesse em uma nova guerra, lutando com armas do século passado. “Precisamos de novas drogas. A vacina BCG, direcionada somente para crianças, foi lançada em 1922, e não é eficaz em adultos. A pesquisa para a tuberculose também não tem sido priorizada, foi abandonada há 30 anos. Ainda estamos usando medicamentos da década de 1950”, destacou.
Cenário brasileiro
O Brasil vem caindo no ranking dos países de maior incidência da doença – da 14ª posição passou para a 16ª em 2007 e, agora, segundo o novo relatório da OMS, ocupa a 18ª.
Para Dráurio Pereira, do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, a avaliação é positiva, embora discorde dos valores apresentados pelo relatório, segundo o qual o Brasil teria 92 mil casos da doença, quando,de acordo com o Ministério da Saúde, o total seria 72 mil. “Mas eles trabalham com estimativas para todos os países”, disse à Agência FAPESP.
Sobre a nova posição do país no ranking da incidência da doença, Pereira afirma que era esperado. “Já estávamos diminuindo de posição. Talvez em cinco anos, sairemos da lista dos 22. Mas se eles levassem em conta o indicador de numero de casos dividido pela população, cairíamos para a 108ª. Como eles são guiados pelo numero de casos, países superpopulosos como China e Índia sempre ocupam as primeiras posições”, questionou.
Sobre os efeitos da coinfecção TB/HIV, Dráurio também afirmou não ser novidade para o Brasil. “Não fomos surpreendidos, uma vez que já estamos atentos a isso há algum tempo: 70% dos pacientes com tuberculose em nosso país fazem teste de HIV”, afirmou.



