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Arquivo de outubro, 2009

30/10/2009 - 18:20

Resistência ao glifosato: pesadelo assombra produtores de soja transgênica

RS Urgente, Oct 27th, 2009

Por Alejandro Nadal (*)

Um fantasma percorre os campos do Chaco, norte da Argentina. Após meses de investigação e acaloradas disputas, confirmou-se a existência de uma variedade de sorgo (Sorghum halepense – também conhecido no Brasil como capim Massambará, Pasto Russo ou Erva de São João) resistente ao herbicida glifosato, na província de Salta. É o primeiro caso de uma variedade de sorgo resistente ao glifosato desde que esse herbicida começou a ser usado no mundo, há três décadas. A difusão desta erva daninha através das colheitadeiras que circulam por todos os lados após cada safra não é um bom augúrio. A presença do sorgo resistente ao glifosato já foi reconhecida pelo principal organismo encarregado de vigiar as ervas daninhas resistentes a herbicidas  www.weedscience.org). Essa descoberta é um pesadelo que se tornou realidade para os produtores de soja transgênica. É também uma lição para a Sagarpa (organização mexicana de proteção fitossanitária), que acaba de autorizar ilegalmente as primeiras plantações experimentais de milho transgênico no México. É o primeiro passo no caminho para autorizar a plantação comercial e consolidar a liberação do milho geneticamente modificado no México, centro de origem deste cultivo de importância mundial. Vamos por partes. O Sorghum halepense é uma das dez principais ervas daninhas que afetam a agricultura de climas temperados. É uma erva daninha perene, dotada de grande capacidade de reprodução e sobrevivência ao controle por meios mecânicos. A ironia é que em muitos países, incluindo a Argentina, foi introduzido como uma espécie forrageira, por sua alta produtividade e capacidade de adaptação. Em poucos anos, converteu-se em uma praga cujo combate com agentes químicos teve grandes custos para os agricultores e para a biodiversidade. Na luta contra essa “erva daninha perfeita” vinha se usando o glifosato, herbicida de amplo espectro que destrói, em plantas superiores, a capacidade de sintetizar três aminoácidos essenciais. É o herbicida seletivo de maior venda no mundo e sua expansão acelerou-se com os cultivos transgênicos como os da soja Roundup Ready, da Monsanto, geneticamente modificada para aumentar sua resistência ao glifosato. Hoje, a soja transgênica é plantada em cerca de 18 milhões de hectares na Argentina. Esse cultivo transformou a paisagem rural do pampa, transtornando as relações sociais que permitiam a pequena agricultura e abrindo as portas para o agronegócio em grande escala. As exportações de soja são o principal sustento da política fiscal Argentina: 18% da receita fiscal total vêm do imposto sobre as vendas de soja ao exterior. Mas o colapso desta bolha da soja é uma questão de tempo. A aparição do sorgo resistente ao glifosato é só um aviso. A soja transgênica usa um pacote tecnológico de plantio direto (ou lavragem mínima), onde se deixa o mato cobrir a terra para protege-la da chuva e do vento. Isso reduz os riscos de erosão, mas deve ser acompanhado de um incremento no uso de herbicidas. Esse tipo de cultivo está associado a um crescimento espetacular do uso destes insumos: em apenas dez anos, o consumo de glifosato passou de 15 a 200 milhões de litros. O resultado, no final do caminho, era de se esperar: cedo ou tarde, apareceriam espécies resistentes às estratégias desenhadas e implementadas por este modelo de agricultura comercial. Com a difusão do pacote tecnológico da soja transgênica, essa resistência apareceria mais rapidamente, pois o processo de co-evolução (que, no fundo, é o que rege esse fenômeno) iria se acelerando. É o que acontecerá também com o milho transgênico cujo plantio está sendo autorizado agora no México. A aparição de insetos resistentes à toxina produzida nos cultivos transgênicos Bt é uma questão de tempo. Ainda não há registro de grandes populações resistentes à toxina Bt, mas em parte isso se deve à estratégia que consiste em deixar refúgios de plantas não transgênicas nas áreas plantadas. Nos Estados Unidos, essa prática tem sido acompanhada pelo uso complementar de inseticidas. Mas a advertência de ecólogos e agrônomos segue vigente: essas estratégias só retardam o processo de aparição de insetos resistentes ao Bt, não o detém. O cultivo de milho transgênico no México aumentará a probabilidade de surgimento de populações de insetos resistentes ao Bt em um menor espaço de tempo. Esse não é o único problema, mas o exemplo do sorgo na Argentina é um sinal que não devemos ignorar. A trajetória tecnológica dos cultivos geneticamente modificados nos conduz a um beco sem saída. É claro que, para as empresas e seus cúmplices no governo, este é um bom instrumento para tornarem-se donas do campo, transformando-o em seu espaço de rentabilidade. Para a Sagarpa e o governo (falando aqui do caso mexicano) nada deve se interpor entre as companhias transnacionais e a rentabilidade, nem sequer a débil legislação sobre biossegurança que foi desenhada para servir aos interesses dessas mesmas empresas. (*) Alejandro Nadal é economista, professor pesquisador do Centro de Estudos Econômicos, no Colégio do México. Colaborador do jornal La Jornada, onde este artigo foi publicado originalmente dia 20 de outubro.

Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): AGROTOXICOS Tags:
25/10/2009 - 13:03

mais um deputado com premio motoserra

‘Flexibilização’ do Código Florestal:

Um salto de 8 mil anos para trás

Artigo de Marcos Sá Corrêa admin legislação ambiental * 

 [O Estado de S.Paulo]

Quem acha que os políticos brasileiros têm visão de curto prazo não conhece o deputado Luiz Carlos Heize. Ele é gaúcho, engenheiro agrônomo, fazendeiro e abarca na vida pública um horizonte mais vasto que o dos campos de soja em seu Estado, pelo menos quando se trata de desmontar o Código Florestal. O código caiu nas mãos calejadas dos ruralistas. E vai sendo levado para o abate pelo cabresto da comissão especial que prepara sua reforma na Câmara dos Deputados, o que deu a Heize a oportunidade de provar que enxerga longe, sobretudo os assuntos mais próximos de seus interesses pessoais. Ele acredita que o Código Florestal – como a soja transgênica, que o deputado defende – é essencialmente um produto importado. Está no Brasil para semear a ideia de “que os trouxas aqui têm de preservar, depois que a Europa, há 8 mil anos, já desmatou o que tinha”. Isso é que se chama visão histórica. Ou melhor, pré-histórica. A última palavra da política brasileira em matéria de competição internacional desabrochou na oratória de um deputado que, não faz muito tempo, mal conseguia avistar, do alto de seu terceiro mandato, o que acontecia no País quando ele tinha cerca de 15 anos. Naquele tempo, o Congresso aprovou o Código Florestal. Era o segundo que o Brasil fazia para depois não usar. O primeiro, então ultrapassado, datava de 1934. E continuava mais virgem do que as florestas que tentou manter. Legisla-se há 75 anos sobre a conservação de matas no Brasil, sem contar as ordenações portuguesas e outras velharias nacionais que nunca pegaram. Tudo com base na suposição de que as matas são bens públicos, mesmo se estão em terras privadas. Um deputado capaz de ver o que aconteceu no Velho Mundo há 8 mil anos deveria ser capaz de perceber o que houve no Brasil uns 44 anos atrás. Mas não. Ele deve estar precisando de óculos para perto, porque outro dia se surpreendeu com o decreto nº 6.686, que, com quase meio século de atraso e considerável desconto em várias cláusulas, ameaça pôr em prática o que os autores do código de 1965 puseram no papel sobre reservas legais. Heize reagiu ao decreto com espanto: “Se já não bastassem as inúmeras dificuldades enfrentadas pelos agricultores para sobreviver no campo, agora querem que cada um destine 20% de suas terras para preservação.” Seu “agora querem” soa mais anacrônico que seus “8 mil anos”. Pena que não dê para embarcá-lo numa viagem parlamentar, com tudo pago, ao mundo de 8 mil anos atrás. Ele visitaria magníficas ruínas de florestas primevas, até mesmo no Crescente Fértil, onde a agricultura nascente, com ajuda das mudanças climáticas, começava a plantar o atual deserto. Não foi à toa que foi ali a expulsão do paraíso. No caso, o paraíso das florestas de carvalho que cobriam as margens do Eufrates. Havia queimadas para brasileiro nenhum botar defeito. “Em cada temporada de plantio, espessas fumaças cinzentas se misturavam às chamas saltitantes no embaçado céu azul”, conta o antropólogo Brian Fagan sobre a chegada da civilização neolítica à Europa. E Heize poderia se hospedar em cavernas tão sufocadas de fumaça que “pulmões enegrecidos são comuns em corpos mumificados” daquela época, segundo o historiador John McNeill. A receita do progresso que Heize advoga está pronta. Para tentar de novo, basta regar com suor e tragédias por 8 mil anos. E, mais dia, menos dia, chegaremos aonde o mundo está. Marcos Sá Corrêa é jornalista e editor do site O Eco  www.oeco.com.br) * Artigo originalmente publicado no O Estado de S.Paulo. EcoDebate, 24/10/2009 Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário do Portal EcoDebate Caso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta utilizar o formulário abaixo. O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.

Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): PASMEM...... Tags:
24/10/2009 - 16:01

Um sinal verde para o campo

O ESTADO DE SÃO PAULO

Suplemento ALIÁS

Domingo, 18 de outubro de 2009


Políticas fundiárias que atravessem o séc. 21 terão de plantar e semear o tema da sustentabilidade

Marcelo Pedroso Goulart*  

 

O padrão de produção agrícola hegemônico no Brasil descende da 2ª Revolução Agrícola e baseia-se no tripé latifúndio, monocultura e agroquímica. Causa graves impactos socioambientais: a redução da biodiversidade pelo desflorestamento para a implantação da monocultura, a contaminação das águas e do solo por meio do uso excessivo de agrotóxicos, o uso intensivo de água, a compactação do solo em razão do tráfego de máquinas pesadas, o assoreamento dos corpos d”água devido à erosão do solo em áreas de renovação de lavoura, o lançamento de gases tóxicos e materiais particulados na atmosfera durante a queima de pastos, de florestas e da palha da cana-de-açúcar, a pressão sobre os cerrados e as florestas tropicais decorrentes da expansão forçada da fronteira agrícola para a produção de alimentos, a superexploração do trabalho, desemprego, intensa migração nos períodos de safra, êxodo rural, aumento dos conflitos fundiários e uma urbanização caótica. Concentra a propriedade da terra, com a incorporação dos pequenos e médios imóveis rurais pela grande empresa agrícola monocultora. E, ao concentrar propriedade, também concentra renda, riqueza e poder político.

Os beneficiários desse modelo predatório de agricultura determinam a pauta dos centros de difusão ideológica, produzindo uma espécie de pensamento único para o campo. É um modelo que não se coaduna com as sociedades democráticas: por isso é preciso mudá-lo. As forças sociais progressistas exigem uma agricultura sustentável que seja ecologicamente equilibrada, economicamente viável, socialmente justa e culturalmente apropriada. O novo modelo pressupõe a diversificação de culturas, a utilização racional dos recursos naturais e a mínima produção de impactos prejudiciais ao ambiente. Deve proporcionar retornos econômicos ao produtor, amoldar-se às características históricas e culturais do povo e garantir soberania e segurança alimentar, contribuindo para a erradicação da pobreza.

A implementação desse padrão de produção agrícola passa necessariamente pela mudança da estrutura fundiária, com a desapropriação dos grandes imóveis rurais que não cumprem sua função social. Impõe, portanto, a execução de uma política de reforma agrária séria e consequente.

A base jurídica dessa política está na Constituição Federal, que proclamou o direito fundamental à propriedade, a garantir a universalização do acesso à terra. Mais: nossa Lei Maior condiciona a proteção jurídica da relação de propriedade e da posse ao cumprimento da função social. Isso quer dizer que sobre a relação de propriedade incide o interesse de proteção do sujeito-proprietário, mas também incide o interesse difuso da sociedade em obter benefícios sociais decorrentes do cumprimento da função social.

A função social do imóvel rural é constituída por elementos de natureza econômica (aproveitamento racional e adequado), ambiental (utilização adequada dos recursos naturais e preservação do meio ambiente) e social (observância das normas que regulam as relações de trabalho e exploração que favoreça o bem-estar dos trabalhadores). A relação de propriedade que tenha por objeto o imóvel rural deve garantir, no seu desenvolvimento, a observância simultânea de todos os seus elementos, sob pena de, desatendendo a um deles, descumprir a função social, deslegitimar-se politicamente e perder a proteção jurídica. Por isso, o grande imóvel rural que não está cumprindo a função social é suscetível de desapropriação para fins de reforma agrária. Ainda que a produtividade, do ponto de vista estritamente econômico, esteja presente, o imóvel rural poderá ser desapropriado se descumprido um dos demais requisitos caracterizadores da função social.

Em tempos de aquecimento global e de riscos concretos de destruição do planeta, a temática ecológica apresenta-se como fator determinante das políticas agrícola e agrária e, portanto, deve orientar com primazia a avaliação do cumprimento da função social do imóvel rural. A degradação ambiental – seja ela provocada pelo mau uso dos recursos naturais ou pela não preservação do meio ambiente – produz evidentes prejuízos ao aproveitamento racional e adequado da terra. Há, portanto, vinculação entre os elementos econômico e ambiental da função social, sendo impossível dissociá-los.

Inicia-se neste país um movimento promissor que busca as desapropriações para fins de reforma agrária dos imóveis rurais que apresentam elevado passivo ambiental. Partindo dessa premissa e no diálogo entre a luta social e atuação institucional, estão em fase de implantação, em áreas desapropriadas da região de Ribeirão Preto, SP, assentamentos de novo tipo cujas bases são construídas democraticamente entre assentados, Incra e Ministério Público e consolidadas em planos de desenvolvimento sustentável e compromissos de ajustamento de conduta que, entre outras coisas, preveem: o tratamento conjunto dos fatores econômico, sociocultural e ambiental, a organização coletiva e cooperada da produção em sistemas agroecológicos, o controle biológico de pragas e doenças, a produção orgânica de alimentos, a destinação de 35% da área total do imóvel para reserva legal, a recomposição arbórea das áreas ambientalmente protegidas e medidas protetivas da área de afloramento e recarga do Aquífero Guarani.

Uma reforma agrária determinada pelo fator ambiental é o paradigma que se apresenta para o século 21. É preciso que o governo cumpra sua parte, destinando recursos para sua efetiva implementação.

*Promotor de Justiça no Estado de São Paulo e ex-presidente do Movimento do Ministério Público Democrático

Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria, opinião Tags:
19/10/2009 - 09:03

chega de cinza – jordi castan

                               As árvores e o Centro

De novo os técnicos da Prefeitura querem cortar árvores sem que seja preciso. As árvores do Centro proporcionam sombra e ajudam a ter uma cidade mais verde.

A justificativa do problema das raízes tem mais a ver com a péssima qualidade das calçadas do que com as árvores. A reforma do Centro deveria respeitar as poucas árvores que Joinville tem. Será que preservar não deve ser um exemplo? Qual o exemplo que queremos deixar para nossos filhos?

Dario Bergemann
Joinville

19 de outubro de 2009. | N° 559AlertaVoltar para a edição de hoje

CRÔNICA jornal a noticia

 

Chega de cinza

Começa a ficar preocupante a fixação que os técnicos do Prefeitura de Joinville têm com as árvores. Parece que não podem ver nenhuma árvore um pouco mais frondosa que já vai dando neles uma alergia e precisam, por meio de um projeto de requalificação, sair cortando.

Os motivos alegados são os estragos que as raízes provocam nas calçadas. Na verdade, se a própria Prefeitura informa que em mais de 12 anos nenhuma manutenção foi feita, nem nas árvores, nem nas calçadas, parece que não são as árvores que devem ser cortadas, e, sim, algumas cabeças pensantes.

Roberto Burle Marx, que neste ano faria cem anos, nos deixou grandes projetos de paisagismo. Sorte dele que não precisou lidar com a sabedoria de alguns dos técnicos e planejadores da nossa cidade. Nos projetos de Marx, uma constante sempre foi o espaço público, a priorização do pedestre, largas calçadas multicoloridas são a sua marca registrada tanto em Copacabana quanto no projeto do Byscaine Boulevard em Miami; na praça do Povo de Berlim; ou nos jardins das Torres Petronas, na Malaysia. As calçadas dos projetos, apesar de terem já mais de 40 anos, em alguns casos, mostram um estado invejável, as cores dos pisos se mantêm vivas e originais, seguras e as árvores mantidas e podadas.

Aqui, temos optado ao longo do tempo por diversas soluções, primeiro um petit pavê, mal colocado, que parece se diluir com o passar dos anos, feito com desenhos infantiloides representando bicicletas, casinhas de enxaimel e flores estilizadas.

Agora, a opção imposta são os pavers de concreto, que os técnicos propõem que sejam utilizados num desenho simplista que imita durante breves meses um jogo impossível de amarelinha, em cores que só são visíveis na tela do computador ou nas imagens fantasiosas que a Prefeitura divulga, para iludir a uns e convencer a outros. Cores irreais que desbotam e perdem a intensidade com tanta velocidade que as praças que a Prefeitura pavimentou no final do ano já perderam a cor. E o cinza passa a ser a cor dominante das nossas calçadas e das cabeças dos nossos planejadores de plantão.

Por citar um exemplo, na rua Rolf Colin, um empreendimento comercial que prima pela qualidade dos seus espaços e acabamentos, embarcou nesta ideia de utilizar a calçada ideal, título que pomposamente recebe a proposta de “pavementar” toda a cidade. O aspecto que em pouco tempo a calçada oferece é triste, as cores sumiram e o cinza tomou conta, do mesmo modo que a mediocridade invadiu as nossas ruas.

comentariosdejoinville.blogspot.com

JORDI CASTAN | Paisagista em Joinville

Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:
19/10/2009 - 08:46

Centro: a hora da revitalização, por Fábio Rivero

19 de outubro de 2009. |

ARTIGO DE A NOTÍCIA  N°  559

O tema “recuperação do Centro urbano” tem pautado muitas discussões em Joinville. A efervescência é positiva. Mesmo que as discussões muitas vezes não venham baseadas em elementos técnicos, e sejam desprovidas de uma visão global do problema, a mobilização é válida para gerar interesse e começar a estruturar uma postura social frente ao problema. Claro que todos ficam apreensivos em momentos como esse, pois se preocupam com o desenvolvimento de Joinville e sabem como, habitualmente, tratamos nossos assuntos urbanos. Apreensivos e com medo de que, como em tantos outros casos, a demora em adotar ações práticas acabe transformando a efervescência no tipo mais perigoso de calmaria: o do conformismo.

A intenção não é “fazer um levante” contra o poder público ou contra a burocracia que ancora as melhores iniciativas. O poder público tem uma boa parcela de contribuição nesse cenário, mas é importante avaliar a participação dos cidadãos, enquanto sociedade organizada, e pensar por que deixamos as questões urbanas e de convivência social em segundo plano, ou as adiamos eternamente.

Para contextualizar, há pontos que merecem atenção: a situação das calçadas, tão debatida há tanto tempo; os parques urbanos, elementares para a qualidade de vida; e a via gastronômica, que deve priorizar o pedestre e contar com a execução da reformulação urbana completa para cumprir seu papel original de espaço de convivência social de toda a família.

Há a necessidade de organização social e de encarar responsabilidades além do pagamento de impostos para que temas importantes sejam tratados como tais, e para que as ações de revitalização do Centro sejam definitivas. Todos devem ter consciência da relevância das questões urbanas. Lógico que o povo precisa de melhorias na saúde, na segurança e na distribuição de renda, por exemplo. Porém, por meio de uma visão mais sistêmica, é possível compreender que todas essas prioridades estão entrelaçadas, e têm relação com o espaço em que vivemos.

A recuperação do centro urbano de Joinville interferirá na economia, na segurança, no turismo e na educação. O espaço já é provido de toda a infra-estrutura, desde instalações até transporte, mas tende a ficar abandonado. No Brasil, há experiências positivas desse tipo de intervenção. O trabalho feito em Vitória/ES, por exemplo, é interessante, pois, ao contrário da diretriz geralmente adotada, segundo a qual se procura inserir o Centro em um cenário competitivo atraindo novos investimentos – o que acaba excluindo quem sempre esteve naquele lugar –, optou-se por reapropriar o espaço de acordo com suas características locais e seu público usual, revitalizando, de fato, toda a área.

Joinville tem muita capacidade, e os joinvilenses têm muito poder de realização: basta olhar a história da cidade para se certificar disso. Porém, conhecendo a história, é necessário olhar para o futuro. E o futuro acena com cidades que precisarão se reestruturar. Espaços de convivência, centros urbanos, vias públicas, todos esses temas serão imprescindíveis para avaliar a qualidade de vida da população e o potencial da cidade. Estamos preparados?

*Sócio da Spazio Atelier de Arquitetura, de Joinville

Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): opinião Tags:
18/10/2009 - 18:00

CORTE DAS LINDAS ARVORES DA RUA QUINZE EM JOINVILLE

 

 
 A prefeitura Municipal de Joinville, cada vez que seus profissionais falam em cortar arvores a população de Joinville se arrepia.
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O assunto deveria ser dicustido no Conselho da Cidade, para isso que foi organizado.
O engenheiro PRESIDENTE DO IPUJ,  não esta dando ao conselho da cidade o  devido dinamismo que motivou mais de 500 pessoas a participar ativamente, demonstrando cidadania jamais vista em Joinville. Esse é tema para o CONSELHO DA CIDADE.
 
Para que a cidadania participe dessa decisão unilateral de destruição do que outros plantaram e construiram, algumas alternativas, diferentes das atuais que  são logicamente para aumentar o lucro dos associados do CDL, necessariamente devem ser propostas.
  
AÇÃO POPULAR - Eu e o Adv. ex-presidente da APREMA-SC Marcos Schettert movemos ação popular para impedir o corte das Figueiras da Fabril Leppper. Surtiu efeito. Ainda estão lá.
Ação popular podera ser requerida por qualquer cidadão através de um advogado para impedir o corte  das árvores da Rua 15 em Joinville. Poderá ser requerido ao Juiz, que não permita o corte sem que  haja discussão PREVIA com a cidadania. São foros legitimos para discutir esse projeto que sera feito com o dinheiro do contribuinte: o  CONSELHO DA CIDADE, COMDEMA e a Camara de Vereadores.
 
No caso dessa estirpação das arvores da rua Quinze em Joinville, deveremos ter a clareza que o CDL está advogando em causa própria para aumentar os lucros das lojas. Dizem esses senhores comerciantes, que as arvores atrapalham, por que as raízes estão quebrando tudo, que as folhas estão sujando na frente das lojas, que os galhos e as folhas estão cobrindo os luminosos, que precisam varrer os passeios, e por ai vai a fora essa choradeira manhosa de quem não vê o lado positivo para a cidadania.
 
As árvores pedem espaço
  O espaço inteligente para as árvores que são seres vivos tambem, se consegue com apoio de engenheiros, arquitetos que são  cidadãos voltados com para o interesse coletivos. Existem soluções inteligentes. Vejamos as vantagens para o cidadão:
  
Na rua Quinze, nos 120 dias de verão forte que temos em joinville entre Novembro e março, a quadra entre a rua do Principe e João Colin, oferece sombra para 100 carros em regime de rotação ao dia. Trata-se de beneficio inquestionável ao multiplicarmos por 120 dias e teremos  12.000 veiculos beneficiados.  Se calcularmos a temperatura amena que essas arvores patrocinam aos lojistas nesse mesmo periodo, veremos que as lojas que tem passeios protegidos dos perigosos raios ultra violeta que causam câncer, são as mais visitadas e o conforto termico que as sombras das arvores promovem é notado na economia do ar condicionado.
Abaixo assinado
Um abaixo assinado coletando assinaturas nas empresas, escolas, universidade certamente surtirá efeito e impacto favorável as árvores. O CDL tem feito papel de MAU CARATER em Joinville, a ultima encenação foi para impedir as vias preferenciais para o transporte urbano. So pensam com o bolso deles. Agora querem por enfeites de natal nas ruas e as arvores estão atrapalhando. O Raulino do CDL que me desculpe, esta totalmente equivocado.
 
POVO NA RUA
Uma bem orquestrada campanha poderá colocar o povo na rua. O programa do Nilson Gonçalves, do PSDB podera movimentar o povo para a Rua Quinze sem duvida. O jornalista José Eli Francisco, que tem um dos bons programas de TV a cabo na cidade, poderá tambem abraçar a causa, pois foi um dos idealizadores da campanhas uma Joinville arborizada com Ipês Amarelos.
Esse programa realizado em parceria com a CAMARA JUNIOR DE JOINVILLE, apresentou um sucesso que ultrapassa as divisas do Estado.
Os vereadores comprometidos com a qualidade de vida dos seus eleitores e os contribuintes - e que tem recursos fartos para tal – poderão mostrar um movimento cidadão pela proteção das arvores publicas em  respeito ao  povo da cidade.
QUESTIONAMENTOS:
Quanto dinheiro foi e vai ser gasto com essas “revitalizações”? Cada novo prefeito quer fazer e colocar sua marca registrada em projetos intempestivos sem consulta publica. É isso que o povo deseja e pode pagar? Ou a democracia desses senhores vem de outro pais?
Querems esse novos passeios com o uso de  PAVER? Por que ? Ha fortes suspeitas da mafia do PAVER agindo em centenas de cidades brasileiras. Uma febre esquisista. O que se precisa confirmar é de que forma se orquestram os fabricantes com as licitações de PAVER para tantas e tantas prefeituras. Ha casos que foram identificados proprietarios dessas fabricas de PAVER, ex-vereadores, amigos de vereadores e de prefeitos. Trata-se de um projeto de milhões de reais.
Pouco inteteressa aos prefeitos a qualidade desse PAVER, sua durabilidade, o desgaste pelo uso. Os  certificação provando a boa qualidade desses tijolos coloridos, devem ser expostos pelas autoridades. garantindo que terao media duração. O PAVER colocado na administração anterior em Joinville, mostra está desbotado, quebrado, gasto, torto, afundado, entre outros requisitos técnicos negativos, que na compra licitada não constou como garantia de bom produto.  
Peit Pavé x PAVER
Tirar das calçadas o PETIT PAVÉ é um crime contra o caixa do contribuinte. Esse tipo de revestimento de passeios, permite que seja remanejado e renovado, utilizando-se o mesmo material sem que perca a qualidade e a beleza.
Se existem  problemas com as raizes da arborização pública, retiramos as pedrinhas brancas e negras, colocamos mais material de base, subimos o nivel,  cobrimos as raizes e recolocamos o PETIT PAVÉ. Trata-se de respeito ao dinheiro publico, amor às arvores e respeito para o contribuinte.
O lojista tem no passeio a extensão de sua loja. Deverá tomar conta dele para que fique sempre limpo, bem tratado, e com manutenção permanente.  A calçada diante das lojas, diz exatamente que cara quetem o lojista que visa semopre o lucro. O minimo que o lojista deveria fazer é cuidar do passeio. Infelizmente é o que não se tem visto. Temos arremedos, como  que mostro agora.
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É muito triste a falta de cuidados para com os passeios.
Prefeitura e lojistas, deixam o passeio ficar em estado deploravel, perigoso aos transeuntes. Quando não consegue mais atrair clientes, quer que o poder publico invista na frente de sua lojinha.  Ai propõe projetos faraônicos apresentado por tecnicos pagaos pelo Contribuinte projetos estes que não se sintonizam com a cultura local.
Temos muito de cidadania a aprender em Joinville. O clube de diretores lojistas precisa antes de tudo a ser solidário com a sombra, com as arvores, com a qualidade de vida, a segurança e bem estar dos transeuntes, seus veiculos e nossos turistas.
Não temos bancos suficientes na rua Quinze e em lugar nenhum em Joinville,  uma cidade onde a terceira idade esta sendo impedida de circular e de permanecer nas ruas centrais. Trata-se de um publico importante de consumidores que precisam destes requisitos e que o CDL sequer imagina que exista.
 
Não nos possamos esquecer que a INTERNET é a nossa maior aliada. Bem que poderemos mostrar os nomes e as caras dos que não valorizam a cidadania, pessoas que não tem qualquer compromisso com a cidade – quando  entrevistada oferece palpites totalmene descabidos e a imprensa, vai  divulgando esses desatinos de pessoas que nunca pagaram um IPTU na cidade.
 
Gert Roland Fischer – membro do conselho da cidade de Joinville.
Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): UTILIDADE PUBLICA Tags:
09/10/2009 - 07:35

Fiscalização apreende 1 milhão de litros de agrotóxicos na Syngenta

Fiscalização apreende 1 milhão de litros de agrotóxicos na Syngenta

Brasília, 5 de outubro de 2009 – 9h50

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou cerca de 1 milhão de litros de agrotóxicos com irregularidades e adulterações, na fábrica da empresa Syngenta, de origem suíça, em Paulínia (SP). Os problemas foram encontrados após fiscalização da Agência, realizada na última semana.

Após três dias nas instalações da maior empresa em vendas de agrotóxicos no Brasil e no mundo no ano de 2008, a equipe da Anvisa encontrou várias irregularidades na importação, produção e comércio de produtos agrotóxicos. A ação contou com apoio da Polícia Federal.

Do total de produtos interditados, 600 mil kg correspondiam a agrotóxicos e componentes com datas de fabricação e de validade adulteradas. Esses produtos não poderão ser utilizados ou comercializados até que se restituam as datas verdadeiras de produção e de validade.

A empresa também foi autuada por destruição total das etiquetas de identificação de lote, data de fabricação e de validade do agrotóxico Flumetralin Técnico Syngenta, igualmente interditado. Vários lotes do mesmo produto também foram interditados por apresentarem certificado de controle de impurezas sem assinatura, data da sua realização ou com data de realização anterior à produção do lote analisado.

O controle de impurezas toxicologicamente relevante no Flumetralin Técnico é obrigatório uma vez que tais impurezas são reconhecidamente carcinogênicas e capazes de provocar desregulação hormonal. Também foram interditados todos os lotes do produto PrimePlus, formulados com os lotes interditados do Flumetralin Técnico.

Outro produto técnico interditado com o certificado de análise insatisfatório (sem assinatura e sem a quantidade real de ingrediente ativo) foi o Score Técnico. Já o agrotóxico Verdadeiro 600 teve as embalagens interditadas por confundir o agricultor quanto ao perigo do produto. Apesar de ser da classe toxicológica mais restritiva, as cores dos rótulos do referido agrotóxico induziam o agricultor a concluir que o produto poderia ser pouco tóxico.

A Syngenta também foi autuada por venda irregular do agrotóxico Acarmate (Cihexatina). A fiscalização da Anvisa identificou que o produto, com venda restrita ao estado de São Paulo, era comercializado para outros estados.

A empresa foi notificada, ainda, a efetuar alterações no sistema informatizado que possui de modo que seja possível controlar efetivamente, lote a lote, a quantidade dos componentes utilizados nos Produtos Formulados. Dentro de 30 dias, a empresa está sujeita a nova fiscalização para verificação do cumprimento das condições estabelecidas na notificação.

As infrações encontradas podem ser penalizadas com a aplicação de multas de até R$1,5 milhão e com o cancelamento dos informes de avaliação toxicológica dos agrotóxicos em que foram identificadas tais irregularidades. Em caso de possibilidade de outras infrações além das administrativas, a Anvisa encaminha representação à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal para possível investigação criminal.

Adulteração

Agrotóxicos são produtos com alto risco para saúde e meio ambiente e, por isso, sofrem restrito controle de três órgãos de governo: Anvisa, IBAMA e Ministério da Agricultura. Alterações na fórmula desses produtos aumentam significativamente as chances do desenvolvimento de diversos agravos à saúde como câncer, toxicidade reprodutiva e desregulação endócrina em trabalhadores rurais e consumidores de produtos contaminados.

Só este ano, a Anvisa já apreendeu, 5,5 milhões de litros de agrotóxicos adulterados. As fiscalizações ocorrem, principalmente, quando são identificados indícios de irregularidades nos produtos acabados.

Leia mais: Fiscalização apreende agrotóxicos adulterados na Bayer

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

 

__._,_.___
Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): AGROTOXICOS Tags:
06/10/2009 - 11:15

Muriçoca e Maruim – COMO CONTROLAR ?

Data: 6/10/2009 13:17:04
Assunto: RE: Res: Re: Res: agBIOCONTROLES – Controle pragas.
 

Bom André,
Não sei exatamente quais são as condições ambientais do entorno de sua casa e nem qual a espécie de mosquito que você se refere, contudo se você estiver se referindo aos conhecidos maruins e/ou borrachudos posso dar alguma ajuda. Sei que o Bti (Bacilus thuringiensis var. israelensis) controla essas espécies, embora já ocorram relatos de resistência ao produto por parte destas espécies. Existem formulações deste produto biológico no mercado, a questão é a forma, locais e frequência de aplicação que precisa ser feita com um certo esmero e precisão.
Também ouvi falar que a universidade da região de Joinville (UNIVILLE) lançará um produto biológico para controle destes insetos, com mais eficiência que o Bti, porém não posso precisar a data, acredito que nos próximos meses.
Atenciosamente
Engº Agrº Giampaolo B. Marchesini
 


Date: Fri, 2 Oct 2009 18:49:46 -0300
From:  gfischer.joi at terra.com.br
To:  andre at teltrix.com.br
Subject: Res: Re: Res: agBIOCONTROLES – Controle pragas.

 
Caro André 
 
Muriçoca e Maruim ( mais comum em  regiões próximas aos manguezais ) são realmente um inferno. É de ficar louco quando atacam.
Passam pelas telas nas janelas e portas. Não tem como controla-los a não ser como vc esta fazendo com venenos, mas esses com o tempo
matam os aplicadores ou os deixam cronicamente com problemas.
 
Esse assunto deveria ser levado para a EPAGRI de Itajai, que tem fartos recursos do contribuinte e que tem profissionais que chegaram a ser PhDs,
muitos com a nossa ajuda pelo imposto que pagamos. Nada mais justo e ético que esses profissionais devolvam um pouco do que pagamos a eles.
 
Em determinadas regiões a ocorrencia desses micro-insetos é preocupante. Houve algum desequilibrio natural que causa essa proliferação.
Quem se alimenta desses insetos são beija-flores, andorinhas, cambacicas, e nada mais.  Ha tambem libélulas que deles se alimentam.
Esse ano com chuvas acima da media, aumentam os criadouros que tem na umidade e o calor o habitat perfeito para se multiplicarem, ainda mais
quando não ha predadores.
 
Atualmente os inseticidas tipo “Durma bem”, ou as espirais verdes que uma vez acesas, ficam fumegando até terminarem o refil, são uma alternativa
todavia perigosa tambem, apesar da propaganda enganosa que oferecem os fabricantes contra as exigencias da ANVISA. 
Como voce bem sabe, no Brasil ninguem, menos ainda os funcionarios publicos se dedicam com o compromisso desejado pelo contribuinte.
Então temos que sofrer.
 
Não sei o que mais lhe posso oferecer tecnicamente.
 
Estou passando essa mensagens para minha lista de eng. agronomos, sempre tem um ou outro que atende gentilmente os clamores da sociedade. Não espero todavia uma ajuda. Sei como são os meus colegas. Mas sempre tem uma alma boa que vem em nosso socorro.
 
Atenciosamente
 
Eng. Gert
f (47) 99858647
 
——-Mensagem original——-
 
Data: 30/9/2009 05:42:29
Assunto: Re: Res: agBIOCONTROLES – Controle pragas.
 

Prezado Sr. Gert bom dia,

Sim seria de caracter profissional, quero uma solução para acabar com as muriçocas que existem em minha residência, por mais que coloque uma proteção nas janelas, e fechemos tudo das 17:00 as 19:30, mesmo assim elas entram, quando existe uma grande quantidade uso veneno a base de agua vendido em supermercados, estou até adotando um produto que tem aqui chamado de sentinela, ele é um espiram que vem com uma base, você coloca fogo e ele passa uma media de 4 a 5 horas soltando uma fumaça para espantar as muriçocas, gostaria de ver uma solução mais eficaz para o problema de minha familia.
Estou até pensando em comprar aqueles repelentes eletrônicos, mas não sei se realmente funcionam.
Agradeço a atenção, aguardo retorno.

Gert roland Fischer wrote:

  

Boa tarde Andre
 
 
sua solicitação tem carater profissional?
 
Se for, qual a prestação de serviços que deseja de nossa organização?
Temos projetos e soluções para suas preocupações.
 
Aguardamos retorno.
 
 
Eng. Gert Roland Fischer
(47) 99858647  
 
——-Mensagem original——-
 
Data: 27/9/2009 14:29:18
Assunto: agBIOCONTROLES – Controle pragas.
 

    Prezados boa tarde,

    Encontrei seu site em uma pesquisa no google atrás de sistemas de irrigação para jardins, como achei muito interessante gostaria de saber se vocês trabalham com esse controle para diminuição de muriçocas, moro em uma residência que tem ao lado vários terrenos sem construção, e ainda passa um córrego perto, sofremos muito com a quantidade absurda de muriçocas, estou iniciando um jardim e queria saber quais mecanismos naturais teríamos para o combate dessa praga que apesar de não trazer doenças nos incomoda bastante.
    Agradeço a atenção de vocês, aguardo retorno.

Atenciosamente,

 

André Luiz,

Especialista em Redes e Segurança

Perito em Computação Forense

NCA1 (Nettion Certified Administrator – Level 1)

8716-0133

E-mail: andre@teltrix.com.br

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Skype: andre_alol 

  

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As  informações  contidas  nesta  mensagem  são CONFIDENCIAIS (artigos 153, 154 do Código Penal, c.c, art. 195 da Lei 9279/96,

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 favor avisar imediatamente, respondendo esta mensagem.

 

 

 
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André Luiz,

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Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/10/2009 - 15:56

OS CURIOS DE SC FORAM TODOS ASSASSINADOS.

 

Estórias contadas para os colegas ainda vivos da turma de 1959

ENA-UR – Seropedica – Rio de Janeiro

04-10-2009

Gert Roland Fischer – eng. Agr.

 Colegas eng. Agrônomos da ENA de 1959

Vou passando para vocês,  algumas estórias vividas como profissional autônomo do agronegócio poluído brasileiro. 

Agora se estamos lúcidos, temos ainda tempo para passar aos nossos colegas que estão chegando, como foram as nossas atividades profissionais depois de termos o canudo debaixo de braço.

Este relato, como os demais serão alicerçados sobre a honestidade e ética profissional,  que deverá ser interpretada como ética, quando se beneficia o povo e não a classe com nossas Atitudes.

Comento para os colegas de turma que o tema ambiental – minha velha cachaça de sempre, anda bastante agitado, não só no voluntariado como na vida profissional.

Aos 72 anos temos muito ainda que realizar.

Não podemos parar para não encalhar.

Os exercícios são permanentes, pois as juntas enferrujam como prego na chuva.

Joinville e SC já se passam semanas e meses que o sol não abre plenamente. São dias fechados, tristes e úmidos. As previsões para esse tipo de clima é que vai até novembro quando as coisas deverão mudar para melhor.

O complicador – quando a primavera não entra – é a Natureza que sofre e os humanos adoecem. Os pássaros não conseguem montar os ninhos; as flores não desabrocham corretamente e quando isso acontece os insetos polinizadores não chegam, principalmente as abelhas. Tudo fica incompleto, falho, torto, com crescimentos atrofiados e a vida não se propaga como deveria.

Tenho a impressão que a produção de filhotes de pássaros silvestres nesse ano, ficará muito prejudicada. Os vira-bostas que estão em bandos vindos do norte, não estão encontrando os ninhos de outras espécies para usar como oportunistas, fazer suas posturas.  Esse comportamento dos vira-bostas ou chupins ( não confundir com o canoro pássaro preto) é copiado também por seres humanos que tomam os “ninhos” prontos e construídos por outros, para se implantar e se apropriar indevidamente,  causando grandes danos aos  valorosos  construtores. 

Com a destruição dos ecossistemas os animais silvestres sem poleiros e locais para alimentação e nidificação, raros, muito raros,  estão chegando e se adaptando às cidades. Como a educação ambiental nas escolas fez sucesso nos estados do Sul, as crianças nascidas depois da década de 90, não utilizam mais como brinquedo mortal os famosos estilingues, cetras e “schleudas” ,como  o batizaram os alemães daqui. Ha mais de 40 anos não apareciam em Joinville uma araponga. Faz uma semana que uma apareceu e  se instalou na frente de minha casa numa área verde de 40.000 m² de mata Atlântica. Na sexta feira dia 30 de setembro, cantou pela ultima vez. Os desesperados chamados impulsionados pela força da Primavera, buscando uma companheira para criar nova prole não tiveram eco e não atender a esse chamado da sobrevivência das espécies. Sei que foi adiante nessa busca triste e final. Foi para o sul. Foi para o próprio suicídio no desespero dos que ficaram sozinhos. Foi morrer talvez no Sul de SC ou Norte do RS onde não encontrará a parceira, nem os alimentos vitais da espécie. Nos estados sulinos as arapongas caçadas de forma cruel e mercenárias não alegram mais as matas com o cantar triste das bigornas afinadas desse pássaro. Desapareceram totalmente………. 

Ainda no tema dos pássaros silvestres - reportando-me aos curiós, lembro-me como agrônomo recém formado, de tê-los nessa feliz convivência apreciado o lindo e choros canto. O destino que os colocara com a mão do Criador para o deleite do ser humano, estava traçado. Presentes aos milhares nas baixadas úmidas dos vales de SC, na região litorânea, coletavam sementes para o sustento e para alimentação das proles. Com a ajuda da USAID, DNOS, Secretaria da Agricultura de SC, e os governos de Celso Ramos e Ivo Silveira, os grandes banhados naturais, preciosos ecossistemas que promoviam o equilíbrio das águas, foram aos poucos sendo drenados. Nas décadas de 60 ate 80, os estudos de impacto ambiental não eram realizados, mesmo por que o que menos se prezava nessa agricultura química lida na Cartilha da Revolução Verde nada que fosse da natureza tinha qualquer valor. Essa foi a lavagem cerebral que meus professores de Agricultura e genética  na ENA, me passaram.  Teve um professor que recebeu bolsa de estudos para Estudar nas Multinacionais dos Pesticidas nos EEUU, que ao voltar de cabeça feita, falava para meus colegas: O solo é um mero sustentáculo das plantas. Tudo que a planta precisa para produzir, nós – Engenheiros Agrônomos, temos por obrigação suprir: ADUBOS E AGROTOXICOS ASSOCIADOS A UMA GENETICA DE PLANTAS QUE PEDIAM EXATAMENTE TAIS INSUMEOS. 

Voltando aos Curiós: Com a chegada das técnicas dos plantios de arroz irrigado, a drenagem das várzeas orientadas pela secretaria da agricultura de SC, foi aniquilando com esse ecossistema sem valor e que na época, sequer havia sido estudado e catalogadas as espécies perdidas pela volúpia das dragas do DNOS. Como esse ecossistema considerado  um grande estorvo para a AGRICULTURA QUIMICA aplicando técnicas muito duras, os curiós nessa ignorância coletiva Promovida pelos funcionários das Secretarias da Agricultura e Ministério da Agricultura, foram sem dó e piedade, todos dizimados.

A drenagem trouxe desequilíbrios e dizimou com espécies hoje que estão só na lembrança.  Nessa primeira insanidade técnicas importada muitas aves foram erradicadas. O Curió se manteve por que tinha nas sementes produzidas em regiões mais drenadas o seu sustento. Todavia o golpe de mestre, que foi MORTAL, aconteceu pela aplicação estúpida, burra e vulgar pela aplicação de pesticidas químicos. O protagonista da extinção dos Curiós dos vales úmidos do litoral de SC, foi o Exacloro Benzeno – CHC ou  BHC aplicado nas sementes de arroz. Os sacos de sementes colocados na água para brotar o germoplasma “geneticamente melhorado”, recebiam – misturado nessa mesma água, doses cavalares de BHC em pó. Passadas 48 horas a contaminação da semente do arroz em casca, brotado estava pronto para ser lançado nas quadras niveladas com água. O semeio do arroz germinado, lançado a mão ( sem luvas e sem botas de borracha)  nas quadras drenadas, chamava a atenção da natureza incauta e inocente Estávamos diante de milhões de “iscas” venenosas pousadas sobre o lodo escuro, a espera dos pássaros. Eram as sementes da REVOLUÇÃO VERDE, as sementes da morte. Morriam aos milhares tanto muçuns, peixes nativos, tartarugas, caimãs, cobras que comiam pássaros envenenados, patos selvagens e patos e marrecos domésticos como foram assassinados os curiós.

Com o olhar clinico, nós agrônomos, sabíamos exatamente o que acontecia. Sabíamos que o mau cheiro dias depois do semeio, era proveniente de animais mortos. Tínhamos a perfeita consciência desse desastre ambiental, mas fôramos preparados para considerar profissionalmente essa técnica como importante e os pássaros algo que a natureza novamente reconstituiria para o ano próximo. Os colegas formados em cursos de agronomia que enfatizavam a química como a mais importante arma do profissional, na época não se aperceberam do dano que concretizavam.

Alguns profissionais todavia passaram a observar esses acontecimentos e essas tecnicas duras contra a natureza. Fui um dos pioneiros da agricultura sem venenos e comecei a pensar e refletir se não haveria – eticamente – uma forma alternativa de uma agricultura mais sadia, menos venenosa para os agricultores, natureza e consumidores.

Esses novos profissionais do agronegócio com essa visão de SUSTENTABILIDADE – tão propalada em discursos no Brasil de hoje e  aplicada há mais de 10 anos no Hemisfério Norte, não conseguiram em tempo, conscientizar as lideranças empresariais, políticas e consumidores para o quadro caótico que estava sendo construído.

Hoje sabemos e o Ministério Publico de Santa Catarina CARIMBOU JUDICIALMENTE: as quadras de arroz de SC, são passivos ambientais altamente tóxicos, pelo acumulo de princípios ativos que atingem a saúde, a natureza e os produtores.

Hoje um curió pode ser adquirido de criadores legalizados no IBAMA, por R$ 25.000,00 cada um. Esse foi o preço que pagamos pela insanidade e pelos equívocos dos órgãos de assistência técnica oficial e privada do agronegócio. 

Mas o problema acabou  piorando com o passar dos anos. Em 1985, no congresso nacional de agronomia realizado em Florianópolis, apresentei pesquisa realizada no município de Maçaranduba – vale do Itapocú em SC. Tratava-se do maior município produtor de arroz do Estado. Consistiu a pesquisa privada,  realizada em parceria com a igreja de confissão luterana. Foram entrevistadas  100 famílias de rizicultores. Os resultados chocantes desvendaram números que estavam sendo quardados à sete-chaves debaixo do tapete das autoridades.

Assustado com os estudos de caso, apresentei esse importante contribuição profissional no congresso Nacional de Agronomia. Foi um choque o que foi apresentado. Das 100 familias de rizicultores apareceram: 3 mortes por intoxicação aguda,  20 casos de intoxicação crônica e  outros dez estavam aposentados precocemente. Foram entrevistados ainda pela pesquisa,  vendedores da cooperativa de rizicultores, técnicos da Secretaria da Agricultura, ACARESC, colegas vendedores de agrotóxicos e constatou-se entre outros equívocos, que o pesticida Carbofuran, estava sendo receitado em quantidade muito além das recomendações do fabricante. Constatou-se também que a industria de pesticidas premiava os colegas campeões do receituario agronômico onde ocorriam as doses cavalares dos perigosos venenos para alcançar as metas previstas.

Esses números e procedimentos sem ética, foram apresentados no Congresso em 1985. No dia seguinte os jornais de SC estampavam manchetes assustadoras: Massaranduba o maior produtor de arroz, contabilizava mortes e intoxicações de agricultores por uso abusivo de CARBOFURAN. Nessa condição estavam-se criando problemas com solo, águas, ictiofauna, fauna silvestre, rizicultores e consumidores prejudicados pela ingestão de tanto veneno.

Em menos de uma semana a Câmara de Vereadores de Massaranduba reunida em sessão extraordinária votou por unanimidade GERT ROLAND FISCHER COMO PERSONA NON GRATA. Graças aos meus trabalhos voluntários de eng. Agrônomo, lutando pela saúde de meus concidadões, recebi essa COMENDA, que julgo mais importante que o Premio Global 500 que recebi em Bruxelas – Bélgica em 1989, das mãos do Rei Balduino e de Mustafá Tolba – presidente da UNEP. Trata-se de diploma que poucos brasileiros possuem. Tenho o maior orgulho e satisfação em tê-lo recebido. A mídia marrom, como não poderia deixar de proceder, dias depois me condenou e me chamou de sem ética e de prejudicar os rizicultores e os adeptos desses receiturarios perigosos. Mas como no meu juramento profissional constavam compromissos como ética e defesa do consumidor de alimentos anos mais tarde essa situação se reverteu. Minha doutrinação  pelos alimentos limpos fora reconhecida não só na Inglaterra, Alemanha, EEUU, mas também no Brasil. Com o colega Lutzemberger, meses depois do congresso Nacional de Agronomia, publicavamos a estória triste de MASSARANDUBA, minuciosamente detalhada no idioma alemão no  livro Giftige Ernte ( safras venenosas paginas 62 e 63) de autoria do Eng. Agr. José Lutzemberger e de Michael Schwartzkopf, trabalho patrocinado pela ONG alemã BUND e pela ONG internacional PAN, editado na Alemanha pelo Eggenkamp Verlag em 1988.

A situação brasileira perante o quadro mundial de consumo abusivo de pesticidas, também foi publicado no livro The Pesticide Hazard,  pela ONG PAN-UK, de autoria de Barbara Dinham, que recebeu farto material do program PAN-BR suportado e apoiado durante os anos de 1982 a 1997 pela ONG APREMA-SC.

Nessa mesma época, aconteceram outros fatos importantes no Brasil. O então deputado federal por SC. Luiz Henrique da Silveira – com subsídios recebido da PAN-BR, apresentou e aprovou lei proibindo a produção, venda e uso dos famosos venenos internacionais os ORGANOCLORADOS..

Em 1990, publico livro intitulado MENOS VENENO NO PRATO com o apoio das empresas catarinenses CEVAL e a Tubos Tigre.

Em 1984 e 1985, a PAN-BR apóia legisladores em todos os estados da federação e são aprovadas Leis estaduais e a Federal dos agrotóxicos, o maior avanço conseguido por um povo no concerto das nações. Em 1985 aprovamos em SC a lei estadual do Agrotóxicos.

 

Registre-se e divulgue-se

Gert Roland Fischer – ENG. AGR. CREA-SC 1288-4

Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): AGROTOXICOS, AMIGOS DA AEASC BABITONGA, opinião Tags:
04/10/2009 - 09:29

ROUND-UP – PROFESSORES UNIVERSITARIOS – QUEM DER MAIS LEVA.

De: marcioaugelli@uol.com.brData: 4/10/2009 11:02:15Para: rede21litoralnorte@grupos.com.brCc: rede21litoralnorte@grupos.com.brAssunto: roudup – Glyphosate        

E a moral da história é: nunca se deve acreditar piamente em professor universitário, pois não são donos da verdade. Tem parecer favorável ao glifosato, inclusive sobre danos à saúde e ao ambiente, dado por docentes de universidades federais e UNESP; em contraponto, pesquisadores franceses e da Univ. Federal do Rio Grande do Sul comprovaram a toxicidade , teratogenia e outras coisas do glifosato (Roundup). E para quem não sabe, essa é a minha área de pesquisa na universidade.
Professor universitário não é de outro planeta: a maioria deles (com raríssimas exceções),como brasileiros que são, só têm interesses financeiros. Quem pagar mais…

Marcio Augelli

 

AGROTOXICO GUARAMIRIM

(Rizicultor em Guraramirim aplicando Glyphosate, descalço, sem proteção e assistido pela EPAGRI e pela Secretaria da Agricultura do Municipio.)

 

A ética profissional não importa. Quem pagar leva o tecnico no bolso que assinará - em branco o Receiturario Agronomico.

Em 04/10/2009 10:12, aruanda@terra.com.br escreveu:
  

MUITO BOM, pode servir de exemplo para os que atuam nos Comitês e nos conselhos gestores de APAs do Estado, uma destas APAs a de Itupararanga na região de Sorocaba e na região toda a monocultura de eucaliptos é grandiosa e se expande. Lá a coisa é eucalipto ou loteamentos o resto e o que vai restando. Sem duvidas ainda podemos contar, assim não seja em todos os casos, com a justiça pública.

Eduardo R

 


De:  ceac_consema at grupos.com.br [mailto:ceac_consema@grupos.com.br] Em nome de Carlos Bocuhy
Enviada em: sábado, 3 de outubro de 2009 22:47
Para:  ceac_consema at grupos.com.br
Assunto: [Coletivo_CONSEMA] PIQUETE – DEFENSORIA PUBLICA ENTRA COM ACV CONTRAMONOCULTURAS
   

Defensoria entra com ação contra expansão de monocultura de eucaliptos em Piquete, no Vale do Paraíba

     
 

 

Veículo: DPE/SP
Data: 2/10/2009
 
A Defensoria Pública do Estado em Taubaté ajuizou na última terça (29/09) Ação Civil Pública (ACP) para que seja suspenso o corte e transporte de eucaliptos até a realização de estudos de impacto ambiental e audiências públicas em razão da expansão da monocultura no município de Piquete, no Vale do Paraíba. A ação também busca impedir a utilização de potente herbicida no plantio e conservação de mudas de eucalipto, responsabilizando a Nobrecel SA Celulose e Papel e a Monsanto do Brasil pela contaminação de pessoas e do meio ambiente.Segundo o Defensor Público Wagner Giron de La Torre, que propôs a ação após denúncia de movimentos sociais de preservação do meio ambiente, a Nobrecel utiliza o herbicida Scout-NA, fabricado pela Monsanto, desde novembro de 2004 na região. Há relatos de diversas pessoas, incluindo ex-trabalhadores da empresa, afetadas pelo herbicida, produto à base de glifosato (componente químico altamente nocivo). Os problemas vão desde a diminuição dos glóbulos brancos, tonturas, náuseas, desmaios, perda de visão até o enrijecimento dos membros.Além dos danos à saúde de pessoas, todo o ecossistema da região foi contaminado após a utilização do herbicida. Com a contaminação da água e de nascentes, criação de peixes, porcos e bois de pequenos proprietários rurais, que fazem divisa com fazendas de eucaliptos, foi afetada. Moradores denunciam ainda que a utilização dos produtos químicos provocou a morte de várias espécies de pássaros silvestres, de anfíbios e de insetos, e também de centenas de árvores frutíferas.A ação pede a condenação da Nobrecel e Monsanto a indenizarem por danos morais, no valor de 500 salários mínimos, cada vítima que foi lesada pelos herbicidas. Também requer que as empresas paguem, cada uma, o valor equivalente a 5 mil salários mínimos pelos danos ambientais causados, valor que deverá ser depositado em um fundo municipal para ser aplicado na recomposição ambiental no próprio município de Piquete.Além do pedido de indenização, a ação busca a condenação do Estado de São Paulo e Prefeitura de Piquete na fiscalização da expansão da monocultura do eucalipto na região e que futuras licenças ambientais sejam condicionadas a realização do Estudo de Impacto Ambiental pelas empresas.
Em março do ano passado, a Defensoria Pública do Estado em Taubaté obteve decisão judicial, no Tribunal de Justiça de São Paulo, para suspender liminarmente plantios e replantios de eucaliptos no município de São Luiz do Paraitinga, também no Vale do Paraíba (saiba mais).Estudo de Impacto Ambiental – previsão constitucional e legal
 
Constituição Federal
 
“Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
“Art.170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:
………..
VI – Defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e presta ção.”
 
Constituição Estadual
 
“Artigo 191. O Estado e os Municípios providenciarão, com a participação da coletividade, a preservação, conservação, defesa, recuperação e melhoria do meio ambiente natural, artificial e do trabalho, entendidas as peculiaridades regionais e locais e em harmonia com o desenvolvimento social e econômico”.
“Artigo 192. A execução de obras, atividades, processos produtivos e empreendimentos e a exploração de recursos naturais de qualquer espécie, quer pelo setor público, quer pelo privado, serão admitidas se houver resguardo do meio ambiente ecologicamente equilibrado.
………..
§2º A  licença ambiental, renovável na forma da lei, para execução e a exploração mencionadas no caput deste artigo, quando potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente, será sempre precedida, conforme critérios que a legi slação especificar, da aprovação do estudo prévio de impacto ambiental e respectivo relatório a que se dará prévia publicidade, garantida a realização de audiências públicas”.
 
Resolução nº 1, de 23.01.1986 do CONAMA- Conselho Nacional do Meio Ambiente
 
“Art. 1º Para efeito desta resolução, considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetem:
I- a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
II as atividades sociais e econômicas;
III a biota;
IV as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
V a qualidade dos recursos ambientais.
 
Art. 2º Dependerá de elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto ambiental – R IMA, a serem submetidos à aprovação do órgão estadual competente, e do IBAMA em caráter supletivo, o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente, tais como:
………..
XIV – Exploração econômica de madeira ou de lenha, em área acima de 100 hectares ou menores, quando atingir áreas significativas em termos de percentuais ou de importância do ponto de vista ambiental”.
 
Coordenadoria de Comunicação Social e Assessoria de Imprensa
imprensa@dpesp.sp.gov.br
 

Página oficial do CONSEMA:
 http://www.ambiente.sp.gov.br/consemaCon…

Página oficial do CONSEMA:
http://www.ambiente.sp.gov.br/

Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): AGROTOXICOS, JUSTIÇA, Sem categoria, opinião Tags:
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