dia 28 13 e pouco oh 14
Canso-me rapidamente de ter filhos ao vê-los correrem pelas cadeiras da paróquia. E as meninas, que apenas consigo ver gravidezes, choros e abandono. Ter menina me dói, assim que nasceste minha primeira filha e Sarah disse-me que o útero não agüentaria mais, sorri de alívio. Ela não viu, abraçava sua menina como se finalmente tivesse achado algo que lembrasse sua casa. Era deveras ridículo. Agora se sentiria pertencente a outra coisa então? Eu dizia, em tom de brincadeira, tem filhos mulher!Tem filhos! Mas nada lhe fazia ser menos enjoativa. Decorava as faculdades, decorava seus cadernos e empilhava livros…livros que nunca tinha tido capacidade ou interesse de ler. E eu dizia, “ponha uma boneca e um kit de maquiagem se quer ela feliz.” Ela sorria a contragosto. “Parece que se odeia mulher, não era isso que tu gostava?”
“Tu nunca soube o que eu gostava”, tiro na escuridão, fez virar-me com olhos receosos, como alguém que precisa pegar nas rédeas do cavalo rapidamente, antes este saiba que é controlado. “O que disse amor? Oh amor, é uma menina…é uma menina…Vais crescer e ser o que se é. Tem filhos de monte, não acha que odiarão a menina assim? Tem filhos e um marido, cuidamos de você. Eu cuido da menina, tu cuida….não sei por quê a maior preocupação.”
“Ela não chora Sr, Ela só sorri…e deita no chão, balança as mãozinhas. Nunca chora. As mães vem aqui e me exaltam, falam que sei métodos de bons costumes,..dizem que sou mãe completa. Eu sorrio, enquanto tremem de inveja da serenidade da menina.”
“Oh, claro! Mas que carinha é essa amor? Que carinha? A menina é doce, saudável, não faz desfeita…não não, ela seguirá as palavras. Seguirá o que é bom para se agüentar nesse mundo…”
“Ela…olhe …sim, olhe. Ela te lembra quem Sr ?”
“Alguém? Claro, nós…somos pais dela meu amor…sim, meu amor. Não tenho desconfiança, muito menos ela é menos bonita que tu. Tem meus olhos, é nossa…Não vê, é uma menina, mas é nossa. Ah e parece você…”
“Sim Osvaldo, ela me parece”
“Não vejo ainda o sorriso! Ela é doce, bem comportada, bonita. Parece você, com certeza.”
“Sim, me parece…E olha o que me tornei…”
