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11/12/2008 - 18:44

Miss Fiel recebe Ronaldo em festa e a ‘ Esperança da Utopia ‘

Miss Fiel reforça o clima de festa para receber Ronaldo

Após vencer eleição, Ana Paula Minerato se torna a musa do Corinthians e aguarda pela chegada do Fenômeno

A ESPERANÇA DA UTOPIA 

                O direito à prática desportiva se encontra expressamente  contemplado na norma constitucional . E como exige o Estatuto da Criança e do Adolescente,  ao implementar  esse   ordenamento, para fomentá-la, a União, os estados e   municípios, deverão se apoiar, mutuamente, com a reserva e provisão  de recursos  e espaços vitais e necessários para programações  culturais,  esportivas e de lazer.     Tais atividades, pois,  foram elevadas    à categoria de direito fundamental da cidadania.

                 Contudo, o desenvolvimento esportivo no Brasil, com a dita chancela oficial, e apesar dos  modestos patrocínios privados, não  tem correspondido à vontade do legislador, nem às esperanças dos nossos atletas. Nos Jogos de Pequim,  medido pelo número de medalhas, nosso desempenho foi  mediocremente pífio. Muitos já esqueceram, provavelmente, daquelas  madrugadas insones de poucas alegrias e de muitas angústias.

 Mas  nem por isso  deixa de ser   doloroso   invocar  que lá marcamos  presença   atrás  da modesta  Jamaica e  até do surpreendente Quênia. A China, moderna e  progressista,  não surpreendeu o mundo apenas  por ser detentora de uma economia sólida e crescente –apesar do arcaico e contraditório sistema político  vigente-,  mas porque  se tornou   uma respeitável potência  esportiva,  superando até a poderosa nação americana.

             Desde Atenas,  em 1896, e recentemente,    em Pequim, os Jogos Olímpicos da   Era Moderna constituem  o maior evento esportivo da planeta.   Algo que,  convertido em  potencial econômico,  de marketing e turístico, hoje faz parecer  romântico aquele velho e singelo conceito   de que  o importante é competir.

           À margem  do evento, da exibição de  técnicas, de talentos e de  recordes que desafiam os limites do homem, além de competir, agora  –parafraseando o  poeta luso- também proclama-se: vender é preciso.

         Por isso   a escolha de Pequim  para sede  da 29ª edição dos Jogos não foi por acaso.   Merecidamente, sagrando-se como grande vitoriosa  na organização  do magnífico evento  e campeã insuperável  nas competições,   com quase 1,5 bilhão de habitantes, a China será doravante respeitada também como atraente mercado oriental aos  poderosos  patrocinadores   do Comitê Internacional,  ávidos  pela conquista  do  mais gigantesco contingente potencial de  consumidores.

         . Cá no ocidente,  volvamos  os olhos  embaciados de lágrimas  e os ânimos cabisbaixos ao destino sombrio  do esporte  nestes rincões   tropicais.  Desde já, são  recorrentes  as especulações  mediáticas de que o  Brasil acalenta o desejo de   ser o anfitrião  das   Olimpíadas de  2016. Entre o sonho e a realidade, contudo,  existe literalmente uma montanha de barreiras e  obstáculos a ser  superada para que possamos preparar, quem sabe,   uma nova   delegação de  futuros   campeões  e concretizar  a esperança da utopia.

       Pois bem. Á guisa de  sustentar  programas ditos sociais,  como é óbvio,  de  cunho  notoriamente político,  o presidente  Lula, inspirado no seu  proverbial casuísmo pragmático, acaba de antecipar  a sanção à lei  orçamentária de 2009. Antes disso, no entanto, ao ser  revisada a proposta   elaborada  pelo órgão competente,   sabe-se que o poder executivo determinou severos cortes  em  projetos  de baixos dividendos políticos. Não  será surpresa , pois,  que os  minguados recursos  destinados  aos esportes amadores   tenham  sido mais uma vez guilhotinados.

             Agora, pelo menos, saber-se-á  de antemão  que, nos próximos Jogos de Londres, haverá   uma desculpa, desta vez verdadeira,  para justificar o estigma  perseguidor  dos nossos atletas e equipes que costumam empacar  nos  lances  decisivos e finais das  competições.  Talvez já apagada  da memória de muitos,  invoque-se  aquela derrota amarga  e indesculpável que desmistificou  o favoritismo  do futebol verde-amarelo ao ser arrebatado o ouro  pelo então  simplório Camarões. Depois dessa afrontosa goleada africana, desafortunadamente, outros fracassos ocorreram e outros estão por vir.

             Entrementes, parece que  os resultados malogrados  não serviram ainda para refrear  um  certo ufanismo  xenófobo   enraizado  no coração da torcida brasileira.     Tudo indica que  estaremos condenados a outras madrugadas  fatídicas , à espera de medalhas (perdidas),  se não houver a superação da causa maior de todas as nossas derrotas: a omissão histórica  do Estado e da sociedade  na preparação paciente,  consciente   e obstinada, de nossos jovens  talentos , como sabiam fazer  os gregos, há mais de  dois mil anos,  venerando e  concedendo a seus heróis e atletas campeões as regalias e glórias que imortalizaram os jogos de Olímpia.

            Sem dúvida, é desolador  reconhecer  que os nossos fiascos olímpicos comprovam   aquilo que, dentro ou fora das estádios  e das quadras,  todo mundo sabe: nossos esportes amadores são relegados, ou, pior, estranhamente  sofrem  da síndrome do medo de vencer.

               De fato,  reconheça-se, há como que um refugo coletivo diante  das dificuldades e desafios das provas finais  que entrava  o ímpeto  dos nossos competidores  no  momento  de ousar  o esforço supremo,  de quebrar  a marca, de ser o primeiro,  enfim,  de  conquistar o  pódio,  símbolo da excelência, do melhor entre os melhores.

             De certa forma,  as derrotas  inesperadas  das nossas equipes refletem, sim, uma sombria quadra  vivenciada pelo desporto nacional que jaz na orfandade  estatal  e entorpecido pelo marasmo das entidades que primam  pela  desorganização,  imprevidência  e corrupção, pragas que  desperdiçam as energias  e apequenam as esperanças  deste país de  forjar  uma geração de  campeões  invictos,  sem apelar  para o apadrinhamento  dos sempiternos  dirigentes  encastelados nas  federações e entidades que  nunca   dão satisfação dos maus resultados e  não prestam contas a ninguém.

             Notoriamente,  os esportes amadores  no Brasil só sobrevivem à mercê de   migalhas  oficiais  ou de  escassos apoios da iniciativa privada. Urge, portanto,   promover uma  radical  mudança de  mentalidade,   de ações  e diretrizes  educacionais,  se queremos  despertar novos valores e vocações destinados à conquista  dos primeiros lugares.   Sabidamente,  é imperioso que se promovam  desde a escola básica as práticas esportivas  como disciplinas obrigatórias. Ademais,  impeça-se,  o quanto antes,  que o mercantilizado e decadente  futebol brasileiro  e seus ídolos de barro permaneçam como monopolizadores  das atenções  e das  fartas verbas  oficiais  malbaratadas,  para que sejam  abertos  espaços  ao incremento e incentivo  a todas as modalidades olímpicas e a seus praticantes. Só então  poderemos  substituir o  choro pungente dos derrotados  pelo grito  estrepitoso  dos campeões.

           Como quer que seja, para surgimento de  um celeiro  de superdotados vencedores olímpicos,  é preciso expurgar, antes de mais nada, os empedernidos  cartolas, e promover, concomitantemente, reformulações  comportamentais  e  conceituais, visando a adoção  de novas políticas que contemplem  um estatuto do esporte, moderno e realista.

          Numa área vital para o plasmamento  da juventude, pouco  se fará sem planejamento e investimentos substanciais direcionados  à criação de centros  de formação  de atletas e  à massificação de todas  as modalidades  esportivas. 

         Sejamos sensatamente realistas para reconhecer e proclamar: campeões não se improvisam ! 

                                                                                        Wagner de Barros 

         OAB/GO 2781 

         011933337/68 
     
         (FONES: 3259-3504/8134-6633) 

AGENCIAESTADO.

SÃO PAULO – O clima no Corinthians é de festa total pela contratação do atacante Ronaldo, que defenderá o clube por uma temporada. Nesta quinta-feira, no Parque São Jorge, dezenas de torcedores foram atrás da camisa do Fenômeno na loja oficial do clube. E para reforçar a empolgação, a torcida pôde ver Ana Paula Minerato, de 18 anos, eleita a “Miss Fiel 2008″.
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 Ana Paula venceu um concurso promovido pelo Corinthians com 33% dos votos, ao superar Gil Jung na decisão. A modelo, além de participar de eventos e promoções do alvinegro, ainda ganhou um prêmio de R$ 30 mil.

E com a aprovação de Ana Paula, Ronaldo desembarcará nesta sexta-feira no Parque São Jorge num grande clima de festa. A apresentação do Fenômeno acontecerá às 11 horas – confira todos os detalhes no stadao.com.br. Cerca de seis mil torcedores devem acompanhar a chegada do atacante – eles garantiram

 ingresso ao entregar um quilo de alimento nas bilheterias do clube nesta quinta-feira.

Autor: João Rocha - Categoria(s): Esportes, Notícias Tags:


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