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	<title>Blog da Luana . &#187; Analise da tv</title>
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		<title>Os Mutantes não dá para se levar á sério .</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jan 2009 19:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luana.depp@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Analise da tv]]></category>

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		<description><![CDATA[Tiago Santiago superou todos os limites de personagens críveis em Os Mutantes &#8211; Caminhos do Coração. No início da história “sci-fi”, até que o autor misturou papéis verossímeis com suas criaturas sobrenaturais, quase sempre sugadas de seriados americanos e filmes de aventura hollywoodianos.
No entanto, nos últimos tempos, até personagens do folclore brasileiro, como a mula-sem-cabeça, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>Tiago Santiago</strong> superou todos os limites de personagens críveis em<strong> Os Mutantes &#8211; Caminhos do Coração</strong>. No início da história “sci-fi”, até que o autor misturou papéis verossímeis com suas criaturas sobrenaturais, quase sempre sugadas de seriados americanos e filmes de aventura hollywoodianos.</p>
<p style="text-align: center">No entanto, nos últimos tempos, até personagens do<strong> folclore brasileiro</strong>, como a mula-sem-cabeça, começaram a fazer parte do imaginário do autor e a perambular entre zumbis, robôs, dinossauros e uma profusão de vampiros, que se multiplicam ao atacar pescoços desavisados. Inclusive de mutantes.</p>
<p style="text-align: center">O que poderia até ser uma discussão sobre a presença cada vez mais freqüente de personagens com superpoderes na TV e no cinema, se transformou num produto que realmente não se pode levar muito a sério. <em>Uma espécie de festa dos horrores do universo fantástico do autor.</em></p>
<p style="text-align: center">Para sustentar as mirabolantes invenções de uma trama com estes artifícios, os efeitos especiais são o único meio de chamar atenção. E, apesar desse recurso não ser da melhor qualidade em boa parte das seqüências, é louvável a determinação do diretor <strong>Alexandre Avancini</strong> em se desdobrar com tomadas que exigem horas e horas de dedicação e cenas que muitas vezes necessitam de um dia inteiro de trabalho para irem ao ar em apenas dois minutos.</p>
<p style="text-align: center">Mas, justamente na cena da transformação da Juli, vivida por <strong>Babi Xavier</strong>, em Dra. Júlia, a personagem de <strong>Ítala Nandi</strong>, responsável por todas as mutações genéticas da história, não houve efeitos especiais. Um corte simples no rosto de Babi e a seqüência da atriz já como Ítala Nandi indicaram uma falha grotesca numa das cenas mais relevantes do folhetim.</p>
<p style="text-align: center">O que também não parece ser tão importante é a preocupação da direção com a interpretação de papéis de maior destaque da história, como a robotizada atuação de <strong>Bianca Rinaldi</strong> como a <strong>vilã Samira</strong>. A atriz apenas distingue a personagem do mal com sua mocinha Maria apertando ainda mais os olhos nas cenas de maldade e balbuciando palavras sussurradas, numa constrangedora ausência de recursos cênicos.</p>
<p style="text-align: center">O constante áudio deixa de ser impactante nos momentos de maior suspense, pois é permanente em quase todas as cenas. Muitas vezes só é interrompido com bizarras frases feitas de alguns personagens, como: “Acreditem na confiança do bem, na força do amor e da paz”, ou<strong> “Vamos usar nossos poderes para ultrapassar nossos limites”</strong>, seguido ainda de expressões em inglês e suas traduções, que chegam até a dar um tom cômico à trama, como<em> “I Want to be free, eu quero ser livre”.</em></p>
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