iG
iBest BrTurbo
06/07/2009 - 07:00

Caso Aline: crime não desvendado

Após cinco dias de julgamento, os quatro acusados da morte da estudante Aline Soares, ocorrida em 14 de outubro de 2001, em Ouro Preto, foram absolvidos do crime pela Justiça. Os sete jurados decidiram, ontem, em pouco mais de uma hora, pela inocência dos réus. A absolvição foi proferida pela juíza Lúcia Albuquerque Silva.
Os réus Camila Dolabella, de 26 anos e prima da vítima, Cassiano Inácio Garcia, de 27 anos, Edson Poloni Lobo Aguiar, de 27, e Maicon Fernandes Lopes, também de 27 anos, rezaram um pai nosso e uma ave-maria junto com os parentes e amigos após a leitura da sentença.
Apesar do julgamento, o crime, contado pelo Ministério Público como se tivesse ocorrido por influência do jogo Role Playing Game (RPG), ficará em aberto para a família da vítima. A autoria do assassinato dificilmente será revelada, já que a promotoria optou por considerar o caso como encerrado.
As últimas 16 horas de debate entre acusação e defesa foram imprescindíveis para a decisão. Os três advogados dos acusados evidenciaram a falta de provas que vinculassem seus clientes ao assassinato. Até a promotora Luíza Helena Fonseca admitiu falha na investigação. Ela chegou a mostrar uma blusa da vítima suja de sêmen e sangue. Os vestígios poderiam levar ao suspeito, mas não foram analisados na época certa. Três anos depois do crime, a promotora encontrou a veste guardada em um saco. “Essas falhas foram preponderantes para a sentença. Tentar recuperar provas depois de muito tempo é difícil, os autos e as provas têm que ser feitos na época certa.”
Depois da declarada a absolvição, a mãe da vítima, Maria José Silveira Soares, resignou-se diante do que ouviu. Ela não pretende recorrer da decisão e nem continuar as buscas pelo culpado do crime. “Estou cansada, exaurida mesmo.” A promotora Luíza Helena também disse que considera o caso encerrado. “Também não devo pedir a abertura de novo inquérito por não haver um fato novo”.
Tese
O Ministério Público defendia a tese de que Aline havia sido morta em um ritual de magia negra, influenciado pelo jogo RPG. O corpo desnudo da vítima estava sobre um túmulo no cemitério da igreja Nossa Senhora das Mercês e Misericórida, em posição de crucificação. A forma como ela havia sido deixada no local levantou a hipótese de práticas satânicas.
Porém, a acusação não explicou a dinâmica do crime nem quem teria dado as 17 facadas na estudante.
Apesar de fazer associação com o RPG, devido aos materiais recolhidos na república onde os três rapazes moravam (Sonata), a promotoria não confirmou que os quatro suspeitos e a vítima teriam jogado nos dias que Aline esteve em Ouro Preto.

Fonte: Super

Autor: Denispd - Categoria(s): Notícias Tags:


Deixe um comentário:

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo