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	<title>Autoteca &#187; Gerhard Berger</title>
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		<title>NA RETA DE CHEGADA</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 07:20:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Grünwald, Alexander</dc:creator>
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Biblioteca nº 02 &#8211; escrito em 26/02/2008, por Alexander Grünwald*
Ele correu contra alguns dos maiores gênios do esporte a motor de todos os tempos. Defendeu grandes equipes em 14 anos de Fórmula 1. Marcou pole-positions, venceu corridas, mas por causa da reunião de alguns fatores, como a reconhecida inabilidade para escolher o momento adequado para [...]]]></description>
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<p><strong>Biblioteca nº 02</strong> &#8211; escrito em 26/02/2008, por Alexander Grünwald*</p>
<p>Ele correu contra alguns dos maiores gênios do esporte a motor de todos os tempos. Defendeu grandes equipes em 14 anos de Fórmula 1. Marcou <em>pole-positions</em>, venceu corridas, mas por causa da reunião de alguns fatores, como a reconhecida inabilidade para escolher o momento adequado para trocar de equipe, acabou não conquistando o sonhado título mundial. Um destino assim poderia atormentar para sempre um piloto obcecado pela glória. Mas este não é o caso de Gerhard Berger, cujo ‘desencane’ dá o tom em cada novo capítulo de <strong>“Na Reta de Chegada”</strong>, sua segunda autobiografia.</p>
<p>Como já havia escrito um livro em 1989 (não publicado em português), contando seus primeiros passos no automobilismo e abordando a época em que passou de coadjuvante a vencedor de corridas na Fórmula 1, Berger fez algo diferente das biografias tradicionais. Escoltado pelo amigo jornalista Herbert Völker, optou por mesclar a narrativa histórica com enfoques bem particulares do universo das corridas. Uma fórmula acertadíssima para ligar com precisão e estilo os altos e baixos de alguém tão carismático como este austríaco, nascido em 1959 numa família simples do Tirol.</p>
<p>As duas fases na Ferrari (a primeira delas tendo sido o último piloto escolhido pessoalmente pelo Comendador Enzo), os anos com Senna na McLaren e a conturbada experiência na Benetton, em fim de carreira, são contados sob a ótica de um competidor nato. Além de expor as dificuldades e as conquistas nestas equipes, Berger devaneia, por exemplo, sobre o ronco musical dos motores V12 ou sobre a verdadeira reação de um piloto – “rir por dentro” – ao ver o companheiro de equipe na barreira de pneus.</p>
<p>Nesta mesma linha, o austríaco trata com fluência e desprendimento sobre temas como pilotagem, família e estilo de vida. Dá dicas a jovens pilotos, válidas para dentro e fora das pistas, e fala sem pudores do que conquistou e do que deixou de conquistar financeiramente como um piloto de corridas, deixando bem claro que não tem qualquer arrependimento ou culpa neste aspecto.</p>
<p>O capítulo que situa sua passagem pela McLaren aborda situações diversas, como as constantes traquinagens entre ele e o companheiro de equipe, a vitória cedida pelo brasileiro na última curva em Suzuka/1991, e culmina com um emocionado depoimento sobre o fim de semana de Ímola/1994, no qual Berger perdeu dois grandes amigos. Um verdadeiro contraste com a penúltima parte da obra, que mostra uma análise sincera e bem humorada dos colegas de pista, tanto do lado profissional quanto do humano, dissecando de Niki Lauda (autor do prefácio) a Alexander Wuz.</p>
<p>Bem traduzido e com várias fotos de diferentes épocas num encarte colorido, o livro esbanja personalidade e prova que não são apenas as vitórias e títulos que rendem boas biografias no automobilismo. Além de valorizar as inestimáveis conquistas pessoais, Gerhard Berger, especificamente, é um daqueles pilotos que pendura o capacete cheio de histórias para contar.</p>
<p><strong>Ficha técnica</strong><br />
Título: Na Reta de Chegada<br />
Autor: Gerhard Berger, em depoimento a Herbert Völker (tradução de Jorge Meditsch)<br />
Editora: Globo<br />
Formato: 13,5 x 20 cm<br />
Páginas: 240<br />
Lançamento: 2000 (1999 no original em alemão)<br />
País de origem: Áustria</p>
<p><strong>ENTREVISTA COM JORGE MEDITSCH (TRADUTOR)</strong><br />
(depoimento por telefone a Alexander Grünwald, em 26/02/2008)</p>
<p><strong>Autoteca:</strong> Como e por que você decidiu traduzir esta obra?<br />
<strong>Jorge Meditsch: </strong>Fiz a pedido da Editora Globo, onde eu trabalhava na ocasião, como editor da revista Época. Já havia traduzido outros livros, como “A Arte de Pilotar”, do Emerson Fittipaldi, e um do Ayrton Senna, que curiosamente tem o mesmo título. Achei o livro ótimo, e a tradução foi feita do inglês. Não sei se saiu em outras línguas além do português, mas creio que não tenha havido muitas outras versões.</p>
<p><strong>Autoteca:</strong> Qual o trecho mais marcante do livro, na tua opinião?<br />
<strong>Jorge Meditsch:</strong> A parte do relacionamento dele com o Ayrton. Ele tomou couro o tempo todo e mesmo assim ficaram amigos! É impressionante, porque foi algo que ele aceitou como natural, pois viu que não conseguiria vencer o companheiro.</p>
<p><strong>Autoteca:</strong> Berger foi contemporâneo de alguns gênios do volante. Qual deles foi o maior adversário?<br />
<strong>Jorge Meditsch:</strong> Como eu disse anteriormente, o Senna estava em um nível tão elevado que era simplesmente impossível competir com ele. Mas, mesmo assim, sobram grandes nomes na lista. O Piquet deu muito trabalho ao Berger em alguns momentos, não foi fácil, mas creio que contra o Prost ele jamais deu o braço a torcer.</p>
<p><strong>Autoteca:</strong> É verdade que há um trecho que não pôde ser publicado na versão em língua portuguesa?<br />
<strong>Jorge Meditsch:</strong> Sim, pois a Ana, esposa do Berger, é portuguesa e pediu para ler o material antes de ser publicado. Ela não gostou de uma citação que há no capítulo do encontro com o Comendador, que dizia que o Enzo Ferrari tinha o hábito de cuspir no lenço. Achou que era algo grosseiro e solicitou que isso fosse retirado. Mas está nas outras versões, em alemão e em inglês.</p>
<p><em>*Alexander Grünwald é jornalista especializado em automobilismo. Após dez anos atuando no mercado publicitário, ingressou no canal a cabo SPORTV em 2006, tornando-se, no ano seguinte, produtor do programa Grid Motor. É dono do Grün Blig e possui também uma coluna semanal no blog Voando Baixo, chamada Sexta Marcha.</em></p>
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