Arquivo de fevereiro, 2009
26/02/2009 - 22:17
Penitência
Eu prometo a partir de hoje não fazer postagens gigantes (juntas)
Prometo também esquecer o animal político fustigando (serei mais humano)
Prometo visitar com mais frequência os colegas reais e virtuais (preparem a feijoada)
Prometo relaxar e gozar como manda o povo brasileiro (abaixo explico…)
Tô bom em promessas. 2010 vem aí!
Brasil, um país de futuro ou o brasileiro é essencialmente bom…(legenda da charge)
Saudades do carnaval
Acabou! O carnaval de Pernambuco é chamado de multicultural. Anárquico. Gosto de estar sob a custódia de outro gordo que não o gordo-mor. Ver o Rei Momo e saber que a cidade que moro tem uma chave enorme e de papel machê é reconfortante. Depois de fechada na sexta-feira anterior ao sábado de Zé Pereira, nada na cidade funciona como aliás acontece com o resto do ano. Assim gosto de pensar que o carnaval é um grande ano(365 dias) a céu aberto: putrefação, pobreza, escória e nobreza se misturam com suas máscaras infernais e dolorosas. Para quem não gosta do carnaval deve ser muito bom deixar de lado o carnavalizante cotidiano…Até o próximo carnaval: amanhã. 
O Pierrô apaixonado que vivia só cantando…
O MST está menstruado? Não dá rock, o excesso de dinheiro público subiu à cabeça.
Um país de Todos - O Gobierno brasileiro distribuiu somente nesses dias de folia(não confudam folia com fodiam, por favor) 10 milhões de preservativos. nuncantesnestepaís se trepou tanto! Bolsa Ricardão!
Autor: Carlos Caldas - Categoria(s): Abobrinhas, Humor, Sem categoria
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20/02/2009 - 12:46
A Todos e todas
Tem coisa que somente os policamente corretos fazem por você. O caso mais engraçado de inclusão de gênero é o clichê “bom dia, a todos e a todas”. Parece até que “todos” não inclui todas. Esse pessoal ainda me mata de tanto ri. Que tal incluir no modismo também a expressão “aos que são todo e toda ao mesmo tempo”…Muita gente se sentiria incluído e incluída.
A solidariedade no forró
No nordeste, os forrozeiros de verdade têm por hábito se solidarizar com quem está começando na carreira. Não precisa de muito espetácu, como dizem eles próprios, uma participação em um show, um dinheirinho para produzir o primeiro cd, uma referência em entrevista e por aí vai. O lançamento de colegas que poderão vir a ser concorrentes é encarado quase como obrigação. O primeiro foi o Luiz Gonzaga que lançou dentre outros o excelente Dominguinhos. Este tem lançado muita gente boa por aí, sem alarde…Tem coisas que apesar do meu pessimismo inato me faz ter esperança. Forrozeiros(e forrozeiras) no congresso, já!
Eita mundo véio sem porteira…
Por essa história (sobre Dem-tucanos entrarem na justiça contra a campanha antecipada dos Lulas: o 51 e o de saias) vê-se que a hipocrisia da oposição não tem limites. José Dirceu
Não há comentário possível quando alguém do ramo trata de um assunto do qual entende tanto.
Ainda há saída também para o presidente…
A brasileira Paula Oliveira que confessou ter montado um escarcéu na Suíça perdendo inclusive bebês que não tinha, parece que pode se safar comunicando a polícia que aquilo foi apenas um ato de loucura momentânea. Nuncantesnestipaís os loucos foram tão exportados e, sendo a produção tão grande, não será afetada pela crise do mercado, havendo retração no consumo mudial.Tem algum país precisando de um presidente que faz mais pelos pobres que todos os outros juntos, mais que Napoleão? Projeto Tô Louco para Exportar (com Faustão na propaganda televisiva: Tô louco, meu! E Celso Amorim na produção dos diálogos)
Encontro de prefeitos com os Lulas custou um tiquinho mais caro
O Espetáculo do Crescimento: glorioso evento incialmente saiu por R$ 253 mil. Depois foi corrigido o valor para R$ 1,8 milhão. As despesas não param de crescer(viva o Brasil!), e já atingem R$ 2,7 milhões, e devem chegar a R$ 3 milhões. E eu que queria tirar uma foto ao lado dos presidentes do Brasil… PAC – Projeto Ambiente Corrompido
A Piada que veste Prada
Dona Marta se separou do francês que é do paraguai. Quem manda não ganhar do solteiríssimo Kassab. Perdeu, agora são Favres contadas…
Divirta-se!
Nesse carnaval espero que todos estejam mais animados que Lula quando ver uma claque montada ou a mídia quando ver o presidente falando tão de acordo com a norma culta e com o decoro que o cargo exige. Parabéns Presidente! Parabéns Jornalistas! Parabéns. Vou embora vestir a fantasia surrada que usei o ano todo: palhaço.
Autor: Carlos Caldas - Categoria(s): Sem categoria
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17/02/2009 - 18:25
Para não dizer depois que sou monotemático…
Minha artilharia no momento estará voltada para o discurso por trás da violência nossa de cada dia. Tentarei não me alongar muito…(essa reticência mesmo, poderia ter saído sem perda…outra. Ah! Que ódio!)
Esse ódio, violência e discursos que tentam combatê-la ou se apropriar fazendo uso dela será o motivo da reflexão.
Hannah Arendt caracteriza a violência como sendo inversamente proporcional à presença do poder (polícia, instituições públicas, Estado). Até aí não vejo como incluir uma novidade nesse fato. Ninguém duvida da ausência do poder responsável nos morros cariocas. Coloco essa reflexão apenas para sustentar meu propósito: alguém ganha, por exemplo, quando uma cidade ou generalizando o país vive em meio ao caos, com índices de guerra civil?
Obviamente não me interesso pelos bandidos de carne e osso, não entendo a glamourização que a mídia faz de alguns marginais, mas, não é esse meu foco.
Vejo há muito se defender direitos humanos, direitos dos animais, direitos quanto à orientação sexual, enfim, direitos e mais direitos. E sem querer repetir muito a palavra, mesmo com todos esses direitos, a desordem impera. A impressão que tenho é que ordem e desordem estão sobrepostas e nenhuma segue regras. Vou resumir com uma dúvida. Caso o Rio de Janeiro, somente como exemplo, tivesse índices menores de violência, o Cabral seria governador? O Gabeira seria prefeito? Não sei.
O caso da advogada Paula Oliveira na Suíça parece que nos faz achar que não haveria mudança política. Será? Pelo que li, a truculência policial lá é bem tolerada por todos. Há a concepção da necessidade de uma força reguladora e todos estão submetidos a ela por um princípio de organização. Nem no Rio nem no resto do país existe isso. A inversão de valores tornou insustentável a atuação dos agentes repressores que ainda são corruptos, destreinados e sem orientação. Quem ganha com isso? Agora sim, ganham os subnutridos de ética da política e de outros poderes que se alinham diretamente com os elementos que deveriam ser combatidos.
Isso nunca vai dá certo.
Mas, vamos mudar de cidade. Brasília, a capital da Argentina para os gringos. Como a capital do poder poderia conviver em harmonia com a fome e as desgraças que imperam nas cidades satélites da periferia? Órbita de colisão.
O plano piloto é terra de ninguém. A Esplanada dos ministérios, a Catedral e toda arquitetura planejada da capital também. Ali pobre não entra – rico é rico e pobre não existe, insisto. Rico esnoba. Político ri da cara e prostitui todos de todas as formas e meios possíveis. O poder está na mão de representantes que só trabalham para áreas específicas e quase sempre para eles próprios. Não há interesse real por temas do cotidiano como violência, educação, saúde. Isso até um riquinho ser morto. Aí vem as céleres reformas inúteis feitas para aplacar a morta opinião pública que se resume a movimentos ditos sociais patrocinados pelo próprio governo.
As instituições públicas são clubes privados com donos, diretores e perpétuos poderosos. Dali não sairá nada que se aproveite.
Parece até que estou ouvindo a voz de Deus e as sete pragas aos brasilienses e brasileiros sendo cumpridas. Não é da natureza humana ser pessimista, mas…de novo ela, ó reticências! Termina o texto ficando longo! Ninguém manda nem nesses três pontinhos! Um dia vou escrever sobre a geração reticência.
Autor: Carlos Caldas - Categoria(s): Sem categoria
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15/02/2009 - 22:42
Aceitamos sugestões…
O filme em homenagem ao nobre presidente que veio das crasse menas farvorecida parece que ainda não tem título. Vamos ajudar. Pensei em “Viva o Corno Brasileiro”. Ajudem!
Que é isso, companheiro? A Adidas apóia la revolución!

Bachelet ouviu do ex-ditador que o Chile tirou a saída para o mar da Bolívia. Quem manda, Michelle tentar ressucitar defunto marqueteiro…
Viva revolução Adidas!

Para dizer que não falei do Chávez, o demo-crata (essa nova regra do hífen acaba comigo…)
O presidente da Venezuela é um democratra de carteirinha, assim como seus colegas da região. O engraçado é que de tão respeitador desse preceito fez dois referendos iguais e igualmente desoladores…Já culpou a imprensa, bravatou em outros países, prometeu e não cumpriu, é defensor dos pobrezinhos, vive num eterno palanque, só não lançou ainda a sucessora. Conheço esse filme, parece que sai no final do ano…
Eca!!!

“Tem dia em que a gente acorda virado e, se cair um pingo de suor no copo, vira limonada.” Presidente Luís I, o asqueroso. Limpinho da Silva.
Vou enrolar, mas não vou acender agora…
FHC deu as caras e disse que é a favor dos maconheiros. Isso é uma droga, Lula!
Nassif, o empregado
O jornalista Luiz Nassif parece que será contratado pela Lula News. Sempre soube que ele levava jeito…(esse “jeito” brasileiro)
Post gigante
Recebi e-mail de colega informando que com textos do tamanho do anterior não terei sobrevida. Vaticinou: ninguém na internet lê posts com mais de três linhas. Homenagem póst(uma) a ele, sem trocadilho infame. Ia dizer outra coisinha, mas aí passaria das três linhas regulamentares. Brincadeirinha.
Presidente da Republiqueta Bananal falou novamente! A claque morreu de ri. Adorou!

Autor: Carlos Caldas - Categoria(s): Sem categoria
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11/02/2009 - 15:36
Dando continuidade ao post anterior queria me lançar numa caçada socio-anarquica-arqueológica aos melhores velhos carnavais, ao modo das piores video-cacetadas do Faustão, e, rememorar a relação cultural com as atuais folias de Momo. Tentarei ganhar o troféu de o mais saudoso ex-folião do país. Que Zeus e o Homem-Aranha me ajudem – possível na dialética(em homenagem aos PC) do carnaval.
Carnaval no Brasil é mais velho do que parece e sempre partiram de ideias infantilizadas que continuam em voga(Lúdicas para PC). Esta aquarela que ilustra o post é reprodução dos Jogos durante o entrudo no Rio de Janeiro, por Augustus Earle, em 1822. Interessante notar que já naquela época não havia muita graça no engraçado e cordato povo brasileiro de Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro. Afinal lançar uns contra os outros ovos, bolos, tangerinas, pastelões e tudo que aparecer na frente, numa sociedade com tantos sofredores passando fome(inclusive escravos), não é um bom início e não poderia acabar(continuar) bem. Brancos e negros se divertiam numa mistura bem brasileira, sem preconceitos, nem diferença social, mas, o trabalho como a gente pode notar ficava para o negro(a). A humilhação também. Não saberia afirmar se hoje é muito diferente, pois, as leis contra o racismo inibem os insones e numerosos “piores instintos humanos”. Ainda bem. Esses jogos retratados só perdem em mediocridade para o time do Dunga. Cuidado, companheiro, que o Felipão canta, grita, dança e sapateia e é a nova vítima da crise mundial que afetou os gritadores produtivos, os improdutivos continuam berrando para a claque e a imprensa revolucionária. Avante.
Vamos voltar ainda mais e notar que a palavra carnaval é formada a partir do Latim carne levare que significaria algo como uma privação de carne e tem relação direta com a quaresma. No entanto, aceita-se que na verdade a palavra viria da expresão latina carne vale, ou adeus, carne! Agora sim, melhorou. A vida imitou a etmologia! Carne é coisa que pobre (sei PC, é para dizer menos favorecido) que não come durante o ano, no carnaval abarrotam as ruas e clubes atrás dela: a carne, ó mente ambígua. Quaresma de pobre tem 360 dias…Está explicado porque os baianos fazem tanto carnaval fora de época, as famigeradas micaretas, são boas almas esses baianos. É para dar carne ao povão! (sem sentido lúbrico, por favor). Dois projetos muito importantes para o país e toda a humanidade: Carne para todos e Fome Zero. Este último é um sucesso mundial, erradicando a fome em todos os países lusófonos que agora têm que engolir a mesma ortografia e haja pança. Já estou fugindo novamente do assunto…Assim não dá! Falando em palavras, algumas estão na moda, com por exemplo, o termo carnavalizante. Tudo é carnavalizante para quem já passou dos quarenta, come arroz integral e compõe o visual estiloso com tênis, blusa branca e calça com estampas quadriculadas para dar aula na universidade. Desculpe, PC não dá aula, ministra. Falar em ministra, ah, deixa pra lá…
Além da origem do vocábulo, veja como o passado explica facilmente a imbecilidade contemporânea. Nas ruas de Recife e Olinda como manda a tradição(visualizada no quadro acima) tem dias de mela mela em que os foliões no auge da êxtase carnavalesca de sonho, prazer e alegria participam de um lindo e cheiroso espetáculo que lembra muito o lago dos cisnes, a base de graxa, lama e esterco humano(se fosse esterco animal seria pleonasmo). É claro que estamos falando da maior e mais diversificada festa popular do mundo. Como pode ser, digamos (re)produtiva a tradição. Mas queria mesmo era voltar ao insuperável e igualitário festejo baiano. Que difere do Rio de Janeiro, SP e Pernambuco pelo fato de ser transmitido pela Bandeirantes. Numa empolgante jornada noite adentro.
Para os baianos não há dúvidas, eles fazem o melhor, mais tradicional e receptivo carnaval que existe. Na Bahia antes, durante e depois todos respiram festejos, principalmente, na maior parte do dia quando estão pendurados na rede, rekti, rekti, retki… Povo ordeiro, criativo e bondoso que fundou o grande bloco do ACM que reinou nas ladeiras do pelourinho durante muitos carnavais. Na última festança eleitoral mudaram de rei Momo, o novo parece que come mais. Justo, muito justo. No estado mais sulista da região nordeste acontecem coisas maravilhosas que mostram bem o congraçamento das diversas etnias. Brancos, negros brincam no mesmo bloco desde que tenham claro disposição para honrar a compra dos abadás- camisolão inicialmente usado pelos negros que agora só entram na festa se tocarem tambor ou forem amigo do Carlinhos Brown. Não sei como os PC ainda não entraram com uma ação contra o Carlinhos…Brown. O compositor, tocador de latas, ativista e sei lá mais o que tem um nome que significa marrom(e ainda em inglês, do império) isso definitivamente não é PC. PC é Afro-descendente. Quando vejo alguém usando essa terminologia lembro imediatamente de outra, o Paraíba que os sulistas gostam de designar os nordestinos. Sendo assim deveria existir o paraíba-descendente, mas, mesmo assim não teria o mesmo valor da palavra nordestinos. Adiante, senão não terminamos. Sabem a última dos PC? Aluno tem uma carga muito forte(o que é isso, companheiro) o “certo” é tratar os pupilos por estudante. Tá bom, voltemos a Bahia de Todos os Santos que é o melhor a fazer. Ai, meu rei.
Tem-se ainda a figura moderna do pipoca que é uma versão carnavalesca do assistenciasmo reinante: quem não tem nada nesse mundo, também tem direito a ver a festa da carne, mas, não precisa ganhar abadá(tampouco carne) nem atrapalhar quem esteja dentro do darwinista “cordão de isolamento”. Toda a alegre Bahia em folia está também nas exuberantes e sensíveis músicas que embalam a praça Castro Alves. Os trios ditos elétricos não poluem: nem a natureza nem os ouvidos mais sensíveis, sendo portanto eco-sustentáveis. A axé music, meu rei, é um ritmo patrimônio baiano por excelência, tipo exportação de qualidade e que é feito para ser escutado em volume zero por qualquer um que tenha tímpanos, ainda.
Deus aumente esse glorioso carnaval, mas, por favor Deus, escuta teu filho, não modifique o volume da radiola que toca o axé…Muito axé para todos!
(…)Provo a conjetura já,
prontamente como um brinco:
Bahia tem letras cinco
que são B-A-H-I-A:
logo ninguém me dirá
que dous ff chega a ter,
pois nenhum contém sequer,
salvo se em boa verdade
são os ff da cidade
um furtar, outro foder
Gregório de Matos
Que coisa mais, como se diz, carnavalizante!
Autor: Carlos Caldas - Categoria(s): Abobrinhas, Artes, Humor, Música
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10/02/2009 - 11:46
Voltando a nossa nova linha editorial ou editoblogal, queria pedir permissão a Baco para informar que o carnaval brasileiro se tornou uma das festas mais chatas da face da terra. E é solicitada urgentemente a presença dele em pessoa, sem fantasia (talvez a entidade) para resolver a miséria intelectual de Momo.
A nossa exigência é para contrastar com a megalomania pernambucana, baiana e carioca que produzem, segundo os próprios, e ao mesmo tempo, os maiores espetáculos da terra.
Bairrismos a parte, tem algo que me incomoda nessas grandes festas. Uma é a irreverência sem noção e normalmente sem graça dos foliões. Como se a qualquer momento fossem aparecer na tela da Globo ou agraciados por troféu nos bailes lúbrico-saudosos. O folião se tornou um chato de galocha, às vezes por conta da fantasia, literalmente.
É comum a consideração de que o “tudo é permitido porque é carnaval” seja levada ao pé da letra. E a velha união da raças aprimorada depois dos nove meses regulares de gestação. Mas, isso ainda parece ser o lado bom da “maior festa popular do planeta”. Deve ser por isso que em novembro nasce tanto palhaço metido a Mateus, ops, estou incluso nesse período escorpiano. Ninguém é perfeito.
Também queria tratar do mito ‘do popular’ nessas festas. Não acredito que alguém com o mínimo bom senso possa sustentar que desfilar em apoteótica escola de samba do Rio seja de fato coisa de pobre ou como queiram os PC(politicamente corretos, a partir daqui), pertencentes as classes menos favorecidas. Sim, diriam PC, boa parte da escola é feita por participantes da cumunidade. Não duvido. Mão-de-obra barata. Assim, não esqueçam o custo de ano de trabalho árduo para confeccionar uma fantasia. Pronto, tudo resolvido, e, foi dado o circo, falta o pão. Ops, vou resistir bravamente e não falarei das bolsas esmolas. Fiquemos no circo, deixemos a parte triste para o Pierrô-mor. Afinal, companheiros, é a festa do ano que mais aproxima os menos favorecidos dos mais favorecidos – só para entrar no clima sem noção que invade à Cabralina – perdoem, mas, parece que há nessa premissa um comprometimento fálico irrecuperável.

“Olinda, quero cantar a ti, essa canção”. Quem já participou (como é o meu caso) de carnaval nas ladeiras da cidade Patrimônio Cultural de Olinda pode lembrar que o refrão do “hino do Elefante” (destacado acima e comumente confundido com o hino da cidade) é repetido com fervor pelos foliões. E bote repetido nisso, dando um tom de pernambucanidade aos festejos. As músicas carnavalescas, em especial o frevo -ritmo cujo centenário foi comemorado com toda pompa – quer sejam frevos de rua, de bloco ou as “milenares” marchinhas de carnaval ou ainda o glorioso hino de Pernambuco são as mesmas de sempre e, costumeiramente arrastam a mesma multidão extasiada. Inclusive, parte dessa multidão atemporal está perto da faixa etária do cem anos e com um saudosismo recalcitrante do antológicos carnavais vivenciados: Lembra disso? Lembra daquilo? Fui amigo de Pedro Salgado; participei do corso com um Sinca lindo. Existe algo mágico e sensorial além do parapapapapapá do Ceroula(outro bloco tradicional). É o fedor. A título de ser popular, a cidade alta se torna um grande incensário a céu aberto. Banheiro é artigo de luxo em Olinda. Urina, suor, bombas defecosas e cerveja não. Adiante, pois, a festa se aproxima. Preciso terminar este texto antes dos clarins tocarem.
Sim, falando em bebidas. Tem um tal de “pau do índio” que é uma coisa extraordinária, um verdadeiro patrimônio imaterial dos olindenses. Os PC devem mais uma vez fazer a representação fálica para aguentar tanto sofrimento, só mesmo com o lubrificante grátis distribuído pelo governo, pois, sabem aquela pior bebida que já foi oferecida a vocês? Multipliquem por cem mil e vocês terão idéia do que vem a ser o singelo e popular Pau do índio.
Por motivo de tamanho vou fracionar este post. Outra hora termino ou tento pelo menos, claro, que só vai acontecer se eu resistir a tentação de cair na folia com roupa e tudo atrás do cheirinho da loló, posto que o carnaval é contagiante como a sífilis. Ela, a festa, que já está nas ruas desde o começo do mês de Janeiro incendeia a cidade – às vezes os ônibus no Rio de Janeiro.
Esse país tem futuro!
Aos PC nossa singela, porém, honesta gratidão e, para não haver mágoas, termino com o legionário trecho que já foi interpretado a capella por políticos(inclusive) em campanha, artistas progrecista e foliões em geral. O verdadeiro Hino de Pernambuco que exalta de nariz pra frente a gana do povo e da raça de Gilberto Freyre. Para variar há um termo fálico novamente, mas, acho que já estou com perseguição e vou terminar tendo que responder em juízo, eita, ato falho(ou fálico), isso não existe na gloriosa festa de Momo. Não caiam nessa conversa de tentar saber qual é a madeira tão nobre que cupim não rói…É só fantasia que termina na quarta-feira de cinzas.
“(…)E se aqui estamos, cantando esta canção/Viemos defender a nossa tradição/E dizer bem alto que a injustiça dói/Nós somos madeira de lei que cupim não rói”
Autor: Carlos Caldas - Categoria(s): Abobrinhas, Artes, Humor, Música
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09/02/2009 - 10:48
Projeto Professor conectado (Governo de Pernambuco)

Política externa e Futebol…
Ih! kaká se machucou e não vai jogar contra a Itália. Vixe, só São Tarso Genro pode nos salvar. Não sei se ele joga na defesa ou no ataque. Mas, que joga como a antiga seleção Russa, ah! ele joga…
Roubaram o filho do presidente
Semana passada fiquei muito triste: roubaram o Lulinha. Tudo é a forma com se dá a notícia. Imaginem alguém informando ao Lula, pai (sentido igual ao atribuído ao Bush filho) que tem um caso de roubo envolvendo seu filho… – Ah, eu não sabia.
“Não faça rima com dona Lindu, ela não é culpada”

Ibope do presidente do Brasil e dos EUA
Obama está embasbacado com os altos índices de popularidade do colega tupiniquim. Dizem que já mandou encomendar estudos para comprar senadores; produzir grampos ilegais; criar mecanismos de censura e programas de esmola federal. Quer que o mundo permaneça com “Obama nas alturas…”
E tome ibope, Mariquinha
e tome ibope, vixe
e tome mais…
Promessa é dívida
Prometi não falar mais de política. A promessa está de pé. Tratarei apenas de descalabros, martírios e temas amenos.
Ninho Tucano

Autor: Carlos Caldas - Categoria(s): Educação, Esportes, Humor, Notícias, Política
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08/02/2009 - 13:43
Há algum tempo pensava em voltar a postar algo em um blog pessoal. Só pensava. Quando dava uma “voltinha” por alguns espaços virtuais(principalmente os novos e modernosos) notava que o formato parecia saturado.
Havia muita informação nos vários amigos da blogosfera, não obstante eram todas notas versando sobre o mesmo de sempre ou cópia ipsis litteris dos grandes sites, blogs colegas ou portais.
Parecia muito mais importante o convívio com antigos colegas – dos quais senti muita falta durante um grande período em que estive escondido - que ver o conteúdo, imagens, sons e interagir com os posts.
Fenômeno singular da geração multimídia. As possibilidades da internet se resumia, pasmem, a um encontro de comadres. Interessante, visto por essa ótica. Agradável como jogar dominó no final da tarde na praça ou fazer bonecos de neve no Paint.
E o que tinha a ver com o estilo gótico? Sinceramente não sei, mas, como tentativa de achar um porquê para o título desse post, visitei vários blogs – sem deixar comentários – e, com raras exceções senti um tom sombrio, também belo nos posts dos colegas: meio dark, meio fim-de-festa . É como se estivéssemos num ínterim entre radicais modificações no nosso cotidiano internético com(ou como) repercussão em nossas vidas. Mudança de Eras.
Não penso nas características todas da subcultura reinventada por Tim Burton e sim e apenas no senso comum e impressionismo rasteiro. Talvez esteja em andamento uma construção frankesteiniana que obviamente não define o “monstro” a ser criado.
É a vida imitando a internet, ou o contrário. A internet, e a blogosfera em particular, se tornou uma imensa Gotham, cidadela de ninguém…Locus, sítio, site, blog, orkut, msn. Tudo já é passado.
Gosto desse clima dejà-vu.
Explicada a volta dos que não foram.
Autor: Carlos Caldas - Categoria(s): Artes, Pessoal, Tecnologia
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07/02/2009 - 00:04

Um homem disse à amante:
- Não quero mais você de jeito nenhum, nem pintada a ouro…
- você volta, e volta rastejando feito cobra.
O trecho poderia dar um dramalhão das oito, mas, é minha identidade na blogosfera.
Explico. Em tempos idos tinha um blog que comentava quase sempre a gloriosa obra(no sentido lato) dos políticos, mas, cansei. Cansei de obrar, escrever e se chatear com as chateações diárias da internet. Mas, como fora no México, voltei! Para juntar o piegas e frevo, mesmo não sendo politicamente correto fazer essa junção “voltei Recife, foi a saudade que…”; “A nossa vida é um carnaval, a gente brinca escondendo a dor…”
Não acho que voltei para ficar, por isso, já me despeço agora, inicialmente. Não! Durarei muito, ou pouco. Sei lá! Estamos nessa e vamos providenciar o auxilio de mais temáticas…
Vez por outra voltarei ao presidente e outras musas inspiradoras do passado, mas, será pura nostalgia. Essa fase é passada (depois escrevo sobre isso).
Abraços a todos: novos e antigos amigos da blogosfera.
Carlos
Autor: Carlos Caldas - Categoria(s): Pessoal
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06/02/2009 - 00:01

Olá, caros amigos,
Depois de muito tempo distante da blogosfera (in)felizmente estou de volta, ou quase.
Quando der volto com um post de verdade.
Este é só um teste. Alô, som…Alonso…

Autor: Carlos Caldas - Categoria(s): Pessoal, Sem categoria
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