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02/02/2009 - 13:29

Brasil é o oitavo em transparência do orçamento público – + países com as maiores reservas de petróleo do mundo

Dados de desmatamento na internet

18/3/2009

Agência FAPESP – O sistema Degrad (Mapeamento da Degradação Florestal na Amazônia Brasileira), criado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para identificar áreas em processo de desmatamento na Amazônia, ganhou página própria na internet.

O levantamento preliminar do Degrad registrou 14.915 km² de áreas degradadas em 2007 e 24.932 km² em 2008. O novo sistema foi desenvolvido para mapear anualmente, e em detalhe, as áreas em processo de desmatamento e que não são computadas pelo Prodes, sistema do Inpe que identifica apenas o “corte raso”, ou seja, as áreas em que a cobertura florestal nativa foi totalmente retirada.

Por registrar as derrubadas parciais da floresta, causadas por queimadas ou extração seletiva de madeira, o Degrad pode dar importante subsídio aos órgãos de fiscalização e diminuir o corte raso.

Baseado em imagens de satélites, o monitoramento do desmatamento na Amazônia feito pelo Inpe conta com três sistemas, que atuam de forma independente, porém complementares.

Com 20 anos de história, o Prodes é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de km² todos os anos.

Em 2004 foi lançado o Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real). Menos detalhado do que o Prodes – por utilizar sensores que cobrem a Amazônia com maior freqüência, porém com imagens de menor resolução espacial –, o Deter é mais abrangente e inclui tanto o corte raso quanto as ocorrências de degradação florestal.

Em 2008, o aumento da degradação indicado pelo Deter na Amazônia brasileira motivou a criação do Degrad.

Mais informações: www.obt.inpe.br/degrad - CLIQUE AQUÍ E TENHA INFORMAÇÕES PRECIOSAS.

02 de fevereiro, 2009 – 14h55 GMT (12h55 Brasília)

Brasil é 8º em ranking de transparência do orçamento público

O Brasil ficou em oitavo lugar em um ranking de 85 países que tiveram o seu grau de transparência do orçamento público analisado por uma ONG com sede em Washington.

O estudo, do International Budget Partnership (IBP), concluiu que 80% dos governos do mundo não fornecem informações adequadas à população sobre seus gastos.

Segundo o IBP, que monitora e promove a transparência governamental, quase 50% dos 85 países analisados “fornecem informações tão ínfimas que permitem esconder gastos impopulares, desperdiçados e corruptos”.

A ONG analisou dados colhidos até setembro de 2007 e examinou os instrumentos de fiscalização e auditorias de cada país para avaliar o grau de transparência dos orçamentos apresentados pelos governos e os mecanismos que permitem o acesso a informações sobre gastos públicos.

O documento revela que 68 dos 85 países analisados “não oferecem informações abrangentes e adequadas para que as pessoas possam entender, participar e monitorar a utilização de fundos públicos”.

O estudo concluiu também que mais da metade dos países chegam a juntar informações que permitiriam uma compreensão e um acompanhamento mais efetivo do público no planejamento e aplicação do orçamento – mas essas informações acabam não sendo divulgadas.

Em 51 dos 85 países, os governos produzem pelo menos um documento-chave que acaba não sendo revelado ao público.

Ranking

Com base nos dados, o IBP criou um ranking para permitir a comparação entre os países. No topo está a Grã-Bretanha, liderando o grupo de apenas cinco países que, segundo o estudo, “fornecem informações abrangentes” sobre o dinheiro colhido e gasto pelo governo.

O Brasil está em oitavo lugar no ranking geral e pertence ao grupo dos países que “provêem informações substanciais” e “concedem aos cidadãos algumas ferramentas para monitorar e cobrar responsabilidade do governo na administração do dinheiro público”.

Segundo o documento do IBP, no Brasil, entretanto, é “de certa forma difícil monitorar gastos, arrecadação de impostos e empréstimos no decorrer do ano fiscal”.

“O Brasil divulga um relatório anual bastante abrangente sobre seus gastos, mas não lança um relatório semestral”, diz a ONG. “Isso poderia ajudar em muito a fortalecer o acompanhamento público na implementação do orçamento.”

O documento diz ainda que, “apesar de a Constituição garantir o direito de informação ao cidadão, é necessária uma regulamentação adicional para tornar esse direito mais efetivo”.

O Brasil é o país latino-americano mais bem colocado no ranking e é o melhor posicionado entre os Brics (grupo de emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China).

A China aparece no último bloco do ranking, que inclui os 25 países em que “há muito pouca ou nenhuma informação” sobre o uso dos fundos públicos.

Entre os emergentes, o Brasil só fica atrás da África do Sul, que ficou em segundo lugar no ranking geral.

EXLCUSIVO: Paraná estimula o aproveitamento de biogás pelos produtores rurais

 

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Uma parceria entre a Companhia paranaense de energia elétrica, Copel, e a Itaipu, na região de Foz do Iguaçu, no sudoeste do estado do Paraná, incentiva os agricultores a aproveitar os dejetos animais para a produção de energia. Um projeto-piloto foi implantado em algumas propriedades com a finalidade de distribuir a energia gerada a partir da biodigestão.

Esta semana, durante reunião com diversas secretarias de estado, o projeto foi apresentado pelo diretor de engenharia da Copel, Luiz Antonio Rossafa. “O gás metano é transformado em energia elétrica e pode ser consumido pelo produtor, trazendo a vantagem de não ter que comprar a energia do distribuidor, e ele ainda pode vender o excedente”, explica o diretor.

As vantagens também foram destacadas pelo presidente da Copel, Rubens Ghilardi, “é uma sobra que antes era queimada. Essa sobra passa a gerar energia e a Copel adquire para colocar em seu sistema” afirma.

Para Rossafa a iniciativa é uma solução para um passivo ambiental, gerado pela produção animal. Um resíduo que seria lançado no ambiente é processado em condições sanitárias adequadas, “todos os nutrientes químicos desses dejetos são reciclados sem nenhum custo adicional”, completa, “cuidarmos bem do ambiente significa cuidar do insumo mais importante para a agricultura, que é a água”.

No início do mês a Copel assinou seis contratos para aquisição do  excedente de energia, totalizando 524 quilowatts de potência, o suficiente para atender 130 residências.

AS MAIORES RESERVAS DE PETRÓLEO DO MUNDO

De acordo com os dados coletados pela Energy Information Administration, o órgão oficial de estatísticas de energia do governo dos Estados Unidos, as maiores reservas de petróleo do mundo, em bilhões de barris e comprovadas até janeiro de 2007, são:

1 – Arábia Saudita – 269,25*
2 – Canadá – 178,8*
3 – Irã – 136,3
4 – Iraque – 115
5 – Kuwait – 101,5
6 – Emirados Árabes Unidos – 97,8 milhões
7 – Venezuela – 80
8 – Rússia – 60
9 – Líbia – 41,5
10 – Nigéria – 36,2
11 – Cazaquistão – 30
12 – Estados Unidos 21,8
13 – China – 16
14 – Catar – 15,2
15 – México – 12,4
16 – Argelia – 12,3
17 – Brasil – 12,2*

A floresta no limite

16/2/2009

Por Ricardo Zorzetto

Revista Pesquisa FAPESP – A paisagem que Paulo Brando encontrou em outubro passado na Floresta Nacional do Tapajós em Belterra, município no oeste do Pará, é bem distinta da que o encantou em sua primeira viagem à região seis anos atrás.

As árvores mais altas e imponentes tinham muito menos folhas que o normal e já não se abraçavam no topo da floresta como antes. Várias estavam secas e mortas e por entre os vãos da copa deixavam espiar o céu. Quase sempre inacessíveis a quem caminha pela mata, os raios de sol chegavam à camada de folhas no solo, deixando-a mais seca e propensa a pegar fogo.

Felizmente a transformação observada pelo engenheiro florestal paulista se restringe – ao menos por enquanto – a uma pequena área da Amazônia que na última década vem servindo de laboratório natural para pesquisadores brasileiros e norte-americanos interessados em descobrir o que pode acontecer com a mais vasta floresta tropical do mundo caso, como previsto, a temperatura do planeta continue aumentando e as chuvas diminuam na região.

No interior dessa reserva ambiental às margens do rio Tapajós, a 67 quilômetros ao sul de Santarém, Daniel Nepstad, ecólogo do Centro de Pesquisas Woods Hole, nos Estados Unidos, e fundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), criou no final dos anos 1990 um elaborado experimento a céu aberto.

Selecionou um hectare de vegetação nativa – o correspondente a um quarteirão com 100 metros de lado – no qual simulou secas intensas semelhantes às causadas de tempos em tempos no leste da Amazônia pelo El Niño, o aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico.

Durante cinco estações chuvosas seguidas, cerca de 30 pesquisadores e auxiliares da equipe de Nepstad instalaram um pouco acima do solo 5.660 painéis plásticos de 3 metros de comprimento por 0,5 metro de largura, recolhidos ao final de cada período de chuvas. Como uma espécie de guarda-chuva sobre a floresta, os painéis desviavam as águas vindas do céu para um sistema de calhas que as conduziam para longe dali.

Os efeitos desse experimento complexo e dispendioso – foram medidos gases emitidos para a atmosfera, umidade do solo, crescimento das plantas, entre outros fatores – começaram a se tornar mais claros recentemente com a publicação de artigos científicos detalhando os danos causados por cinco anos de uma seca experimental severa que reduziu de 35% a 40% o volume de água que chegava ao solo (o índice médio de chuvas na região de Santarém é de 2 mil milímetros por ano, concentrados de dezembro a junho).

Clique aqui para ler o texto completo na edição 155 de Pesquisa FAPESP.

Assinatura, renovação e mudança de endereço: (11) 3038-1434, (11) 3038-1418 (fax) ou fapesp@teletarget.com.br

Autor: João Rocha - Categoria(s): Ecologia, Governo, Notícias, Politica Tags:


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