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11/12/2008 - 12:59

Brasil é economia verde, diz secretário geral da ONU


 
 
 
Ban Ki-moon (à esq.) elogiou criação de empregos no Brasil

Em seu discurso na abertura da fase ministerial do encontro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas em Poznan, na Polônia, nesta quinta-feira, o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, citou o Brasil como um dos exemplos da “economia verde” que o resto do planeta precisa seguir.

“O Brasil construiu uma das economias mais verdes do mundo, criando milhões de empregos neste processo”, disse.

Além do representante máximo da ONU, líderes de 61 países discursam no plenário, antes do início das negociações que vão encerrar o encontro deste ano, na sexta-feira.

Moon fez um apelo para que a crise econômica mundial não impeça avanços no combate ao problema.

“Sim, a crise é grave. Mas quando o assunto é mudança climática, as apostas são mais altas. A crise climática afeta o nosso potencial de prosperidade e a vida das pessoas, tanto agora quanto no futuro”, disse Moon.

Guinada política

A crise econômica e os temores de uma recessão profunda e prolongada levaram a mudanças no discurso de países como a Alemanha, vista tradicionalmente como um dos mais ambiciosos na redução de emissões de gás carbônico (CO2).

Ao mesmo tempo em que os ministros se reúnem na Polônia, em Bruxelas os chefes de Estado da União Européia (UE) devem concluir suas propostas de políticas de energia e climática, e um dos pontos mais polêmicos são as metas de redução de emissões.

As decisões tomadas em Bruxelas devem ter um impacto direto sobre as negociações em Poznan, já que a liderança da UE é considerada fundamental, em um momento de crise econômica e em que os Estados Unidos estão à espera da posse do presidente eleito Barack Obama.

O próprio Ban Ki-moon, em seu discurso, ressaltou a importância da liderança americana e européia na fase que o mundo atravessa.

“O que precisamos agora é de liderança”, afirmou o sul-coreano, lembrando que Obama prometeu em sua campanha priorizar o meio ambiente, o desenvolvimento limpo e as energias alternativas no seu governo.

A reunião da ONU sobre mudanças climáticas termina na sexta-feira e é considerada o meio do caminho para um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto.

No encontro do ano passado, em Bali, líderes de quase 200 países aceitaram o ano de 2009 como prazo para fechar um novo tratado de redução de emissões.

Desde então, os países envolvidos apresentaram propostas para o acordo, que vêm sendo avaliadas na reunião da Polônia.

 Relatório divulgado na reunião anual da União Geofísica Norte-Americana destaca que efeitos das alterações no clima estão ocorrendo mais rapidamente do que se esperava.

27 Janeiro 2009 – 13h27

Revela estudo

Alterações climáticas são “irreversíveis”

Uma equipa internacional de investigadores realizou um estudo publicado na edição de hoje da revista norte-americana ‘Proceedings of the National Academy of Sciences’ que defende que muitos efeitos nocivos das alterações climáticas são já irreversíveis.
O estudo, apoiado pelo Gabinete de Ciência do Departamento da Energia dos Estados Unidos da América, concluiu que, mesmo que as emissões de dióxido de carbono sejam travadas, as temperaturas globais continuarão elevadas até pelo menos ao ano 3000.

“As pessoas imaginavam que se deixássemos de emitir dióxido de carbono (CO2), o clima voltaria à normalidade em 100 ou 200 anos. Isso não é verdade”, assegura a principal autora do estudo, Susan Solomon, da Administração Nacional para os Oceanos e a Atmosfera dos EUA. CorreiodaManhã, em 27/01/2009.

http://www.bbcbrasil.com

26 de janeiro, 2009 – 17h17 GMT (15h17 Brasília)

Bruno Garcez
da BBC Brasil em Washington

Obama reverte decisões de Bush na área ambiental

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira uma série de medidas, desta vez na área ambiental, que revertem decisões tomadas pelo seu antecessor, George W. Bush.

Entre as medidas estão a de permitir que os Estados americanos possam determinar o nível de emissões de poluentes considerados aceitáveis em novos automóveis “construídos nos Estados Unidos”, a construção de frotas de veículos que economizem combustível e investimentos em “economia energética” para criar empregos.

Ao assinar novas leis de proteção ambiental, Obama afirmou que as medidas são necessárias para conter a ameaça do aquecimento global que pode causar uma “catástrofe irreversível” e até atos de violência.

Segundo o presidente americano, as novas diretrizes são uma alternativa a “uma confusa colcha de retalhos que fere o ambiente e a indústria automobilística”.

De acordo com o presidente, os Estados Unidos não podem ser mantidos “reféns de recursos que estão ficando escassos, de regimes hostis e de um planeta que está esquentando”.

“Nós não deixaremos de agir porque agir é difícil. Agora é a hora de tomar duras decisões”, disse Obama. “Agora é a hora de ir ao encontro dos desafios da encruzilhada da história, ao escolhermos um futuro mais seguro para o nosso país e mais próspero e sustentável para o nosso planeta.”

Auto-determinação

O presidente americano determinou que a Califórnia e outros 13 Estados americanos poderão definir seus próprios padrões de níveis de emissões de gases poluentes – prática à qual Bush se opunha.

A Califórnia havia proposto restrições que obrigariam a indústria automobilística a cortar a emissão de gases causadores do efeito estufa em novos veículos em 30% até 2006. Mas o presidente Bush pediu em 2007 que a Agência de Proteção Ambiental da Califórnia negasse o pedido.

A decisão de Bush, na ocasião, foi elogiada por representantes da indústria automotiva, mas recebeu críticas de grupos ambientais, que diziam que o governo havia cedido à pressão do lobby automobilístico.

De acordo com Obama, o governo federal vai trabalhar conjuntamente com os Estados para reduzir a emissão de poluentes e acrescentou que sua administração “não vai negar fatos, mas sim ser guiada por eles”.

Notícias

Mudanças aceleradas

17/12/2008

Agência FAPESP – Impactos promovidos pelas mudanças climáticas estão ocorrendo mais rapidamente do que se esperava, de acordo com um relatório apresentado nesta terça-feira (16/12) na reunião anual da União Geofísica Norte-Americana, em San Francisco.

Entre os efeitos acelerados estão a perda de gelo marinho, a elevação no nível do mar e um possível estado de seca permanente no oeste da América do Norte.

O relatório é parte de uma série de 21, que estão sendo produzidos por cientistas de instituições acadêmicas e de agências do governo a pedido do Programa Científico de Mudanças Climáticas do governo norte-americano. As análises incluem dados de diversos estudos e levantamentos, como os feitos pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Ao mesmo tempo em que aponta que algumas projeções têm sido demasiadamente conservadoras, como no caso do derretimento da calota polar, o relatório agora divulgado destaca que em outros pontos o cenário não implica a ameaça imediata estimada, como no caso das alterações nos padrões de correntes oceânicas que influem no clima na Europa e no aumento nas emissões de metano.

Entre as alterações que têm ocorrido com velocidade superior à estimada anteriormente estão mudanças nas geleiras nas extremidades da Groenlândia e do oeste antártico. Outro destaque são mudanças hidroclimáticas sobre a América do Norte e sobre as regiões subtropicais do planeta, que, segundo o relatório, poderão se intensificar devido ao aquecimento global.

“O relatório também identificou que a seca poderá se estender no sentido do pólo Norte no oeste da América do Norte, aumentando a probabilidade de secas severas e persistentes no futuro. Se os modelos que utilizamos estão acurados, trata-se de um processo que já começou. A possibilidade de o oeste [do continente] entrar em um estado de seca permanente não tem sido abordada como deveria”, destacou o principal autor do estudo, Peter Clark, professor de geociências na Universidade do Estado de Oregon.

Especialistas apontam que mudanças climáticas têm se sucedido na história da Terra e geralmente são muito lentas, ocorrendo em centenas ou milhares de anos. Entretanto, em alguns casos as mudanças foram muito mais rápidas, na ordem de décadas.

“Mudanças climáticas abruptas apresentam riscos potenciais para a sociedade que ainda são muito pouco compreendidos”, destacaram os autores no relatório.

Entre as necessidades mais imediatas, apontam os pesquisadores, estão o desenvolvimento de melhores sistemas de observação climática e de previsão de secas e a continuidade do monitoramento nos níveis de metano na atmosfera.

Plantas em destaque

Com mais de 400 espécies descritas e ilustradas, Guia de Campo para Plantas Aquáticas e Palustres do Estado de São Paulo é lançado por pesquisadores da Unicamp.

Especiais

Plantas em destaque

12/1/2009

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – O Guia de Campo para Plantas Aquáticas e Palustres do Estado de São Paulo é resultado de mais de dez anos de coletas conduzidas por pesquisadores e alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O livro, que atende tanto ao público especializado como ao leigo, traz identificação e descrição das espécies e um glossário ilustrado dos termos botânicos utilizados. São cerca de 400 espécies ilustradas em fotografias coloridas.

De acordo com Volker Bittrich, pesquisador colaborador do Departamento de Biologia Vegetal do Instituto de Biologia da Unicamp, um dos autores do livro, para facilitar a identificação das espécies por um leigo as plantas foram organizadas de acordo com as cores de suas flores, sendo que uma parte foi reservada para capins e plantas similares e outra para plantas sem flores ou com flores muito diminutas.

“Talvez a maior contribuição do guia seja permitir a identificação das plantas aquáticas e palustres tanto por profissionais como por pessoas interessadas, por meio de boas fotos e de breves descrições. Essas plantas ocorrem em qualquer local mais ou menos úmido e são de pequeno porte. Assim, qualquer pessoa pode encontrá-las e tentar identificá-las”, disse à Agência FAPESP.

O livro, que teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Publicação, inclui ilustrações tanto do hábito das plantas como de detalhes importantes para a identificação, como flores, frutos ou sementes.

Segundo Bittrich, uma das dificuldades iniciais foi que, como não havia câmaras digitais na época em que as pesquisas se iniciaram, muitas vezes as fotos feitas em regiões distantes se revelavam inadequadas e tiveram que ser repetidas.

“As plantas foram trazidas também para cultivo em tanques experimentais e isso foi fundamental para melhorar as fotos. Além disso, às vezes trazíamos plantas ‘de carona’ com a terra transportada de localidades distantes, o que foi muito bom para conseguir fotos delas também”, explicou.

Para outra autora do livro, Maria do Carmo Estanislau do Amaral, professora associada do Instituto de Biologia da Unicamp, o principal objetivo da publicação é mostrar ao leitor o nome correto das espécies.

“Trabalhamos, por exemplo, em colaboração em um projeto sobre o cervo-do-pantanal, uma espécie que estava praticamente extinta em São Paulo. Está sendo feito um estudo sobre as espécies de plantas que servem de alimento para esse cervo com uma população remanescente em uma área próxima ao município de Ribeirão Preto. Conhecer o nome correto das espécies é fundamental para a avaliação de outros ambientes palustres, de modo a permitir a reintrodução do cervo-do-pantanal em outras áreas do estado”, disse.

Maria do Carmo ressalta que ainda se desconhece grande parte da flora brasileira. “Mesmo no Estado de São Paulo, que tem a maior densidade de coletas de plantas do país e talvez a maior concentração de botânicos que trabalham com sistemática vegetal, ainda há uma enorme falta de coletas de plantas para permitir uma avaliação mais ou menos completa das espécies de plantas superiores que aqui ocorrem”, afirmou.

Distinção de espécies

Segundo Bittrich, muitas das espécies presentes no guia também ocorrem em outras regiões do país, mas existem algumas, como as pertencentes à família Podostemaceae, “que são altamente especializadas e vivem apenas em cachoeiras e águas correntes, algumas delas são conhecidas de apenas uma única localidade”. No Estado de São Paulo, as podostemáceas tornaram-se muito raras devido à poluição – principalmente química – dos rios.

“As descrições permitem depois checar caracteres que não podem ser facilmente visualizados e que são importantes para a separacão de espécies semelhantes. O glossário no fim do livro também deve facilitar o entendimento por pessoas não familiarizadas com a vasta terminologia botânica. Foram incluídas informações sobre a distribuição das espécies e, quando disponíveis, sobre seu uso ou o potencial como invasoras de culturas”, disse o pesquisador.

Bittrich lembra que existem diversos levantamentos de plantas aquáticas, mas basicamente são elaboradas listas de espécies, enquanto que chaves de identificação são bem mais raras. Segundo ele, algumas regiões são mais bem estudadas, como o Pantanal, e foram publicados livros com ótimas ilustrações sobre plantas aquáticas do Pantanal e de Bonito e região.

“Seria ótimo se existisse um guia das plantas aquáticas do Brasil, mas ainda estamos longe disso. Projetos desse tipo têm se tornado cada vez mais raros, entre outros motivos pela dificuldade de conseguir financiamento a longo prazo”, disse, enfatizando que a elaboração do guia só foi possível graças ao apoio da FAPESP, que financiou também grande parte dos projetos de pesquisa.

Para mais informações sobre o guia,

Mais informações, clique aqui.

http://www.bbcbrasil.com

30 de janeiro, 2009 – 10h33 GMT (08h33 Brasília)

Amazônia sofreu destruição de 17% em cinco anos, diz ONU

Um relatório prestes a ser divulgado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta que 17% da Floresta Amazônica foram destruídos em um período de cinco anos, entre 2000 e 2005.

A informação foi noticiada pelo jornal francês Le Monde na quinta-feira, e foi confirmada à BBC Brasil pelo Pnuma.

Segundo o jornal, durante este período foram queimados ou destruídos 857 mil km² de árvores – o equivalente ao território da Venezuela.

A maior parte do desmatamento ocorreu no Brasil, mas os outros sete países que também abrigam a floresta estão sendo responsabilizados pela Pnuma, com exceção da Venezuela e do Peru.

‘Irreversível’

“A progressão das frentes pioneiras na Amazônia e as transformações que elas introduziram são tantas que o movimento de ocupação dessa última fronteira do planeta parece irreversível”, disse o órgão da ONU ao Le Monde.

Além do desmatamento, a grande corrida pela apropriação das gigantescas reservas de terra e das matérias-primas da região também tem um papel importante na deterioração da Amazônia, segundo o jornal.

“O modelo de produção dominante não leva em conta critério algum de desenvolvimento sustentável, conduz à fragmentação dos ecossistemas e à erosão da biodiversidade”, afirmou o Pnuma.

A entidade também condenou a situação das populações que habitam a floresta, que “vivem uma situação de grande pobreza”. “A riqueza retirada da exploração dos recursos naturais não é reinvestida na região”, disse.

O Le Monde conclui o artigo citando que o Pnuma pede um maior envolvimento internacional para ajudar financeiramente os países que abrigam a floresta, e cita como possível caminho o Fundo Amazônia, que prevê o investimento de fontes estrangeiras para desenvolver projetos que combatem o desmatamento.

O Pnuma prevê que o relatório final, com mais dados ainda sigilosos, seja divulgado durante o encontro anual de seu conselho administrativo, marcado entre 16 e 20 de fevereiro em Nairóbi, no Quênia.

Autor: João Rocha - Categoria(s): Ecologia, Governo Tags:


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