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27/11/2009 - 04:55

Alegria de pobre dura pouco – Justiça suspende lei sobre gratuidade em estacionamento de shoppings

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MRP1393828-5605,00.html

Assembleia derrubou veto e lei entrou em vigor na terça-feira (26). Dois dias depois, decisão judicial permite retomada de cobrança.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu na tarde desta quinta-feira (26) a lei que determinava a gratuidade nos estacionamentos de shoppings, em caso de compras de pelo menos 10 vezes o valor da taxa. A assessoria de imprensa do TJ-SP confirmou que uma liminar foi concedida em resposta a um pedido da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

Projeto de um deputado estadual, a lei havia sido vetada pelo governador José Serra em junho deste ano, mas a Assembleia Legislativa de São Paulo derrubou o veto. A lei foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo na terça-feira (24) e entrou automaticamente em vigor, sem a necessidade de passar novamente pelo Executivo.

Pela regra, os clientes precisavam comprovar os gastos por meio de notas fiscais. Elas deviam ser datadas, para demonstrar que foram obtidas no mesmo dia que o consumidor estacionou no shopping. A gratuidade só ocorria em caso de permanência máxima de seis horas no interior do estabelecimento comercial.

A Abrasce entrou com uma representação de inconstitucionalidade no TJ-SP. O presidente da associação, Luiz Fernando Veiga, disse na quarta-feira (25) que a lei é inconstitucional por ferir o direito de propriedade privada e que assuntos da área civil não podem ser interferidos pela Assembleia Legislativa.

Autor: sertanejo2000@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:
25/11/2009 - 13:19

NOTÍCIA: Lei determina gratuidade em estacionamento de shoppings em SP

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1391756-5605,00-LEI+PREVE+GRATUIDADE+EM+ESTACIONAMENTO+DE+SHOPPINGS+EM+SP.html

Uma lei publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial do Estado de São Paulo determina a gratuidade do estacionamento em shoppings para os clientes que gastarem pelo menos 10 vezes o valor da taxa. Projeto de um deputado estadual, a lei havia sido vetada pelo governador José Serra em junho deste ano, mas a Assembleia Legislativa de São Paulo derrubou o veto. A lei já está em vigor.

Pela nova regra, os clientes precisam comprovar os gastos por meio de notas fiscais. Elas devem ser datadas, para demonstrar que foram obtidas no mesmo dia que o consumidor estacionou no shopping. A gratuidade só ocorrerá em caso de permanência máxima de seis horas no interior do estabelecimento comercial. Caso ultrapasse esse tempo, a lei prevê que seja pago o valor previsto na tabela de preços do estacionamento. 

O governo do Estado diz que vai estudar um pedido de Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a lei, porque considera que não é possível legislar sobre o comércio – apenas a União poderia fazer isso. O governador José Serra justificou, em junho, que decidiu vetar o projeto por causa de sua “irremissível inconstitucionalidade”. 

 O presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, disse em entrevista ao SPTV que a lei é inconstitucional. Porém, afirmou que os shoppings têm que garantir a gratuidade até que seja obtida uma eventual decisão na Justiça contra ela. “Os shoppings têm que respeitar a lei”, afirmou. A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) também afirmou que o assunto é “sabidamente inconstitucional”. A entidade entrará com um pedido na Justiça para tentar anular a lei.

Autor: sertanejo2000@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:
25/11/2009 - 05:58

Piada – Analista de Sistemas

analistasistemas

Autor: sertanejo2000@ig.com.br - Categoria(s): Humor Tags:
24/11/2009 - 06:55

20 anos do retorno à democracia nas eleições presidenciais

 

No último dia 15 de novembro, celebramos mais um ano da Proclamação da República. Mas houve um grande acontecimento nesse dia também que passou despercebido para muitos: o aniversário de 20 anos da eleição para Presidente da República, ocorrida em 1989, a eleição que marcou o retorno do voto direto para escolhermos o chefe da Nação.

Eu tinha apenas 8 anos em 1989, mas me lembro de algumas coisas dessas eleições. Lembro das intensas propagandas políticas, jingles (Lula-lá, brilha uma estrela …, dois patinhos na lagoa, vote Afif 22!) e do dia da eleição em si. Com aquela panfletagem absurda, brindes de tudo quanto é jeito: camisetas, chaveiros, porta-documentos, bandeiras, panfletos (como moro perto de uma escola estadual, lembro que minha rua ficou literalmente forrada de panfletos … ambientalmente um crime).

O que me fascina tanto a respeito dessa eleição? Além, claro, de sua importância por ser uma ruptura dos braços da ditadura e, portanto, representou um marco na democracia do nosso país, mas também pelos grandes momentos da cobertura das eleições pela mídia, os debates inesquecíveis (e cômicos) entre os candidatos, as estratégias eleitorais, a participação popular, a esperança de um país melhor. Um país que vivia grave crise econômica, com inflação astronômica, dívidas externa e interna grandes, mas que tinha uma grande fé em mudança.

Foram 22 candidatos. Nomes que ainda hoje estão no cenário da política brasileira, como Lula, Fernando Collor, Paulo Maluf, Guilherme Afif Domingos, Ronaldo Caiado; outros que já se foram, como Leonel Brizola, Mário Covas, Ulisses Guimarães e Enéas Carneiro. Foi uma disputa árdua, intensa. Até a última semana, Sílvio Santos era um dos possíveis candidatos, e uma grande ameaça aos demais, devido a sua enorme popularidade. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) declarou o partido de Sílvio ilegal, o PMB, e retirou o apresentador da jogada.

No início do ano, em abril, a disputa estava ainda equilibrado. Segundo dados do Datafolha, Collor tinha 17%, Brizola 15%, Lula 14% e Covas 6%. Afif chegou a estar com uma boa margem de apoio, mas ataques e questionamentos ao candidato, especialmente por Mário Covas, afundaram sua campanha. Covas questionou principalmente o porquê das ausências de Guilherme Afif Domingos nas votações da Constituinte. Afif não convenceu. A briga estava entre os quatro candidatos citados.

Com uma campanha milionária, que contava com diversos jatinhos exclusivos para sua equipe, aliado a um discurso forte contra os marajás e contra o então presidente José Sarney e uma aparência jovem e bonita frente aos demais candidatos, Collor disparou nas pesquisas e chegou a 41% da preferência dos eleitores no mês de agosto. Porém, o candidato resolveu se ausentar dos debates políticos na TV, e com isso caiu nas pesquisas, mas nada que o impedisse de vencer o primeiro turno.

Do outro lado, os candidatos da esquerda se revezavam na segunda colocação. E Brizola batia forte contra Lula. Covas cresceu um pouco no final, mas deu Lula na cabeça para enfrentar Collor. O resultado da eleição:

Collor: 28,52%
Lula: 16,08%
Brizola: 15,45%
Covas: 10,78%
Maluf: 8,28%
Afif: 4,53%
Ulisses Guimarães: 4,43%

Um fato não passou despercebido na época: em agosto daquele ano, Roberto Marinho, dono da Globo, apoiou publicamente o candidato Fernando Collor.

A pá de cal foi jogada pela emissora no segundo turno: no dia seguinte ao debate entre Collor e Lula (aí, o Collor resolveu participar), o Jornal Nacional fez uma “pesquisa” para saber quem havia ganhado o debate na opinião popular. E em um resumo bem tendencioso do debate, deu todo o aval em apontar Collor como o grande vencedor da disputa. O pleito, que até estava equilibrado, estava encerrado: no dia 17 de dezembro, a eleição apontou Fernando Collor de Mello como o novo Presidente do Brasil, com 49,94% dos votos, contra 44,23% de Lula (mesmo com o apoio de Brizola e Covas).

O resto, já sabemos.

Gostaria de dar um destaque especial aos debates políticos daquela eleição. Comparado a hoje, era uma verdadeira bagunça! Os mediadores não tinham muito controle das discussões, os candidatos avançavam e muito nos seus tempos de exposições e a platéia vaiava e aplaudia à vontade. Os primeiros debates, devido ao grande número de participantes, chegaram a ter 4 horas de duração!

Isso era reflexo da pouca experiência com debates de tamanho alcance e quantidade de candidatos. Era o país engatinhando rumo à democracia.

Para matar a saudade dessa época, ou para entender um pouco da atmosfera desse importante acontecimento histórico, a folha disponibilizou um interessante especial dessas eleições. Acessem: http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/10/ult9005u1.jhtm

Mais dois vídeos do debate da Band: uma discussão entre Brizola e Maluf, e a gafe da Marília Gabriela na volta dos comerciais:

Autor: sertanejo2000@ig.com.br - Categoria(s): Política Tags:
19/11/2009 - 11:13

Jogadores demitidos, título jogado fora … um ano (e década) para ser DEMITIDO !!!

roberto-justus

Ontem, acompanhei pela última vez um jogo do time do Palmeiras na temporada. Agora, só ano que vem.

Ainda tinha alguma esperança. Afinal de contas, o Grêmio estava desfalcado, Pierre estava de volta, Muricy resolvera fazer boas modificações no time (aleluia). Uma vitória fora de casa traria uma energia a mais para brigar pelo título.

Mera ilusão. Bastou apenas um tempo para jogar toda a esperança no lixo.

Comparado aos jogos anteriores, até que o primeiro tempo do time foi razoável. Diego Souza estava jogando bem, Pierre retornou ao time marcando como sempre, Ortigoza lutando muito no ataque. É verdade que a defesa continuava a mostrar sinais de fraqueza, especialmente do lado direito, onde Maurício nitidamente estava jogando muito mal. E foi nesse lado do campo que o Grêmio foi muito perigoso na etapa inicial. O time gaúcho criou as melhores chances, levou mais perigo ao gol de Marcos. No último minuto do primeiro tempo, a jogada crucial do jogo: em jogada originada de um escanteio que não existiu (até aí, tudo bem, teve lance a favor do Palmeiras que foi marcado equivocadamente no jogo também),  Máxi Lopez esticou bem alto o pé (mas na minha opinião não o suficiente para considerar pé alto), ganhou do frágil Maurício e chutou ao gol. Marcos conseguiu se esticar, espalmou a bola mas Rafael Marques empurrou para as redes. Gol, e fim do primeiro tempo.

Até então, me abati um pouco, mas sabia que com algumas alterações era possível buscar o empate e por que não a virada. Apesar de ter sido melhor, o Grêmio não jogava muito bem.

Aí, os imbecis e palermas Maurício e Obina se xingaram e se agrediram em campo ainda. Burros. Podiam segurar e se “matar” nos vestiários. Mas o destemperamento dos idiotas foi tão grande, que não aguentaram se segurar. O juiz, corretamente, expulsou os dois.

O resto do jogo, nem precisa dizer. O Grêmio só conseguiu fazer um gol. E o Palmeiras ainda conseguiu criar uma chance com Diego Souza. Jogou um segundo tempo com dignidade, pelo menos.

A diretoria do Palmeiras agiu rápido, e anunciou ainda no estádio a expulsão dos dois energúmenos. Certíssimo.

E é o fim do Palmeiras no Brasileirão.

Qualquer resultado do time agora em diante será uma vergonha. Vaga para a Sulamericana, Libertadores … porque um time que liderou durante 19 rodadas e abriu enorme vantagem sobre os adversários teria que conquistar, no mínimo, o título.

Foi um verdadeiro papelão do Palmeiras no Brasileirão. São muitos os motivos que levaram o time a deixar o título de bandeja pra os adversários:

1- Os desfalques. O Palmeiras nitidamente tinha um ótimo time, mas apenas um razoável elenco. Lenny, que começou muito bem o ano e era uma ótima alternativa de ataque, se contundiu gravemente, e só agora está retornando aos bancos. O zagueiro Maurício Ramos, que compunha uma entrosada defesa com Danilo (durante boa parte do campeonato, foi a defesa menos vazada. E o pior: ainda é a segunda menos vazada!), teve uma contusão séria jogos depois de a diretoria fazer um esforço enorme para mantê-lo no time, pois o jogador tinha propostas de times estrangeiros. Cleiton Xavier se contundiu no começo da derrocada palmeirense. E Pierre, a alma do time, foi um dos primeiros a já desfalcar o time. Esse, na minha opinião, foi o desfalque mais sentido. As peças de reposição não renderam o suficiente. O jovem Maurício, uma boa promessa, foi uma grande decepção, com um fim melancólico. De volantes, o bom Souza caiu muito de produção com o time. Jumar, Sandro Silva … que saudades de César Sampaio, Mazinho, Amaral, Flávio Conceição, Rogério, Galeano …

2- O comando técnico. Wanderley Luxemburgo comandou uma parte do primeiro turno, foi razoável. Sua demissão foi estranha, os motivos divulgados (relacionados à venda de Keirrisson) não convenceram. A diretoria queria Muricy, que a princípio rejeitou a proposta. Jorginho assumiu o time. Com um papo de boleiro, colocando o time para a frente, o Palmeiras engrenou, conseguiu ótimas vitórias jogando bem (como os 2 a 1 contra o Flamengo em pleno Maracanã) e assumiu a ponta do campeonato. Os jogadores queriam que Jorginho continuasse no time. A diretoria insistiu e trouxe Muricy. O time começou a jogar feio, ainda vencendo algumas partidas e mantendo a liderança. Mas era nítido que Muricy não conseguia encontrar no elenco os substitutos para os jogadores contundidos. E não conseguia armar um time coeso para apenas vencer os jogos. O técnico se perdeu. A pressão foi aumentando. E Muricy continuou teimando em jogar com o esquema 3-5-2, e a mexer tardiamente nos jogos, e de maneira óbvia. Não acho que Muricy deva sair. Ainda acredito em um bom trabalho dele para o ano que vem. Mas que ficam as perguntas … e se Wanderley continuasse no comando? E se Jorginho fosse mantido? Será que os jogadores não aceitaram o comando de Muricy?

3- Vágner Love. A chegada do jogador foi um trunfo da diretoria do Palmeiras no meio do campeonato. Com o time ainda líder, era evidente que o time ganharia em força no ataque. Mas o atacante foi um fiasco. Fez poucos gols, perdeu pênalti contra o Flamengo, se escondeu em diversas partidas. Em razão de seu alto salário, é considerado um dos motivos para desagregar o elenco. A verdade? Não sei se saberemos, mas é uma hipótese bem argumentada. Se Vágner pensou em voltar ao Palmeiras para retornar à Seleção Brasileira, fez muito mal, porque não ajudou em nada o time, e sua convocação não ocorrerá.

4- Erros de arbitragem. Sim, erros aconteceram a favor do Palmeiras também. Mas foram mais erros contra do que a favor. O gol anulado de Obina contra o Fluminense vai marcar o campeonato. Os árbitros usaram muitas vezes dois pesos e duas medidas para lances iguais. Se os imbecis de ontem foram corretamente expulsos, porque também não foram os idiotas Hugo e André Dias do São Paulo na partida passada do time contra o Vitória? Será que foi em razão do jogo ser no Morumbi? Ambos foram advertidos com simples cartões amarelos. E a agressão, se não foi pior em nível de violência, foi na minha opinião mais grave ainda porque ocorreu durante o jogo.

5- Queda de rendimento de jogadores. Diego Souza, que durante boa parte do campeonato era considerado por unanimidade o melhor jogador do campeonato, sumiu nos últimos jogos. E teve a companhia de Vágner Love. Cleiton Xavier também fez o mesmo, antes da contusão. Era decisivo em algumas partidas, mas em outras sequer tocava na bola. O garoto Souza a princípio fez a torcida se esquecer de Pierre, mas começou a mostrar sinais de afobação nos últimos jogos. Armero concilia ótimas partidas com jogos esdrúxulos. Obina fez 3 gols em duas partidas memoráveis (contra Corinthians e Goiás), mas passou por um longo jejum de gols. Essa falta de regularidade foi cruel com o time. 

6- Seleção Brasileira. Diego Souza e Cleiton Xavier, quando retornaram da justa convocação de ambos para a seleção brasileira, não encontraram o mesmo futebol. Responsáveis pela armação da jogada e condução da bola do meio para o ataque, fizeram o time ficar “manco”.

7- Presidente Destemperado. Belluzzo pegou 9 meses de suspensão após declarações fortes contra o árbitro Carlos Eugênio Simon. Se o presidente não dá exemplo de conduta, então jogadores podem seguir a toada.

8- Pressão extrema. Internamente, imagino que deva ser um ambiente de pressão desproporcional no Palmeiras. A ausência de títulos importantes marca uma década para ser esquecida da história dos palmeirenses. Um Torneio Rio-São Paulo e uma Copa dos Campeões em 2000, a Segunda Divisão do Brasileiro em 2003 e o Campeonato Paulista de 2008. Só isso foi conquistado pelo time nesses anos 2000. Esse ano, a eliminação na Libertadores elevou a busca do Campeonato Brasileiro como uma obrigação. A impaciência interna gerou uma pressão grande no time, que ajudou no decontrole da equipe na competição.

Durante os próximos dias e semanas, surgirão declarações, discussões, revelações a respeito dos acontecimentos e sobre o ambiente do time. Espero que as laranjas-podres sejam jogadas fora. E que um bom time seja formado para o próximo ano.

Autor: sertanejo2000@ig.com.br - Categoria(s): Futebol Tags:
18/11/2009 - 07:38

Última chance para o título

lastchance

Depois de um verdadeiro “apagão” no campeonato brasileiro, o Palmeiras enfrenta hoje o Grêmio no estádio Olímpico, jogando suas últimas fichas para tentar levar o título.

Ninguém venceu o Grêmio no Olímpico esse ano.

O Palmeiras vive um péssimo momento.

Um alento: Pierre volta. Parece que Muricy vai mexer no time, colocar Deyvid Sacconi como titular, talvez deixar Love na reserva.

Uma pequena esperança.

Vamos ver no que vai dar.

Autor: sertanejo2000@ig.com.br - Categoria(s): Futebol Tags:
10/11/2009 - 09:25

Caio Notradamus – Geisy recebe propostas de estudo de outras universidades

Nostradamus

Agora, a opção B que coloquei no post também está correta … falta a opção C ocorrer, para termos todas as alternativas corretas (alternativa D):

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1372643-5605,00-ESTUDANTE+HOSTILIZADA+NA+UNIBAN+RECEBE+PROPOSTA+DE+OUTRAS+UNIVERSIDADES.html

Autor: sertanejo2000@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:
10/11/2009 - 08:25

Declarações imbecis pós-jogo – quem é o vencedor: Beluzzo ou Simon?

idiota

A repercussão do erro do árbitro Carlos Eugênio Simon no jogo entre Fluminense e Palmeiras foi enorme, assunto maior nas mesas de discussões esportivas, de botequins e outros nessa segunda-feira. A maior consequência da repercussão foi o justo afastamento do árbitro pelo resto do Campeonato Brasileiro (deveria ser para sempre). Mas o que também chamou muito a atenção foram as declarações destemperadas e surpreendentes do presidente palmeirense Luiz Gonzaga Belluzo, até então um cara comedido, profissional e correto. Veja as principais declarações feitas ao jornal Lance, e divulgadas no site Globo.com (http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/0,,MUL1371649-9827,00-BELLUZZO+CHAMA+SIMON+DE+SAFADO+O+ACUSA+DE+ESTAR+VENDIDO+E+O+AMEACA+DE+AGRES.html):

- Ele está na gaveta de alguém. Só dá para entender assim. Ele dar uma falta dessas (de Obina, no gol anulado). Ele deve estar fazendo favor a alguém. Não sei a que time, se quer tirar o time da Segunda Divisão. Ainda houve um pênalti vergonhoso no Danilo. O Sérgio Corrêa (presidente da Comissão Nacional de Arbitragem) não devia ter escalado esse vigarista, que vai para a Copa do Mundo. O cara assaltou o Palmeiras. É inacreditável.

- Estou dizendo que o Simon é safado, um sem vergonha e crápula.

- Adianta fazer protesto (à CBF)? A única coisa que pode se fazer é encher o cara de porrada depois de um assalto desse. O cara foi de má-fé. Ele já devia ter sido excluído do futebol – disse.

- Ele fez de caso pensado (a anulação do gol de Obina). Eu que o encontre na rua, porque não tenho medo de ninguém. Tenho 67 anos e, se encontrar o Simon na rua, eu dou uns tapas no vagabundo – acrescentou o dirigente.

Que baixaria !!! Isso não é postura para um presidente de um clube grande como o Palmeiras. Tudo bem, ficar nervoso, chateado, “puto”, normal (também fiquei). Mas externar isso para a imprensa, cogitar que o árbitro fez isso de propósito é demais. Tem que provar essas coisas.

Mas, para não ficar atrás, o árbitro Simon,  em entrevista à Rádio Guaíba e retratada no site Terra (http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro/2009/interna/0,,OI4091694-EI13759,00-Simon+nega+erro+no+Maracana+e+lanca+desafio+para+Belluzzo.html), resolveu “embostar” ainda mais a discussão. Sobre o lance, Simon disse:

- Apitei a falta antes de a bola chegar na área. O Obina puxou o zagueiro e, posteriormente, o zagueiro puxou o Obina, que mesmo puxado, fez o gol de cabeça. O jogo já havia parado. Se a televisão não pegou eu apitando, é outro problema. Eu vi no campo e marquei.

Justificar o injustificável. As câmeras filmaram o lance todo, com foco no zagueiro do Fluminense e em Obina. Não houve nada, isso é unânime, a não ser para alguns fanáticos torcedores do Fluminense e alguns torcedores rivais, que não dão o braço a torcer para assumir que o Palmeiras foi prejudicado (o que, como disse no post de ontem, afetou a história do jogo, mas obviamente não foi a única razão da derrota do Palmeiras).

E numa declaração bairrista e imbecil, Simon diz:

- O Gaúcho está de pé. Gaúcho não se entrega e nem vai se entregar para esse cara (Belluzzo). Pode ter certeza, todos que atacarem minha honra vão ter que provar. E já aviso que ganhei todos os processos, pois ninguém prova nada contra mim. Não tenho o rabo preso. Vim de baixo, de uma família humilde e o povo do Rio Grande do Sul me conhece.

O que tem a ver o fato de ser gaúcho? O “povo do Rio Grande do Sul” te conhece? Se conhece, deve ser pelos seus erros de arbitragem ridículos. Não tem nada a ver misturar o fato de ser gaúcho com as papeladas que fez.

Enfim, tanto Belluzo quanto Simon foram mal. Ruim para o futebol.

Autor: sertanejo2000@ig.com.br - Categoria(s): Futebol Tags:
10/11/2009 - 07:56

Uniban revoga expulsão de aluna

Conforme opções de desfechos do caso da saia curta no meu post anterior, a alternativa A está próxima de ser a correta:

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4091230-EI8139,00-Uniban+recua+e+decide+revogar+expulsao+de+aluna.html

Autor: sertanejo2000@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:
08/11/2009 - 16:12

O vestido curto, a universidade, o moralismo, a expulsão … a justiça???

justica

(foto: http://www.acores.com/a/justica_enganada.html)

Em nota publicada em jornais nesse domingo, a Uniban decidiu expulsar a aluna do curso de turismo Geisy Villa Nova Arruda. O veredicto da universidade aponta que decidiu explusar a aluna “em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade”.

Pelo que assisti nos programas de TV e li em notícias na Internet, parecia que nos próximos dias teríamos maiores esclarecimentos sobre o fato ocorrido com a aluna Geisy. Pelas imagens gravadas no dia, a garota estava com uma roupa curta, mas não indecente. Apareciam alunos transtornados, vaiando, xingando a aluna. Depois, ela saía da universidade escoltada pela polícia. Mas não me dei por satisfeito. Imaginei que o gesto dos alunos teve a roupa como UM dos motivos, e não O motivo. Pois bem, a sindicância da universidade concluiu que a aluna deve ser expulsa, e para entender os motivos, selecionei alguns trechos da nota da universidade (veja o texto integral em http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1371063-5605,00-LEIA+INTEGRA+DO+ANUNCIO+EM+QUE+A+UNIBAN+TORNA+PUBLICA+EXPULSAO+DE+ESTUDANTE.html):

Foi apurado que a aluna tem frequentado as dependências da unidade em trajes inadequados, indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade, e, apesar de alertada, não modificou seu comportamento.
A sindicância apurou que, no dia da ocorrência dos fatos, a aluna fez um percurso maior que o habitual aumentando sua exposição e ensejando, de forma, explícita, os apelos dos alunos que se manifestavam em relação à sua postura, chegando, inclusive, a posar para fotos.
Novamente, a aluna optou por um percurso maior ao se dirigir ao toalete, o que alimentou a curiosidade e o interesse de mais alunos e alunas, tendo início, então, uma aglomeração em frente ao local.
Depoimentos de colegas indicam que, no interior do toalete feminino, a aluna se negou a complementar sua vestimenta para desfazer o clima que havia criado.  Foi constatado que a atitude provocativa da aluna, no dia 22 de outubro, buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar

Primeiro questionamento: quando a universidade diz que a aluna foi “alertada” dos trajes “indevidos”, qual foi o alerta? Através de um e-mail? Uma reunião? Uma conversa? Advertência, suspensão? Pois quando eu fazia o antigo ginásio/colegial, a sequência de alertas seguia geralmente a seguinte ordem: advertência (2 ou 3), suspensão e aí sim a expulsão. Será que uma reunião séria, uma advertência ou uma suspensão de alguns dias não resolveria essa situação? Como foi esse alerta, é uma pergunta que ainda não obtive a resposta.

Segundo questionamento: porque a aluna fez o caminho diferente do habitual? Por que pousou inclusive para fotos? Quem provocou primeiro: ela ou os alunos? E qual foi o provocamento? Alguém a chamou de “gostosa”, “prostituta”, ofendeu? E o que ela retrucou? E o direito de ir e vir? Isso é um motivo para expulsar alguém, mudar o caminho habitual do trajeto? Eu mesmo, para me direcionar a algumas aulas quando fazia faculdade, fazia caminhos diferentes do habitual. Exemplo: em aulas em um prédio com elevador, algumas vezes pegava o caminho comum, de elevador. Às vezes, me enfezava com a demora e ia de escadas, podia pegar a de um bloco (direito) ou de outro bloco (esquerdo). 3 caminhos diferentes. Muitas vezes, fazia o caminho a pé para me exercitar,  para “emagrecer” (confesso que não adiantou nada …).

Terceiro questionamento: quais foram os “gestos e modos de se expressar” que aluna fez que deixou uma multidão enfurecida?

Que ela não foi e não é santa, eu particularmente não tenho dúvidas. Acho sempre que existe uma lei, informal, que muitas vezes é mais efetiva que a das letras: a LEI DO BOM SENSO. A aluna, sabendo dos distúrbios, poderia ter se coberto ou mudado de vestimenta. E os alunos, sabendo que uma tragédia poderia acontecer, poderiam simplesmente ignorar a moça. Cada um voltar para seus afazeres, conversar com sua turma, ir à aula, sei lá, CUIDAR DA SUA VIDA!

Acho uma decisão medíocre da universidade expulsar a moça. Acho que uma suspensão, no máximo, seria adequada. Mas não só a ela. Diz a nota que outros envolvidos no caso estão afastados (A segunda decisão: Suspender das atividades acadêmicas, temporariamente, os alunos envolvidos devidamente identificados no incidente ocorrido no dia 22 de outubro). Quem são eles? E o nominho deles, porque omitir? Quantos são, quem são? Foi uma decisão muito conveniente da universidade. Assim, coloca-se “panos quentes” na discussão, os alunos atuais ficam satisfeitos e toca-se a vida. Afinal, no Brasil, sabe-se como são as coisas: daqui a pouco, uma nova música faz sucesso, uma nova novela (ou lavagem cerebral) estoura , o Ronaldo faz dois gols em um jogo, começa um novo BBB (Big Bosta Brasil), uma nova versão da A Fazenda (com os ruminantes dentro e fora das cercas), e … tudo se esquece! Entra na retrospectiva de fim de ano.

Duvido que nessa universidade seja diferente das demais, e não ocorram casos de alunos que “cabulam” aulas em excesso, que vão a centros acadêmicos, bares ou ao redor das instituições de ensino (às vezes, até dentro) durante os períodos de aula para fumar uma maconha, se embriagar até cair (repito: dentro do período de aula, fora é outra conversa), namorar, jogar bilhar, tocar violão, meninas com vestidos e roupas MAIS CURTAS que a da Geisy, entre outros. Para esses casos, a universidade também “reafirma o seu compromisso com a responsabilidade social e a promoção dos valores que regem uma instituição”?

Quanto aos alunos, principalmente da turma de Turismo, que ficaram preocupados com o episódio porque isso “mancha o diploma, faz o nosso curso e universidade ficarem mal vistos para buscar um emprego (pensamento com minhas palavras, que certamente boa parte dos alunos da universidade se identificam)”, uma dica: no mundo corporativo, cada vez mais competitivo, exige-se que o profissional seja muito bem preparado, esteja comprometido com a empresa e estude sempre. E nos vários lugares onde trabalhei, só o nome da faculdade não basta. Tive (e tenho) diversos colegas vindos de instituições de ensino sem “nome” no mercado e que eram profissionais competentíssimos, que subiram e seguiram firme na carreira, em empresas grandes (algumas “gigantes”). Portanto, tenho certeza, esse episódio, para empresas sérias e gerentes corretos, não fará diferença na hora de contratarem um bom profissional.

Pelo menos nesses dias a repercussão vai ser grande, e a universidade vai ter que se explicar para muita gente. Não só para a imprensa. Em notícia do Terra (http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4089053-EI8139,00-Ministra+cobrara+explicacao+sobre+expulsao+de+universitaria.html), a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), informou que vai cobrar da Universidade Bandeirante (Uniban) explicações sobre a decisão de expulsar a aluna.

E o final dessa história, qual será:

a) A Uniban vai rever sua decisão, e a aluna poderá voltar a estudar o curso de Turismo

b) A aluna ganhará uma bolsa de estudo em outra universidade

c) Com a demora do processo aberto contra a Uniban, necessitando do dinheiro, a aluna aceitará propostas e posará nua para uma revista masculina (usando o vestido curto)

d) Todas as opções anteriores

e) Nenhuma das outras opções

Autor: sertanejo2000@ig.com.br - Categoria(s): Ponto de Vista Tags:
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