Para finalizar a 11ª edição do International Moto Road, aproximadamente 15 pilotos vão se enfrentar na arena do Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, no tradicional Rock Demolição. A disputa será realizada dia 25 de maio e está previsto para começar às 19h30, logo após o Desafio Internacional de Motocross Freestyle.

O show de habilidade e manobras incríveis tem o objetivo de bater nos carros uns dos outros e o vencedor é o último a permanecer na arena. A prova só é interrompida quando acontecer algum imprevisto que coloque a vida do piloto em risco.

Mas o idealizador do duelo aqui no Brasil, Valter Araújo, garante que nunca ocorreu nenhum tipo de acidente grave. “Em 20 anos de realização do Rock Demolição nunca tivemos problemas. Sempre deixamos bem claro para os pilotos participantes que o espírito esportivo tem de estar acima de qualquer coisa”, explica. Ele, que introduziu a modalidade no Brasil em 1988, lamenta o fato do esporte ainda ser pouco conhecido. “Apesar de existir há duas décadas muita gente nunca ouviu falar. O que é uma pena, porque quem conhece sabe que é pura adrenalina”. A prova tornou-se oficial há 20 anos e é reconhecida pela Federação de Automobilismo.

Os carros utilizados no Rock Demolição geralmente são comprados em leilões. São veículos que virariam sucata e são adaptados para o duelo. Estruturas de ferro chamadas “santo antônio” protegem o motor e o piloto, mas há uma ressalva. “Se a gente perceber que a batida na porta do piloto foi intencional, nós o desclassificamos. Aliás, qualquer pancada que tenha sido com intenção de machucar é motivo para tirar o piloto da apresentação”, comenta Valter que ainda explica que o tanque de gasolina original é retirado do carro e substituído por outro de 10 litros para evitar possíveis explosões.