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23/11/2009 - 20:54

Lula fala a favor do Irã, no enriquecimento de urânio, para fins pacíficos

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu hoje o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e defendeu, em pequena coletiva à imprensa, o direito do país de desenvolver seu programa nuclear para fins pacíficos. “O que nós temos defendido há muito tempo é que o Irã tenha o direito de desenvolver enriquecimento de urânio para fins pacíficos, tanto quanto o Brasil está se desenvolvendo. É simples”, disse Lula.

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Segundo o presidente, o Brasil tem um modelo de desenvolvimento de energia nuclear reconhecido pelas Nações Unidas, modelo que pode ser adotado pelo Irã. “O que defendemos para nós, defendemos para o outros”, afirmou.

Em seu discurso, Lula falou de aspirações comuns dos dois países nas áreas de energia e desenvolvimento científico. O presidente frisou que o comércio bilateral dobrou durante seu governo, e que há a intenção de dar mais vigor Às trocas comerciais. “O Irã poderá voltar a ser o maior destino [comercial] no Oriente Médio”, disse.

Foram firmados hoje vários acordos de cooperação, nas áreas de geração de energia elétrica e de segurança alimentar. Uma visita do presidente Lula está marcada para abril ou maio do próximo ano a Teerã.

Logo após Lula, Ahmadinejad discursou e disse que Brasil e Irã defendem um mundo de paz e solidariedade, sem armas nucleares, e defendeu o direito de seu país de fazer pesquisas nucleares para fins pacíficos. “O Brasil apoia o direito do Irã de dominar todo o ciclo nuclear”, disse o presidente iraniano, citando o discurso de Lula. Ahmadinejad também disse apoiar o que chamou de “avanços” do Brasil no domínio da tecnologia nuclear.

  Roberto Jayme/Reuters  
O presidente Lula (à esq.) cumprimenta o colega iraniano, Ahmadinejad, que realiza polêmica visita a Brasília
O presidente Lula (à esq.) cumprimenta o colega iraniano, Ahmadinejad, que realiza polêmica visita a Brasília

Ahmadinejad também aproveitou a visita para afirmar que não há ambiguidades no programa nuclear do país e que todas as perguntas da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) já foram respondidas.

O programa nuclear iraniano está no centro de uma polêmica internacional, com pressão ocidental para que o país envie seu urânio para ser enriquecido no exterior. O Irã assegura que tem apenas finalidades pacíficas, mas a descoberta de uma central nuclear clandestina em Qom aumentou as suspeitas de que o programa se destina à construção de armas nucleares.

O Irã alega que suas atividades nucleares são exclusivamente civis, mas não consegue afastar as suspeitas em torno de sua suposta intenção de desenvolver um programa militar.

Sobre a proposta da AIEA para um acordo, Ahmadinejad disse que o Irã estava disposto a negociar a compra de urânio enriquecido, mas que a limitação imposta pela agência de não poder comprar urânio enriquecido em 20% travou as negociações. “Isso não é a coisa certa a se fazer. Cabe ao comprador definir as condições da compra, as especificações técnicas. Estamos prontos a pagar e comprar o combustível, mas o Irã não permitirá que se ignorem os seus direitos legais”, disse.

Paz

De acordo com o presidente Lula, o país de Ahmadinejad pode ser um novo ator para promover a paz. “O Irã pode ter um papel decisivo não só no Oriente Médio, mas na Ásia Central, para forjar uma ordem mundial harmônica em sua região.

Ahmadinejad reforçou o discurso amistoso do presidente Lula, destacando as afinidades dos dois países, tanto em relação às riquezas naturais como na convergência de interesse em vários campos, como o de energia. O líder iraniano acenou também que o Brasil deve atuar como um elo entre o Irã e a América latina.

O presidente iraniano reservou parte de seu discurso para atacar o sistema econômico capitalista, e afirmou que é necessário que o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) passe por uma reforma que dê um assento permanente pro Brasil. “O conselho fracassou nos últimos 60 anos. A razão por que falhou é clara, falhou por causa do poder de veto que hoje está limitado a um número pequeno de países.”

Foram assinados hoje acordos de cooperação nas áreas de energia, indústria e comércio, ciência, tecnologia, segurança alimentar e monetária. Foi assinado acordo de isenção de visto para passaportes diplomáticos para o período de 2009 a 2012.

Visita

O iraniano chegou hoje a Brasília por volta das 9h, procedente do Senegal. Após a reunião reservada com Lula, os dois líderes devem seguir para encontro com empresários de ambos os países.

Ahmadinejad chegou ao Brasil acompanhado pelo ministro de Relações Exteriores, Manoucher Mottaki, e do vice-ministro para a América Latina, Ali Reza Salari. Também veio ao país seu ministro de Minas e Indústrias, Ali Akbar Mehrabian. Vieram ainda membros do Parlamento iraniano e uma grande delegação de empresários que participará de um encontro empresarial Brasil-Irã. Ao lado de Ahmadinejad, veio ainda o embaixador brasileiro em Teerã, Antônio Luis Espínola Salgado.

Desde 2005, quando assumiu o poder, Ahmadinejad tenta estabelecer vínculos com líderes sul-americanos de esquerda e mantém relação próxima com Hugo Chávez. Depois do Brasil, o presidente iraniano completará sua viagem latino-americana de cinco dias com visitas a Bolívia e Venezuela, para depois retornar a Teerã com escalas no Senegal e em Gâmbia.

Autor: joelsaraiva@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/11/2009 - 18:05

Presidente do Iran chega, e com ele, muitos conflitos

 

Manifestantes favoráveis e contrários à visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, a Brasília tomaram a frente do Palácio do Itamaraty nesta segunda-feira, durante reunião entre o iraniano e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Houve um pequeno tumulto entre os cerca de cem manifestantes, contidos pelos funcionários da Presidência da República. É a primeira visita de um presidente iraniano ao Brasil em cerca 50 anos.

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Eraldo Peres/AP
O presidente Lula (à esq.) cumprimenta os jornalistas ao lado do colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, no Palácio do Itamaraty
O presidente Lula (à esq.) cumprimenta os jornalistas ao lado do colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, no Palácio do Itamaraty

Depois da chegada do polêmico Ahmadinejad, a polícia reforçou a segurança na região, inclusive com a presença da cavalaria.

O grupo contrário à presença do presidente iraniano questiona as posições de Ahmadinejad contra os direitos dos homossexuais e das mulheres e sua rejeição ao Holocausto e a Israel. Eles portavam faixas com dizeres como “negar o Holocausto é crime” e “você acha que o programa nuclear é para fins pacíficos?”.

Os favoráveis, em menor número, demonstraram apoio à política externa brasileira, contra o imperialismo e o sionismo.

Antes de receber o presidente iraniano, Lula aproveitou hoje seu programa de rádio semanal para defender a visita de Ahmadinejad das fortes críticas que surgiram em diferentes setores da sociedade brasileira e, em particular, na comunidade judaica que reside no país. Conforme Lula, “há uma série de países que não conversam com o Irã, mas não serve de nada deixar o Irã isolado”, pois é uma peça importante no conflito do Oriente Médio.

Nos últimos dez dias, Lula recebeu outros dois importantes nomes da região, o presidente de Israel, Shimon Peres, e o da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas.

Lula anunciou que, após as visitas desses três presidentes, decidiu que em março do próximo ano viajará a Israel, Jordânia e territórios palestinos, para pôr a “capacidade de conversa que o Brasil tem atualmente” a serviço do processo de paz.

Agenda

O iraniano chegou hoje a Brasília por volta das 9h, procedente do Senegal. Após a reunião reservada com Lula, os dois líderes seguem para encontro com empresários de ambos os países.

Segundo o Itamaraty, Ahmadinejad irá visitar o Congresso às 16h e dará palestra na Iesb (Instituto de Educação Superior de Brasília). Às 19h, participa de uma coletiva de imprensa. Segundo o ministério, Ahmadinejad será recebido por Lula e pelos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, acompanhados de representantes do Grupo de Amizade Parlamentar Brasil-Irã.

Na reunião entre os dois líderes, serão discutidos o intercâmbio econômico-comercial e investimentos, além de cooperação em biotecnologia e nanotecnologia, e nas áreas agrícola, energética e intercâmbio cultural. Os dois presidentes discutirão ainda temas da agenda internacional e assuntos referentes às suas respectivas regiões.

Segundo anteciparam fontes oficiais iranianas, Ahmadinejad quer discutir com Lula assuntos polêmicos como uma provável cooperação na área de energia nuclear e um futuro acordo de desobrigação de vistos para os cidadãos de ambos os países.

Ahmadinejad chega ao Brasil acompanhado pelo ministro de Relações Exteriores, Manoucher Mottaki, e do vice-ministro para a América Latina, Ali Reza Salari. Também veio ao país seu ministro de Minas e Indústrias, Ali Akbar Mehrabian. Vieram ainda membros do Parlamento iraniano e uma grande delegação de empresários que participará de um encontro empresarial Brasil-Irã. Ao lado de Ahmadinejad, veio ainda o embaixador brasileiro em Teerã, Antônio Luis Espínola Salgado.

Influência iraniana

Desde 2005, quando assumiu o poder, Ahmadinejad tenta estabelecer vínculos com líderes sul-americanos de esquerda e mantém relação próxima com Hugo Chávez. Depois do Brasil, o presidente iraniano completará sua viagem latino-americana de cinco dias com visitas a Bolívia e Venezuela, para depois retornar a Teerã com escalas no Senegal e em Gâmbia.

A influência do Irã entre venezuelanos e bolivianos preocupa o governo de Washington e seu aliado-chave no Oriente Médio, Israel, em meio a especulações de que Venezuela e Bolívia poderão fornecer urânio ao Irã para seu programa nuclear.

O Irã alega que suas atividades nucleares são exclusivamente civis, mas não consegue afastar as suspeitas em torno de sua suposta intenção de desenvolver um programa militar.

Lula deu o seu apoio ao programa de desenvolvimento de energia nuclear iraniano com fins pacíficos, enquanto busca para seu país, candidato a integrar o Conselho de Segurança das Nações Unidas, um papel de mediador no conflito do Oriente Médio. O presidente brasileiro, que há dez dias recebeu o presidente israelense Shimon Peres, se opõe às sanções contra o Irã devido ao programa nuclear de Teerã e defende o diálogo e a diplomacia.

Bolívia e Venezuela

Em sua visita à Bolívia, Ahmadinejad e o presidente Evo Morales realizarão uma reunião a portas fechadas e assinarão acordos bilaterais, segundo adiantou o governo de La Paz. A Venezuela deve dar uma recepção calorosa a Ahmadinejad devido à sua amizade com Chávez. Os dois já se encontraram em setembro deste ano em Teerã.

“A colaboração entre nações revolucionárias como Irã e Venezuela é neste momento necessária”, disse Ahmadinejad em um comunicado divulgado na quarta-feira (18) passada. Venezuela e Irã mantêm uma estreita relação. A cooperação se estende aos âmbitos político, financeiro, de Defesa, industrial e tecnológico, entre outros.

Autor: joelsaraiva@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/11/2009 - 17:29

Lula, um “mito” ou, um novo Líder na América? (joel saraiva na folha online)

Getúlio Vargas, nosso mestre, tanto na ideologia, quanto na prática, fundou o PTB, Partido Trabalhista Brasileiro. Construiu um movimento forte, unânime no trabalhismo, deixou legados, entre eles, Jânio Silva Quadros. Hoje, terceiro maior partido político do país, estou falando, como Presidente do PTB-Jaraguá, forte, coeso, participativo. Acredito que Lula, se sobrepôs ao PT. Ele na mesma forma, criou o partido, se elegeu Presidente, e nos momentos atuais, com elevadíssimo índice de popularidade, alcançando os 80% de aprovação, é maior que seu PT. Tanto que, indica seu sucessor para concorrer às eleições do ano que vem, e ninguém contesta, indica o candidato à presidência do PT, e ganha. Não tenho dúvida, de que seu simplório jeito de comandar a Nação, porém com certa sabedoria e, austeridade, com seus Ministros de Estado obedecendo à risca, o que o Chefe manda, Lula, realmente mudou,os rumos, da política amadora, onde os “coronéis”, elegiam quem bem entendessem, caso contrário, entravam os intelectuais da vida, como no caso, FHC, Collor. Com Lula, o Brasil adquiriu uma nova cara, o populismo, Falando certo ou errado, não importa, o que o brasileiro quer, é que o Presidente, segure a “onda”, estabilize a economia do país, mate a fome dos esfomeados, e ajude os necessitados, pelo menos isso, ele vem fazendo. Temos que reconhecer, Lula é o grande Líder da Década na América Latina. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigaador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo

Autor: joelsaraiva@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/11/2009 - 11:45

Espanhol inventa muro antirroubo, seria coisa de português? Espanha é vizinha de Portugal !

Segurança

Isso parece coisa de português. Se der certo, esses espanhóis vão ganhar muito dinheiro (Engenheiros espanhóis criam muro antirroubo, 16/11, Mundo, Portal Folha da Região). Seria a chave do sucesso, para evitar as fugas de nossa cadeias, aquelas ainda muito simples, do interior, onde o carcereiro tem que “ouvir as paredes”, para flagrar as famosas “televisões”, na gíria policial, um buraco na parede da cela, onde estão recolhidos os detentos. Será que o Governo bancaria a compra de um sistema como esse dos espanhóis?

Joel Carlos de Almeida Saraiva, investigador de policia, São Paulo (SP)

Autor: joelsaraiva@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/11/2009 - 22:32

Cesare Battisti, caso de Justiça na Itália, um “pepino” para Lula descascar. Joel Saraiva, comenta na Folha da Região/Araçatuba

Cesare Battisti

Esta decisão do eminente Ministro Gilmar Mendes, em votar a favor da extradição do italiano Cesare Battisti, vem de encontro aos anseios de uma Justiça justa,

vigente num País onde a liberdade, o Direito, a Democracia vigora (STF decide pela extradição de Cesare Battisti, 18/11, Brasil, Portal Folha da Região). Quanto ao fato de ter cometido ou não os assassinatos, é problema da Justiça italiana. Não cabe a nós julgar

quem está certo ou errado, o que devemos fazer, é mandar este cidadão para seu país, e lá, ele se submeter aos seus atos praticados, perante a Corte de Justiça da Itália.

Joel Carlos de Almeida Saraiva, investigador de policia, São Paulo (SP)

Autor: joelsaraiva@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/11/2009 - 15:20

Lula só decidirá se manda embora o criminoso italiano Battisti, em 2010. Até lá………..?

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só vai decidir se o italiano Cesare Battisti será ou não extraditado para a Itália no ano que vem. Auxiliares e integrantes da Casa Civil recomendaram ao presidente aguardar a publicação do acórdão pelo Supremo Tribunal Federal, que decidiu nesta quarta-feira pela extradição de Battisti, mas deu a Lula a palavra final sobre o caso.

 

 

O acórdão, documento onde a decisão final do Supremo é expressa após a revisão de todos os ministros do tribunal, leva em média três meses para ficar pronto. Em julgamentos complexos, como foi o do italiano, o prazo pode ser ainda maior. O STF decidiu pela demarcação contínua da reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR) em março deste ano, mas o acórdão só foi publicado em 25 de setembro, quase seis meses depois. No caso do fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista, julgado em junho, o acórdão só foi divulgado na última sexta-feira, dia 13. 

Contados cinco dias a partir de sua publicação, tanto os governos italiano e brasileiro, como a defesa de Cesare Battisti, podem fazer embargos de declaração, ou seja, provocar a Corte a se manifestar sobre um ou outro ponto. A decisão já expressa pelo STF, contudo, não é mais revertida.

Além do tempo da publicação do acórdão, outro fator que deve adiar ainda mais a decisão do presidente é o recesso dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que começa a partir do dia 19 de dezembro. Em janeiro, voltam a trabalhar, em regime de plantão, somente o presidente e o vice-presidente do tribunal. Há ainda o prazo máximo de 20 dias dado a cada ministro para que ele revise seu voto – levando-se em conta que nove deles votaram no caso Battisti (Celso de Mello e José Antonio Dias Toffoli se declararam impedidos), seriam 180 dias para todos eles. 

 

Divulgação
Ministro Gilmar Mendes votou pela extradição de Battisti 
Lula poderia não esperar a divulgação do acórdão, mas como o assunto, além de polêmico, é sensível pelas suas repercussões internacionais, o presidente foi recomendado a aguardar. Segundo fontes ouvidas pela reportagem do iG, o único inconveniente dessa decisão demorar meses é o fato dela provavelmente ser tomada no calor de uma pré-campanha eleitoral e o resultado, seja ele qual for, certamente será explorado politicamente.

Na avaliação de autoridades do Ministério da Justiça, o presidente Lula trabalha pela permanência do italiano no País, pois quando o ministro Tarso Genro concedeu o refúgio a Battisti em grau de recurso, em janeiro, ele contou com o aval da Presidência para tomar a decisão. Segundo Tarso, havia “fundado temor de perseguição” política ao italiano em seu país de origem.

Antes, em novembro do ano passado, o Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), órgão do mesmo Ministério da Justiça, havia negado o pedido de refúgio do italiano, alegando que os crimes atribuídos a ele foram comuns, e não políticos – mesmo entendimento formado pelo Supremo Tribunal Federal. Cesare Battisti foi condenado na Itália à prisão perpétua por quatro assassinatos ocorridos no final da década de 1970, quando militava no PAC (Proletários Armados pelo Comunismo). Ele nega participação nos crimes. Até ser decidido o seu futuro, ele continuará preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

Comentário de Joel Saraiva, em cima da notícia.

Senhor Presidente, sabemos que o Sr.é um Estadista muito ocupado, porém, vale a pena “compra” uma briga que não é nossa? Que do povo italiano com seu algoz? Compensaria esta indisposição com o governo da Itália, para beneficiar, segundo eles, o assassino Cesare Battisti? Até onde, devemos nos meter, em questões de outro país? Se o cidadão, foi julgado pela Côrte de seu país, e condenado, segundo suas Leis, porque não entregá-lo, para que cumpra sua sentença? Nós temos as nossas Leis, fracas é claro, da época de Getúlio Vargas, com o arcáico Código Penal da década de 1940, ainda em vigor, que sequer nossos políticos, ousam em reformular, mesmo com a insistência do povo brasileiro, por isso, permanecemos como um povo do terceiro mundo, perante os europeus. Vejam o caso dos POLICIAIS MORTOS, em qualquer outra Nação, este tipo de crime, já estaria figurando como HEDIONDO. O POLICIAL, nada mais é, do que o retrato da sociedade, o defensor contumáz do povo, aquele que por obrigação, fez um juramento, defendê-la com a própria vida se necessário for. Está na Lei, no exerccio amplo, geral e irrestrito, defender o próximo e a sí mesmo, matar se necessário for preciso, Porém, o marginal zomba da Lei, mata o POLICIAL, e nada acontece, é crime comum, vai prá cadeia, carregando consigo como se fosse um troféu, a MORTE DO POLICIAL. Políticos, mudem a Lei, passem para Crime HEDIONDO, qualquer tipo de ataque contra POLICIAI, sejam fatais ou não. Por fim Sr. Presidente, mande esse gringo prá terra dele, para lá se ver com seu povo. Não temos a obrigação de sustentar um estrangeiro em nossas cadeias, que já estão abarrotadas com nossos presos, para ser simplesmente bonzinhos com as tais Direitos Hummos. BASTA!

Autor: joelsaraiva@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/11/2009 - 21:50

Extradição de Cesare Battisti, criminoso italiano, comentada por Joel Saraiva, na Folha OnLine

Joel Saraiva (130) 18/11/2009 19h39
Joel Saraiva (130) 18/11/2009 19h39
 
Esta decisão do eminente Ministro Gilmar Mendes, em votar a favor da extradição do italiano Cesare Battisti, vem de encontro aos anseios de uma Justiça justa, vigente num país, onde a liberdade, o Direito, a Democracia, vigora. Quanto ao fato de ter cometido ou não, os assassinatos, é problema da Justiça italiana. As Leis por lá, são outras, diferente das Leis brasileiras. Não cabe à nós, julgar quem está certo ou errado, o que devemos fazer, é mandar este cidadão para seu país, e lá, ele se submeter aos seus atos praticados, perante a Côrte de Justiça da Itália. Brilhante, a exposição do Ministro Relator, tanto quanto brilhantes, aqueles que votaram a favor da extradição de Battisti. Já temos “presos” demais encarcerados neste Brasil, para ceder espaço para mais um gringo, e ter que alimentá-lo, por uns bons pares de anos, por crimes cometidos na Itália. Como fica bem explícito na matéria da Folha, caberá ao Presidente Lula, a decisão final. Esperamos que não erre e que Cesare se vá, com Deus, e tudo que quiser carregar. Aquí, ele não permancerá bem-vindo. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo, Brasil.
Autor: joelsaraiva@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/11/2009 - 18:37

Ministro Gilmar Mendes, Presidente do STF, vota a favor da extradição, de Cesare Battisti, criminoso italiano. Em “pensamento”, eu, Joel Saraiva, acompanho seu voto. Viva a Justiça e, a Democracia de meu País !

O STF (Supremo Tribunal Federal) retomou a sessão de hoje após intervalo. Os ministros da Corte vão decidir ainda hoje se cabe mesmo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a palavra final sobre a extradição do ex-ativista de esquerda Cesare Battisti.

A sessão foi suspensa logo depois do ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, votar pela extradição de Battisti. Com isso, ele desempatou o julgamento –que ficou com cinco votos favoráveis ao pedido de extradição da Itália e quatro contrários.

“Não se pode atribuir aos crimes de sangue cometidos de forma premeditada o mesmo caráter de crime político”, disse Mendes em seu voto.

Veja ao vivo julgamento no STF
Entenda o caso envolvendo Cesare Battisti
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Defesa de Battisti diz que julgamento não acabou

Contrariando a decisão do governo brasileiro, a maioria dos ministros da Suprema Corte entendeu que os quatro assassinatos atribuídos a Battisti na Itália são hediondos e não políticos, o que não justificaria a concessão de refúgio, que ocorreu em janeiro pelas mãos do ministro Tarso Genro (Justiça).

17.nov.2009/Folha Imagem
Battisti entrou em greve de fome antes de o STF voltar a julgar pedido de extradição
Battisti entrou em greve de fome antes de o STF voltar a julgar pedido de extradição

A decisão do STF, no entanto, não leva Battisti automaticamente para a Itália. Agora, os ministros do STF devem discutir se a competência para a concessão de refúgio político é exclusivamente do Executivo. Ou se a palavra final seria do Judiciário.

Preso no Brasil desde 2007, o italiano é condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos cometidos na década de 1970. O italiano nega os crimes. Sua defesa alega que os crimes são políticos e já prescreveram.

Em seu voto, Mendes afirmou que crimes políticos muitas vezes perdem o caráter ideológico pelo grau de crueldade, como no caso do assassinato do reverendo e ativista pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, Martin Luther King e a morte da missionária norte-americana Dorothy Stang, no Pará.

“Levar sempre às últimas consequências [a revolta contra Estado], poderíamos ter casos de estupro, pedofilia, tortura tratados meramente como crimes políticos. Certas espécies de crimes, não obstante os objetivos políticos, não podem ser considerados crimes políticos”, disse.

Apenas nove ministros participam do julgamento, já que Celso de Mello se declarou impedido e o mais novo ministro da Suprema Corte José Antonio Dias Toffoli também evitou participar da análise do caso porque na época de da concessão do refúgio comandava a AGU (Advocacia Geral da União), que concedeu parecer favorável ao benefício para o italiano.

Autor: joelsaraiva@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/11/2009 - 03:58

+ Uma realização do Grupo Joel Saraiva Assessoria & Comunicações®

Autor: joelsaraiva@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/11/2009 - 04:53

Deputados Petistas querem CPI do Rodoanel, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. JS comente em artigo na Folha OnLine

 

Joel Saraiva (129) 17/11/2009 01h07
 
E porque não? Para o cidadão, não importa de que partido político seja, a iniciativa de mais uma CPI. O que não podemos, é aceitar que por aquí, tudo acabe na PIZZARIA SAMPA, como aquelas que acabam na PIZZARIA BRASIL, lá naquele lugar, onde tem a Praça dos Tres Poderes, onde está o Colosso Congresso Nacional, e onde se reúnem senhores, da mais alta moral e dignidade desse país, para decidirem nossos destinos. Que venha a CPI do Rodoanel, para enfim, descobrirmos, quem foi o culpado? Estou achando, que vão encontrar um “Mordomo”, assim como nas novelas, para “lascarem” a culpa nele. Ano que vem, teremos eleições gerais, e as inaugurações, terão que sair do papel, senão, político num mostra o que fez, e por isso, a coisa vai na base do “toque de caixa”, e o povo ó…Aguenta coração. Esse Brasil de Cabral, não tem jeito. O povo quer água, pão e circo, com o resto a gente se contenta. E o pior, é que os políticos, sabem disso. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jarauá, São Paulo/SP
Autor: joelsaraiva@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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