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iBest BrTurbo
08/02/2010 - 10:53

Durkheim e meu amigo…

ao som de USE SOMEBODY do Kings of Leon

para Cleber

 

Algumas emoções podem aflorar ao decorrer deste post mas não tenho como deixá-lo de fazer…

Acredito que grande maioria das pessoas que acessam o “Abre Aspas” conheçam ou já ouviram falar de Durkheim. Na sociologia que aprendemos na escola e na graduação, temos como um dos principais trabalhos deste brilhante sociólogo o livro “O Suicídio”. Nele, o autor vai discorrer acerca de como uma atitude individual pode ser conseqüência de fenômenos que abrange toda a sociedade. Ou algo mais ou menos assim. A intenção de seus estudos era provar a existência de uma “sociologia” determinada sobre a conseqüência dos atos de um todo no individual.

A “integração social” é um dos referenciais teóricos que Durkheim se utiliza para expressar o relacionamento de determinado individuo com o seu grupo. É com base nesta integração que ele determina alguns pontos para embasar seus estudos. Além disso, Durkheim ainda classificou os tipos de suicídios: em egoísta, altruísta e suicídio por anomia (confesso que não compreendi ainda muito bem estas classificações)

No suicido egoísta, o individuo que se mata, é alguém que não possui muitos laços sociais. Não se relaciona muito com outras pessoas na sociedade e isso faz com que não tenha ninguém que o impeça de cometer tal ato. No suicídio altruísta é basicamente o oposto, o individuo é tão ligado na sociedade e nos indivíduos que se suicida acreditando que fará um bem pra sociedade.

Talvez alguns porquês que me questiono sejam respondidos pelo tipo de suicídio anomico apontado elo autor. Nele, o individuo se suicida, pois, “não se identifica” com as normas e padrões da sociedade. Não há uma vontade de estar ali, pois as normas e procedimentos não correspondem com seus objetivos. Não sei! Para Durkheim em 1897 firmar a sua Sociologia através destas análises que aqui eu resumi porcamente pelo que eu me lembro, tenha sido suficiente. Para minhas questões pessoais e particulares não o é…

Fico apenas com a sensação que a escolha errada (a meu ver) pode ser conseqüência de uma ação egoísta ocasionada por uma anomia. Mas quem somos nós para julgar e premeditar o que se passa dentro da cabeça das pessoas? Para quem fica, e não é Durkheim, o suicida deixa apenas a saudade e o respeito pela coragem de tomar uma atitude tão covarde. No último sábado um amigo de apenas 23 anos se suicidou por estar cansado de “perder”. Mal sabe ele que quem mais perdeu fomos nós, que ficamos sem seu sorriso único, sua sutil presença e principalmente sem as risadas que ele nos proporcionava.

 

@TioGuh

Autor: blogabreaspas@ig.com.br - Categoria(s): Cultura, Pessoal, Sociedade Tags: , ,
07/02/2010 - 16:56

Os micos do MEC e a política de educação no Brasil

Essa semana as pessoas puderam observar em diversas redes sociais, a insatisfação com a forma escolhida pelo MEC para distribuir as vagas nas disputadas universidades federais. A nova maneira de seleção começou como um desastre e está terminando como tal.

De maneira geral, os antigos vestibulares foram substituídos pelo Enem( exame nacional do ensino médio) avaliação aplicada há anos e que nunca revelou ter muito valor entre  os vestibulandos que buscam uma universidade pública.

Pois bem, do Enem surge a primeira escorregada do MEC. A prova vazou antes que fosse aplicada. Um mico, um escândalo e a credibilidade do Enem, que já não era muita, foi por água a baixo. Rolou uma cassa às bruxas, cancelamento da prova, quem pretendia utilizá-la  para ganhar pontos nos vestibulares da Unicamp e da USP, simplesmente não puderam.  Com isso muitos dos vestibulandos desistiram e não fizeram a prova. Quem fez ainda viu a publicação de um gabarito errado( segundo mico)

Agora para finalizar a desastrada odisséia no processo de seleção desenvolvido pelo Ministério da Educação, surgiu o Sisu(sistema de seleção unificado). Esse é um King Kong. Não conheço um candidato que não tenha reclamado. O sistema era falho, não agüentou o fluxo de acessos, o cálculo das notas era totalmente confuso e um dos critérios de desempate era justamente a ordem da inscrição no tal sistema( depois o MEC teve bom senso(?) de retirar este critério).

Preocupações: será que o nível dos alunos nas federais vai continuar o mesmo? Será que o MEC que está preocupado tão preocupado em aumentar o número de vagas se preocupa em manter a qualidade das Universidades? Isso porque estudo em uma Universidade Federal que não tem nem salas suficientes para os novos alunos. Isso sem contar a escassez de professores e diversos outros problemas de estrutura.

O que tudo isso revela? TOTAL despreparo do Ministério da Educação com a Educação. Assim como as instituições de ensino particulares tornaram-se empresas, as Federais tem se tornado instrumento de manobra eleitoreira e isso não muda, entra governo, sai governo, a educação continua sendo utilizada para ganhar votos. Parece aquelas obras maquiadas que inauguram e depois de 15 dias já está tudo desmoronando. Exato, é isso que vai acontecer.

Daqui uns anos a Universidade vai estar inchada, com um monte de alunos, sem estrutura nenhuma para manter um ensino qualificado. Porque insistem em investir na ponta, o resultado aparece mais rápido. Assim, eu lanço um prouni e abro vagas em universidades péssimas, aumento as vagas das federais sem me preocupar com a estrutura e lanço um programa de publicidade em cima disto. Porque tentar um programa de valorização de professores e melhoria de ensino em escolas públicas não garante tantos votos.

É assim que a educação vai sendo mantida: cada governo uma política nova, mas nada efetivo. Enquanto isso vamos continuar lendo reclamações de Sisu, Enem, Prouni, Saresp e outros….

Jéssica

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03/02/2010 - 19:47

Ex banda em atividade: Guns n’ Roses no Brasil

Já estão à venda os ingressos para o show que a banda de Axl Rose irá realizar no Brasil. Acredito que o Guns seja uma banda que tocou no rádio de muitos adolescentes que curtem rock. Todos vidrados pela ousadia e empáfia de seu vocalista e pelos solos desconcertantes de Slash.

Entretanto, o Guns acabou. Hoje o que existe é um Axl Rose e uma banda contratada (alguém sabe o nome dos outros músicos que compõe a banda hoje? Eu não). E será esse cenário que o público do Brasil verá no show que a banda fará no país. Depois de lançar ano passado um CD que demorou anos para ser finalizado, a banda incluiu país na sua turnê.

Como essa banda foi uma das bandas que me despertou para as guitarras pensei: “De repente será legal ir ao show”. Então fui pesquisar local e o preço. Desisti.

Uma banda, que nada tem a ver com aquela do começo dos anos 90 cobrando o mesmo preço que uma banda completa. Não vou pagar. Pagar 100, 200 reais por um cover dos Guns n Roses é subestimar muito a minha inteligência. Porque no final das contas o que é a banda hoje em dia se não um cover do que existia antigamente? Já pensou o quanto pode ser frustrante olhar para o palco ver um Axl acabado, sem ar(porque no Rock in Rio, ele já estava com um vocal bem fraco) e sem o Slash?

Pois bem, prefiro manter o Guns n’ Roses na minha adolescência

Jéssica

Autor: blogabreaspas@ig.com.br - Categoria(s): Cultura, Música, Opinião, Pessoal, Política, Veneno Tags: , , , , , ,
02/02/2010 - 13:01

A Paris de cem anos e a São Paulo de hoje

Sim, nossas semelhanças estão há cem anos. Pelo menos no que diz respeito às enchentes e a situação de calamidade provocada pelo excesso de chuvas.

No final de Janeiro de 1910, Paris sofreu a maior enchente que a cidade já enfrentou. Como é de se esperar, cem anos depois, a catátrofe vira arte e é exposta na Galerie de Bibliotèques (http://www.inondation1910.paris.fr/).

Não sei se a mesma coisa porderá ser referenciada daqui cem anos da experiencia extremanente parecida que vivemos atualmente em São Paulo.

A catarze da arte nestes momentos de desespero a mim é improvável. Está muito além de minhas competencias olhar para todo desepreo e sofrimento ocasionado pelas chuvas e imaginar Sâo Paulo hoje em dia como uma possível Veneza. Soa até em tom sarcástico.

Claro que a razão de tal problema da Paris de 100 anos é diferente dos da São Paulo de hoje. Mas, nós, seres humanos e cidadãos, somos os mesmos.

Cientes e conscientes das nossas atitudes: Você vê algum lixo na rua de Paris há 100 anos atrás?

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@TioGuh

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