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22/10/2010 - 16:08

Mesmo com os pés tortos, menino de 9 anos vence competição de snowboard

O britânico nasceu com os pés para dentro e procurou o esporte para melhorar seu desempenho motor

   Reprodução

Thomas Robinson começou a praticar snowboard há um ano e meio na esperança de que pudesse melhorar sua circulação e equilíbrio e fortalecer as pernas, danificadas por conta de uma grave doença no quadril. O que o menino não esperava, no entanto, era que pudesse vencer uma importante competição européia, a Westbeach Snowflex Freestyle, realizada na França, na categoria sub 16. Para surpresa dos jurados, ele conseguiu realizar manobras espetaculares.

A condição do menino se deve ao fato de que o ele nasceu com uma rotação anormal dos ossos da coxa. Por isso, seus pés são voltados para dentro. É comum bebês que apresentam esse problema conseguirem se livrar dele quando crescem. Mas, no caso de Thomas, mesmo com o uso de moldes e calçados especiais, isso não aconteceu. Sua mãe, Lynda, disse ao Daily Mail que o filho tinha dificuldades para caminhar e não conseguia jogar futebol ou andar de bicicleta.

Uma das alternativas de tratamento, uma cirurgia no fêmur, não agradou a mãe. “Fiquei com medo, pois havia risco de paralisia”, explicou ela ao Daily Mail. Foi então que ela soube sobre os possíveis benefícios do snowboard e matriculou o menino num curso. Rapidamente ele melhorou sua capacidade de controlar as pernas e tomou gosto pelo esporte. Chegou, inclusive, a ganhar medalhas de prata e bronze em campeonatos locais da Inglaterra.

A mãe contou ainda ao jornal britânico que a princípio proibiu o menino de participar do campeonato europeu, pois ele estava se recuperando de um braço quebrado. “Relutante, após Thomas pedir muito, deixei que ele participasse. Mas avisei que não queria vê-lo fazendo nenhuma manobra muito arriscada”, disse ela. Mas o menino não obedeceu a mãe e, justamente por isso, venceu a competição e recebeu a quantia de 3 mil libras (aproximadamente 7.900 reais). Treinando quatro vezes por semana, Thomas agora tem o sonho de se tornar campeão mundial de snowboard e de competir nas Olimpíadas.

Deborah Eastwood, ortopedista pediátrica, disse ao jornal britânico que assim como recomenda o ballet para as meninas, indica o snowboard para os meninos como forma de melhorar problemas nos pés. “Ao mantê-los em linha reta, ou apontando ligeiramente para fora, o esporte ajuda a controlar a posição enquanto trabalha o quadril também. Isso pode alongar os músculos e estimular a elasticidade”, explicou a médica.

Fonte: Revista Crescer
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/1,,EMI181364-17729,00.html

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22/10/2010 - 11:16

I Congresso Muito Especial de Tecnologia Assistiva e Inclusão Social das Pessoas com Deficiência do Distrito Federal

Entre os dias 9 e 12 de novembro, será realizado o 1º Congresso Muito Especial de Tecnologia Assistiva e Inclusão Social das Pessoas com Deficiência do Distrito Federal – uma produção do Instituto Muito Especial em parceria do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O objetivo do evento é reforçar a importância do tema e apresentar as inovações na área de Tecnologia Assistiva. Além de, claro, debater a inclusão social da pessoa com deficiência.

O local escolhido para tal realização é o Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, localizado no Setor Hoteleiro Sul, Quadra 6, Lote 1, Conjunto A.

O credenciamento ocorrerá no dia 09, às 17h,  mas apenas as 500 primeiras pessoas a se credenciarem garantem o kit do Congresso, contendo mochila, cartilhas, bloco, pasta e caneta.

Mais informações: www.congressoassistivabrasilia.org.br

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22/10/2010 - 11:04

Atleta deficiente leva o ouro no Campeonato Brasileiro de Equitação, no Ceará

O atleta paraense Bruno Lins, 26 anos, é o único velocista com paralisia cerebral a competir do Estado na equoterapia. Bruno participou recentemente da primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Equitação em Fortaleza (CE), em junho. Na competição, ficou em primeiro lugar na prova de 100 metros, conquistando a medalha de ouro, e em segundo lugar nos 400 metros, ficando com a medalha de prata.

Em setembro, Bruno participou do campeonato brasileiro, em São Paulo. Na disputa, ficou em terceiro lugar na prova dos 100 metros e em segundo nos 400 metros. Para ele, foi uma prova bem diferente das que tem participado. Além dos brasileiros, também participaram atletas do México, Japão, Argentina, Uruguai, Inglaterra e Chile. A próxima etapa do campeonato será na cidade de Porto Alegre (RS), de 3 a 5 de dezembro.

Formado na área de recursos humanos, já fez vestibular para Direito, e foi aprovado. Atualmente cursa a faculdade de Educação Física. Ele pretende dar aulas de educação física para pessoas com deficiência.

Fonte: Jornal Amazônia
http://www.orm.com.br/amazoniajornal/interna/default.asp?modulo=994&codigo=496248

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07/10/2010 - 20:01

Exoesqueleto biônico entra em fase de testes em 2011

Amanda Boxtel, paralisada após acidente de esqui em 1992, caminha com a eLegs. Foto: APAmanda Boxtel, paralisada após acidente de esqui
em 1992, caminha com a eLegs
Foto: AP

Uma empresa norte-americana, a Berkeley Bionics, anunciou hoje que vai iniciar em breve testes clínicos com o eLEGS, um exoesqueleto biônico com inteligência artificial capaz de levar movimentos como andar e caminhar de volta a paraplégicos.

O eLEGS foi demonstrado hoje pela primeira vez pelo CEO da Berkeley Bionics, Eythor Bender. O equipamento, de acordo com a fabricante, será oferecido inicialmente a centros de reabilitação para uso sob supervisão médica, e pode ser ajustado para uso em pessoas com altura entre 1,58 e 1,95 m. Um dos grandes diferenciais do produto é sua capacidade de dobrar os joelhos de maneira mais eficiente e, desse modo, lidar melhor com terrenos irregulares.

Para “vestir” o eLEGS, basta sair da cadeira de rodas e conectar poucas travas, velcros e apoio de ombro, e caminhar na velocidade de até 4,8 km/h. O eLEGS é movido a bateria e responde aos movimentos do usuário (via sensores) para determinar qual a finalidade e responder corretamente. Um computador de bordo coordena o dispositivo.

Na apresentação, Amanda Boxtel, que ficou paralisada após um acidente de esqui em 1992, caminhou com o auxílio do equipamento.

Os testes clínicos com o eLEGS estão previstos para o próximo ano em algumas clínicas de reabilitação nos Estados Unidos, para avaliação de pacientes e seus fisioterapeutas ¿ que precisam de um treinamento especial para lidar com o eLEGS. O preço do eLEGS não foi divulgado.

Fonte: Portal Terra
http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4723058-EI12882,00-Exoesqueleto+bionico+entra+em+fase+de+testes+em.html

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06/10/2010 - 11:59

Pessoas com deficiência estarão em pauta na Feira do Livro de Porto Alegre

A comunicação, o emprego e a sexualidade das pessoas com deficiência estarão em pauta durante a 56ª Feira do Livro.

Logotipo da 56ª feira do Livro de Porto Alegre
A inclusão das pessoas com deficiência será tema de palestras e debates durante a 56ª Feira do Livro de Porto AlegreSite externo.. Um dos eventos ocorre no dia 31 de outubro, na Casa do Pensamento (”Armazém A” do Cais do Porto), com uma série de palestras promovidas pela Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes (Agapasm)Site externo.. Entre os assuntos abordados estão o emprego, a educação e a sexualidade da pessoa com deficiência.
No final da tarde, a partir das 18h00, haverá ainda a sessão de autógrafos do livro “A Grande Revolução”, de Alex Garcia, presidente da Agapasm, e da cearense Rozelane Pessoa.A Feira do Livro de Porto Alegre também é palco para o seminário “Contação de História em LIBRAS em Perspectiva”, promovido pelo IPA, que ocorre no dia 15 de novembro, na Casa do Pensamento. Informações e inscrições podem ser feitas pelo email visitacaoescolar@camaradolivro.com.br ou pelo telefone: (051)3286-4517.

Fonte: Viva a Vida Livre
http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=2099&/pessoas_com_deficiencia_estarao_em_pauta_na_feira_do_livro_de_porto_alegre

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06/10/2010 - 11:46

Pará realiza primeiras cirurgias de implante coclear

Com apoio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS) realizou, nesta segunda-feira (4), as duas primeiras cirurgias de implante coclear, um dispositivo eletrônico que permite pessoas com surdez profunda voltarem a ouvir. Essa tecnologia pode beneficiar tanto indivíduos que nasceram surdos como os que perderam a audição ao longo da vida.

O Pará é o primeiro estado da Região Norte a disponibilizar esse serviço por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), unindo-se aos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Distrito Federal, que já dispõem do serviço, totalizando 16 centros.

As cirurgias foram realizadas pela equipe do Serviço de Otorrinolaringologia do HUBFS, chefiada pelo médico José Cláudio Cordeiro, em parceria com especialista Robinson Koji Tsuji, do Hospital das Clínicas da Universidade do Estado de Saúde Paulo (USP).

Até o fim de 2010, mais 16 cirurgias serão realizadas com a ajuda da Sespa, que financiou a compra de 18 implantes cocleares até que o serviço do Hospital seja credenciado pelo Ministério da Saúde. Cada implante custa cerca de R$ 60 mil.

Para os dois primeiros pacientes – um jovem de 19 anos, que ficou surdo após gripe e labirintite; e uma mulher de 32 anos de idade, que perdeu a audição devido à infecção pós-parto-; o implante é a única chance que têm de voltar a escutar, uma vez que esse tipo de recurso só é indicado para pacientes que não ouvem com aparelhos auditivos convencionais.

Depois de um mês de implantado no ouvido interno do paciente, o dispositivo é ativado e funciona acoplado a um aparelho externo, que capta e transmite os sons por meio de eletrodos até o cérebro. É nesse aparelho externo que também fica a bateria que alimenta todo o sistema do implante.

Antes, durante e depois da cirurgia, o paciente recebe atendimento de equipe multidisciplinar, com destaque para o fonoaudiólogo, que tem o papel de auxiliá-lo a se adaptar à nova forma de ouvir.

O momento histórico foi comemorado logo após a cirurgia em reunião no HUBFS, contando com a presença da equipe médica, do diretor do Hospital Murilo Morhy, da diretora clínica, Roselis Gonçalves, e da secretária de Estado de Saúde Pública, Silvia Comarú.

Segundo o diretor do HUBFS, Murilo Morhy, a inauguração do Serviço de Implante Coclear é um sonho perseguido há três anos por José Cláudio Cordeiro. “Me sinto muito feliz por ter sido concretizado na minha gestão”, comemorou, lembrando que toda a equipe trabalhou muito por esse momento.

Para ele, o apoio da Sespa foi fundamental, pois sem o fornecimento das próteses, o serviço não poderia ser implantado. “A sua colaboração e do governo do Estado foi fundamental para a concretização”, disse Morhy em agradecimento à secretária Silvia Comarú.

José Cordeiro ressaltou que a população carente precisa desse tipo de estímulo e que a meta principal é o paciente. Cordeiro também disse que as primeiras cirurgias realizadas são uma homenagem à médica Bettina Ferro de Souza, que foi sua professora e dá nome ao Hospital.

Segundo Silvia Comaru, o HUBFS está encontrando seu papel dentro do SUS no Pará, atendendo, especialmente, uma demanda reprimida de pacientes nas especialidades de oftalmologia e otorrinolaringologia. “Eu parabenizo vocês pelo sonho realizado, é uma grande satisfação fazer com que uma pessoa passe a ouvir e seja reintegrada à sociedade”, festejou.

Roberta Vilanova – Sespa

Fonte: Governo do Pará
http://www.pa.gov.br/noticia_interna.asp?id_ver=68007

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02/10/2010 - 20:01

Inscrições abertas para o PRÊMIO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – AÇÕES INCLUSIVAS PARA AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA – EDIÇÃO 2010

O Prêmio será entregue em cerimônia pública, em São Paulo, no dia 15 de Dezembro de 2010

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência está recebendo inscrições para o PRÊMIO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – AÇÕES INCLUSIVAS PARA AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA – EDIÇÃO 2010, com apoio da Fundação Prefeito Faria Lima – CEPAM. O Prêmio será entregue em cerimônia pública, em São Paulo, no dia 15 de Dezembro de 2010. O objetivo é estimular a implementação de práticas inclusivas e aprimorar a gestão de políticas públicas, em especial na atuação com os municípios paulistas, com ações inclusivas voltadas ao segmento das pessoas com deficiência, que soma mais de 5 milhões no Estado de São Paulo.

Estão aptos a participar do Prêmio as instituições públicas e privadas, de todos os municípios do Estado de São Paulo, que registrarem suas práticas inclusivas no questionário digital do Observatório dos Direitos da Pessoa com Deficiência – disponibilizado no endereço eletrônico http://bit.ly/deficiencia, vinculado ao Portal da Secretaria.

Serão selecionadas as 10 melhores práticas inclusivas, segundo critérios estabelecidos no Regulamento do Prêmio. Diversos municípios já registraram o questionário do Observatório, porém alguns estão incompletos, o que inviabiliza a participação. Quem já preencheu, porém, pode voltar à página, revisar, completar e participar da concorrência ao Prêmio. Serão considerados válidos apenas os registros completos. Os vencedores terão suas práticas divulgadas em publicação distribuída na data da Cerimônia de Entrega do Prêmio e reconhecimento público nos websites da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Cepam.

Detalhes do Regulamento e informações sobre prazos, formas de inscrição e participação estão publicados em hotsite, criado exclusivamente para o Prêmio. Acesse: http://pgsp.sedpcd.sp.gov.br/

Também foi criado um e-mail para contato e esclarecimentos:  acoesinclusivas@sp.gov.br

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência
http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=671

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29/09/2010 - 18:07

Mesmo tendo perdido todos os membros, menino volta à escola e se torna o mais popular da classe

Britânico de 4 anos teve pernas e braços amputados por causa de meningite.

  Reprodução

Em maio do ano passado, Harley Lane teve uma meningite e foi desenganado pelos médicos. Sofreu ainda septicemia, infecção generalizada grave, e precisou amputar os braços e as pernas. Hoje, mais de um ano depois da doença, voltou à escola.

Com próteses e uma cadeira de rodas, que foram pagos por doações, o menino se tornou o garoto mais popular da classe, contou seu pai, Adam Lane, ao jornal britânico Daily Mail. “A personalidade vencedora do meu filho atraiu as crianças, todas querem ser seu melhor amigo. Além disso, ele vai todos os dias às aulas e gosta de tudo, porque é um mundo novo para ele”, afirmou o homem.

Durante o período que permanece na escola, Harley é ajudado por um assistente de ensino. Além disso, o lugar recebeu uma sala equipada para ajudar na higienização do menino, prevenindo assim infecções. Segundo Jean Burston, diretor da escola primária, o garoto está se adaptando muito bem.

A história do menino que perdeu os membros comoveu as pessoas e fez com que ele recebesse uma doação de aproximadamente 500 mil libras, o que equivale a mais de um milhão de reais. Com esse dinheiro, os pais de Harley se mudaram para uma casa adaptada as novas necessidades do filho.

No último verão europeu foi ele quem levou as alianças da cerimônia de casamento dos pais, que havia sido adiada em decorrência de sua doença. Agora, além de frequentar a escola, ele também está aprendendo a lidar com as suas próteses.

Fonte: Revista Crescer
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/1,,EMI175547-17729,00.html

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29/09/2010 - 07:13

Celular do Vovô

Parece um celular bem simples. Na verdade é um celular bem simples. Ele é tão simples que poderia ser usado por uma criança ou por uma vovó que não ouve e não enxerga direito. E a ideia é exatamente essa. Ser um celular para idosos e pessoas com limitações de visão, por exemplo.

Com tantos celulares no mercado com funções cada vez mais complexas, visor colorido, GPS, WiFi, bluetooth, etc., é de surpreender a criação de um celular unicamente concebido para efetuar e receber ligações, SMS e pedir socorro.

No entanto essa foi a aposta da empresa chinesa ZTE, o ZTE-G S302 chama a atenção pelo quesito usabilidade e ergonomia. Segundo a empresa o aparelho foi projetado para idosos e conta com um design bem interessante, as teclas são bem amplas e o display monocromático, isso permite uma boa a leitura, além do teclado ficar bem iluminado no escuro. Os ringtones e tons do teclado são bem altos, e dá para ouvir rádio FM com ele.

O aparelho conta ainda com um sistema de chamadas de emergência que pode ser acionado com o toque de um botão na traseira (”botão de pânico”). Dá para configurar até quatro números de emergência no S302. Ao pressionar o SOS na parte traseira, uma sirene toca e o celular começa a discar para os quatro números. Caso o primeiro não atenda, vai para o próximo. Quando alguém atende, o S302 entra automaticamente no viva-voz e a pessoa pode pedir ajuda sem se preocupar em levar o telefone ao ouvido. Uma idéia de ajuda que pode salvar uma vida.

O lançamento foi previsto para acontecer no Rio de Janeiro no final de 2009, mas não houve grande divugação. Talvez achem que os idosos não precisem se comunicar. Na verdade, a resistência de alguns idosos em ter e usar um celular se deve ao fato da complexidade de manuseio da maioria dos aparelhos, com visores que impossibilitam a leitura e teclas minúsculas e muito juntas.

O S302 será comercializado pela Tim VIP do Rio de Janeiro ao preço de  R$169,00, porém o aparelho já virá desbloqueado.
Outra função muito interessante foi o fato da tecla * ter uma face feminina e o # uma face masculina. São botões de discagem rápida, ou seja, pressione * para falar com a filha ou a esposa ou # para falar com o  filho ou esposo.  O que presume que pode ser utilizado também no caso das crianças para representar os números da mãe e do pai respectivamente.

Parabéns aos chineses! Cadê nossa versão brasileira?

Fonte: Blog Estar Deficiente
http://estardeficiente.blogspot.com/2010/09/celular-do-vovo.html
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16/09/2010 - 11:55

Transporte acessível, medalha de ouro

Mobilidade urbana é colocada em prática em Uberlândia e cadeirantes ganham tempo e qualidade de vida.

Arthur Fernandes – Editor
Jornal Correio de Uberlândia
Bruna Thais pega o ônibus com a mãe no bairro Morumbi

Bruna Thais pega o ônibus com a mãe no bairro Morumbi

Um ano depois da implantação pioneira em nível nacional da frota do transporte público totalmente acessível para pessoas com deficiência, o conceito de mobilidade urbana em Uberlândia começou a ser colocado em prática pelos usuários cadeirantes do Sistema Integrado de Transporte (SIT) em qualquer ponto de ônibus nos quatro cantos da cidade.

“A frota é 100% adaptada e a nossa vida melhorou 100%”, afirmou a dona de casa Luciélia Pereira Gomes, mãe da estudante Bruna Thais Gomes de Brito, 15 anos, deficiente física desde um ano de idade.

A história da estudante exemplifica a melhora na qualidade de vida das pessoas com deficiência que hoje podem usufruir da acessibilidade irrestrita no transporte público uberlandense, iniciada em agosto de 2009.

“Muita coisa mudou de lá para cá. Agora tenho mais chances de sair e de um jeito mais rápido. No lugar onde eu moro, não eram todos os ônibus que tinham elevador”, afirmou a estudante, que reside no bairro Morumbi, região leste de Uberlândia.

O tempo de espera no ponto de ônibus diminuiu e as oportunidades aumentaram para a garota que teve uma doença genética nos ossos que a impediu de andar. O período em que ela ficaria esperando na cadeira de rodas por um dos poucos ônibus com elevador, agora a estudante utiliza dentro da piscina do Uberlândia Tênis Clube (UTC) para treinar natação.

A espera no ponto do ônibus para fazer o deslocamento de mais de 10 quilômetros entre a rua do Facão até o clube em que treina no Centro de Uberlândia foi reduzida com todos os ônibus da linha Morumbi/Terminal Central, providos de elevadores.

Segundo cálculos da Secretaria de Trânsito e Transportes (Settran), este tempo de espera com a frota 100% adaptada não passa de 15 minutos, em média, para pessoas com deficiência pegarem um ônibus. “Hoje espero uns 10 minutos pelo ônibus aqui no Morumbi. Antes levava quase meia hora”, disse a estudante.

Na piscina, o tempo também diminuiu nos 50 metros livre no estilo de nado crawl. Nadadora paraolímpica, Bruna Thais expandiu sua mobilidade além dos limites de Uberlândia e acaba de chegar de São Paulo com duas medalhas de ouro e uma de prata no peito na primeira competição paraolímpica disputada pela estudante.

Ela participou das Paraolimpíadas Escolares, entre os dias 6 e 11 de setembro, em São Paulo (SP). Bruna venceu as provas de 100 metros e 50 metros livre, estilo crawl, e ficou em segundo lugar nos 50 metros peito. “Nos 50 metros livre fiz tempo de 1 minuto e 13 segundos. Quando eu comecei a treinar, o meu tempo era 1 minuto e 25 segundos”, afirmou Bruna Thais.

Licitação previa 100% de acessibilidade

Em agosto de 2009, após concluir o processo de licitação para a concessão do serviço de transporte público para novas empresas, Uberlândia foi a primeira cidade brasileira a ter toda a frota de ônibus acessível para pessoas com deficiência. A cidade saiu na frente das demais e se adaptou com antecedência à obrigatoriedade contida no Decreto Federal 5.296, que prevê a implantação de 100% de ônibus acessíveis em todo o país no transporte coletivo urbano até 2014.

Hoje são 64 bairros integrados em Uberlândia e cinco distritos, além de vilarejos, como a Tenda dos Morenos e Olhos D`água, atendidos por 395 veículos do Sistema Integrado de Transportes distribuídos em 108 linhas de ônibus totalmente acessíveis para pessoas com deficiência.

“Quando fizemos a licitação, houve a oportunidade de resolvermos dois problemas: ônibus velhos e falta de acessibilidade. Quanto mais novos os veículos, maior pontuação teria a empresa e quanto mais ônibus acessíveis com elevador, mais pontos a empresa alcançaria na licitação. Assim, atingimos em agosto de 2009, os 100% de frota acessível”, afirmou o secretário de Trânsito e Transportes (Settran), Paulo Sérgio Ferreira. “A quantidade de reclamações dos usuários diminuiu consideravelmente”, afirmou o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Triângulo Mineiro (Sindett), José Luiz Rissato.

Veículos com piso baixo são prioridade do SIT

Depois de implantada a integralidade do transporte coletivo acessível, o objetivo é aumentar a oferta de ônibus com piso baixo no Sistema Integrado de Transportes (SIT). Este tipo de veículo torna desnecessária a utilização do elevador. “O problema é o preço. Ele custa praticamente o dobro do convencional. Um ônibus normal custa R$ 300 mil, o outro com piso baixo custa R$ 600 mil.” A meta é ampliar, gradativamente, a oferta deste tipo de veículo. “Hoje são dois no corredor de ônibus da (avenida) João Naves de Ávila. Nos próximos corredores que iremos implantar – serão mais quatro corredores-, vamos aumentar a oferta de ônibus com piso baixo”, afirmou o secretário.

Sistema ainda requer aprimoramentos

Deficiente físico, mestre em Engenharia Civil na área de transporte pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e presidente do Conselho Municipal da Pessoa Portadora de Deficiência (Compod), Gilmar Rabelo, afirma que a posição de Uberlândia é de vanguarda no que tange à acessibilidade, no entanto, ainda há melhorias para serem implantadas.

“Não podemos pensar só nos ônibus quando falamos em transporte público. Temos que pensar o transporte como um todo. As calçadas são um complemento e hoje há muita dificuldade para o deficiente andar por elas”, afirmou Rabelo.

Para os deficientes visuais e auditivos, também há limitações quanto às orientações sobre os itinerários e horários. “Falta essa adequação com uma programação audiovisual para os deficientes auditivos e visuais”, afirmou o especialista.

A assistente social da Aparu (Associação dos Paraplégicos de Uberlândia), Denise Resende Faria, disse que outro problema é a única vaga para a cadeira de rodas nos ônibus do SIT. “Tem gente que trabalha e, quando há dois ou mais deficientes no ponto, só um embarca. Muitos que fazem atividades aqui na Aparu e que também trabalham acabam chegando atrasados no serviço quando isso acontece”, disse.

“Este foi um aspecto que fez com que a Settran nos procurasse para solucionar. A intenção é fazer com que haja mais de um local para a cadeira de rodas em linhas com demandas elevadas”, afirmou o presidente do Compod, citando o campus da Educação Física da UFU, como um dos destinos mais procurados pelos cadeirantes.

Dados são escassos

O poder público municipal de Uberlândia e as entidades de apoio aos deficientes não têm dados precisos sobre a quantidade de pessoas com deficiência em Uberlândia. “O Censo do IBGE servirá para isso”, afirmou a assistente social da Associação dos Paraplégicos de Uberlândia (Aparu), Denise Resende Faria. O presidente do Compod também considera as estimativas atuais defasadas.

A reportagem do CORREIO de Uberlândia entrou em contato com as assessorias da Agência Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) à procura de dados sobre a cobertura de frota acessível no transporte público de outras cidades brasileiras. No entanto, ambas as entidades não têm dados oficiais sobre a cobertura nacional.

Em março, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu reportagem mostrando a dificuldade que os deficientes enfrentam em capitais brasileiras para pegar ônibus urbano. A produção do programa teve que recorrer aos sindicatos das empresas de cinco capitais das regiões Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Sul para levantar os dados sobre acessibilidade no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), São Luís (MA), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS).

A cidade que teve o maior percentual de frota acessível foi a capital goiana com 79%. “Fizemos um levantamento das principais cidades brasileiras em agosto deste ano para ver qual era o percentual de acessibilidade das frotas e Uberlândia foi a primeira no Brasil a ter 100%”, afirmou o secretário de Trânsito e Transportes (Settran), Paulo Sérgio Ferreira.

Fonte: Correio de Uberlândia
http://www.correiodeuberlandia.com.br/texto/2010/09/13/47660/transporte_acessivel,_medalha_de_ou.html

Autor: edinamarcorrea@ig.com.br - Categoria(s): Acessibilidade, Educação, Inclusão, Notícias, Pessoal, Saúde Tags: , , ,
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