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iBest BrTurbo
11/11/2008 - 17:11

O que argumentar?

 

No dia 19/09, publiquei um post onde o título era: Quem é o mal caráter? 

Veja em: http://blig.ig.com.br/bara/2008/09/19/quem-e-o-mau-carater/

Pois bem semana passada recebi um e-mail de um desconhecido perguntando: “Qual o argumento que você utilizou para conseguir não pagar o que você gastou em seu cartão de crédito não solicitado?

Acredito que deva ser um desses advogados, idiotas, que decoram leis mas não raciocinam. Uma pequena observação: “ Se advogado fosse algo de fundamental importância seria obrigatório ter um, quando precisamos entrar na justiça??”

Pois bem, caro perguntador, vou reescrever o que solicitei a “mocinha” do Procon escrever. Por que eles de um modo geral, são bem tapadinhos também…

Texto Carta:

 O Consumidor relata que recebeu da reclamada um cartão de crédito número XXXX.XXXX.XXXX.XXXX indevidamente sem sua prévia anuência.

Consumidor relata que utilizou o cartão no qual reclamada está lhe cobrando a importância de R$ XXXX,XX. O consumidor alega improcedência do referido débito, haja vista que não houve contrato firmado no referido cartão de crédito que respaldasse a cobrança de débitos gerados pelo mesmo.

O consumidor pleiteia que a reclamada apresente o contrato de cartão de crédito homologado pelo mesmo, junto a instituição contratando o serviço, caso contrário que a mesma desconsidere o débito existente em seu nome, e caso exista valores já pagos, que os devolva, em dobro com as devidas correções monetárias e juros legais, haja vista que inexistindo contrato de crédito que respalde tal lançamentos as cobranças são indevidas.

Viu como que é simples?

Um clássico do hard core anos 2000 Matanza 02-clube-dos-canalhas do album a arte do insulto

 

Autor: toctoctoctoc@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/10/2008 - 14:52

Atividade extra-curriculares R$ 15,00

É com muita insatisfação que vejo os “convites” para a participação de  eventos das escolas particulares. Que tem isso como prática amplamente difundida e consolidada.

Não entendeu ainda do que estou falando? Calma, vou explicar melhor…

Exemplo

Obaaaa….

O colégio BLA BLA BLA tem a honrra de convidar: O nome do aluno(a)

Semana que vem dia XX/XX/XX quarta feira, vamos ter teatrinho da Turma da Mônica. Para que isto ocorra precisamos da assinatura do termo de autorização que segue abaixo e que seja enviado R$ 15,00 (quinze reais) para o custeio do transporte e da entrada.

Lembramos aos senhores pais que as atividades extra-curriculares são de fumental para o desenvolvimento social, afetivo e cognitivo dos seus filhos.

Isso sempre cercado de balãzinhos, carinhas e sorrisos…

E agora? Sabe do que estou falando?

Pois bem é de conhecimento no meio publicitário que as crianças influenciam as escolhas dos pais na compra de praticamente todos os produtos à venda, de comida à carros. Agora, ultilizar-se desta vulnerabilidade da criança em uma relação social de Poder, (professor x aluno) onde este está concetrado nas mãos dos professores, coordenação e direção é de me espantar. A criança geralmente já chega em casa falando do teatrinho ou qualquer desses passeios.

A criança também não consegue fazer a separação entre a aula, o conteúdo pedagógico e a atividade “OPCIONAL”. “É uma questão biológica, pois as crianças estão em fase de desenvolvimento. Elas são muito literais, entendem as coisas tal como são apresentadas”. Afinal de contas a professora disse: “VAMOS TER TEATRINHO DA MÔNICA”, você vai falar que não?

Quando a escola faz a propaganda inicia a preparação das atividades para o evento “pedagógico” como explicar a uma criança que ela não vai participar, sendo que suas amiguinhas estão participando? As crianças não sabem diferenciar a relação de consumo estabelecida com o vínculo pedagógico. Isso influencia seus hábitos e escolhas”,  Sendo assim entendo que essa atividade extra é abusiva não somente pelo seu valor, que é acima do de mercado, existe um ágio sobre o custo final, mas porque são várias e se vale principalmente da ingenuidade da criança”.

Este ano foi R$ 365,00 reais de atividades extras…

E você, aceita isso calado?

Vou deixar para vocês hoje, a melhor rádio da internet.

Tudo que tem é bom…

http://www.radio3net.ro/1001

Autor: toctoctoctoc@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/10/2008 - 17:54

Vamos entender os princípios básicos do Neoliberalismo?

         Filosofia: na teologia neoliberal os homens não nascem iguais, nem tendem à igualdade. Logo qualquer tentativa de suprimir,com a desigualdade é um ataque irracional à própria natureza das coisas. Deus ou a natureza dotou alguns com talento e inteligência, mas foi avaro com os demais. Qualquer tentativa de justiça social torna-se inócua por que novas desigualdades fatalmente ressurgirão. A desigualdade é um estimulante que faz com que os mais talentosos desejem destacar-se e ascender ajudando dessa forma o progresso geral da sociedade. Tornar iguais os desiguais é contraproducente e conduz à estagnação.

Segundo W. Blake: “A mesma lei para o leão e para o boi é opressão!”

 

A exclusão e pobreza: a sociedade é o cenário da competição, da concorrência. Se aceitamos a existência de vencedores, devemos também concluir que deve haver perdedores. A sociedade teatraliza em todas a instâncias a luta pela sobrevivência. Inspirados no darwinismo, que afirma a vontade do mais apto, concluem que somente os fortes sobrevivem cabendo aos fracos conformarem-se com a exclusão natural. Esses, por sua vez, devem ser atendidos não pelo Estado de Bem-estar, que estimula o parasitismo e a irresponsabilidade, mas pela caridade feita por associações e instituições privadas, que ameniza a vida dos infortunados. Qualquer política assistencialista mais intensa joga os pobres nos braços da preguiça e da inércia. Deve-se abolir o salário-mínimo e os custos sociais, porque falsificam o valor da mão-de-obra encarecendo-a, pressionando os preços para o alto, gerando inflação.


         Os ricos: eles são a parte dinâmica da sociedade. Deles é que saem as iniciativas racionais de investimentos baseados em critérios lucrativos. Irrigam com seus capitais a sociedade inteira, assegurando sua prosperidade. A política de tributação sobre eles deve ser amainada o máximo possível para não ceifar-lhes os lucros ou inibi-los em seus projetos. Igualmente a política de taxação sobre a transmissão de heranças deve ser moderada para não afetar seu desejo de amealhar patrimônio e de legá-lo aos seus herdeiros legítimos.

        

Crise: é resultado das demandas excessivas feitas pelos sindicatos operários que pressionam o Estado. Este, sobrecarregado com a política providenciaria e assistencial, é constrangido a ampliar progressivamente os tributos. O aumento da carga fiscal, sobre as empresas e os ricos, reduz suas taxas de lucro e faz com que diminuam os investimentos gerais. Sem haver uma justa remuneração, o dinheiro é entesourado ou enviado para o exterior. Soma-se a isso os excessos de regulamentação da economia motivados pela continua burocratização do estado, que complicam a produção e sobrecarregam os seus custos.


         Inflação: resultado do descontrole da moeda. E esse por sua vez ocorre devido ao aumento constante das demandas sociais (previdência, seguro-desemprego, aposentadorias especiais, redução da jornada de trabalho, aumentos salariais além da capacidade produtiva das empresas, encargos sociais, férias e etc…) que não são compensadas pela produção geral da sociedade. Por mais que o setor produtivo aumente a riqueza, a gula sindical vai à frente fazendo sempre mais e mais exigências. Ocorre então o crescimento do déficit público que é tapado com a emissão de moeda.

         Estado: não há teologia sem demônio. Para o neoliberalismo ele se apresenta na forma do Estado. O Estado intervencionista. Dele é que partem as políticas restritivas à expansão das iniciativas. Incuravelmente paternalista tenta demagogicamente solucionar os problemas de desigualdade e da pobreza por meio de uma política tributária e fiscal que termina apenas por provocar mais inflação e desajustes orçamentários. Seu zelo pelas classes trabalhadoras leva-o a uma prática assistencialista que se torna um poço sem fim. As demandas por bem-estar e melhoria da qualidade de vida não terminam nunca, fazendo com que seus custos sociais sejam cobrados dos investimentos e das fortunas.

         Ao intervir como regulador ou mesmo como Estado-empresário, ele se desvia das suas funções naturais, limitadas à segurança interna e externa, a saúde e à educação. O estrago maior ocorre devido a sua filosofia intervencionista. O mercado auto-regulado e auto-suficiente dispensa qualquer tipo de controle. É um Cosmo próprio, com leis próprias, impulsionadas pelas leis econômicas tradicionais (oferta e procura, taxa decrescente dos lucros, renda da terra, etc…). O Estado deve, pois ser enxugado, diminuído em todos os sentidos. Deve-se limitar o número de funcionários e desestimular a função pública.

         Mercado: se há um demônio existe também um Céu. Para o neoliberalismo esse local divino é o mercado. Ele é quem tudo regula, faz os preços subirem ou baixarem, estimula a produção, elimina o incompetente e premia o sagaz e o empreendedor. Ele é o deus perfeito da economia moderna, tudo vê e tudo ouve, onisciente e onipresente. Seu poder é ilimitado e qualquer tentativa de controla-lo é um crime de heresia, na medida em que é ele que fixa as suas próprias leis e o ritmo em que elas devem seguir. O mercado é um deus, um deus calvinista que não tem contemplação para com o fracassado. A falência é sua condenação. Enquanto que aquele que é bem sucedido reserva-se-lhe um lugar no Éden.


         Socialismo: segundo demônio da teologia neoliberal. É um sistema político completamente avesso aos princípios da iniciativa privada e da propriedade privada. É essencialmente demagógico na medida em que tenta implantar uma igualdade social entre homens de natureza desigual. É fundamentalmente injusto porque premia o capaz e o incapaz, o útil e o inútil, o trabalhador e o preguiçoso. Reduz a sociedade ao nível de pobreza e graças à igualdade e a política de salários equivalentes, termina estimulando a inércia provocando a baixa produção. Ao excluir os ricos da sociedade, perde sua elite dinâmica e seu setor mais imaginativo, passando a ser conduzido por uma burocracia fiscalizadora e parasitária.

         Regime político: o neoliberalismo afina-se com qualquer regime que assegure os direitos da propriedade privada. Para ele é indiferente se o regime é democrata, autoritário ou mesmo ditatorial. O regime político ideal é o que consegue neutralizar os sindicatos e diminuir a carga fiscal sobre os lucros e fortunas, ao mesmo tempo em que desregula o máximo possível a economia. Pode conviver tanto com a democracia parlamentar inglesa, como durante o governo da Sra. M. Tatcher, como com a ditadura do Gen. A.Pinochet no Chile. Sua associação com regimes autoritários é tática e justificada dentro de uma situação de emergência (evitar uma revolução social ou a ascensão de um grupo revolucionário). Em longo prazo o regime autoritário, ao assegurar os direitos privados, mais tarde ou mais cedo, dará lugar a uma democracia.

         Quer entender mais sobre isso tudo? procure os teóricos: o neoliberalismo é resultado do encontro de duas correntes do pensamento econômico. A primeira vem da escola austríaca, aparecida nos finais do século XIX tendo a frente Leopold von Wiese e que teve prosseguimento com von Miese e seu mais talentoso discípulo Friedrich von Heyek, que apesar de austríaco fez sua carreira em Londres. Heyek se opôs tanto à política keynesiana (por seu intervencionismo) como ao estado de Bem-estar social (pelo seu assistencialismo) idealizado primeiro na Inglaterra em 1942. A outra vertente é formada pela chamada escola de Chicago, tendo Milton Friedman como seu expoente. Friedman foi o principal crítico da política do New Deal do presidente F.D.Roosevelt (1933-45) devido sua tolerância com os sindicatos e a defesa do intervencionismo estatal.

 

Sobre a atualidade, somente não consigo entender uma coisa? Por que Socializa-se os prejuízos e privatiza-se os lucros?

 

Tire você sua própria conlusão…

 

Vou deixar uma música clássica, da minha adolescencia pelo menos, de uma banda que não existe mais: Detrito Federal… Escutem a letra…

 

06-detrito-federal-ninguem-ajuda-ninguem

Autor: toctoctoctoc@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/10/2008 - 16:16

Mudhoney em Goiânia…

Antes de mais nada… o show foi ótimo!!!

O tal do Martins Cererê era um poeta, eu acho…

Mas não importa, o fato que o teatro com o nome dele é lindo, quase um sonho de adolescente. São 2 reservatórios de água, Desativados dããã, com um abafamento perfeito, logo não atrapalha a vizinhança, com uma pracinha com coreto do lado de fora do teatro que dá pra “galera” que não for entrar no show curtir lombra a noite inteira.

Voltando ao espaço, afff achei fantástico…. Creio que todas as pessoas do rock devam assistir pelo menos um show lá…

Obrigado Goiânia….

e ao Mudhoney tenho uma coisa a dizer: Good Job man…

claro hoje fica Mudhoney para vocês que leram este post inútil

03-the-lucky-ones do disco novo que tem o nome desta música – 2008

Autor: toctoctoctoc@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/10/2008 - 14:19

O que está sendo silenciado pela ideologia?

No imaginário social a lei do silêncio ideológico aparece da seguinte forma. Coisas não podem ser ditas , porque, se tudo fosse dito, a consiencia faria com que as ideologias perdessem a coerência, tornar-se-ia incoerente e contraditória e ninguém acreditaria nela.

A coerência e a unidade do imaginário social ou ideologia vêm, portanto, do que é silenciado

Por exemplo, a ideologia afirma que o adultério é crime (tanto assim que homens que matam suas esposas e os amantes delas são considerados inocentes porque praticaram um ato em nome da honra), que a virgindade feminina é preciosa e que o homossexualismo é uma perversão e uma doença grave (tão grave que, para alguns, Deus resolveu punir os homossexuais enviando a peste, isto é, a AIDS). Essas pessoas são as mesmas

 

também que vão as igrejas todos os domingos…

 Por que, em nossa sociedade, o vínculo entre sexo e procriação é tão importante (coisa que não acontece em todas as sociedades, mas apenas em algumas, como a nossa)?

Nossa sociedade exige a procriação legítima e legal – a que se realiza pelos laços do casamento -porque ela garante, para a classe dominante, a transmissão do capital aos herdeiros. Assim sendo, o adultério e a perda da virgindade são perigosos para o capital e para a transmissão legal da riqueza; por isso, o adultério se torna crime e a virgindade é valorizada como virtude suprema das mulheres jovens.

Em nossa sociedade, a reprodução da força de trabalho se faz pelo aumento do número de trabalhadores e, portanto, a procriação é considerada fundamental para o aumento do capital que precisa da mão-de-obra. Por esse motivo, toda sexualidade que não se realizar com finalidade reprodutiva será considerada anormal, perversa e doentia, donde a condenação do homossexualismo.

A ideologia, porém, perderia sua força e coerência se dissesse essas coisas e por isso as silencia. e ninguem diz nada…

Pra hoje fica Arnaldo Antunes célebre e eterno titã… misc-essa-mulher- Arnaldo Antunes…

 

 

 

 

 

Autor: toctoctoctoc@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/09/2008 - 16:02

Quer entender a crise economica do momento?

“O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de ‘emibiêi’, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis ‘zécutivos’ de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia desmorona.”

Eles merecem uma música: 07-filha-da-puta
Autor: toctoctoctoc@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/09/2008 - 14:36

Apenas uma nota…

O nosso querido Ronaldinho, que hoje é chamado apenas por Ronaldo, tem sido protagonistas de epsódios cômicos.

Quem não lembra das 3 mulheres de tromba? kkkk

Custou caro aquilo sabiam? Ele, o Ronaldo cabelo de cascão, perdeu um contrato de marketing com a Tim na casa de alguns milhões. Isso por causa dos 3 travecos.

Creio que a Tim entendeu que ele, Ronaldo, estava fazendo propaganda da concorrente Claro e a nova tecnologia 3 G… kkkkk

Contudo essa semana ele foi pego novamente se agarrando com um macho, sério.

Numa boate dessas do Rio de Janeiro, saiu nos tapas com um filinho de papai… Affff vai gostar de se agarrar com macho assim…

Acho que na verdade ele deve estar sentindo falta da bola enfiada por trás… Ou das entradas duras por trás… só pode…

Pelo jeito ele nos vai proporcionar muitas algrias mais…. só que não em campo Por favor….

A música de hoje é uma pérola… kkkk  do nosso Lobão… Ronaldo foi pra guerra…. kkkkk é só clicar no link abaixo

lobao -Ronaldo_foi_pra_guerra- Faixa 12 Ronaldo_foi_pra_guerra

 

Autor: toctoctoctoc@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/09/2008 - 18:31

Quem é o mau caráter?

Você sabia que cobrar juros já foi pecado?

Durante muito tempo na idade média, a cobrança de um ágil nas transferências/empréstimos de valores foi considerado pecado, afinal de contas uma pessoa que emprestasse dinheiro a juros estaria vendendo tempo.

Calma vou explicar isso melhor.

Partam do princípio de que Deus é dono do tempo. Sendo assim, se eu lhe empresto 10 dinheiros hoje para daqui a trinta dias você me devolver 11 dinheiros, este 1 dinheiro serve como pagamento dos trinta dias que você ficou com os meus 10 dinheiros. Logo, por dedução, 1 dinheiro é o que custa trinta dias com 10 dinheiros emprestados. Sendo assim, se você vende trinta dias, você está vendendo algo que não lhe pertence, o tempo, afinal de contas no pensamento europeu ocidental da idade média, era pertencente a Deus.

 Quem nunca escutou a máxima que:  “o futuro a Deus pertence”

Importante ressaltar que naquele momento da história, a igreja condenava a acumulação de bens, e a acumulação hoje em dia é o principio básico do sistema econômico atual. Contudo nos resta ainda resquícios deste pensamento, frases  como “… quem dá aos pobres da a Deus” ainda permeiam nossa sociedade.

 Sabia que até concordo?!!!  Quem dá aos pobres  dá ADEUS…. mesmo…

Mas não é disto que quero falar não, sabia?

O que me levou a falar sobre isso, foi a possível percepção medieval de  que desde os seus primórdios a atividade financeira ocidental vendo sendo passível de limitações e regras, sendo elas morais, filosóficas ou legais. Talvez como uma forma de diminuir o seu caráter perverso e desigual, de uma forma consciente ou não.

Bem, no incio do mês recebi um cartão de crédito Ourocard Internacional, R$ 600,00 reais de limite. O fato é que possuo um cartão com este limite, um cartão NACIONAL e tinha solicitado a segunda via. ( R$ 5,50 a segunda via)

Contudo me mandaram um outro cartão, um que não foi solicitado…

Olha que beleza!!! Feliz com a doação espontânea do Banco, liguei na central de desbloqueio, segui as ordens da máquinha, digitei o número cartão, confirmei digitando o número 2 eeeeee…. Claaaarooooo, fui as compras.

Na segunda-feira, recebi um telefonema, em meu celular, de uma moça muito simpática e alegre dizendo:

Boa tarde, é o Sr. Bará?

Sim, quem fala?

Eu sou fulana da silva de tal, da central de relacionamento Cartão Ourocard Banco do Brasil.

O motivo de minha ligação, Sr Bará, é para estar lhe parabenizando por sua primeira compra com o seu novo cartão Ourocard Internacional, você pode confirmar ela para mim? (em uma tonalidade de voz empolgante)

Respondi – Não entendi por que está me parabenizando… Já tenho um cartão OuroCard Nacional… Isso já tem um tempo… eu só recebi a segunda via dele, desbloqueei e estou usando.

Ela disse: Não senhor, (com uma voz não tão mais empolgante) estou falando do seu cartão de crédito Ourocard Internacional, que o senhor habilitou na sexta feira e fez uma compra no mesmo dia à noite no CARREFOUR SUL Brasília DF…

Hááá respondi, esse é o meu cartão sim, mas nunca solicitei um cartão internacional, pensei que fosse o meu que eu tinha solicitado ao banco a segunda via.

Depois de uns 2 minutos de conversa de “Joãos sem Braços”

Ok então senhor, estou bloqueando a função crédito de seu cartão, posso debitar o valor gasto em sua conta corrente.

Claro que não!!! Você vai debitar esse valor na conta de quem utilizou o meu CPF de forma indevida e solicitou o car…

Mas Senhor, (já sem nenhuma felicidade na voz) o senhor gastou o dinheiro, você não vai pagar? Vou gerar então o boleto, com vencimento na data de seu cartão, dia 19. Ta bom assim para o Sr…

CLARO que não…. Querida, pense comigo vamos lá.(você consegue) Imagine que você chegue em sua casa e encontre o portão dela todo pintado. Entra nela e vê a frente dela Linda… com textura e tudo. Sem entender muito, aparece uma pessoa ao seu lado e diz: Ficou bonita né? E em uma mistura de medo e surpresa, responde: Sim ficou linda. E essa pessoa lhe diz: Pois é você me deve R$ 500,00 pelo serviço. Provavelmente você vai dizer… Como assim, eu não pedi que você fizesse nada, você fez por que você quis, eu não vou pagar isso não…

E é exatamente o que estou lhe dizendo….  Eu não vou pagar por um serviço que não solicitei.

Após 15 segundos de silêncio ela me disse:

Bem senhor eu compreendo sua posição, peço desculpa pelo transtorno vou estar solicitando que o senhor compareça ao banco para resolver este problema.

Querida o código de defesa do consumidor diz que: O consumidor, em hipótese nenhuma, será responsabilizado por problema ou situação causada pelo prestador de serviço. Como você mesmo reconhece o transtorno, e eu nunca solicitei esse cartão, quem tem que resolver esse transtorno são vocês, não eu!

Bem ela reforçou a importância de eu ir a agência e de que o boleto seria gerado no valor da fatura para o dia do vencimento. (Vencimento qual eu não escolhi)

A fatura chegou e  não fui a agencia do banco do Brasil, fui ao PROCON, que me deu razão, ligou no banco e a fatura foi estornada. E nenhum valor foi pago e é devido.

Liberte-se também, leia e conheça suas obrigações legais e seus direitos em:

http://www.emdefesadoconsumidor.com.br/codigo/codigo-de-defesa-do-consumidor.pdf

Exerça sua cidadania, recebeu cartão que não solicitou, desbloqueie ele via central computadorizada, sem conversar com ninguém, estoure ele e não pague. Não tenha pena dos Bilhões de lucro dessas “administradoras” que te cobram tudo. Como taxa de manutenção. Anuidade???? Como assim eu paga para um banco, para colocar meu dinheirinho alí e ele cobra por isto? Quem precisa de quem? É o banco que precisa do correntista ou é o correntista que precisa do banco?

É crime enviar cartão sem a anuência do titular do mesmo. Faça os bancos, vítimas de suas armas de escravização econômica da população.

Como de costume uma música para vocês… a letra é muito BOA… escutem belchior!!!!

belchior-1976-alucinacao-06-alucinacao 

Quer saber mais sobre Belchior? http://pt.wikipedia.org/wiki/Belchior ele não tem blogge, não é dessa fase….kkkk

 

Autor: toctoctoctoc@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/09/2008 - 17:51

Veja… quanta besteira!!!

Todos sabem que em um mundo selvagem o bonzinho sempre se dá mal. Esse negócio de acreditar na bondade natural do ser humano, é coisa de quem acha que inocência é igual a bondade.

Como é de praxe, estava lendo VEJA, para alimentar meu ódio mesmo, mas nesta semana o discurso irracional daquela empresa foi ao meu limite. Até por que me senti atingido como Professor que sou, e estuprado intelectualmente como pseudo-intelectualóide que me considero.

Para continuar é necessário que você leia o que eles querem que você VEJA. O link está a baixo.

http://veja.abril.com.br/200808/p_076.shtml

Então já leu? então clicke e leia oras…

Ótimo, agora que você já leu também, vamos aos fatos.

Não clicou? Ok… Vou colocar um trecho então, só para contextualizar…

“Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores brasileiros ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado. “

A história sendo uma ciência humana, possui coisas que são fundamentos metodológicos científicos para legitimar as suas leituras e contruções. Uma delas é narrar o fato em ordem cronológica, ou seja contar a história do ponto de vista de quem viveu aquele momento histórico, não mudar a leitura apartir de um novo pensamento elaborado em posteriori. Isso é um fundamento para a construção do pensamento histórico. Agora VEJA, Quando o economista diz, em tom de ironia que CHE, poderia ter sido o descobridor da vacina da malária e ter ajudado muitos mais humilhados, ele comete um erro fatal na elaboração de um discurso HISTÓRICO e posiciona-se ideologicamente.

Che, viveu em uma época onde palavras e gestos mobilizavam milhares de pessoas, não apenas o sorriso ironico da elite economica. Descontextualizar Che de seu momento histórico é coisa de Economista ou de pessoas que tenham má fé. No caso da Veja, acho que juntaram o útil ao desagradável…

Não vou continuar comentando aqueles comentários, IDEOLÓGICOS, descontextualizados pois seria dar muito mais crédito do que eles merecem, e seria também substimar a capacidade de vocês como ser críticos que são.

Mas contudo, concordo que a educação brasileira não é um exemplo em geração de oportunidade iguais, até porque é difícil concorrer com as megas estruturas formadas de educação, bem como com a realidade socio familiar dos alunos da periferia, que tem na escola a única fonte de informação, além da TV claro, e por vezes a única forma de amparo.

De fato a pretenção de se recontar a História não é nova. Alguns dos livros citados já foram “censurados” pelo MEC, em um esforço descomunal em que se tem para implantar uma educação onde não se crie a percepção das diferentes classes sociais e que se fortaleça a falsa impressão de Igualdade e Liberdade, que são preceitos dos CAPITALISMO, não da democracia. Isso não é desideologizar é ser OMISSO. Oras somos livres, mas se eu não tiver R$ 3,00 não posso exercer meu livre direito de ir do Riacho fundo para a rodoviária de Brasília.

VEJA bem né?

Como de costume vou colocar uma música para a degustação.

titas-cabeca-dinossauro-11-homem-primata

Autor: toctoctoctoc@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:
04/09/2008 - 20:20

E você? Tem fé?

Provavelmente você deve ter respondido a questão acima com um sim, e relacionado a palavra fé com Deus, religião ou outra ideologia dessas aí.

Bem vamos parar para pensar um pouco.

Antes de mais nada, fé é uma palavra que está relacionada a fidelidade e lealdade. Não necessariamente na crença em algo irracional. 

Assistindo R.R.Soares, esse é bom mesmo, escutei a seguinte frase: “Não podemos ser covardes, tenha fé, e ajude (em outras palavras, de dinheiro) a obra de Deus assinando a revista tal….”

Achei interessante como a retórica dele permite a interpretação das diferentes formas de traduzir a palavra fé. O mais interessante é que o “missionário” apropria-se deste conhecimento para conseguir uma coisa que não tem nada de divino: GRANA.

Mas os mecanismos da fé, vão muito além desta visão construída socialmente. Ela é inerente ao ser humano e fundamental para a sua própria existência.

Vejamos, uma cobra possui veneno, peçonhas inoculadoras, chocalhos, camuflagens, todos mecanismos de sobrevivencia e defesa. Um urso, além de sua força, garras pesadas ainda tem enormes dentes e assim por diante. Passo a bola para você agora. Qual é o mecanismo de defesa do ser humano?

Não, não é a fé.

É a inteligência. O Homem descobriu coisas, juntou-se em comunidades, criou ferramentas pela simples necessidade de sobrevivência. E é a FÉ, a grande motivação de tudo isso. Vou te provar.

Nada lhe garante que o sol nascerá amanhã, apenas temos fé que isto ocorrerá. Nada te garante que o Sol não tenha explodido a 5 minutos atrás, (a título de informação saiba que  a radiação emitida pelo Sol demora cerca 8 minutos para chegar na terra) e mais, nada te garante que você estará vivo no Natal, mas sua fé, lhe permite programar o seu décimo terceiro salário. É a crença em que o sol nascera amanhã e que você vai estar vivo que lhe permite isso, que lhe permite planejar.

Quando perdemos a fé no amanhã, perdemos a vontade de viver… e perceba que fé é diferente de esperança. Por que esperança depende de algo racional… a fé…. não.

O que me incomoda é ver as religiões utilizarem-se de uma faculdade humana, atribuindo-a ao divino.

E você? Tem fé?

Hááá: para saber mais sobre R.R. Soares,  entre em:

 http://www.ongrace.com/rrsoares  Só um detalhe, ele foi um dos fundadores da Universal, junto com o Bispo Macedão… kkkkk

e para saber mais sobre Paulinho Moska entre em:

 http://www.paulinhomoska.com.br/

Segue uma música muuuuiiiitttoooo boa. Paulinho MOSKA – O ultimo dia

Boa Degustação

ultimo-dia Musica do paulinho moska, na voz de Ney Mato Grosso

 

Autor: toctoctoctoc@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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