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Ódio à escravidão moveu idéias de Darwin, diz livro
Por Mike Collett-White
LONDRES (Reuters) – Um novo livro sobre Charles Darwin diz que um ódio passional à escravidão foi fundamental para que ele desenvolvesse a sua teoria da evolução. A teoria foi contra a suposição de muitos à época de que negros e brancos eram de diferentes espécies.
“Darwin’s Sacred Cause” (a causa sagrada de Darwin) é um dos primeiros entre as dezenas de trabalhos sobre o cientista do século XIX que deverão ser lançadas em 2009, bicentenário de seu nascimento e quando se completam 150 anos da publicação do revolucionário “A Origem das Espécies”.
Os autores do livro, Adrian Desmond e James Moore, também acreditam que ele será um dos mais polêmicos, porque explora o que chamam de humanitarismo de Darwin e contesta a noção de que suas conclusões tenham sido resultado apenas da busca científica.
“Deve haver razões para ele ter chegado a imagens da origem comum da evolução quando não havia precedentes para tanto na zoologia de seu tempo”, disse Desmond à Reuters. “Isso vem do antiescravagismo.”
“Ninguém duvida que as ilhas Galápagos, os tentilhões, as preguiças gigantes e as tartarugas gigantes tenham sido absolutamente fundamentais para seus pontos de vista e para o que ele estava interessado.”
“Mas é preciso observar um certo princípio norteador. Cada navio levava mais de um naturalista naqueles tempos — por que nenhum deles chegou a essa idéia da origem comum, ainda que a maioria deles tivesse exatamente a mesma evidência?”
Moore disse que o livro não pretendia simplificar o argumento para “sou contra a escravidão, portanto sou evolucionista”. E acrescentou: “Esse não é um argumento reducionista. Estamos ressaltando que era preciso que Darwin acreditasse em uma ‘ciência da fraternidade’ para ver a origem comum. Não podemos descobrir de onde mais ele teria tirado isso.”
Desmond e Moore voltam ao naturalista 18 anos após lançarem “Darwin”, a aclamada biografia do homem que chegou à conclusão de que todas as espécies evoluíram de ancestrais comuns.
Como o próprio cientista sabia, suas teorias foram revolucionárias.
Ele derrubou os humanos de seu pedestal ao sugerir que compartilhamos ancestrais com macacos e lesmas, acabou com as pesquisas científicas sugerindo que brancos eram de uma espécie superior aos negros e contestou suposições criacionistas.
Desmond e Moore argumentam que o seu ponto de vista é importante porque mostra que Darwin foi movido por desejos e necessidades humanas, e lança nova luz sobre trabalhos atacados até hoje por serem considerados moralmente subversivos.
Droga spice é proibida na Alemanha
A produção, a posse e o comércio da droga conhecida como spice serão considerados crime a partir desta quinta-feira (22/01) na Alemanha, segundo um comunicado do Ministério alemão da Saúde. A droga ganhou grande popularidade entre os jovens na Alemanha, onde estava sendo vendida como uma mistura natural de ervas, contornando, assim, as leis antidrogas.
No entanto, testes mostraram que spice contém uma substância sintética potencialmente prejudicial, que produz os mesmos efeitos da substância natural psicoativa da cannabis, planta da qual se produz a maconha. Mas spice é quatro vezes mais forte, advertem estudiosos.
Efeitos colaterais
“A droga spice não é inofensiva e deve ser retirada de circulação rapidamente”, disse a ministra da Saúde alemã, Ulla Schmidt. Já a encarregada do governo no combate às drogas, Sabine Bätzing, afirmou que “vender spice como um cigarro inofensivo de ervas é fraudulento”.
Testes mostraram que fumar a droga pode causar alucinações e levar a efeitos colaterais mais fortes, como ataques de pânico e náusea. O consumo pode levar a problemas cardíacos, de circulação e no sistema nervoso, explicou a encarregada do governo alemão para o combate às drogas, Sabine Bätzing.
A proibição, que prevê uma multa para aqueles que a desrespeitem, ficará em vigor por 12 meses, até que seja sancionada uma lei permanente. DWWORLD.DE
No ‘ano Euclides da Cunha’, ensaios abordam sua vida e obra
Paulo Roberto Pereira*, JB Online
RIO – Na véspera de se completarem 100 anos de morte de Euclides da Cunha foi lançado, em 2008, o livro Discurso, ciência e controvérsia em Euclides da Cunha (Edusp, 192 páginas, R$ 35), organizado por Leopoldo M. Bernucci. A obra é o resultado de um encontro internacional promovido pela Universidade do Texas, em Austin, em que 12 especialistas se reuniram para tratar dos mais controvertidos temas ligados aos estudos euclidianos.
O ensaio inicial, “As biografias de Euclides da Cunha”, de Frederic Amory, discute com serenidade a questão espinhosa do casamento de Euclides e, particularmente, do papel do sexo em sua vida. O professor americano faz um importante levantamento das principais biografias de Euclides, destacando, sobremaneira, os excelentes trabalhos de Sylvio Rabello, de Olímpio de Souza Andrade e, mais recentemente, de Roberto Ventura, que a mão do destino, como já fizera com José Guilherme Merquior, levou tão jovem.
Flerte com a ciência
Em “Cientificismo e aporias em Os sertões”, Leopoldo M. Bernucci, organizador da modelar edição de Os sertões, de 2001, da Ateliê Editorial, coloca em discussão a questão do uso da ciência por Euclides da Cunha em seu livro vingador. Bernucci defende que, independentemente da crítica que se possa fazer ao cientificismo de Os sertões, o livro sobreviverá, antes de tudo, como um monumento artístico. Por outro lado, lembra que os temas que percorrem a obra “podem abrir um caminho para as relações sempre instigantes entre a linguagem de Euclides e as ciências”.
Já em “Informando o corpo do homem da caatinga”, Sara Castro-Klarén faz uma leitura da paisagem em Os sertões, demonstrando a intenção de Euclides em configurar um discurso ascético que se imbrica com o discurso cristão sobre a privação e o discurso geológico sobre as ruínas da terra. Assim, segundo a autora, é possível analisar a caatinga, que forjou a sociedade sertaneja, como metáfora ampliada do corpo em sofrimento, que organiza a representação da paisagem no livro.
Em “Os sertões: história e romance”, Luiz Costa Lima retoma os juízos críticos que consideraram a obra-mestra do escritor fluminense como um livro que é, ao mesmo tempo, obra de ciência e de literatura, para rastrear, nesse hibridismo, a confluência entre história, literatura e ficção. Costa Lima parte da linha interpretativa que vai de José Veríssimo a Olímpio de Souza Andrade, para concluir que não é excludente em Os sertões o núcleo científico da vestimenta literária. Contudo, mantém o ponto de vista, já defendido em seu livro Terra ignota: a construção de Os sertões, de que “torna-se simplesmente inaceitável admitir ver em Os sertões uma obra simultaneamente de história e literária (para não dizer, ficcional!)”.
Explorando vozes contemporâneas do conflito de Canudos, Antônio Dimas, em “Três exemplos em espiral”, discute como frei Pedro Sinzig, Olavo Bilac e Machado de Assis trataram o líder Antônio Conselheiro, afirmando terem sido eles “vozes dissonantes que se engulharam com Canudos e com a sua repercussão negativa”. No caso de frei Pedro Sinzig, conclui que a “solidariedade humana e cristã” desse frade alemão acabou por fazê-lo compreender o sertanejo e sua luta. Quanto a Bilac, não o perdoa porque, nas suas crônicas, o poeta zombava de maneira galhofeira e sensacionalista do arraial de Canudos e do seu líder. Com respeito a Machado, embora os estudiosos vejam com “muita compreensão” a sua posição ante os eventos canudenses, afirma Dimas que, “ao contrário do que se quer, Machado aderiu, sim, à política do governo republicano que aniquilou os sertanejos insurretos”.
Rastros em Borges
Peter Elmore, em “Renan, Euclides, Cunninghame Graham, Borges: a chave gnóstica”, analisa como a figura de Antônio Conselheiro encontra-se contaminada pelo gnosticismo filosófico-religioso do início do cristianismo, pelo uso que o escritor brasileiro fez da monumental obra de Ernesto Renan, História das origens do cristianismo e, em especial, do sétimo volume, Marco Aurélio e o fim do mundo antigo. Por outro lado, Peter Elmore revela rastros que Os sertões deixaram em alguns autores como Cunninghame Graham e Jorge Luis Borges.
Valentim Facioli em “Os sertões: consórcio de ciência e arte (a in/de-formação do Brasil)” analisa a trajetória intelectual de Euclides e a fatura compósita de seu livro. A sua leitura centra-se na crítica euclidiana às alegadas razões republicanas de modernização do estado brasileiro para justificar o massacre de Canudos. O desequilíbrio social entre os diversos brasis denunciado por Euclides é que permite a Valentim Facioli expressar sua indignação com a permanência das injustiças sociais no nosso país, na entrada do século 21.
Em “A poética das ruínas n´Os sertões”, Francisco Foot Hardman examina, na obra euclidiana, a chamada poética das ruínas, filiada à estética do sublime, que se disseminou no movimento romântico do século 19. Segundo Foot Hardman, há não só dominância, mas permanência dessa visão das ruínas da história em toda a produção de Euclides. Num exercício de diálogo intertextual, utilizando poemas euclidianos e a magnífica prosa de Os sertões, demonstra como “não havia registro estável, nem representação acabada” que pudesse traduzir o genocídio perpetrado contra os sertanejos de Canudos.
Em “Os sertões: o nascimento de uma nação”, Lourival Holanda parte da forma literária construída por Euclides para afirmar que, mesmo considerando o viés científico e o de denúncia, é pela qualidade literária que Os sertões se mantém como obra seminal da cultura brasileira. Lembra que “Euclides, antes que um historiador é um artífice literário” que emprega como estratégia narrativa a inversão, transformando Canudos em símbolo contra os descaminhos da nascente República.
José Carlos Barreto de Santana que, no seu livro Euclides da Cunha e as ciências naturais, já estudara a aproximação entre o registro científico e a linguagem literária, discute em “Ciência e arte: aspectos da construção do discurso científico em Os sertões”, o emprego das ciências naturais por Euclides, em que o meio físico da região definia o homem que ali vivia e combatia, em que a natureza já antropomorfizada, dotada de vontade e sentimento, participava da luta.
Luiz Fernando Valente, em “Os sertões: entre a memória e a história”, comenta a recepção da obra de Euclides na cultura brasileira, propondo novo caminho interpretativo na dicotomia memória/história. Euclides seria o “guardião da memória nacional” em que sua obra, convertida em um monumento literário, é também a de um historiador que redigiu “uma verdadeira suma da nacionalidade brasileira”.
Finalmente, Renata Wasserman, em “Mapeando Os sertões: congruências”, parte do tema da identidade nacional, para analisar como Os sertões, mesmo inclassificável dentro da teoria dos gêneros por sua estrutura híbrida, serviu de modelo e estabeleceu um diálogo frutífero com obras como Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, e A guerra do fim do mundo, de Mário Vargas Llosa. Ao examinar a relação que afeta a estrutura constitutiva de Os sertões, como relato não romanesco, e o de Grande sertão: veredas, como ficcional, Renata Wasserman conclui que o tema central que une e separa esses dois textos é o de “uma identidade nacional contestada”.
Assim, na abertura do ano euclidiano, o leitor brasileiro tem com Discurso, ciência e controvérsia em Euclides da Cunha, um livro fundamental que lhe serve de passaporte para ingressar com segurança no universo múltiplo de Os sertões.
*Escritor. Publicou recentemente As comédias de Antônio José, O Judeu pela Martins Editora.
REMÉDIOS PARA EMAGRECER
Com tantas opções de remédios para emagrecer, você já começa a se perguntar qual deles vai tomar para perder aquelas gordurinhas. Mas será que é mesmo necessário partir para a medicação? Antes de tomar essa decisão drástica, é bom saber como atuam no organismo e quais são as contra-indicações das principais drogas receitadas pelos médicos.
» Por que eu engordo mesmo comendo tão pouco?
- Antidepressivos: atuam na liberação de serotonina, um neurotransmissor que regula a sensação de saciedade. Remédios como a fluoxetina são indicados para pessoas com problemas de transtorno alimentar. Devem ser ingeridos estritamente com orientação médica.
- Derivados de anfetamina: os mais conhecidos são os princípios ativos femproporex e a anfepramona. Atuam no sistema nervoso central diminuindo o apetite. Podem causar dependência, irritabilidade, insônia, taquicardia, sensação de boca seca, dor de cabeça, constipação, problemas de pressão arterial e alterações de humor.
- Orlistate: a substância ativa do Xenical diminui em 30% a absorção da gordura absorvida pelo intestino. Considerado uma medicação segura, pode ser usado por tempo indeterminado desde que seja acompanhado de dieta.
- Rimonabanto: conhecido como “pílula antibarriga”, o princípio ativo diminui o apetite e a formação de gordura, principalmente na região do abdome. Com a redução da gordura da região, há uma melhora no diabetes, na hipertensão e no nível de colesterol e redução do triglicérides. O uso indiscriminado pode causar sensação de boca seca, náusea e enjôo. É contra-indicado em pessoas com histórico de depressão.
- Sibutramina: atua no sistema nervoso central, aumentando a sensação de saciedade. Baixo risco de dependência e de problemas arteriais. Apresenta probabilidade reduzida de efeitos colaterais como sensação de boca seca, irritabilidade, insônia e taquicardia.
“Os remédios para emagrecer não devem ser tomados para fins estéticos. Quem nunca teve problema com sobrepeso e quer perder 5kg em um tempo curto, deve procurar ajuda em um spa, por exemplo”, comenta Marcio Mancini, endocrinologista e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
Segundo o médico, dietas radicais a base de remédios em dosagens altas são prejudiciais e, em casos extremos, podem matar. “Além de todos os riscos da alta dosagem, essa pessoa provavelmente irá engordar tudo de novo quando acabar a dieta. O corpo facilita que você ganhe peso novamente porque, para ele, você corre o risco de morrer de inanição”, alerta.
A situação é semelhante a se você estivesse perdido em um lugar inóspito e sem alimentos. Seu corpo perde calorias e gordura em quantidade superior a que está ‘programado’. Quando você volta a comer, todas as portas de seu corpo estarão abertas para que se recupere o que perdeu. “Quem não passa por uma reeducação alimentar, não consegue manter o peso”, alerta Mancini.
“Todo remédio para emagrecer deve ser prescrito junto com uma nova dieta, com uma proposta de reeducação alimentar”, complementa a endocrinologista Mônica Cabral. De acordo com a médica, a perda de peso é alcançada em melhor resultado quando a medicação caminha junto a uma nova dieta. “Os remédios contribuem para acelerar a perda de peso, mas seu uso é temporário”, comenta.
Em casos de obesidade, o médico Marcio Mancini afirma que o uso de remédios deve ser mantido por tempo indeterminado. “A obesidade é uma doença crônica e progressiva e deve ser tratada como uma doença do coração, por exemplo. Não se controla uma pressão alta e se retira a medicação”, alerta.
Serviço:
Marcio Mancini – endocrinologista
www.monicacabral.com.br
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26 de janeiro, 2009 – 18h04 GMT (16h04 Brasília)
Estudo liga atividade sexual a câncer de próstata
Um novo estudo inglês sugere que homens que têm uma vida sexual intensa entre os 20 e 40 anos de idade têm mais chances de desenvolver câncer de próstata.
Os pesquisadores da Universidade de Nottingham observaram 840 homens – um grupo de 431 diagnosticados com câncer de próstata e 409 saudáveis.
Os voluntários responderam questionários sobre a frequência das relações sexuais e da masturbação, o número de parceiras e a saúde sexual.
De acordo com os resultados, publicados na edição desta segunda-feira da revista científica British Journal of Urology, 40% dos homens com câncer costumavam fazer sexo mais de 20 vezes por mês entre os 20 e 40 anos, comparados com 32% entre o grupo dos homens saudáveis.
Os homens diagnosticados com câncer de próstata também se masturbavam mais (34%) do que os saudáveis (24%) nesta faixa etária.
A pesquisa indica ainda que o grupo dos homens diagnosticados com câncer registrou mais casos de doenças sexualmente transmissíveis.
“Descobrimos uma associação entre o câncer de próstata e atividade sexual e masturbação nos homens entre 20 e 40 anos”, afirmou Polyxeni Dimitropoulou, principal autor do estudo.
“Não há, no entanto, nenhuma relação entre a atividade sexual e o câncer em homens acima dos 40 anos”, acrescentou o pesquisador.
Hormônios
Segundo os pesquisadores, é possível que o alto nível de hormônios seja responsável por um aumento na atividade sexual entre os 20 e 40 anos e também pelo desenvolvimento do câncer de próstata em idades mais avançadas.
“Os hormônios parecem ter um papel importante no desenvolvimento do câncer de próstata, e é muito comum fazer tratamentos para reduzir o nível de hormônios que estimulam as células cancerígenas”, disse Dimitropoulou.
“Da mesma forma, o apetite sexual dos homens também é regulado pelos níveis de hormônio – portanto, o estudo examinou a teoria de que a vontade sexual afeta o risco de câncer de próstata”, completou o pesquisador.
Para John Neate, diretor da ONG Prostate Cancer Charity, que ajuda pacientes e trabalha com pesquisas sobre a doença, as descobertas do estudo precisam de mais provas para que sejam aceitas.
“O papel da atividade sexual vem ganhando cada vez mais atenção na pesquisa sobre o câncer de próstata”, disse Neale. “Infelizmente, esse estudo oferece poucos conselhos práticos para homens que querem reduzir o risco da doença.”
O diretor da ONG acrescentou que os dados do estudo podem não ser precisos, já que se baseia nas respostas dos entrevistados sobre suas experiências de 20 ou 30 anos atrás, e essas informações podem não ser verdadeiras.
“A amostra usada no estudo também é relativamente pequena, o que torna ainda mais difícil chegar a conclusões universais”, concluiu Neale.
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26-01-2009 12:58:46
Carmen Miranda é tema de mostra de cinema em Lisboa
Lisboa, 26 jan (Lusa) – Carmen Miranda, que completaria 100 anos em fevereiro, vai ganhar uma homenagem da Cinemateca de Lisboa, com a exibição de nove filmes da atriz e cantora em Hollywood, produzidos nos anos 1940 e 1950.
O ciclo “Carnaval com Carmen Miranda” acontece entre 17, 18 e 21 de fevereiro. A programação abre com um curto documentário de Maria Guadalupe e Jorge Ilelli, de 1969, sobre a cantora e prossegue com “Sinfonia de Estrelas” (1943), de Busby Berkeley, filme no auge do Technicolor e um dos mais conhecidos de Carmen Miranda.
No dia 18, será exibido “Copacabana” (1947), filme em preto e branco de Alfred Green, onde Carmen Miranda contracena com Groucho Marx em uma história que acontece num bar de Nova Iorque. Nesta obra, Carmen Miranda canta “Tico-tico no fubá”.
No sábado de Carnaval, 21 de fevereiro, haverá uma maratona de cinco filmes, incluindo “Férias nas montanhas”, (1942), de Irving Cummings, e “A canção da felicidade” (1946), de Lewis Seiler.
Também vai estar em cartaz “O castelo das surpresas” (1953), de George Marshall, o último filme de Carmen Miranda, feito dois anos antes da sua morte, que conta com a participação de Jerry Lewis e Dean Martin.
O ciclo encerra nesse dia com “Uma noite no rio” (1945), de Irving Cummings, e “Serenata Boêmia” (1944), de Walter Lang, musical em que Carmen Miranda interpreta a cartomante Princesa Querida e canta “O que é que a baiana tem”.
Histórico
Carmen Miranda nasceu em 9 de fevereiro de 1909 em Várzea da Ovelha, Marco de Canaveses (norte de Portugal), mas foi no Brasil que passou parte da sua vida, depois de os pais terem se mudado para o Rio de Janeiro.
Com pouco mais de 20 anos, já era uma vedete no Brasil, tanto na música como no cinema, chamando a atenção de Hollywood.
Na década de 1940, foi uma das atrizes mais bem pagas do cinema norte-americano, ao encarnar uma personagem folclórica e garrida, de pronúncia acentuada, em mais de dez filmes, feitos até 1953.
Conhecida a sua dependência de barbitúricos, Carmen Miranda morreu nos Estados Unidos em 5 de agosto de 1955, com 46 anos, de ataque cardíaco, depois de ter participado de um programa televisivo.
Quando o corpo foi trasladado para o Rio de Janeiro, a cerimônia foi acompanhada por cerca de meio milhão de pessoas.
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