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02/09/2008 - 08:01

“Mulheres Apaixonadas” leva polêmica às tardes da Globo .

Temas polêmicos como lesbianismo, violência doméstica, romance entre gerações diferentes e violência urbana estão de volta às tardes da Globo. A novela “Mulheres Apaixonadas” é a reprise em cartaz no ‘ Vale a Pena Ver de Novo ‘ .

Mais uma vez, os fãs das novelas de autor Manoel Carlos vão sentar em frente à TV e esquecer do tempo. Apesar dos assuntos fortes, a trama flui de forma leve. A trilha sonora de bossa nova e o bairro do Leblon, no Rio, como cenário, suavizam a história. O telespectador se delicia com o cotidiano dos personagens, sem dar muita importância para o relógio. Quando vê, já se passou mais de uma hora.

A novela, exibida em 2003, tem as marcas registradas do autor: uma Helena como protagonista (desta vez vivida por Christiane Torloni) e personagens com bastante dinheiro no bolso fazendo “barracos” em festas ou em casa .

A Helena atual é casada há 15 anos com o saxofonista Téo (Tony Ramos) e trabalha como diretora na Escola Ribeiro Alves (ERA). Ela reencontra o antigo namorado, o médico César (José Mayer), que abandonou no passado para casar com o músico. Como é hábito nas novelas de Maneco, José Mayer se envolve com outras mulheres: Laura (Carolina Kasting) e Luciana (Camila Pitanga).

As lésbicas Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) enfrentavam em casa e na escola o preconceito. O público aprovou a dupla, principalmente por causa da leveza das cenas (as adolescentes eram grandes amigas, que queriam ficar juntas o tempo todo). A reação foi oposta em “Torre de Babel” (1998), onde a rejeição dos telespectadores fez com que as homossexuais Leila (Silvia Pfeifer) e Rafaela (Christiane Torloni) deixassem a história.

Para exibir o tão esperado beijo entre iguais, o autor teve de fazer malabarismos: a dupla encenou a peça “Romeu e Julieta”, pois Rodrigo (Leonardo Miggiorim), que interpretaria Romeu, quebrou a perna. No final do espetáculo, Romeu (Clara) dá um selinho discreto em Julieta (Rafaela), que aparentemente está morta .

Social

As campanhas sociais também movimentaram o público. Santana (Vera Holtz) era uma professora alcoólatra que tentava se livrar do vício. O nome caiu na boca do povo e virou sinônimo de quem bebia demais.

O ciúme que Heloísa (Giulia Gam) tinha do marido, Sérgio (Marcello Antony), a fazia armar os maiores escândalos. No decorrer da trama, ela procura ajuda no grupo Mada (Mulheres que Amam Demais Anônimas). As reuniões eram mostradas na novela.

A violência urbana veio à tona quando Fernanda (Vanessa Gerbelli) foi vítima de uma vítima de bala perdida . O elenco participou da passeata Brasil sem Armas , que reuniu 40 mil pessoas nas ruas do Rio.

A personagem, no entanto, demorou cerca de uma semana para morrer. Nesse meio tempo, foi explorado o choro da menina Salete (Bruna Marquezine, que teve grande destaque), filha de Fernanda. O drama se prolongou tanto que quase tirou o impacto da cena do tiro (em determinado momento parecia que a personagem ia sobreviver e ficar tudo bem).

Os simpáticos idosos Flora (Carmem Silva) e Leopoldo (Oswaldo Louzada) foram utilizados para campanhas dentro da novela sobre direitos da terceira idade e pela aprovação do Estatuto do Idoso. Vacina contra a gripe, os ônibus que não param no ponto quando um idoso faz sinal e os maus tratos em casa foram abordados.

A professora Rachel (Helena Ranaldi) não conseguia se livrar do marido Marcos (Dan Stulbach), que a espancava com uma raquete. Apesar de politicamente incorreto, parte do público se divertia com as “raquetadas”, que viraram piada no “Casseta e Planeta”.

Para não polemizar, colocando uma professora e um aluno juntos no final, Manoel Carlos matou o bonzinho Fred (Pedro Furtado), que amava Raquel, em um acidente de carro, causando uma estranha sensação no público, não acostumado a ver pessoas boas morrerem nas novelas.

Houve ainda o Padre Pedro (Nicola Siri), vivendo o dilema de largar ou não a batina por Estela (Lavínia Vlasak), e o relacionamento de Lorena (Susana Vieira) com um homem mais novo, Expedito (Rafael Calomeni).

A última novela das 20h reprisada no “Vale a Pena Ver de Novo” foi “Laços de Família”, também de Manoel Carlos, em 2005 .

A reapresentação de “Mulheres Apaixonadas” começa às 14h35 de segunda á sexta na Globo .

Autor: luana.depp@ig.com.br - Categoria(s): Televisão Tags:


1 comentário para ““Mulheres Apaixonadas” leva polêmica às tardes da Globo .”

  1. RENATA disse:

    SOU MADA EM JUIZ DE FORA HA 6 ANOS, E ESTOU NO 7º JORNALISMO, O TEMA DE MINHA MONOGARFIA É SOBRE MADA, EM MULHERES APAIXONADAS, CASO TENHA ALGUM MATERIAL, PARA CONTRIBUIR COM MEU TRABALHO FICARIA DESDE DE JA AGRADECIDA PELO CARINHO, ISSO E MTO IMPORTANTE PARA MIM….
    ATENCIOSAMENTE RENATA

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