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14/07/2009 - 08:11

“Atos secretos” do Senado são cancelados

Presidente do Senado determina cancelamento dos atos e devolução do dinheiro pago indevidamente

Denunciado ao Conselho de Ética pela edição dos atos secretos, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou ontem a anulação das 663 decisões administrativas mantidas em sigilo nos últimos 14 anos.

Sarney estabeleceu ainda que a Diretoria Geral apresente um relatório em 30 dias com um levantamento mostrando como será realizado o ressarcimento dos atos que geraram custos irregulares ao Senado. Desde que surgiram as denúncias dos atos secretos, a Mesa Diretora só tinha anulado dois atos: um que aumentou o salário de 40 servidores, chefes de gabinetes das secretarias do Senado, e outro que estendeu aos diretores-gerais o plano de saúde vitalício concedido aos parlamentares.

Sigilo
Os atos secretos foram decisões administrativas mantidas em sigilo e que serviam para nomear, exonerar afilhados e parentes dos senadores, além de aumentar salários e benefícios. A Comissão de Sindicância criada por Sarney responsabilizou o ex-diretor-geral Agaciel Maia e o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi pela edição dos atos.

O Senado abriu processo administrativo contra eles e mais cinco servidores. De acordo com o PSOL, 15 pessoas ligadas diretamente ao presidente do Senado teriam sido beneficiadas com os atos, entre eles, o que nomeou seu neto João Fernando Sarney para o gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). O Ministério Público pediu à Polícia Federal a instauração de inquérito policial.

De acordo com o ofício encaminhado à PF, os envolvidos serão investigados pela prática dos seguintes crimes: peculato-desvio, peculato culposo, inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva privilegiada e prevaricação. Eles poderão ser exonerados do serviço público.

Fonte: Super

Autor: Denispd - Categoria(s): Notícias Tags:


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