22/11/2009 - 11:30
Flexibilização’ do Código Florestal: Um salto de 8 mil anos para trás, artigo de Marcos Sá Corrêa
[O Estado de S.Paulo] Quem acha que os políticos brasileiros têm visão de curto prazo não conhece o deputado Luiz Carlos Heize. Ele é gaúcho, engenheiro agrônomo, fazendeiro e abarca na vida pública um horizonte mais vasto que o dos campos de soja em seu Estado, pelo menos quando se trata de desmontar o Código Florestal.
O código caiu nas mãos calejadas dos ruralistas. E vai sendo levado para o abate pelo cabresto da comissão especial que prepara sua reforma na Câmara dos Deputados, o que deu a Heize a oportunidade de provar que enxerga longe, sobretudo os assuntos mais próximos de seus interesses pessoais. Ele acredita que o Código Florestal – como a soja transgênica, que o deputado defende – é essencialmente um produto importado.
Está no Brasil para semear a ideia de “que os trouxas aqui têm de preservar, depois que a Europa, há 8 mil anos, já desmatou o que tinha”. Isso é que se chama visão histórica. Ou melhor, pré-histórica. A última palavra da política brasileira em matéria de competição internacional desabrochou na oratória de um deputado que, não faz muito tempo, mal conseguia avistar, do alto de seu terceiro mandato, o que acontecia no País quando ele tinha cerca de 15 anos.
Naquele tempo, o Congresso aprovou o Código Florestal. Era o segundo que o Brasil fazia para depois não usar. O primeiro, então ultrapassado, datava de 1934. E continuava mais virgem do que as florestas que tentou manter. Legisla-se há 75 anos sobre a conservação de matas no Brasil, sem contar as ordenações portuguesas e outras velharias nacionais que nunca pegaram. Tudo com base na suposição de que as matas são bens públicos, mesmo se estão em terras privadas.
Um deputado capaz de ver o que aconteceu no Velho Mundo há 8 mil anos deveria ser capaz de perceber o que houve no Brasil uns 44 anos atrás. Mas não. Ele deve estar precisando de óculos para perto, porque outro dia se surpreendeu com o decreto nº 6.686, que, com quase meio século de atraso e considerável desconto em várias cláusulas, ameaça pôr em prática o que os autores do código de 1965 puseram no papel sobre reservas legais.
Heize reagiu ao decreto com espanto: “Se já não bastassem as inúmeras dificuldades enfrentadas pelos agricultores para sobreviver no campo, agora querem que cada um destine 20% de suas terras para preservação.” Seu “agora querem” soa mais anacrônico que seus “8 mil anos”.
Pena que não dê para embarcá-lo numa viagem parlamentar, com tudo pago, ao mundo de 8 mil anos atrás. Ele visitaria magníficas ruínas de florestas primevas, até mesmo no Crescente Fértil, onde a agricultura nascente, com ajuda das mudanças climáticas, começava a plantar o atual deserto. Não foi à toa que foi ali a expulsão do paraíso. No caso, o paraíso das florestas de carvalho que cobriam as margens do Eufrates.
Havia queimadas para brasileiro nenhum botar defeito. “Em cada temporada de plantio, espessas fumaças cinzentas se misturavam às chamas saltitantes no embaçado céu azul”, conta o antropólogo Brian Fagan sobre a chegada da civilização neolítica à Europa. E Heize poderia se hospedar em cavernas tão sufocadas de fumaça que “pulmões enegrecidos são comuns em corpos mumificados” daquela época, segundo o historiador John McNeill.
A receita do progresso que Heize advoga está pronta. Para tentar de novo, basta regar com suor e tragédias por 8 mil anos. E, mais dia, menos dia, chegaremos aonde o mundo está.
Marcos Sá Corrêa é jornalista e editor do site O Eco www.oeco.com.br)
* Artigo originalmente publicado no O Estado de S.Paulo.
EcoDebate, 24/10/2009
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04/11/2009 - 07:45
Agrotóxicos: estudos recomendam a proibição de duas substâncias A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou o banimento de uso, em todo país, do ingrediente ativo endossulfam, agrotóxico utilizado no cultivo de algodão, cacau, café, cana de açúcar e soja. A indicação, publicada na Consulta Pública 61, nesta sexta-feira (4), prevê, ainda, a suspensão da importação e do registro de novos agrotóxicos a base dessa substância. Já para o ingrediente ativo acefato, a Consulta Pública 60 da Agência, também desta sexta-feira (4), apontou para a proibição imediata de uso nas culturas de amendoim, batata, brócolis, citros, couve, couve-flor, cravo, crisântemo, feijão, fumo, melão, pimentão, repolho, rosa e tomate. O acefato só poderá ser usado em algodão e soja, até a data de 31 de outubro de 2013. A Anvisa também recomendou a proibição de uso doméstico e em jardinagem do acefato e restringiu a ingestão diária aceitável do produto de 0,03 mg/Kg de peso corpóreo/dia para 0,0008 mg/kg de peso corpóreo/dia. Essa substância não poderá ser aplicada de forma manual e costal (bombas nas costas). As restrições de uso desses dois ingredientes ativos de agrotóxicos é baseado em estudos que apontam para graves danos de saúde relacionados ao uso dessas substâncias. Além disso, o acefato e endossulfam já foram banidos em vários países do mundo. Problemas relacionados às substâncias Substâncias Países em que estão banidos Problemas relacionados Acefato Comunidade Européia neurotoxicidade, suspeita de carcinogenicidade e de toxicidade reprodutiva e a necessidade de revisar a Ingestão Diária Aceitável Endossulfam Comunidade Européia Índia (só está autorizada a produção do agrotóxico) Burkina Faso Cabo Verde Gâmbia Mali Mauritânia Nígeria Senegal Argentina dentre outros países alta toxicidade aguda, suspeita de desregulação endócrina e toxicidade reprodutiva Consultas Públicas Até o final das Consultas Públicas, que ficam abertas por 60 dias, os agrotóxicos a base de acefato e endossulfam podem continuar a ser utilizados. A revisão dos dados toxicológicos e a conseqüente continuidade ou não do registro somente pode ocorrer durante o processo de reavaliação. As contribuições às Consultas Públicas 60 e 61 podem ser feitas pelo site da Anvisa http://www.anvisa.gov.br/scriptsweb/cons…, pelo e-mail toxicologia at anvisa.gov.br, pelo fax (61) 3462 – 5726 ou pelo endereço Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Gerência-Geral de Toxicologia, SIA, Trecho 5, Area Especial 57, Lote 200, Brasília, DF, CEP 71.205.050. Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
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30/10/2009 - 18:20
RS Urgente, Oct 27th, 2009
Por Alejandro Nadal (*)
Um fantasma percorre os campos do Chaco, norte da Argentina. Após meses de investigação e acaloradas disputas, confirmou-se a existência de uma variedade de sorgo (Sorghum halepense – também conhecido no Brasil como capim Massambará, Pasto Russo ou Erva de São João) resistente ao herbicida glifosato, na província de Salta. É o primeiro caso de uma variedade de sorgo resistente ao glifosato desde que esse herbicida começou a ser usado no mundo, há três décadas. A difusão desta erva daninha através das colheitadeiras que circulam por todos os lados após cada safra não é um bom augúrio. A presença do sorgo resistente ao glifosato já foi reconhecida pelo principal organismo encarregado de vigiar as ervas daninhas resistentes a herbicidas www.weedscience.org). Essa descoberta é um pesadelo que se tornou realidade para os produtores de soja transgênica. É também uma lição para a Sagarpa (organização mexicana de proteção fitossanitária), que acaba de autorizar ilegalmente as primeiras plantações experimentais de milho transgênico no México. É o primeiro passo no caminho para autorizar a plantação comercial e consolidar a liberação do milho geneticamente modificado no México, centro de origem deste cultivo de importância mundial. Vamos por partes. O Sorghum halepense é uma das dez principais ervas daninhas que afetam a agricultura de climas temperados. É uma erva daninha perene, dotada de grande capacidade de reprodução e sobrevivência ao controle por meios mecânicos. A ironia é que em muitos países, incluindo a Argentina, foi introduzido como uma espécie forrageira, por sua alta produtividade e capacidade de adaptação. Em poucos anos, converteu-se em uma praga cujo combate com agentes químicos teve grandes custos para os agricultores e para a biodiversidade. Na luta contra essa “erva daninha perfeita” vinha se usando o glifosato, herbicida de amplo espectro que destrói, em plantas superiores, a capacidade de sintetizar três aminoácidos essenciais. É o herbicida seletivo de maior venda no mundo e sua expansão acelerou-se com os cultivos transgênicos como os da soja Roundup Ready, da Monsanto, geneticamente modificada para aumentar sua resistência ao glifosato. Hoje, a soja transgênica é plantada em cerca de 18 milhões de hectares na Argentina. Esse cultivo transformou a paisagem rural do pampa, transtornando as relações sociais que permitiam a pequena agricultura e abrindo as portas para o agronegócio em grande escala. As exportações de soja são o principal sustento da política fiscal Argentina: 18% da receita fiscal total vêm do imposto sobre as vendas de soja ao exterior. Mas o colapso desta bolha da soja é uma questão de tempo. A aparição do sorgo resistente ao glifosato é só um aviso. A soja transgênica usa um pacote tecnológico de plantio direto (ou lavragem mínima), onde se deixa o mato cobrir a terra para protege-la da chuva e do vento. Isso reduz os riscos de erosão, mas deve ser acompanhado de um incremento no uso de herbicidas. Esse tipo de cultivo está associado a um crescimento espetacular do uso destes insumos: em apenas dez anos, o consumo de glifosato passou de 15 a 200 milhões de litros. O resultado, no final do caminho, era de se esperar: cedo ou tarde, apareceriam espécies resistentes às estratégias desenhadas e implementadas por este modelo de agricultura comercial. Com a difusão do pacote tecnológico da soja transgênica, essa resistência apareceria mais rapidamente, pois o processo de co-evolução (que, no fundo, é o que rege esse fenômeno) iria se acelerando. É o que acontecerá também com o milho transgênico cujo plantio está sendo autorizado agora no México. A aparição de insetos resistentes à toxina produzida nos cultivos transgênicos Bt é uma questão de tempo. Ainda não há registro de grandes populações resistentes à toxina Bt, mas em parte isso se deve à estratégia que consiste em deixar refúgios de plantas não transgênicas nas áreas plantadas. Nos Estados Unidos, essa prática tem sido acompanhada pelo uso complementar de inseticidas. Mas a advertência de ecólogos e agrônomos segue vigente: essas estratégias só retardam o processo de aparição de insetos resistentes ao Bt, não o detém. O cultivo de milho transgênico no México aumentará a probabilidade de surgimento de populações de insetos resistentes ao Bt em um menor espaço de tempo. Esse não é o único problema, mas o exemplo do sorgo na Argentina é um sinal que não devemos ignorar. A trajetória tecnológica dos cultivos geneticamente modificados nos conduz a um beco sem saída. É claro que, para as empresas e seus cúmplices no governo, este é um bom instrumento para tornarem-se donas do campo, transformando-o em seu espaço de rentabilidade. Para a Sagarpa e o governo (falando aqui do caso mexicano) nada deve se interpor entre as companhias transnacionais e a rentabilidade, nem sequer a débil legislação sobre biossegurança que foi desenhada para servir aos interesses dessas mesmas empresas. (*) Alejandro Nadal é economista, professor pesquisador do Centro de Estudos Econômicos, no Colégio do México. Colaborador do jornal La Jornada, onde este artigo foi publicado originalmente dia 20 de outubro.
Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): AGROTOXICOS
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25/10/2009 - 13:03
‘Flexibilização’ do Código Florestal:
Um salto de 8 mil anos para trás
Artigo de Marcos Sá Corrêa admin legislação ambiental *
[O Estado de S.Paulo]
Quem acha que os políticos brasileiros têm visão de curto prazo não conhece o deputado Luiz Carlos Heize. Ele é gaúcho, engenheiro agrônomo, fazendeiro e abarca na vida pública um horizonte mais vasto que o dos campos de soja em seu Estado, pelo menos quando se trata de desmontar o Código Florestal. O código caiu nas mãos calejadas dos ruralistas. E vai sendo levado para o abate pelo cabresto da comissão especial que prepara sua reforma na Câmara dos Deputados, o que deu a Heize a oportunidade de provar que enxerga longe, sobretudo os assuntos mais próximos de seus interesses pessoais. Ele acredita que o Código Florestal – como a soja transgênica, que o deputado defende – é essencialmente um produto importado. Está no Brasil para semear a ideia de “que os trouxas aqui têm de preservar, depois que a Europa, há 8 mil anos, já desmatou o que tinha”. Isso é que se chama visão histórica. Ou melhor, pré-histórica. A última palavra da política brasileira em matéria de competição internacional desabrochou na oratória de um deputado que, não faz muito tempo, mal conseguia avistar, do alto de seu terceiro mandato, o que acontecia no País quando ele tinha cerca de 15 anos. Naquele tempo, o Congresso aprovou o Código Florestal. Era o segundo que o Brasil fazia para depois não usar. O primeiro, então ultrapassado, datava de 1934. E continuava mais virgem do que as florestas que tentou manter. Legisla-se há 75 anos sobre a conservação de matas no Brasil, sem contar as ordenações portuguesas e outras velharias nacionais que nunca pegaram. Tudo com base na suposição de que as matas são bens públicos, mesmo se estão em terras privadas. Um deputado capaz de ver o que aconteceu no Velho Mundo há 8 mil anos deveria ser capaz de perceber o que houve no Brasil uns 44 anos atrás. Mas não. Ele deve estar precisando de óculos para perto, porque outro dia se surpreendeu com o decreto nº 6.686, que, com quase meio século de atraso e considerável desconto em várias cláusulas, ameaça pôr em prática o que os autores do código de 1965 puseram no papel sobre reservas legais. Heize reagiu ao decreto com espanto: “Se já não bastassem as inúmeras dificuldades enfrentadas pelos agricultores para sobreviver no campo, agora querem que cada um destine 20% de suas terras para preservação.” Seu “agora querem” soa mais anacrônico que seus “8 mil anos”. Pena que não dê para embarcá-lo numa viagem parlamentar, com tudo pago, ao mundo de 8 mil anos atrás. Ele visitaria magníficas ruínas de florestas primevas, até mesmo no Crescente Fértil, onde a agricultura nascente, com ajuda das mudanças climáticas, começava a plantar o atual deserto. Não foi à toa que foi ali a expulsão do paraíso. No caso, o paraíso das florestas de carvalho que cobriam as margens do Eufrates. Havia queimadas para brasileiro nenhum botar defeito. “Em cada temporada de plantio, espessas fumaças cinzentas se misturavam às chamas saltitantes no embaçado céu azul”, conta o antropólogo Brian Fagan sobre a chegada da civilização neolítica à Europa. E Heize poderia se hospedar em cavernas tão sufocadas de fumaça que “pulmões enegrecidos são comuns em corpos mumificados” daquela época, segundo o historiador John McNeill. A receita do progresso que Heize advoga está pronta. Para tentar de novo, basta regar com suor e tragédias por 8 mil anos. E, mais dia, menos dia, chegaremos aonde o mundo está. Marcos Sá Corrêa é jornalista e editor do site O Eco www.oeco.com.br) * Artigo originalmente publicado no O Estado de S.Paulo. EcoDebate, 24/10/2009 Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário do Portal EcoDebate Caso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta utilizar o formulário abaixo. O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.
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24/10/2009 - 16:01
O ESTADO DE SÃO PAULO
Suplemento ALIÁS
Domingo, 18 de outubro de 2009
Políticas fundiárias que atravessem o séc. 21 terão de plantar e semear o tema da sustentabilidade
Marcelo Pedroso Goulart*
O padrão de produção agrícola hegemônico no Brasil descende da 2ª Revolução Agrícola e baseia-se no tripé latifúndio, monocultura e agroquímica. Causa graves impactos socioambientais: a redução da biodiversidade pelo desflorestamento para a implantação da monocultura, a contaminação das águas e do solo por meio do uso excessivo de agrotóxicos, o uso intensivo de água, a compactação do solo em razão do tráfego de máquinas pesadas, o assoreamento dos corpos d”água devido à erosão do solo em áreas de renovação de lavoura, o lançamento de gases tóxicos e materiais particulados na atmosfera durante a queima de pastos, de florestas e da palha da cana-de-açúcar, a pressão sobre os cerrados e as florestas tropicais decorrentes da expansão forçada da fronteira agrícola para a produção de alimentos, a superexploração do trabalho, desemprego, intensa migração nos períodos de safra, êxodo rural, aumento dos conflitos fundiários e uma urbanização caótica. Concentra a propriedade da terra, com a incorporação dos pequenos e médios imóveis rurais pela grande empresa agrícola monocultora. E, ao concentrar propriedade, também concentra renda, riqueza e poder político.
Os beneficiários desse modelo predatório de agricultura determinam a pauta dos centros de difusão ideológica, produzindo uma espécie de pensamento único para o campo. É um modelo que não se coaduna com as sociedades democráticas: por isso é preciso mudá-lo. As forças sociais progressistas exigem uma agricultura sustentável que seja ecologicamente equilibrada, economicamente viável, socialmente justa e culturalmente apropriada. O novo modelo pressupõe a diversificação de culturas, a utilização racional dos recursos naturais e a mínima produção de impactos prejudiciais ao ambiente. Deve proporcionar retornos econômicos ao produtor, amoldar-se às características históricas e culturais do povo e garantir soberania e segurança alimentar, contribuindo para a erradicação da pobreza.
A implementação desse padrão de produção agrícola passa necessariamente pela mudança da estrutura fundiária, com a desapropriação dos grandes imóveis rurais que não cumprem sua função social. Impõe, portanto, a execução de uma política de reforma agrária séria e consequente.
A base jurídica dessa política está na Constituição Federal, que proclamou o direito fundamental à propriedade, a garantir a universalização do acesso à terra. Mais: nossa Lei Maior condiciona a proteção jurídica da relação de propriedade e da posse ao cumprimento da função social. Isso quer dizer que sobre a relação de propriedade incide o interesse de proteção do sujeito-proprietário, mas também incide o interesse difuso da sociedade em obter benefícios sociais decorrentes do cumprimento da função social.
A função social do imóvel rural é constituída por elementos de natureza econômica (aproveitamento racional e adequado), ambiental (utilização adequada dos recursos naturais e preservação do meio ambiente) e social (observância das normas que regulam as relações de trabalho e exploração que favoreça o bem-estar dos trabalhadores). A relação de propriedade que tenha por objeto o imóvel rural deve garantir, no seu desenvolvimento, a observância simultânea de todos os seus elementos, sob pena de, desatendendo a um deles, descumprir a função social, deslegitimar-se politicamente e perder a proteção jurídica. Por isso, o grande imóvel rural que não está cumprindo a função social é suscetível de desapropriação para fins de reforma agrária. Ainda que a produtividade, do ponto de vista estritamente econômico, esteja presente, o imóvel rural poderá ser desapropriado se descumprido um dos demais requisitos caracterizadores da função social.
Em tempos de aquecimento global e de riscos concretos de destruição do planeta, a temática ecológica apresenta-se como fator determinante das políticas agrícola e agrária e, portanto, deve orientar com primazia a avaliação do cumprimento da função social do imóvel rural. A degradação ambiental – seja ela provocada pelo mau uso dos recursos naturais ou pela não preservação do meio ambiente – produz evidentes prejuízos ao aproveitamento racional e adequado da terra. Há, portanto, vinculação entre os elementos econômico e ambiental da função social, sendo impossível dissociá-los.
Inicia-se neste país um movimento promissor que busca as desapropriações para fins de reforma agrária dos imóveis rurais que apresentam elevado passivo ambiental. Partindo dessa premissa e no diálogo entre a luta social e atuação institucional, estão em fase de implantação, em áreas desapropriadas da região de Ribeirão Preto, SP, assentamentos de novo tipo cujas bases são construídas democraticamente entre assentados, Incra e Ministério Público e consolidadas em planos de desenvolvimento sustentável e compromissos de ajustamento de conduta que, entre outras coisas, preveem: o tratamento conjunto dos fatores econômico, sociocultural e ambiental, a organização coletiva e cooperada da produção em sistemas agroecológicos, o controle biológico de pragas e doenças, a produção orgânica de alimentos, a destinação de 35% da área total do imóvel para reserva legal, a recomposição arbórea das áreas ambientalmente protegidas e medidas protetivas da área de afloramento e recarga do Aquífero Guarani.
Uma reforma agrária determinada pelo fator ambiental é o paradigma que se apresenta para o século 21. É preciso que o governo cumpra sua parte, destinando recursos para sua efetiva implementação.
*Promotor de Justiça no Estado de São Paulo e ex-presidente do Movimento do Ministério Público Democrático
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19/10/2009 - 09:03
As árvores e o Centro
De novo os técnicos da Prefeitura querem cortar árvores sem que seja preciso. As árvores do Centro proporcionam sombra e ajudam a ter uma cidade mais verde.
A justificativa do problema das raízes tem mais a ver com a péssima qualidade das calçadas do que com as árvores. A reforma do Centro deveria respeitar as poucas árvores que Joinville tem. Será que preservar não deve ser um exemplo? Qual o exemplo que queremos deixar para nossos filhos?
Dario Bergemann
Joinville
19 de outubro de 2009. | N° 559AlertaVoltar para a edição de hoje
CRÔNICA jornal a noticia
Chega de cinza
Começa a ficar preocupante a fixação que os técnicos do Prefeitura de Joinville têm com as árvores. Parece que não podem ver nenhuma árvore um pouco mais frondosa que já vai dando neles uma alergia e precisam, por meio de um projeto de requalificação, sair cortando.
Os motivos alegados são os estragos que as raízes provocam nas calçadas. Na verdade, se a própria Prefeitura informa que em mais de 12 anos nenhuma manutenção foi feita, nem nas árvores, nem nas calçadas, parece que não são as árvores que devem ser cortadas, e, sim, algumas cabeças pensantes.
Roberto Burle Marx, que neste ano faria cem anos, nos deixou grandes projetos de paisagismo. Sorte dele que não precisou lidar com a sabedoria de alguns dos técnicos e planejadores da nossa cidade. Nos projetos de Marx, uma constante sempre foi o espaço público, a priorização do pedestre, largas calçadas multicoloridas são a sua marca registrada tanto em Copacabana quanto no projeto do Byscaine Boulevard em Miami; na praça do Povo de Berlim; ou nos jardins das Torres Petronas, na Malaysia. As calçadas dos projetos, apesar de terem já mais de 40 anos, em alguns casos, mostram um estado invejável, as cores dos pisos se mantêm vivas e originais, seguras e as árvores mantidas e podadas.
Aqui, temos optado ao longo do tempo por diversas soluções, primeiro um petit pavê, mal colocado, que parece se diluir com o passar dos anos, feito com desenhos infantiloides representando bicicletas, casinhas de enxaimel e flores estilizadas.
Agora, a opção imposta são os pavers de concreto, que os técnicos propõem que sejam utilizados num desenho simplista que imita durante breves meses um jogo impossível de amarelinha, em cores que só são visíveis na tela do computador ou nas imagens fantasiosas que a Prefeitura divulga, para iludir a uns e convencer a outros. Cores irreais que desbotam e perdem a intensidade com tanta velocidade que as praças que a Prefeitura pavimentou no final do ano já perderam a cor. E o cinza passa a ser a cor dominante das nossas calçadas e das cabeças dos nossos planejadores de plantão.
Por citar um exemplo, na rua Rolf Colin, um empreendimento comercial que prima pela qualidade dos seus espaços e acabamentos, embarcou nesta ideia de utilizar a calçada ideal, título que pomposamente recebe a proposta de “pavementar” toda a cidade. O aspecto que em pouco tempo a calçada oferece é triste, as cores sumiram e o cinza tomou conta, do mesmo modo que a mediocridade invadiu as nossas ruas.
comentariosdejoinville.blogspot.com
JORDI CASTAN | Paisagista em Joinville
Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): Notícias
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19/10/2009 - 08:46
19 de outubro de 2009. |
ARTIGO DE A NOTÍCIA N° 559
O tema “recuperação do Centro urbano” tem pautado muitas discussões em Joinville. A efervescência é positiva. Mesmo que as discussões muitas vezes não venham baseadas em elementos técnicos, e sejam desprovidas de uma visão global do problema, a mobilização é válida para gerar interesse e começar a estruturar uma postura social frente ao problema. Claro que todos ficam apreensivos em momentos como esse, pois se preocupam com o desenvolvimento de Joinville e sabem como, habitualmente, tratamos nossos assuntos urbanos. Apreensivos e com medo de que, como em tantos outros casos, a demora em adotar ações práticas acabe transformando a efervescência no tipo mais perigoso de calmaria: o do conformismo.
A intenção não é “fazer um levante” contra o poder público ou contra a burocracia que ancora as melhores iniciativas. O poder público tem uma boa parcela de contribuição nesse cenário, mas é importante avaliar a participação dos cidadãos, enquanto sociedade organizada, e pensar por que deixamos as questões urbanas e de convivência social em segundo plano, ou as adiamos eternamente.
Para contextualizar, há pontos que merecem atenção: a situação das calçadas, tão debatida há tanto tempo; os parques urbanos, elementares para a qualidade de vida; e a via gastronômica, que deve priorizar o pedestre e contar com a execução da reformulação urbana completa para cumprir seu papel original de espaço de convivência social de toda a família.
Há a necessidade de organização social e de encarar responsabilidades além do pagamento de impostos para que temas importantes sejam tratados como tais, e para que as ações de revitalização do Centro sejam definitivas. Todos devem ter consciência da relevância das questões urbanas. Lógico que o povo precisa de melhorias na saúde, na segurança e na distribuição de renda, por exemplo. Porém, por meio de uma visão mais sistêmica, é possível compreender que todas essas prioridades estão entrelaçadas, e têm relação com o espaço em que vivemos.
A recuperação do centro urbano de Joinville interferirá na economia, na segurança, no turismo e na educação. O espaço já é provido de toda a infra-estrutura, desde instalações até transporte, mas tende a ficar abandonado. No Brasil, há experiências positivas desse tipo de intervenção. O trabalho feito em Vitória/ES, por exemplo, é interessante, pois, ao contrário da diretriz geralmente adotada, segundo a qual se procura inserir o Centro em um cenário competitivo atraindo novos investimentos – o que acaba excluindo quem sempre esteve naquele lugar –, optou-se por reapropriar o espaço de acordo com suas características locais e seu público usual, revitalizando, de fato, toda a área.
Joinville tem muita capacidade, e os joinvilenses têm muito poder de realização: basta olhar a história da cidade para se certificar disso. Porém, conhecendo a história, é necessário olhar para o futuro. E o futuro acena com cidades que precisarão se reestruturar. Espaços de convivência, centros urbanos, vias públicas, todos esses temas serão imprescindíveis para avaliar a qualidade de vida da população e o potencial da cidade. Estamos preparados?
*Sócio da Spazio Atelier de Arquitetura, de Joinville
Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): opinião
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18/10/2009 - 18:00
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A prefeitura Municipal de Joinville, cada vez que seus profissionais falam em cortar arvores a população de Joinville se arrepia.
O assunto deveria ser dicustido no Conselho da Cidade, para isso que foi organizado.
O engenheiro PRESIDENTE DO IPUJ, não esta dando ao conselho da cidade o devido dinamismo que motivou mais de 500 pessoas a participar ativamente, demonstrando cidadania jamais vista em Joinville. Esse é tema para o CONSELHO DA CIDADE.
Para que a cidadania participe dessa decisão unilateral de destruição do que outros plantaram e construiram, algumas alternativas, diferentes das atuais que são logicamente para aumentar o lucro dos associados do CDL, necessariamente devem ser propostas.
AÇÃO POPULAR - Eu e o Adv. ex-presidente da APREMA-SC Marcos Schettert movemos ação popular para impedir o corte das Figueiras da Fabril Leppper. Surtiu efeito. Ainda estão lá.
Ação popular podera ser requerida por qualquer cidadão através de um advogado para impedir o corte das árvores da Rua 15 em Joinville. Poderá ser requerido ao Juiz, que não permita o corte sem que haja discussão PREVIA com a cidadania. São foros legitimos para discutir esse projeto que sera feito com o dinheiro do contribuinte: o CONSELHO DA CIDADE, COMDEMA e a Camara de Vereadores.
No caso dessa estirpação das arvores da rua Quinze em Joinville, deveremos ter a clareza que o CDL está advogando em causa própria para aumentar os lucros das lojas. Dizem esses senhores comerciantes, que as arvores atrapalham, por que as raízes estão quebrando tudo, que as folhas estão sujando na frente das lojas, que os galhos e as folhas estão cobrindo os luminosos, que precisam varrer os passeios, e por ai vai a fora essa choradeira manhosa de quem não vê o lado positivo para a cidadania.
As árvores pedem espaço
O espaço inteligente para as árvores que são seres vivos tambem, se consegue com apoio de engenheiros, arquitetos que são cidadãos voltados com para o interesse coletivos. Existem soluções inteligentes. Vejamos as vantagens para o cidadão:
Na rua Quinze, nos 120 dias de verão forte que temos em joinville entre Novembro e março, a quadra entre a rua do Principe e João Colin, oferece sombra para 100 carros em regime de rotação ao dia. Trata-se de beneficio inquestionável ao multiplicarmos por 120 dias e teremos 12.000 veiculos beneficiados. Se calcularmos a temperatura amena que essas arvores patrocinam aos lojistas nesse mesmo periodo, veremos que as lojas que tem passeios protegidos dos perigosos raios ultra violeta que causam câncer, são as mais visitadas e o conforto termico que as sombras das arvores promovem é notado na economia do ar condicionado.
Abaixo assinado
Um abaixo assinado coletando assinaturas nas empresas, escolas, universidade certamente surtirá efeito e impacto favorável as árvores. O CDL tem feito papel de MAU CARATER em Joinville, a ultima encenação foi para impedir as vias preferenciais para o transporte urbano. So pensam com o bolso deles. Agora querem por enfeites de natal nas ruas e as arvores estão atrapalhando. O Raulino do CDL que me desculpe, esta totalmente equivocado.
POVO NA RUA
Uma bem orquestrada campanha poderá colocar o povo na rua. O programa do Nilson Gonçalves, do PSDB podera movimentar o povo para a Rua Quinze sem duvida. O jornalista José Eli Francisco, que tem um dos bons programas de TV a cabo na cidade, poderá tambem abraçar a causa, pois foi um dos idealizadores da campanhas uma Joinville arborizada com Ipês Amarelos.
Esse programa realizado em parceria com a CAMARA JUNIOR DE JOINVILLE, apresentou um sucesso que ultrapassa as divisas do Estado.
Os vereadores comprometidos com a qualidade de vida dos seus eleitores e os contribuintes - e que tem recursos fartos para tal – poderão mostrar um movimento cidadão pela proteção das arvores publicas em respeito ao povo da cidade.
QUESTIONAMENTOS:
Quanto dinheiro foi e vai ser gasto com essas “revitalizações”? Cada novo prefeito quer fazer e colocar sua marca registrada em projetos intempestivos sem consulta publica. É isso que o povo deseja e pode pagar? Ou a democracia desses senhores vem de outro pais?
Querems esse novos passeios com o uso de PAVER? Por que ? Ha fortes suspeitas da mafia do PAVER agindo em centenas de cidades brasileiras. Uma febre esquisista. O que se precisa confirmar é de que forma se orquestram os fabricantes com as licitações de PAVER para tantas e tantas prefeituras. Ha casos que foram identificados proprietarios dessas fabricas de PAVER, ex-vereadores, amigos de vereadores e de prefeitos. Trata-se de um projeto de milhões de reais.
Pouco inteteressa aos prefeitos a qualidade desse PAVER, sua durabilidade, o desgaste pelo uso. Os certificação provando a boa qualidade desses tijolos coloridos, devem ser expostos pelas autoridades. garantindo que terao media duração. O PAVER colocado na administração anterior em Joinville, mostra está desbotado, quebrado, gasto, torto, afundado, entre outros requisitos técnicos negativos, que na compra licitada não constou como garantia de bom produto.
Peit Pavé x PAVER
Tirar das calçadas o PETIT PAVÉ é um crime contra o caixa do contribuinte. Esse tipo de revestimento de passeios, permite que seja remanejado e renovado, utilizando-se o mesmo material sem que perca a qualidade e a beleza.
Se existem problemas com as raizes da arborização pública, retiramos as pedrinhas brancas e negras, colocamos mais material de base, subimos o nivel, cobrimos as raizes e recolocamos o PETIT PAVÉ. Trata-se de respeito ao dinheiro publico, amor às arvores e respeito para o contribuinte.
O lojista tem no passeio a extensão de sua loja. Deverá tomar conta dele para que fique sempre limpo, bem tratado, e com manutenção permanente. A calçada diante das lojas, diz exatamente que cara quetem o lojista que visa semopre o lucro. O minimo que o lojista deveria fazer é cuidar do passeio. Infelizmente é o que não se tem visto. Temos arremedos, como que mostro agora.
É muito triste a falta de cuidados para com os passeios.
Prefeitura e lojistas, deixam o passeio ficar em estado deploravel, perigoso aos transeuntes. Quando não consegue mais atrair clientes, quer que o poder publico invista na frente de sua lojinha. Ai propõe projetos faraônicos apresentado por tecnicos pagaos pelo Contribuinte projetos estes que não se sintonizam com a cultura local.
Temos muito de cidadania a aprender em Joinville. O clube de diretores lojistas precisa antes de tudo a ser solidário com a sombra, com as arvores, com a qualidade de vida, a segurança e bem estar dos transeuntes, seus veiculos e nossos turistas.
Não temos bancos suficientes na rua Quinze e em lugar nenhum em Joinville, uma cidade onde a terceira idade esta sendo impedida de circular e de permanecer nas ruas centrais. Trata-se de um publico importante de consumidores que precisam destes requisitos e que o CDL sequer imagina que exista.
Não nos possamos esquecer que a INTERNET é a nossa maior aliada. Bem que poderemos mostrar os nomes e as caras dos que não valorizam a cidadania, pessoas que não tem qualquer compromisso com a cidade – quando entrevistada oferece palpites totalmene descabidos e a imprensa, vai divulgando esses desatinos de pessoas que nunca pagaram um IPTU na cidade.
Gert Roland Fischer – membro do conselho da cidade de Joinville.
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Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): UTILIDADE PUBLICA
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09/10/2009 - 07:35
Fiscalização apreende 1 milhão de litros de agrotóxicos na Syngenta
Brasília, 5 de outubro de 2009 – 9h50
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou cerca de 1 milhão de litros de agrotóxicos com irregularidades e adulterações, na fábrica da empresa Syngenta, de origem suíça, em Paulínia (SP). Os problemas foram encontrados após fiscalização da Agência, realizada na última semana.
Após três dias nas instalações da maior empresa em vendas de agrotóxicos no Brasil e no mundo no ano de 2008, a equipe da Anvisa encontrou várias irregularidades na importação, produção e comércio de produtos agrotóxicos. A ação contou com apoio da Polícia Federal.
Do total de produtos interditados, 600 mil kg correspondiam a agrotóxicos e componentes com datas de fabricação e de validade adulteradas. Esses produtos não poderão ser utilizados ou comercializados até que se restituam as datas verdadeiras de produção e de validade.
A empresa também foi autuada por destruição total das etiquetas de identificação de lote, data de fabricação e de validade do agrotóxico Flumetralin Técnico Syngenta, igualmente interditado. Vários lotes do mesmo produto também foram interditados por apresentarem certificado de controle de impurezas sem assinatura, data da sua realização ou com data de realização anterior à produção do lote analisado.
O controle de impurezas toxicologicamente relevante no Flumetralin Técnico é obrigatório uma vez que tais impurezas são reconhecidamente carcinogênicas e capazes de provocar desregulação hormonal. Também foram interditados todos os lotes do produto PrimePlus, formulados com os lotes interditados do Flumetralin Técnico.
Outro produto técnico interditado com o certificado de análise insatisfatório (sem assinatura e sem a quantidade real de ingrediente ativo) foi o Score Técnico. Já o agrotóxico Verdadeiro 600 teve as embalagens interditadas por confundir o agricultor quanto ao perigo do produto. Apesar de ser da classe toxicológica mais restritiva, as cores dos rótulos do referido agrotóxico induziam o agricultor a concluir que o produto poderia ser pouco tóxico.
A Syngenta também foi autuada por venda irregular do agrotóxico Acarmate (Cihexatina). A fiscalização da Anvisa identificou que o produto, com venda restrita ao estado de São Paulo, era comercializado para outros estados.
A empresa foi notificada, ainda, a efetuar alterações no sistema informatizado que possui de modo que seja possível controlar efetivamente, lote a lote, a quantidade dos componentes utilizados nos Produtos Formulados. Dentro de 30 dias, a empresa está sujeita a nova fiscalização para verificação do cumprimento das condições estabelecidas na notificação.
As infrações encontradas podem ser penalizadas com a aplicação de multas de até R$1,5 milhão e com o cancelamento dos informes de avaliação toxicológica dos agrotóxicos em que foram identificadas tais irregularidades. Em caso de possibilidade de outras infrações além das administrativas, a Anvisa encaminha representação à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal para possível investigação criminal.
Adulteração
Agrotóxicos são produtos com alto risco para saúde e meio ambiente e, por isso, sofrem restrito controle de três órgãos de governo: Anvisa, IBAMA e Ministério da Agricultura. Alterações na fórmula desses produtos aumentam significativamente as chances do desenvolvimento de diversos agravos à saúde como câncer, toxicidade reprodutiva e desregulação endócrina em trabalhadores rurais e consumidores de produtos contaminados.
Só este ano, a Anvisa já apreendeu, 5,5 milhões de litros de agrotóxicos adulterados. As fiscalizações ocorrem, principalmente, quando são identificados indícios de irregularidades nos produtos acabados.
Leia mais: Fiscalização apreende agrotóxicos adulterados na Bayer
Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
__._,_.___
Autor: fedulis@ig.com.br - Categoria(s): AGROTOXICOS
Tags:
06/10/2009 - 11:15
Data: 6/10/2009 13:17:04
Assunto: RE: Res: Re: Res: agBIOCONTROLES – Controle pragas.
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Bom André,
Não sei exatamente quais são as condições ambientais do entorno de sua casa e nem qual a espécie de mosquito que você se refere, contudo se você estiver se referindo aos conhecidos maruins e/ou borrachudos posso dar alguma ajuda. Sei que o Bti (Bacilus thuringiensis var. israelensis) controla essas espécies, embora já ocorram relatos de resistência ao produto por parte destas espécies. Existem formulações deste produto biológico no mercado, a questão é a forma, locais e frequência de aplicação que precisa ser feita com um certo esmero e precisão.
Também ouvi falar que a universidade da região de Joinville (UNIVILLE) lançará um produto biológico para controle destes insetos, com mais eficiência que o Bti, porém não posso precisar a data, acredito que nos próximos meses.
Atenciosamente
Engº Agrº Giampaolo B. Marchesini
Date: Fri, 2 Oct 2009 18:49:46 -0300
From:
gfischer.joi at terra.com.br
To:
andre at teltrix.com.br
Subject: Res: Re: Res: agBIOCONTROLES – Controle pragas.
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Caro André
Muriçoca e Maruim ( mais comum em regiões próximas aos manguezais ) são realmente um inferno. É de ficar louco quando atacam.
Passam pelas telas nas janelas e portas. Não tem como controla-los a não ser como vc esta fazendo com venenos, mas esses com o tempo
matam os aplicadores ou os deixam cronicamente com problemas.
Esse assunto deveria ser levado para a EPAGRI de Itajai, que tem fartos recursos do contribuinte e que tem profissionais que chegaram a ser PhDs,
muitos com a nossa ajuda pelo imposto que pagamos. Nada mais justo e ético que esses profissionais devolvam um pouco do que pagamos a eles.
Em determinadas regiões a ocorrencia desses micro-insetos é preocupante. Houve algum desequilibrio natural que causa essa proliferação.
Quem se alimenta desses insetos são beija-flores, andorinhas, cambacicas, e nada mais. Ha tambem libélulas que deles se alimentam.
Esse ano com chuvas acima da media, aumentam os criadouros que tem na umidade e o calor o habitat perfeito para se multiplicarem, ainda mais
quando não ha predadores.
Atualmente os inseticidas tipo “Durma bem”, ou as espirais verdes que uma vez acesas, ficam fumegando até terminarem o refil, são uma alternativa
todavia perigosa tambem, apesar da propaganda enganosa que oferecem os fabricantes contra as exigencias da ANVISA.
Como voce bem sabe, no Brasil ninguem, menos ainda os funcionarios publicos se dedicam com o compromisso desejado pelo contribuinte.
Então temos que sofrer.
Não sei o que mais lhe posso oferecer tecnicamente.
Estou passando essa mensagens para minha lista de eng. agronomos, sempre tem um ou outro que atende gentilmente os clamores da sociedade. Não espero todavia uma ajuda. Sei como são os meus colegas. Mas sempre tem uma alma boa que vem em nosso socorro.
Atenciosamente
Eng. Gert
f (47) 99858647
——-Mensagem original——-
Data: 30/9/2009 05:42:29
Assunto: Re: Res: agBIOCONTROLES – Controle pragas.
Prezado Sr. Gert bom dia,
Sim seria de caracter profissional, quero uma solução para acabar com as muriçocas que existem em minha residência, por mais que coloque uma proteção nas janelas, e fechemos tudo das 17:00 as 19:30, mesmo assim elas entram, quando existe uma grande quantidade uso veneno a base de agua vendido em supermercados, estou até adotando um produto que tem aqui chamado de sentinela, ele é um espiram que vem com uma base, você coloca fogo e ele passa uma media de 4 a 5 horas soltando uma fumaça para espantar as muriçocas, gostaria de ver uma solução mais eficaz para o problema de minha familia.
Estou até pensando em comprar aqueles repelentes eletrônicos, mas não sei se realmente funcionam.
Agradeço a atenção, aguardo retorno.
Gert roland Fischer wrote:
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Boa tarde Andre
sua solicitação tem carater profissional?
Se for, qual a prestação de serviços que deseja de nossa organização?
Temos projetos e soluções para suas preocupações.
Aguardamos retorno.
Eng. Gert Roland Fischer
(47) 99858647
——-Mensagem original——-
Data: 27/9/2009 14:29:18
Assunto: agBIOCONTROLES – Controle pragas.
Prezados boa tarde,
Encontrei seu site em uma pesquisa no google atrás de sistemas de irrigação para jardins, como achei muito interessante gostaria de saber se vocês trabalham com esse controle para diminuição de muriçocas, moro em uma residência que tem ao lado vários terrenos sem construção, e ainda passa um córrego perto, sofremos muito com a quantidade absurda de muriçocas, estou iniciando um jardim e queria saber quais mecanismos naturais teríamos para o combate dessa praga que apesar de não trazer doenças nos incomoda bastante.
Agradeço a atenção de vocês, aguardo retorno.
–
Atenciosamente,
André Luiz,
Especialista em Redes e Segurança
Perito em Computação Forense
NCA1 (Nettion Certified Administrator – Level 1)
8716-0133
E-mail: andre@teltrix.com.br
MSN: andre_alol@hotmail.com
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