iG
iBest BrTurbo
27/11/2008 - 05:49

MITOS SEXUAIS

Mitos e verdades sobre a sexualidade
Reprodução
É grande o número de pessoas que acreditam nos mitos sexuais, diz especialista.
A sexualidade sempre foi uma fonte de inúmeros preconceitos e fantasias. Muitas vezes os mitos e a repressão sexual criam grandes obstáculos para o exercício saudável do sexo.

É grande o número de pessoas que acreditam nos mitos sexuais. Eles surgem expressando o modo de pensar de uma parte da sociedade e de forma automática são repassados de uma geração a outra sem questionamentos.

Mitos

- Supõe-se que o desejo sexual automaticamente diminua com a idade.

- A mulher tem menos desejo sexual do que o homem.

- Excesso de masturbação pode levar o homem a ter problemas como a disfunção erétil e a mulher, à anorgasmia (não ter prazer).

- É errado ter fantasias sexuais.

- Homem que faz vasectomia ou a mulher que faz laqueadura deixa de ter desejo.

- O homem deve sempre tomar a iniciativa da relação sexual.

- O homem não tem ou não deve expressar certos sentimentos.

- O tamanho do pênis é importante para o prazer sexual da mulher.

- Quantidade de vezes que se pratica sexo é mais importante do que a qualidade.

- Durante o período de gestação, a mulher não pode ter relações sexuais.

- A mulher, ao retirar o útero, deixa de ter orgasmo.

Verdades

- O desejo acompanha o indivíduo do início da vida até a morte.

- O que acontece é que as mulheres ao longo do tempo e nas mais diversas culturas têm sido bastante reprimidas.

- A masturbação é um comportamento absolutamente normal e pode estar presente em qualquer idade.

- As fantasias sexuais são desejos reprimidos, que podem e devem vir à tona na hora do sexo. Devem ser realizadas, mas respeitando a vontade do parceiro.

- O homem, como ser humano, tem sentimentos e o direito de expressá-los.

- O tamanho do pênis, ao contrário do que se pensa, nada tem a ver com virilidade.

Gravidez não é doença

Com a retirada do útero, as respostas sexuais continuam existindo.

Informações erradas rodeiam a sexualidade. Os mitos multiplicam-se proporcionalmente ao desconhecimento, ao medo e às inibições, que levam tantas pessoas a sofrer desnecessariamente. A busca de informações é a maneira mais adequada de lidar com os mitos, e ajuda a recuperar a capacidade de ser feliz sexualmente.

Marilandes R. Braga, psicóloga e terapeuta sexual, membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana (Presidente Prudente-SP)

Brasileiros estão insatisfeitos com o sexo

Estresse, excesso de trabalho, poluição e problemas ligados à saúde física e emocional são apontados como as principais causas do problema
Reprodução
O segredo para uma vida a dois ninguém sabe ao certo, mas, com certeza, está relacionado com uma vida sexual ativa com o parceiro de modo a propiciar a harmonia do casal
Os brasileiros estão insatisfeitos com a vida sexual. Pelo menos é o que aponta a pesquisa Mosaico Brasil, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo – USP. No total, foram ouvidos 8.237 pessoas, entre homens e mulheres, com mais de 18 anos e moradores de dez capitais. Na média nacional, 20,5% dos homens e 23,6% das mulheres se dizem insatisfeitos com o sexo que praticam.

São Paulo obteve o maior índice de avaliação da vida sexual entre regular e péssimo, com 25,4% dos homens e 29,1% das mulheres insatisfeitas, enquanto Cuiabá, o menor índice: 13,8% dos homens e 21,2% das mulheres.

Segundo o estudo, o paulistano não considera o sexo como o principal fator para uma boa qualidade de vida, tanto que ele ocupa o quarto lugar para os homens e o terceiro lugar para as mulheres entre dez itens sobre o tema, perdendo para alimentação saudável, convivência com a família e prática de exercícios.

Quanto à questão do desempenho, os paulistanos temem decepcionar a parceira. Apenas, 38,5% são confiantes e 60,9% têm preocupação freqüente com o assunto. Por outro lado, o maior fantasma ainda é a possibilidade de falhar na hora “h”. Mais de 55, 3% dos homens têm algum grau de dificuldade de ereção.

Os dados da pesquisa são confirmados pelo médico Carlos Araújo, diretor do Instituto Paulista para Tratamento da Disfunção Erétil Masculina, apenas com uma ressalva: a qualidade de vida proporcionada pelo relacionamento sexual é fundamental para quase 100% dos pacientes do instituto. “Entre os 20 mil pacientes que já passaram pela clínica, a preocupação com a satisfação da parceira é fundamental para a grande maioria”, afirma. “Os homens se preocupam quando os remédios não funcionam, e também quando as relações sexuais não dão certo devido a algum distúrbio”, ressalta.

Para o médico, as principais causas dos distúrbios sexuais são doenças como o Diabetes, que representam cerca de 80% dos casos, abuso no consumo de álcool e drogas, mas eles também podem ser gerados por questões psicológicas como ansiedade e depressão, comuns em grandes centros urbanos, conforme aponta a pesquisa.

Ainda de acordo com a pesquisa da USP, um ponto positivo observado é que o total de pessoas que conversam sobre sexo em família corresponde a 57,9% entre os homens e 60,6% entre as mulheres. Prova disso é o número de mulheres que hoje levam seus parceiros a procurarem um especialista no assunto com o objetivo de melhorar seus relacionamentos. Só no Instituto Paulista, mais de 40% dos pacientes atendidos foram encaminhados por suas parceiras ou, pelo menos, foram incentivados por elas. “O segredo para uma vida a dois ninguém sabe ao certo, mas, com certeza, está relacionado com uma vida sexual ativa com o parceiro de modo a propiciar a harmonia do casal”, orienta Carlos Araújo.

Autor: João Rocha - Categoria(s): Mulher, Saude Tags:


Deixe um comentário:

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo