Ouça entrevista de Eduardo Maluf, concedida agora a pouco na Toca da Raposa 2, explicando sobre a negociação fracassada de Kleber com o Porto, a situação de Lincoln e a intenção em se contratar mais um meia.
DownloadColetiva – Eduardo Maluf (1º de fevereiro 2010)
Ernesto Farías tem 29 anos e começou a carreira no Estudiantes, onde atuou entre 1998 e 2004. Fez 205 partidas pelo clube, anotando 96 gols.
Seu bom rendimento lhe rendeu uma venda para o Pallermo, da Itália, onde não se firmou, em 2004.
No ano seguinte, foi repatriado pelo River Plate, onde viveu a melhor fase da carreira. Durante três temporadas, atuou em 95 partidas e fez 49 gols, tendo sido um dos algozes da eliminação do Corinthians na Libertadores em 2006, ao lado de Higuaín, hoje no Real Madrid.
A boa fase o levou para a seleção argentina e, em seguida, foi vendido novamente para o futebol europeu. O Porto o adquiriu.
No entanto, Farias nunca conseguiu se firmar titular, apesar de ser considerado como um “reserva de luxo”, que sempre entrava em campo e resolvia para a equipe portuguesa.
Lá, Farías, mesmo sem nunca ser titular absoluto, marcou 21 gols em 51 jogos.
Para quem não o conhece, ele tem um estilo de jogo parecido com o do Kleber e do Marcelo Moreno. Briga muito contra os zagueiros adversários, é incansável e tem faro de gol. Uma de suas especialidades é o jogo aéreo.
O passe de Farías está avaliado em 5 milhões de euros. O Cruzeiro passa a ser detentor de 75% dos seus direitos federativos. O contrato será de 3 anos.
O jogador foi sondado recentemente por Velez, River, Boca e Corinthians.
Os números de Farías no Porto:
TEMPORADA 2007/08
16 jogos (7 como titular), 727 minutos, 6 gols (3 cabeça / 3 pé), 3 assistências
TEMPORADA 2008/09
20 jogos (9 como titular), 903 minutos, 10 gols (5 cabeça / 5 pé), 1 cartão amarelo, 3 assistências
TEMPORADA 2009/10
15 jogos (3 como titular), 494 minutos, 5 gols (todos de pé) e 2 assistências.
O Cruzeiro está se desfazendo de Kleber. O Porto já registrou sua petição na Comissão de Mercado de Valores Imobiliários de Portugal. Kleber vai por 5,5 milhões de euros e o Cruzeiro ainda recebe em definitivo o jogador Ernesto Farías, que terá 75% dos seus direitos federativos cedidos ao clube.
Para ser oficializado, faltam apenas os exames médicos de ambos os jogadores nas equipes.
Luiz Fernando será o primeiro reforço cedido pelo Cruzeiro ao Mixto
O Cruzeiro vai divulgar de forma oficial nos próximos dias mais uma parceria: com o Mixto, do Mato Grosso.
Na última sexta-feira, 7 de janeiro, estiveram na Toca da Raposa 2 o presidente Associação dos Amantes do Futebol e Amigos do Mixto (AFAM), Éder Moraes, e o técnico Roberto Cavalo.
O acordo foi feito nos moldes das diversas parcerias que o Cruzeiro possui, como a com o Democrata de Valadares: o clube reforça os parceiros com alguns de seus jogadores e, em troca, recebe revelações.
O Cruzeiro deve ceder cerca de 5 jogadores para o Mixto, que vai disputar o campeonato mato-grossense e tem como grande projeto subir de divisão. O clube está na Série D.
O meia Luiz Fernando, um dos destaques da base nos últimos anos, será o primeiro reforço fruto da parceria.
Outros jogadores que o Mixto está tentando contratar são os ex-cruzeirense Luizinho Neto (lateral direito) e Adriano Gabiru (meia). Além disso, o clube também tenta a aquisição de Pedrinho (ex-Vasco).
Tentando resolver a pendenga com Vágner Love, o diretor Toninho Cecílio esteve em BH acompanhado de Pepe Dioguardi, agente de Kleber. Ambos foram recebidos por Eduardo Maluf na Toca 2.
O Palmeiras fez uma proposta de empréstimo junto ao Cruzeiro, trocando Vágner Love por Kleber até 31 de julho, que foi prontamente negada.
Em seguida, o diretor alviverde ofereceu R$ 8 milhões por 60% dos direitos federativos de Kleber. O Cruzeiro também recusou.
A cúpula celeste é categórica: o jogador só sai em definitivo e o preço é $10,2 milhões de euros para o Palmeiras, o Real Madrid ou quem quer que seja.
KLEBER FALA
Kleber concedeu entrevista coletiva (transmitida pela Rádio Itatiaia) na Toca da Raposa minutos atrás e deixou claro que só sai se as propostas forem boas para o clube e para ele. Disse também que está focado, feliz e trabalhando com prazer no Cruzeiro. DownloadEntrevista coletiva de Kleber – 07/01/2010
Depois das “férias” de fim de ano, voltamos a postar aqui com frequência. Desde já, desejo aos guerreiros celestes muita paz, saúde e união nas famílias.
Começo o ano reproduzindo aqui um texto meu publicado no Bloguerreiro da Globo.com, no qual desejo, entre outras coisas, um novo rival para 2010. Segue…
E aí, beleza?
Toda virada de ano é isso. Você faz o balanço do ano anterior, projeta o melhor para o ano que está chegando e faz seus pedidos. Além dos pedidos convencionais que todo mundo faz envolvendo família, amigos e projetos pessoais, resolvi fazer um peculiar: quero um rival novo em 2010.
Já cansei de ver meu time disputar a “hegemonia local” contra times pequenos. Não dá. Não é nem questão de ser arrogante nem nada. Nossa grande história foi construída na base da humildade e assim vai continuar sendo. Mas nossa grandeza em relação aos demais é um fato. E contra os fatos, não há argumentos.
Se você pega as rivalidades espalhadas pelo país, você bota na balança disputas parelhas dentro e fora de campo. É um Gre-Nal, São Paulo x Corinthians, São Paulo x Palmeiras, Flamengo x Vasco, por aí vai. São os clássicos que estão longe de envolver monotítulos
Mas se a gente olhar pro nosso quintal, temos um Cruzeiro x Atlético. É meio difícil quando você bota de um lado da balança 2 Libertadores, 4 Copas do Brasil, 2 Supercopas, 1 Taça Brasil, 1 Brasileirão e do outro lado 1 Brasileirão, 2 Conmebol e 1 Taça do Gelo. Fica longe de ser equiparado um troço desses. Como diz um amigo meu, “é contra a lei da física”.
Daí eu penso que essa “rivalidade” aqui nos faz mal, às vezes. Faz mal porque nosso time invariavelmente acaba sendo um pouco desmerecido pelo tamanho minúsculo do nosso rival.
As outras torcidas, de outros estados, olhando friamente, sempre exaltam a grandeza azul estrelada e sempre sugere que nossa vida é fácil, porque de grande no Estado só temos nós mesmo.
Fora isso, a diretoria do nosso time às vezes pode se acomodar. Se ficar levando em conta só os 5×0 em finais contra o rival, podemos acabar pecando, ficando com um time limitado.
Ainda bem que nosso time é bom, mas até que poderia ser melhor, caso essa rivalidade ainda existisse e o lado de lá se movimentasse um pouco mais, metesse um pouco mais de medo, dentro e fora de campo.
Por isso, temos que analisar que nossos rivais são outros. Pra mim, o jogo mais “épico” interestadual é Cruzeiro x Internacional. Duas grandes escolas, torcidas, times de primeira. Times copeiros, diversos títulos, estruturados, organizados e respeitados.
Além disso, sempre vemos grandes jogos entre Cruzeiro x Palmeiras, Cruzeiro x São Paulo, Cruzeiro x Flamengo, Cruzeiro x Grêmio. Medição de força de grandes é outra coisa. Dá gosto de ver, torcer, sofrer durante estas partidas. Mas só nessas, porque clássicos estaduais servem para materializar como tudo já perdeu a graça por aqui.
O Cruzeiro mal-acostumou a China Azul. Já aviso de antemão que, se o time ganhar apenas de 3×0 ou 4×0 algum dos próximos clássicos, vou protestar e ficar meio p da vida com o Adilson.
Estes pedidos de virada de ano são feitos pra não sei quem. Deus? Alguma outra entidade santa? Pra quem quer que sejam feitos esses pedidos, já vi que começou a pintar uma luz.
Eis que nos primeiros dias de 2010 já aparece uma pesquisa do Datafolha, respeitado instituto ligado ao jornal Folha de S. Paulo, no qual em números concretos e atualizados, mostra que nossa entidade já tem uma torcida que dobra a do (ex)rival.
Isso meio que ilustra o esmaecer que a nossa rivalidade local vem sofrendo nos últimos anos. Até bem pouco tempo, quando o antigo rival vencia esse tipo de pesquisa, os torcedores do lado de lá viam estes dados com respaldo. Depois, no final dos anos 90, o único argumento deles é que a torcida adversária era maior que a nossa na Grande BH. Agora nem isso. E pior: contestam. Falam que o que vale é catraca, ao passo que o seu mandatário diz que Marketing, por exemplo, não enche barriga de clube nenhum, que o futebol é concentrado apenas na cidade. Ou seja: confirmou que a torcida deles termina no Anel Rodoviário de BH.
Hoje, na capital, somos 43% contra 30% do segundo colocado. No total, favas contadas: 31% contra 15%. Mas existe a tal luz, meus caros. O Flamengo aparece como terceira torcida das Minas Gerais: tem 12%, 3% a menos que o nosso antigo rival.
Pode pintar aí o nosso novo rival, atual campeão brasileiro e que está conosco na Libertadores, um verdadeiro time de massa.
Sendo assim, com os votos de Feliz 2010 para toda a nação de guerreiros azuis, já deixo aqui este agradecimento a quem quer que anote e processe esses pedidos, já que minhas preces, parece, começam a ser atendidas.
Se nenhum fato inesperado acontecer, Macnelly Torres assinará contrato com o Cruzeiro por até 5 anos.
O jogador de 25 anos está prestes a ser negociado pelo Colo-Colo com um grupo de investidores (Target Sports). O preço: 4,5 milhões de dólares.
Ele foi oferecido ao Cruzeiro e também tem o Palmeiras como outro interessado. Mas a Libertadores pode pesar. E o fato de o Cruzeiro não trabalhar com negociações em que não tenha percentual pode ajudar na sua chegada.
Zezé Perrella pode investir entre 20% e 30% no valor total da compra para adquirir parte dos direitos federativos do jogador. Representantes da Target Sports estão no Chile tratando das negociações, que podem se concretizar neste final de semana ou no mais tardar segunda-feira.
A intenção de Perrella, que tem se esquivado da divulgação de nomes de possíveis reforços, é dar a Adilson Batista um grupo pronto em 4 de janeiro, quando começa a pré-temporada.
Um zagueiro e um atacante fazem parte do “pacote de Natal” de Zezé. Junto com Torres, o zagueiro Rodrigo e o atacante Kléber Pereira podem ser anunciados.
Adilson Batista, em férias no Paraná, se esquivou sobre especulações envolvendo o Cruzeiro. Disse apenas que gostaria de contar com Leandro Guerreiro (que vai ficar no Botafogo) e que não abre mão do “diferenciado” Kleber, em troca por Diego Souza.
DownloadAdilson é entrevistado pela Rádio Globo (17/12/2009)
* Opinião: este parece ser só mais um balão de ensaio da imprensa paulista. Diego Souza é da Traffic e não do Palmeiras. Se a Traffic quisesse Diego Souza no Cruzeiro, já o teria colocado aqui. Assim como se quisesse o Kleber no Palmeiras, o teria feito em janeiro, quando optou por não pagar 5 milhões de dólares pelo jogador. Jota Hawilla, na época, disse que, por causa da idade (25 anos), Kleber não se encaixava no perfil de investimentos da Traffic.
O Cruzeiro busca alternativas para dar a Adilson Batista um camisa 10 tradicional. Tem Gilberto no elenco, mas o treinador quer pelo menos dois jogadores para cada posição. A intenção é fazer um time forte para a temporada inteira a fim de que se evite priorizar um ou outro campeonato.
Nos últimos dias, entre sondagens e oferecimentos, três nomes “sulamericanos” pintaram na Toca.
O primeiro deles é o colombiano Macnelly Torres, 25 anos, destaque do Colo-Colo nas útlimas temporadas. Ele foi adquirido por um grupo de empresários brasileiros e está sendo oferecido a alguns clubes. O Palmeiras também está na parada.
Outro nome ventilado foi o do uruguaio Mathias Cardaccio, que atualmente está no Milan e foi revelado pelo Nacional do Uruguai, onde se destacou na Libertadores de 2008. Ele não vem sendo aproveitado no time italiano e tem 21 anos.
Quem também deve ser sondado nos próximos dias é o venezuelano Vargas, ex-Caracas. O jogador trocou seu país pelo Brugge, da Bélgica, onde também não se firmou. Gustavo Perrella está na Bélgica ao lado de Valdir Barbosa para fechar uma parceria com uma equipe da Segunda Divisão local e pode se deslocar até Brugges para fechar o negócio.
A CBF deve anunciar oficialmente nesta sexta-feira o doping do atacante Jobson, pego no exame após a partida Botafogo 2×0 Coritiba, em jogo válido pelo Brasileirão em novembro.
Jóbson, que já foi adquirido pelo Cruzeiro, teria ingerido cocaína dias antes da partida. Esse tipo de conduta anti-desportiva deve suspender o jogador entre 120 e 360 dias.
Caso confirmados o doping (ainda será feita uma contra-prova) e a punição, o Cruzeiro pode desfazer o negócio.
Lembrando que a punição só vale para o atleta. O Botafogo fica isento neste caso.