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Arquivo de setembro, 2009

29/09/2009 - 15:26

Anvisa apreende 1 milhão de litros de agrotóxicos adulterados na Bayer

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Editor em 29/09/2009


Anvisa apreende 1 milhão de litros de agrotóxicos adulterados na Bayer: Tabela com a lista dos produtos apreendidos na Bayer pela Anvisa
Créditos: AnvisaA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou, no último dia 24, 1 milhão de litros de agrotóxicos adulterados, em Belford Roxo (RJ). A fiscalização, realizada pela Agência com apoio da Polícia Federal, ao longo de toda semana passada na empresa Bayer, de origem alemã, identificou a produção de agrotóxicos com formulação adulterada, sem autorização dos órgãos competentes (veja ao lado tabela com a relação dos produtos apreendidos).

No total foram encontradas irregularidades em 12 agrotóxicos. O caso mais grave, identificado pela Anvisa, foi a importação do ingrediente ativo do agrotóxico Procloraz e a produção do agrotóxico comercial Sportak 450 EC, sem controle obrigatório de impurezas toxicologicamente relevantes. A falta desse controle pode causar câncer nos trabalhadores expostos ao agrotóxico e na população que ingere alimentos contaminados com tais produtos.

A interdição é valida por 90 dias, prazo em que os produtos não poderão ser produzidos nem comercializados. Caso sejam comprovadas as irregularidades, a empresa poderá pagar multa de até R$ 1,5 milhão por irregularidade.

No começo do ano, a Bayer, segunda maior empresa no segmento de agrotóxicos em todo mundo em 2008, teve o registro do agrotóxico Evidence (imidacloprido) cancelado. O produto, usado nas culturas de cana-de-açúcar e fumo, era produzido com adulteração na fórmula.
 
ADULTERAÇÃO

Agrotóxicos são produtos com alto risco para saúde e meio ambiente e, por isso, sofrem restrito controle de três órgãos de governo: Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Alterações na fórmula desses produtos aumentam significativamente as chances do desenvolvimento de diversos agravos à saúde como câncer, toxicidade reprodutiva e desregulação endócrina em trabalhadores rurais e consumidores de produtos contaminados.

Só este ano, a Anvisa já apreendeu, 4,5 milhões de litros de agrotóxicos adulterados. As fiscalizações ocorrem, principalmente, quando são identificados indícios de irregularidades nos produtos acabados.

FONTE

Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Assessoria de Imprensa da Anvisa

Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): AGROTOXICOS, PASMEM...... Tags:
22/09/2009 - 13:14

PIB, que se continuar a ser o grande parâmetro de desenvolvimento vai nos levar a todos ao suicídio da sociedade

Caros,

Estamos aqui no Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, em Curitiba. Ontem a melhor conferência foi de Robert Costanza, da Universidade de Vermont, EUA, intitulada “O desafio do século 21: como integrar a conservação da natureza e o desenvolvimento econômico?” O palestrante questionou a lógica do PIB, que se continuar a ser o grande parâmetro de desenvolvimento vai nos levar a todos ao suicídio da sociedade. Foram apresentados dados sobre o valor (triste ter que dar valor monetário à natureza…) dos serviços ecossistêmicos nos EUA, de muitos trilhões de dólares/ano e dos bilhões gastos para proteger/consertar aquele país dos efeitos dos furacões. A pergunta central era se é possível ter uma economia mundial que não cresce em termos de PIB, mas cresce em qualidade de vida? O palestrante diz que SIM. Para tanto é preciso usar o mercado corretamente, visando o bem coletivo. Reformar sistema fiscal, pagar quem fornece ecoserviços, cobrar danos em prol da sociedade, instituir novos princípios de governança sustentável e implantar fundos de bacias. Concluiu que um bom PIB não traz felicidade.

 

Depois José Augusto Drummond, da Universidade de Brasília, falou sobre “A extensão das áreas protegidas por unidades de conservação em face do crescimento das áreas dedicadas a atividades produtivas e a itens de infra-estrutura”. Afirmou que a percepção da escassez é o indutor de novas posturas e políticas e que a sociedade, em geral, ainda não percebeu a escassez que afeta o ambiente e os sistemas ecológicos. Comparando, afirma que o Brasil não está mal no cenário do mundo quanto à criação de novas unidades, mesmo com dificuldade na efetiva implantação. Lembrou que outros grupos sociais também se organizam, legitimamente, para defender seus espaços “em eventos como este”. Considera que o SNUC deu cidadania a todas as paisagens.  Lembrou as recentes afirmações veiculadas pelo Ministério da Agricultura de que o a Brasil já teria muitas áreas protegidas. Conclui afirmando que precisamos de mais UCs sim, que a pecuária ocupa 20,23% e a agricultura 9% do território e portanto ainda existem muitas áreas para “produção” e para novas UCs.

 

Comento que é urgente também associarmos UCs com produção: de turismo, saúde, produtos orgânicos, felicidade, silêncio, água, clima, paz…

 

Ao final do dia a Força Tarefa Mantiqueira promoveu oficina que resultou em excelentes perspectivas para ampliar a proteção da Serra da Mantiqueira, com a presença marcante de representantes do ICMBio, do governo de São Paulo e outras instituições.

 

Hoje, terça 22, haverá o III Seminário sobre Mosaico de áreas protegidas (WWF-Brasil/GTZ), que objetiva consolidar as diretrizes para implementação da gestão de mosaicos de áreas protegidas no nível nacional e difundir metodologias e boas práticas desta modalidade de gestão, com o intuito de aumentar o sucesso da conservação da natureza e do desenvolvimento sustentável em escalas correspondentes a “mega blocos” de conservação.

 

Não tenho assistido às muitas conferências sobre os impactos da mudança climática. São deprimentes.

 

Assim que possível envio novas notícias.

 

Saudações,

 

Felipe Cesar

Mobilização Nacional
Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): PASMEM......, UTILIDADE PUBLICA, opinião, tema para discussão Tags:
20/09/2009 - 17:00

Créditos de carbono: o lado sujo da medalha

Gert Roland Fischer (*)

Nas negociações do protocolo de Kyoto, representantes brasileiros propuseram compensações financeiras para quem reduzisse emissões, revertendo teoricamente o processo do aquecimento global.

Uma proposta genial. O Brasil rico de recursos naturais e com parque industrial moderno apresentou oportunidades interessantes para essa redução de emissões. Para implementá-la apresentou-se o conceito de sustentabilidade ou Mecanismos de desenvolvimento limpo – MDL, que podem gerar créditos de carbono.

Tomando como exemplo um bom projeto de MDL, vamos para  a cidade de Joinville-SC, Brasil, que há mais de 30 anos vem gerando metano (CH4)em seu aterro sanitário domestico. Recebe diariamente 400 toneladas de resíduos domésticos, gerados por uma população de 500.000 habitantes. Trata-se de um caso ideal para um projeto de baixo custo de redução de emissões. 

A matéria orgânica ao fermentar, gera metano, um gás que também é eliminado através intestino grosso para o ambiente. De acordo com cálculos gerados no fórum climático o CH4 tem peso 21 em relação ao CO² – dióxido de carbono. Tem um poder impactante atmosférico de 21 vezes mais que o peso do CO² – o dióxido de carbono.

A redução das emissões nesse caso, seria a queima do CH4 que se transforma em CO² gerando um credito – simplificando de 20 unidades. Esse projeto depois de aprovado, geraria milhões de CC para os munícipes anualmente. Seriam injeções diretas no caixa do município, e que se tivesse sido aprovado em 2002, certamente dois hospitais novos seriam realidade. 

Nem tudo são rosas nesse – ainda – misterioso sistema de créditos. A questão dos créditos todavia não passa de hipocrisia global. Um projeto rotulado de MDL, que objetiva o retardo do aquecimento da atmosfera segundo técnicos das Nações unidas,  ainda não é compensado por políticas publicas éticas de redução de emissões.

Vejamos como funciona:

As nações ricas do hemisfério norte, altamente poluidoras possuem parques industriais antigos destituídos de controles ambientais. Como as recomendações do Fórum climático Global permitem os MDL, surge a possibilidade destes parques industriais (evitando investimentos), comprar créditos de carbono existentes no mercado oficial da ONU ou no mercado paralelo. Ao comprar esses Créditos de Carbono passam a ter o direito de continuar poluindo a atmosfera global de 6 bilhões de habitantes.

Os “créditos” beneficiam esses parques industriais extremamente poluidores que assim ficam dispensados de investir em controles ambientais. Essa imoralidade economiza bilhões de dólares de investimentos em tratamento de efluentes atmosféricos que vão incidir pesadamente na redução de custos, permitindo a pratica de preços de mercado inferiores aos praticados por indústrias mais modernas de países de economias emergentes, equipadas com todos os controles ambientais de efluentes atmosféricos, hídricos e gestão de resíduos.

Por outro lado, as indústrias exportadoras do Hemisfério Sul foram induzidas por seus clientes do Hemisfério Norte, a implantar sistemas caros e sofisticados de controles ambientais. A certificação ambiental pela norma internacional ISO 14.000 de processos produtivos, foi outra sutil estratégia dos importadores, onerando mais uma vez a produção aumentando custos.

A hipocrisia dos créditos de carbono reside tanto na disparidade à menor de custos dos beneficiados, como a falta de solução do aquecimento global por que não se esta controlando as emissões dos mais ricos.

Pode-se dizer que existem beneficiados: os que vendem os créditos de carbono sabendo que existe a falsidade ideológica de redução das emissões.

 

(*) Eng. Agrônomo, auditor ambiental líder, consultor ambiental e participante do fórum global de mudanças climáticas laureado com o Premio global 500 da ONU.

Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): CREDITOS DE CARBONO, opinião Tags:
09/09/2009 - 18:12

AGROTOXICOS SOB SUSPEITA

Anvisa proíbe uso de agrotóxicos que contenham Endosulfan e acefato

Os produtores de algodão, cacau, café, cana-de-açúcar e soja não poderão mais utilizar agrotóxicos que tenham, em sua composição, o ingrediente ativo Endosulfan. A medida foi anunciada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que suspendeu a importação e o registro de novos agrotóxicos à base dessa substância.

A Anvisa proibiu também o uso de acefato nas culturas de amendoim, batata, brócolis, citros, couve, couve-flor, cravo, crisântemo, feijão, fumo, melão, pimentão, repolho, rosa e tomate.

De acordo com nota divulgada pela agência, o acefato só poderá ser usado em algodão e soja, até 31 de outubro de 2013. Foi recomendada, ainda, a proibição da substância para uso doméstico e jardinagem. A ingestão diária aceitável do produto deixa de ser de 0,03 miligramas por quilo (mg/Kg) de peso corpóreo/dia, passando para 0,0008 mg/kg.

Quanto à aplicação, a Anvisa proibiu que seja feita de forma manual ou por meio de bombas penduradas nas costas de quem aplique o produto.

As restrições de uso desses dois ingredientes ativos de agrotóxicos é baseado em estudos que apontam para graves danos de saúde relacionados ao uso dessas substâncias. Por este motivo, tanto o acefato como o Endosulfan já foram banidos em vários países do mundo.

No Brasil, os agrotóxicos à base dessas duas substâncias ainda poderão continuar sendo utilizados pelo prazo de 60 dias. Durante esse prazo, a Anvisa aceita contribuições para as consultas públicas abertas para fazer uma revisão dos dados toxicológicos dos produtos. As contribuições podem ser feitas pelo site da Anvisa ou pelo e-mail toxicologia@anvisa.gov.br.

Reportagem de Pedro Peduzzi, da Agência Brasil, 08/09/2009.

 

Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): AGROTOXICOS Tags:
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