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31/03/2009 - 07:09

PM vai pedir o telefone de quem parar em Blitz

Pesquisa de pós-atendimento vai revelar pontos positivos e negativos da abordagem policial

Richard Lanza

A Polícia Militar quer saber: você é bem tratado durante uma abordagem policial? Você sabe os motivos de uma blitz da PM? Em busca de respostas para estas e outras questões, o Comando de Policiamento da Capital (CPC) implantou, em janeiro, a “Pesquisa de pós-atendimento”, que apura como é a relação entre os militares e os cidadãos e, também, como andam as atividades de combate à criminalidade em Belo Horizonte.

Segundo o comandante do CPC, e idealizador da pesquisa, coronel Nilo Sérgio da Silva, com a nova medida é possível identificar os pontos positivos e negativos dentro das abordagens policiais e, com isso, traçar planos de melhorias nas relações entre os militares e a comunidade.

“A ideia é que todo policial militar avise à pessoa que está sendo abordada os motivos daquela operação. No final dos trabalhos, caso não sejam encontradas irregularidades, é solicitado à pessoa que deixe um telefone de contato, de maneira que, posteriormente, ela seja consultada sobre a tratamento recebido”, explicou.

A partir de hoje, após toda blitz dentro de Belo Horizonte, a PM vai entregar um cartão informativo que descreve os motivos do estudo e dá dicas de segurança. O assessor de planejamento operacional do CPC, major Idzel Fagundes, reforçou a importância de deixar um telefone de contato. “Ninguém gosta de ser abordado, mas estamos fazendo nosso trabalho. A PM está cada vez mais próxima da comunidade e queremos saber como anda a qualidade dos serviços prestados”.

O major ressalta que não há motivo para não deixar o telefone de contato. “Em hipótese alguma haverá represálias contra a população. As informações passadas durante a pesquisa, que será feita por telefone, serão preservadas e de uso exclusivo do CPC. Além disso, mesmo que haja reclamações referentes a algum militar, o nome do reclamante será preservado”, garantiu.

Participação é essencial
A PM alerta: a população precisa participar ativamente da prevenção da criminalidade. Segundo o major Fagundes, muita gente fica omissa.

“Fico impressionado. Às vezes convidamos os moradores de uma rua ou de um bairro para reuniões que tratam da necessidade de melhoria na comunidade e, no entanto, apenas duas ou três pessoas comparecem. Todo mundo deveria saber que segurança pública se faz com a ajuda do cidadão”, reforçou.

Fonte: Super

Autor: Denispd - Categoria(s): Notícias Tags:


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