14/11/2011 - 14:40
É sobre Informática – um blog que criei para os meus alunos para responder as perguntas que não se encaixam no conteúdo das minhas aulas…
http://xek.me/
Se você tem alguma pergunta sobre computadores, Excel ou quer ler sobre curiosidades de Informática, dê uma passada lá!
Se, por exemplo, tem dúvidas sobre quais notebooks deve comprar, tenho um post sobre isso: http://xek.me/?p=290 (sonhos de consumo – um notebook realmente bom)
Minha pagina de teatro continua sendo http://www.euquefiz.com/ e meu blog de teatro continua sendo o “textosteatro”: http://www.euquefiz.com/blog (ou textosteatro.blogspot.com)
Autor: Victor - Categoria(s): Tecnologia
Tags: blog, informática
03/11/2011 - 13:56
Eu sei que você detesta
minha poesia
minhas palavras
cada linha escrita
eu sei que você não gosta
do que eu escrevo
Por que continua lendo?
Pare de ler agora,
você não vai gostar de nada
vai reclamar de tudo
vai achar tudo ruim
Não precisa ir além
Eu prometo que esta poesia
não será diferente.
Será igual a todas,
como todas as outras
que eu já escrevi
e você detestou
Não precisa ler tudo
pode começar a criticar já
Esta poesia será tão ruim
e terá os mesmo erros
como todas as outras
que eu já fiz
Nem sei porque você
leu as outras coisas
que eu escrevi
se cada uma delas
dizia a mesma coisa
e era sempre tão ruim
Por que continuar
Se você vai odiar
de qualquer jeito?
Para que continuar
se você vai torcer o nariz
como sempre fez
Quer saber? Ao torcer (o nariz),
espero que você os achate
e faça dois furos nele
para que seu focinho combine
com seu espírito
(de porco, entendeu?).
Vou continuar escrevendo
e você vai odiar
de qualquer jeito.
Ah, por que escrever?
Hmmm… Deve ser porque
eu não escrevo para você.
Eu escrevo para outra gente:
pessoas que lêem com deleite,
lêem com prazer até o fim
e gostam do que eu escrevi,
lêem com gosto isso aqui
que eu não escrevi para você
(Victor M. Sant’Anna – 2006)
Autor: Victor - Categoria(s): poesia
Tags: crítica, escrever, poesia
03/11/2011 - 13:52
Eu estava tranqüilo até você chegar. Eu não queria ir, não queria te conhecer, não queria encontrar contigo. Queria ficar onde estava: em paz.
Eu dormia tarde e acordava tarde; ia para casa de carona. Meu coração batia bem, compassadamente feliz. Mas um dia fui atacado e ameaçado. Um dia tive medo. E um dia eu fiquei com medo por ti. Senti que tinha de proteger-te. Não que minha presença fosse fazer diferença. Mas não pude deixar de te acompanhar.
Agora eu ia junto apenas para te deixar protegida. Nada a declarar.
E líamos os mesmos livros, gostávamos de mesmas coisas e pegávamos a mesma direção. Eu não queria, mas foi inevitável. Coincidências almoçam no mesmo restaurante, sabe? Diz que não sabe, deixa eu te contar uma estória, olha para meus olhos e diz que quer ouvir. Interessa? Diz que sim!
Somos atacados e não faço nada. Estou ali para te proteger e não posso proteger nem a mim nem a ninguém. Tenho medo.
Busco ajuda: quero desistir. Quero voltar para casa. Quero dormir tranqüilo. Quero desistir de você. Quero pegar caronas, conhecer garotas, pensar em outra mulher.
O sábio conselho que me é soprado é: enfrente! Vá (em frente) e enfrente.
Não sei se posso fazer o que devo fazer. Dêem-me uma chance, uma escolha! Quero voltar para casa sozinho, dormir tarde e acordar tarde!.
Então eu enfrento a suprema provação: ficar longe de ti. E sucumbir. Isso dói, sabia? Diz que sim, deixa eu te contar uma estória, deixa eu te convidar para entrar na minha vida. Não faz esse olhar de que vai dizer sim, porque depois dele eu não suportarei um não.
Força. Perguntas e respostas. Convite. Fui atrás de você e tentei te roubar para mim. Não deu certo. Te perdi. Mas fiz a minha parte. O teu “não” é sonoro, e faz meu coração doer.
Agora é hora de ficar só. Dormir tarde, acordar tarde e ser triste.
Voltar para casa sozinho. Mas quem eu vejo correndo na chuva e entrando na mesma direção? Coincidência? Não; quando voltei para casa sozinho, vieste atrás de mim: querias me proteger…
Agora durmo cedo, acordo cedo e adoro: adoro acordar e ter você por perto. O coração batendo em paz outra vez…
(2006)
Autor: Victor - Categoria(s): Pessoal
Tags: amor, encontro, paixão, perda, reencontro
03/11/2011 - 13:51
(Victor M. Sant’Anna – 2006)
Uma pessoa, andando distraída à beira do mar, tropeçou numa pedaço de rocha que aflorava acima do chão. Furiosa com aquela pedra, algumas vezes evitou o caminho por causa da pedra que a incomodava.
O tempo passou e, ao tomar o mesmo caminho, ela começou a perceber a beleza daquela pedra. Começou a tomar o mesmo caminho para poder olhar para aquela rocha tão sem vida.
A imaginação prega peças na gente… A rocha agora era pura beleza. Imaginando que tal beleza poderia esconder algum tesouro, a pessoa quebrou a pedra em mil pedacinhos e a transformou em pó em uma busca insana. Não havia nada de precioso dentro dela: a pedra era uma pedra comum.
A pedra, antes de ser destruída, poderia ter sido usada para muitas coisas interessantes: poderia ter servido de âncora para alguém, poderia ser admirada pela beleza rústica que apresentava, poderia ter sido usada para amarrar navios à praia ou, subindo-se sobre ela, poderia ter sido usada para ver mais longe.
Mesmo pedras comuns, tão sem graça e tão sem vida podem revelar surpresas quando menos há para se esperar delas. Veja mais longe, olhando mais de perto: os pedaços da pedra e a areia na qual foi transformada ainda poderão ser usados como filtro para coar impurezas e melhorar a vida e salvar a vida de muitas pessoas.
Quanto à pessoa em si, aquela que não percebeu o quanto poderia obter daquela simples rocha, já a esquecemos, não sabemos mais seu nome e ela não ficou para contar história.
Pessoas podem ser como pedras: muitas vezes tropeçamos em alguém, o conhecemos, o amamos, alimentamos expectativas sobre essa pessoa, nos frustramos com ela e deixamos de perceber o que essa pessoa pode ter de melhor. Menos mal que toda pessoa, por algum tempo, ainda vai estar lá, esperando para dar o melhor de si antes que sejamos esquecidos pela memória dos tempos.
Admire e aproveite as pedras de seu caminho… Ao invés de esperar que elas sejam como você quer que elas sejam.
Autor: Victor - Categoria(s): Sem categoria
Tags: expectativas, frustração, pessoas
28/10/2011 - 20:49
Ah, todo mundo quer ser feliz. Que chato. Ninguém quer ser infeliz, então não faz muito sentido se preocupar com isso, algo que desde sempre todos querem fazer, acredito que deva existir alguém que esteja conseguindo ou tenha conseguido, então é só fazer o que ele fez. Ou ela fez. Mas quem seria essa pessoa? Você conhece ou conheceu alguém realmente feliz e que possa ser imitado por você?
Mas ninguém faz isso desta maneira, certo? Todo mundo quer ser feliz da sua maneira, seguindo a intuição, mas que raios de atitude é essa? Isso é como querer fazer um prato de um país desconhecido, com ingredientes desconhecidos e não querer pesquisar a receita e o modo de preparo… Então, o que resta é que: ou você já é feliz e não precisa de receita ou, então, deve parar de tentar ser feliz pelos próprios métodos…
Autor: Victor - Categoria(s): Sem categoria
Tags: felicidade, receita
28/09/2011 - 11:52
Passo o dia entre chorar e dormir
Só o trabalho interrompe minha tristeza
Eu não mais a quero
Mas ainda fico triste
quando minha namorada
Beija e leva outra pessoa
http://blig.ig.com.br/algumasideias/2003…
Autor: Victor - Categoria(s): Sem categoria
Tags: morte, poesia
11/09/2011 - 13:35
Meu primeiro conselho de classe: minha filha não foi aprovada em todas as disciplinas do semestre, então eu fui até lá no sábado conversar com os professores das disciplinas em que ela “não alcançou os objetivos”. Como nos últimos 10 anos eu trabalhei nos sábados, este foi o primeiro semestre em que eu pude ir lá conversar com eles no lugar da mãe dela.
Primeiro professor: Física. Ele diz que ela é ótima aluna, que está sempre corrigindo os erros de português dele.
Segundo professor: História. Ela explica para ele que ele errou nos cálculos e que ela, na verdade, alcançou os objetivos, então o professor confirma e diz que vai corrigir o boletim assim que puder.
Terceiro professor: Sociologia. Quando ele nos atende, ele diz que a Tati é uma ótima aluna, que foi bem nas provas, foi uma das melhores notas da turma, apenas se recusa a fazer os trabalhos em grupo, mas que ele entende o posicionamento dela contra os colegas fúteis e consumistas. Comento que pensava que sociologia era só estudar a vida do Max Weber, ele ri e diz que é quase isso.
De qualquer forma, saio de lá pensando: minha filha está corrigindo e influenciando professores e é ela que não alcançou os objetivos? Assim ela vai ter de ficar na escola até que os professores aprendam tudo o que ela já sabe…
Autor: Victor - Categoria(s): Sem categoria
Tags: escola, Humor
30/08/2011 - 22:12
Saudade da época em que haveria panquecas em casa me esperando…
Autor: Victor - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
22/08/2011 - 01:30
Por que você não embarca nessa
E vem comigo
Como eu aprendi que vale à pena
Tanto tempo atrás?
Porque eu não tenho nada
que pareça com uma nau
ou porque você ainda não aprendeu
o mesmo que eu?
A chuva e o frio
podem ser mal
mas podem ser motivo
suficiente
para um abraço quente
Vou partir porque,
se espero você
um dia você
viria comigo
Autor: Victor - Categoria(s): Sem categoria
Tags: iniciativa, poesia, solidão
29/05/2011 - 02:56
Um novo texto de comédia para teatro, um monólogo, está disponível para atrizes:
Agripina é a figura central entre os primeiros imperadores romanos. Nascida no ano 15 da nossa era, Agripina foi bisneta do primeiro imperador romano (Otavius Augustus), irmã do terceiro imperador (Caligula) sobrinha e mulher do quarto imperador (Claudius) e mãe do quinto imperador (Nero) que a viria matar no ano de 59. Nesta comédia, Agripina conta a história da dinastia julio-claudiana (referente aos 5 primeiros imperadores de Roma) http://br.euquefiz.com/agripina.php
Autor: Victor - Categoria(s): Sem categoria
Tags: roma, teatro, texto
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